Europa · Polonia · Varsóvia

Varsovia | a Rota Real, Castelo Real, Muralha e Cidade Antiga

Antes de começar a Rota Real, começamos o dia em um café da manha maravilhoso em um dos Cafés mais charmosos da cidade. Aliás Varsóvia é a cidade dos cafés charmosos, e nós entramos por caso no Bulke Przez Bibuike, e depois descobrimos que ele está em primeiro lugar no Tripadvisor e devidamente merecido. Tudo super fresco e delicioso e com muitas opções orgânicas. Veja mais neste post.

Com a barriga cheia fomos para perto da rua principal da cidade, a  Krakowiskie Przedmiescie para começar o passeio pela Rota Real até o Castelo Real e Cidade Antiga.

Já vou logo avisando que essa rua é um desbunde de cultura e arquitetura polonesa. Logo no início está o monumento a Nicolau Copérnico erigido em 1830 e atrás o Palácio Staszic, construído em 1820 e que hoje abriga a Sociedade de Amigos da Ciência. O monumento representa a teoria heliocêntrica desenvolvida por Copérnico em que o sol gira em torno da Terra.

Seguindo pela mesma rua encontramos a Igreja de Santa Cruz do século XVII , toda branquinha por dentro e em cujo interior está depositada a urna que guarda o coração de Chopin, que pediu em testamento que seu coração voltasse à Varsóvia e que em seu funeral se tocasse a peça “Missa de Requiém” de Mozart.

Mais adiante está o complexo de edifícios da Universidade de Varsóvia que se acede por uma porta com uma águia polonesa gigante em cima.

Finalmente chegamos ao famoso Hotel Bristol construído no século XIX e onde se hospedavam as grandes personalidades da vida cultura e política da época.

O edifício seguinte é o Palácio Presidencial (Palac Prezydencki) residência das famílias reais da Polônia. Durante a época do comunismo foi sede do conselho de Ministros. Desde 1994 é residência do Presidente da República e só pode ser visitado com visita guiada agendada.

No pátio está esculpida em pedra a estátua do Príncipe Jozéf  Poniatowisky que foi chefe do exército polonês a comando de Napoleão durante a Revolução Francesa.

Ao lado está a Igreja das Carmelitas do século XVII em estilo barroco e neoclássico.

O próximo passo é uma praça super charmosa, que imagino que no verão deva ser bem florida, com a estátua de um poeta polonês famoso por lutar contra o domínio russo.

Continuando o caminho se abre um boulevard com a Igreja da Assunção de Maria e José que tem uma abóboda em forma de globo terrestre.  Essa igreja do século XVIII saiu ilesa da guerra e seu interior é um exemplar da arquitectura barroca.

 

Seguindo pelo boulevard chegamos na parada mais esperada, a Igreja de Santa Ana cuja torre, Taras Widokowy, tem vista privilegiada da Praça Zamkowy, um dos cartões postais mais bonitos da cidade.

No centro está a Coluna Zygmunta III Wazy em homenagem ao rei de mesmo nome que trocou a capital da Polônia da Cracóvia para Varsóvia. Essa versão da coluna é de 1949, pois a cidade foi totalmente destruída pelos alemães em 1944 durante o Levante de Varsóvia.

Do mirador da Igreja, o Taras Widokowy, também se vê o Palácio Real (Zamec Krolewiski), que fica na mesma Praça Zamkowy,  do século XIV construídos pelos primeiros duques do reino de Varsóvia, antes da sua incorporação ao Reino da Polonia, chamado Mazovia.

Quando Varsóvia se transformou na capital do reino da Polônia, o palácio passa a ser sede real e parlamentária. Ele também foi destruído por Hitler durante a guerra, mas reconstruído em 1971.

 

  • A Cidade Velha (Old Town) e Cidade Nova

A partir da Praça do Castelo se abrem duas ruas que te vão te levar diretamente à cidade antiga. Seguimos pela Pirwa, vale observar as fachadas das casas que se salvaram da guerra ou que foram completamente restauradas.

Chegando à Praça da Cidade Velha (Stare Miasto) continue deliciando-se com sua arquitetura medieval digna de cinema. Como era época de Natal , além da Árvore toda decorada (a Polônia é um dos países mais Católicos do muno), encontramos um lindo Mercado de Natal (excelente para tomar vinho quente e comprar enfeites de Natal) e uma pista de patinação no gelo.

No seu centro a Estátua da Sereia com a espada e o escudo, além de uma fonte de água natural e manual é o símbolo de Varsóvia.

Aí estão a também sede da Prefeitura da Cidade e o Museu de História de Varsóvia.

Do outro lado da praça está a rua Swietojanska que entre muitas lojinhas (adoro a porcelana polonesa branca e azul!) e restaurantes te conduzirá diretamente à Barbacan  (Barbakan Warszawskié), a muralha que situada em cima de um fosso, protegia a Old Town.

Ela também é conhecida como Porta da Cidade Nova, pois dá aceso direto a ela.

Seguimos pela rua Freta, cheia de cafés e lojinhas e fomos direto ao Monumento do Levantamento de Varsóvia, em homenagem às vítimas, e atrás o Palácio da Justiça.

Na volta passamos pelo Palácio da Cultura e da Ciência que foi um presente de Stalin para a Polônia como um símbolo do comunismo. É lógico que os poloneses odeiam esse edifício e já pensaram em demoli-lo várias vezes.

A área onde está o Palácio da Cultura e da Ciência é uma zona de lojas, restaurantes e bares. Se você gosta de eletrônicos e eletrodomésticos não deixe de ir na Saturn, uma cadeia de lojas que também existe na Alemanha e que tem preços muito mais baratos em relaçao aos encontrados no Brasil. Eu quase trouxe uma airfryer, mas infelizmente não cabia na mala de mao. 😦

Outra coisa imperdível para se fazer na Polônia é comer em um Milkbar, os antigos restaurantes da época comunista que servem enormes porções de comida típica polonesa a preços irrisórios. Mas não se assuste, é claro que hoje em dia existem diferentes “níveis” de milkbar e muitos se modernizaram e podem chegar até mesmo a ter preços mais elevados.

Nós fomos ao Milkbar Mleczania Jerozolimska e foi uma experiência enriquecedora. É lógico que os menus estão em polonês e muito menos as atendentes sabem falar o inglês, mas aí é que está a graça da experiência, não é mesmo? Então vai pela cara do prato mesmo, afinal sopa é sopa em qualquer lugar do mundo. O bom é já ter visualmente na memória alguns pratos poloneses, leia meu post sobre os pratos poloneses aqui, como por exemplo, o pierogi, que é uma espécie de ravióli de queijo com batata ou carne cozido no vapor com molho de manteiga. É muito gostsoso!

Europa · Polonia · Varsóvia

Polônia | Varsóvia: Gueto de Varsóvia, Bairro Judeu e Museu do Levantamento

No nosso primeiro dia em Varsóvia aproveitamos para visitar o Gueto de Varsóvia, o bairro judeu e o Museu do Levantamento inaugurado em 2004.

A cidade hoje é maravilhosa (leia as dicas de hotel, restaurante e transporte aqui) com uma arquitectura espectacular e super segura. Se você chegar lá sem saber da sua história jamais vai imaginar que ela foi totalmente devastada durante a 2ª Guerra, pois a cidade conseguiu se reerguer-se completamente. Tudo foi minuciosamente reconstruído com antes dos ataques. Por isso, altamente recomendo a visita ao Museu do Levantamento para entender o passado da cidade.

O Museu do Levantamento mostra exatamente o que aconteceu com a Polônia, o país que mais sofreu com a segunda guerra mundial, atacado pela Alemanha e usado pela URSS, cujo plano inicial era fazer o país desaparecer como nação, que era, na época, considerada como a Capital europeia da cultura judaica.

O Museu descreve cada um dos 63 dias de luta do povo polonês para tentar recuperar sua independência das mãos da Alemanha e da URSS.

Depois de 5 anos de guerra, entre 1939 e 1944, Varsóvia ainda não havia sofrido seu episódio mais dramático. O governo em exílio organizou um ataque precipitado  “o levantamento” para tentar recuperar sua independência.

Foram 63 dias de luta com um saldo final de 85% dos edifícios destruídos por ordem expressa de Hitler e o olhar impassível de Stalin que se dizia vingado pela derrota em 1920 contra a Polônia.

Assistir ao vídeo que mostra como ficou Varsóvia é chocante. Mais ainda é descobrir que essa cidade antes habitada por 1,3 milhão de pessoas foi transformada em pó e restaram apenas mil moradores é ainda mais!

Saindo do  museu fomos em direção ao Bairro Judeu e ao Gueto de Varsóvia.

  • O Bairro Judeu e o Gueto de Varsóvia

Entre as avenidas Wladyslawa Andersa e Marszalkowska se encontram uma série de monumentos que lembram a história recente mais dramática do país. É a área onde se situava o Gueto Judeu durante a 2ª guerra mundial.

Por ordem de um general alemão, a população judia de Varsóvia foi isolada em um gueto com uma população que somava em 1940, 380.000 pessoas, ou seja, cerca de 30% da população.

Um mês após a criação do gueto, os próprios judeus foram obrigados a construir um muro, isolando-os totalmente do restante da população.

Ninguém podia entrar no gueto sem ser judeu e nenhum judeu podia sair se não fosse para trabalhar em alguma empresa. Para comer, eram entregues pelos alemães, as rações, com diversos tipos de alimentos, mas divididos da seguinte forma: 2400 calorias para alemães, 1800 calorias para polacos e 184 calorias para os judeus. Com essa quantidade super reduzida de comida, as doenças começaram a surgir rapidamente.

Durante 1 ano e meio após a criação do gueto, judeus continuavam a chegar vindos de cidades e vilas menores próximas a Varsóvia. Até que, em 1942, teve inicio os transportes dos judeus para os campos de extermínio.

Cerca de 300.000 judeus foram levados para o campo de extermínio de Treblinka, que fica próximo a Varsóvia, e morreram nas câmaras de gás.

Após o início dos transportes, alguns judeus começaram a se organizar e se preparar para lutar contra os alemães. A resistência não era capaz de libertar o gueto ou destruir os nazistas em Varsóvia, eles apenas lutavam por uma morte digna, preferiam morrer lutando do que numa câmara de gás.

Em de maio de 1943, considerou-se o fim do levante do gueto, com a destruição total da sinagoga.

Na rua Sienna, 55 é possível ver um pedaço do muro que separava o gueto da cidade e que hoje é um memorial.

Em um circuito circular se pode seguir para a Sinagoga Nozyk, a prisão Pawiak, o Memorial de Umschlagplatz, que era o lugar onde os judeus esperavam o trem para ir ao Campo de Concentraçao de Treblinka, o Museu da História Polonesa, o Monumento às Vítimas do Levantamento e o Cemetério Judeu.

Terminamos a noite na Nowy Swiat, conhecida como a rua do novo mundo, e que é a parte final do caminho real (veja o post aqui). Sua reconstrução foi tão minuciosa quanto à do centro antigo recuperando sua imagem neoclássica, restaurantes e cafés, como o centenário Blikle – famoso pelos sonhos que comemos de sobremesa de um jantar polonês delicioso.

Escolhemos o Specjaly Regionalne (Nowy Swiat, 44) e altamente recomendo. Ambiente muito agradável e comida caprichada. Pedimos Zarek, uma sopa típica polonesa com linguiça, ovo e especiarias, servido dentro de uma pao quentinho e os pierogis de queijo e batata. Leia as dicas dos restaurantes que fomos aqui.

Europa · Polonia · Varsóvia

Comida Polonesa | O que comer (e beber) na Polônia

É uma obrigaçao minha começar esse post dizendo que a comida polonesa é deliciosa! Os poloneses, apesar de terem sofrido tanta invasoes conseguiram manter seu idioma e tradiçoes. A comida é bem calórica, ideal para combater as baixas temperaturas do país, com muitas sopas, batata, icarne de porco e cogumelos. Nao deixe de entrar nesse mundo da gastronomia polonesa e reserve ao menos uma noite para ir a algum restaurante de comida típica, seja em Varsóvia ou na Cracóvia. Veja posts com dicas aqui e aqui.

