Abu Dhabi · Oriente Médio

Abu Dhabi | A cidade que é puro ouro!

Abu Dhabi é a capital e segunda maior cidade dos Emirados Árabes. Ela abriga a sede do governo federal e também é onde mora a família real emiratí. Ela fica em uma ilha em forma de T que eu imaginava que sería muito menor, mas como tudo por alí, é muito grande e os pontos turísticos sao relativamente longe um do outro.

Minha idéia original era entrar na ilha pelo lado da YAS Marina e Ferrari World e seguir diretamente para o Emirates Palace para almoçar. E foi o que fizemos, mas como disse, lá é tudo tao grande e longe que nao deu para ver muita coisa da estrada. Também conseguimos avistar o Louvre que é a única unidade fora da França.

Etihad Towers, vista da porta de entrada do Emirates Palace, que em Velozes e Furiosos 7 e foi escalada por Tom Cruise em Missao Impossível.

Já o caminho até o Emirates Palace é lindo e já dá para começar a sentir o clima da cidade que, na minha opiniao é bem mais vida real. Enquanto que Dubai tem uma vibe bem artificial, estilo Las Vegas, e meio cidade fantasma, porque nao tem ninguém andando na rua, Abu Dabi é bem mais peatonal, com muita gente caminhando e uma corniche com banquinhos à beira mar. Uma delícia, e dá para realmente sentir a cultura dos Emirados lá.

A entrada do Emirates Palace parece de filme americano com aquele caminