Chegamos em Sidney num fim de manhã ensolarado e segui direto do aeroporto de trem até o Circular Quay — o ponto onde a cidade realmente pulsa. De lá, é impossível não se impressionar: o vai e vem dos ferries, a vista da Sydney Opera House e da imponente Harbour Bridge compondo uma das paisagens urbanas mais icônicas do mundo.


A Sydney Opera House, com seus telhados brancos em forma de velas ou conchas, parece flutuar sobre a água. De perto, é ainda mais impactante: o revestimento de mais de um milhão de azulejos suecos reflete o sol de maneiras diferentes ao longo do dia.

Projetada pelo arquiteto dinamarquês Jørn Utzon e inaugurada em 1973, a Opera House é hoje um símbolo de criatividade e inovação — e mesmo sem assistir a um espetáculo, caminhar ao redor dela já é uma experiência em si. As escadarias de granito, o som do mar e os músicos de rua formam uma atmosfera vibrante, que mistura arte e cotidiano.

Logo ao lado, ergue-se a Harbour Bridge, uma das maiores pontes de arco em aço do mundo. Inaugurada em 1932, ela liga o centro de Sydney ao norte da cidade e oferece uma das vistas mais espetaculares da baía.

Muitos visitantes se aventuram no BridgeClimb, uma escalada guiada até o topo do arco, de onde é possível ver toda a cidade — da Opera House ao Taronga Zoo, passando pelas águas azul-turquesa da baía. Mesmo para quem não sobe, observá-la de diferentes ângulos já é fascinante: a ponte muda de cor conforme o sol se move, refletindo a luz dourada do entardecer.

Deixamos as malas em um locker no restaurante City Extra, bem ali no cais, e seguimos caminhando rumo ao Jardim Botânico Real de Sydney.

Fundado em 1816, o Royal Botanic Garden é um oásis verde no coração da cidade — 30 hectares de natureza exuberante à beira da baía, abrigando mais de 7.000 espécies de plantas do mundo todo.

Logo na entrada, o contraste com a paisagem urbana é impressionante: o som dos carros desaparece e o ar parece mais puro. Caminhamos por alamedas sombreadas por figueiras imensas e palmeiras reais, entre gramados impecavelmente cuidados e pequenos lagos onde cisnes e cacatuas brancas se movem com naturalidade.

Seguindo o caminho à beira-mar, o jardim se abre para uma das vistas mais bonitas de toda Sydney — o Mrs Macquarie’s Point, um mirante natural que oferece o enquadramento perfeito da Opera House e da Harbour Bridge juntas, refletidas na água. É o tipo de lugar em que o tempo desacelera: as pessoas se sentam na grama, observam o pôr do sol e deixam o vento suave do Pacífico soprar no rosto.

Depois dessa caminhada relaxante, voltamos ao Wharf 4, o terminal de onde partem os ferries, e embarcamos rumo ao Taronga Zoo. A travessia de cerca de quinze minutos já é um espetáculo por si só: o ferry desliza pela baía enquanto o horizonte de Sydney vai se afastando lentamente, revelando a cidade sob um novo ângulo — elegante, marítima e cheia de energia.

O Taronga Zoo é um dos zoológicos mais bonitos e bem organizados do mundo, instalado em uma colina com vista para a baía. Fundado em 1916, ele abriga mais de 4.000 animais de 350 espécies diferentes, e a forma como foi projetado faz toda a diferença: os recintos são amplos, cercados por vegetação natural e com paisagens que se abrem constantemente para o mar. Caminhar por suas trilhas é quase como fazer uma expedição leve pela natureza australiana, com direito a panoramas deslumbrantes de Sydney em quase todos os pontos altos.



A experiência mais especial foi a visita particular com os koalas, uma oportunidade de vê-los de perto e aprender sobre seus hábitos tranquilos. Pela própria página web do zoológico, você descarga a App e faz a reserva com o bichinho que você prepferir: você pode ver os kolas, alimentar as girafas, conversar com os chimpanzés etc.


Eles passam a maior parte do tempo dormindo, abraçados aos eucaliptos, e a calma que transmitem é contagiante.

Além dos koalas, o Taronga Zoo tem uma área dedicada aos cangurus e wallabies (cangurus pequenos), onde é possível caminhar entre eles, e abrigos impressionantes com girafas, elefantes asiáticos, leões, tigres e aves tropicais. Cada espaço é pensado para preservar o bem-estar dos animais e reproduzir seus ambientes naturais, o que torna a visita agradável e educativa.


Ao final do dia, pegamos novamente o ferry de volta ao Circular Quay, com o sol se pondo sobre a Harbour Bridge e a Opera House dourada pela luz do entardecer. Dali seguimos até o Rydges World Square Hotel, onde estávamos hospedados. O hotel fica em uma área vibrante, repleta de restaurantes, bares e lojas, com uma avenida movimentada logo à frente — é ali também que fica o Cupra Café.

Encerramos a noite com um jantar descontraído e famosa cerveja de gengibre australiana e de sobremesa a conhecida bolacha Tim Tam.


Caminhar por Sydney à noite tem algo de mágico. A cidade é viva, segura, luminosa — e cada esquina parece convidar a ficar um pouco mais. Em um único dia, vivi o que melhor define Sydney: o equilíbrio perfeito entre natureza e arquitetura, modernidade e calma, energia e contemplação. Um lugar que faz a alma respirar em um ritmo diferente. Veja nosso segundo dia em Sidney aqui.