  • O que beber na Polônia

Bom, pra começar, a Polônia é especialista em cervejas de todos os tipos: claras, escuras, mais ou menos forte, de trigo, de cevada, com mais ou menos lúpulo, de frutas  e o que mais você puder imaginar.

Eu, como não gosto de cerveja, mas tomei as de frutas e são deliciosas, e logo descobri outra tradição polonesa: o hidromel. A Polônia é uma grande produtora de mel há vários séculos e, como sempre sobrava mel, alguém rapidinho teve a ideia de misturá-lo com álcool e água.

Há três tipos dependendo da quantidade de álcool: półtorak, dwójniak e trójniak. São, em sua maioria produzidos por pequenas famílias, e a mim me serviram quente, como uma espécie de quentão, em uma espécie de mini aparelho de fondue para mantê-lo na mesma temperatura e ir eliminando o álcool aos poucos. Uma delícia.

Outra bebida famosa são as vodkas feitas a base de trigo, centeio ou batatas, sendo a mais famosa a Żubrówka. Recomendo ir a um Bar de Vodkas que fomos na Cracóvia. Veja post aqui.

  • O que comer na Polônia
  • Sopas

Os poloneses são fissurados por sopa e a mais famosa é a Zarek, uma sopa de carne com farinha de centeio, linguiça e ovo servida dentro de um pão! Outra típica é a Barszcz de beterraba com batata e carne de porco, uma espécie de Borscht polonesa. Gostei tanto que sté comprei no mercado as sopas em pó da Knorr para trazer para casa.

  • Massas

Depois da tradicional sopa no pão, o prato mais famoso são os Pierogi, uma espécie de ravioli cozido no vapor com diversos recheios de carne, repolho, cogumelo, queijo entre outros.

  • Carnes

O Schnitzel, que é um bife bem fininho a milanesa, aqui é de porco, e também vale a pena.  As almôndegas também são deliciosas. uase todos os pratos  vem acompanhados de um puré de batatas delicioso temperado com endro.

Outro prato muito comum é o Golonka, uma variaçao assada do tradicional joelho de porco alemao.

Golonka ao fundo
  • Sobremesas

A mais famosa é o Paczi, uma espécie de sonho delicioso. Provamos na Confeitaria Blicke em Varsóvia.

Também tivemos a oportunidade de provar a Sernik, o cream cheese polonês, na nossa versao com calda de frutas vermelhas. Provamos em um Milkbar em Varsóvia.

Europa · Polonia · Varsóvia

Polônia | Varsóvia: Dicas de hospedagem, acomodação e transporte

Varsóvia tem dois aeroportos, o Chopin que fica a 15 km do centro e o Modlin um pouco mais distante, a cerca de 30 km do centro e operado exclusivamente pela Ryanair. Leia o nosso roteiro em Varsóvia aqui.

Como voamos de Barcelona à Varsóvia com a Ryanair, que é uma das únicas que faz essa rota, e mais a LOT somente, se náo me engano, chegamos no Aeroporto de Modlin, que apesar de pequenininho, tem varias lanchonetes, um free shop micro, mas com muitas opções de vodkas polonesas normais e ¨exóticas¨ para levar de lembrança.

  • Como ir do aeroporto ao centro da cidade

Além dos táxis, a melhor opção para ir ao centro da cidade é o Modlin Bus (que também sai do outro aeroporto, o Chopin) e cujo quiosque, no Modlin, fica ao lado direito da única porta de saída do aeroporto e o ¨ponto¨ bem em frente à ela, do outro lado da rua, tudo super sinalizado.

O ônibus é super concorrido, tanto que tivemos que esperar 1 hora pelo ônibus seguinte, pois o do horário que chegamos já estava lotado. Há a opção de comprar pela Internet, mas você tem que comprar o horário exato que vai tomar o ônibus. Se seu vôo atrasar,  você não perde o bilhete, só terá que esperar o próximo de qualquer maneira.

Para a volta, recomendo fortemente comprar com antecedência, pois quase ficamos sem lugar, pois o ônibus já estava lotado (mas demos sorte que duas pessoas não apareceram e pudemos subir), pois isso pode significar perder o seu vôo ou ter que pagar um dinheirão em táxi.

O ponto no centro de Varsóvia se chama Warsaw Center e fica em frente ao Palácio de Cultura. Não é tao evidente assim, se não tem nenhum ônibus por lá na hora em que você chegar, pois está mais para um estacionamento, mas é só perguntar em Inglês na rua mesmo que te darão a informação.

Palácio da Cultura de Varsóvia

Modlin Bus

Valor Ticket: 33 zl ou EUR 7,5

Dentro da cidade caminhamos muito e quando precisamos usamos o metro que nos surpreendeu pela limpeza, modernidade e segurança. Pode usar sem medo.

 

  • Onde hospedar-se em Varsóvia

Ficamos hospedados na principal região turística de Varsóvia o bairro Dzielnica Śródmieście que contempla outros 6 sub-bairros dentre eles Stare Miasto, que é o casco antigo (antes amuralhado) e de principal interesse de quem visita a cidade e a Nowe Miasto ou Cidade Nova que foi sendo construída fora da muralhas.

Bem coladinho a esses dois fica o Sródmiéscie, onde nos hospedamos, super central, onde fica inclusive a Estação Central de trens (Warsawa Centralna) e o famoso Palácio da Cultura, ponto de chegada e partida dos ônibus que levam e trazem do aeroporto, o que nos facilitou muito a vida pois usamos o trem de manha muito cedo.

Nós ficamos em um apartamento na rua Zlota, bem perto do Palácio da Cultura e da Ciência  e a 5 minutos da estação de trens já que teríamos que pegar o trem para Cracóvia bem cedinho em um dos dias da viagem.

A rua é super bem localizada e fica justo na melhor área das compras da cidade com lojas conhecidas como Marks&Spencer, Zara, Nike, além das várias marcas de luxo.

Também concentra vários restaurantes e cafés e fica bem perto da rua mais badaladinha para sair á noite, a Nowy Swiát.

E apesar de tudo isso, é uma zona super tranquila e segura, sem barulho e com metro ao lado.

Alugamos nosso apartamento pelo Booking.com, o NWW Apartamenty. Eles tem vários  espalhados por essa zona de Varsóvia, o nosso ficava na rua Zlota. O apartamento em si era claramente da época comunista, para quem quer viver uma experiência bem autêntica. 

  • Restaurante em Varsóvia

Em Varsóvia, a cidade dos cafés mais charmosos e hipsters do mundo, não poderíamos deixar de ir em pelo menos um. Escolhemos o Bulke Przez Bibuike, que entramos por acaso porque era super perto do nosso apartamento e depois descobrimos que ele está em primeiro lugar no Tripadvisor e merecido.

Tudo super fresco e delicioso e com muitas opções orgânicas. Pedimos omelete, salada e o café parisiense que vem com uma cesta de pães e croissant quentinhos e crocantes acompanhados e manteiga, geleia e uma pastinha de chocolate. Recomendadíssimo.

Na verdade é que comemos muito bem em Varsóvia, e para uma comidinha típica descrita acima, fomos no  Specjaly Regionalne (Nowy Swiat, 44).

O ambiente é muito agradável e a comida caprichada. Pedimos Zurek, uma sopa típica polonesa com linguiça, ovo e especiarias, servido dentro de uma pao quentinho e os Pierogis de queijo e batata.

Em uma outra noite também aproveitamos a oportunidade para comer em um Milkbar, os antigos restaurantes da era comunista, que vendem comida típica polonesa, mas não se assute, hoje a maioria está modernizados e com propostas muito interessantes. Fomos no Milkbar Mleczania Jerozolimska ao lado do Palácio da Cultura e da Ciência.

Claro que a maioria ainda não tem nem menu em inglês e nem atendentes que falem o idioma. Mas aí é que está a graça da experiência, não é mesmo? O menu em polonês está na parede, ou seja você não entende nada, mas vê que é tudo super barato, então é hora de provar tudo o que tem direito.

Você vai escolhendo pela cara da comida e voilá! Comida polonesa caseira a módicos euros.

Também visitamos a histórica Confeitaria Blikle de 1869 que faz os melhores Pacczki da cidade, uma espécie de sonho típico da Polônia.

Leia nosso roteiro da Cracóvia aqui.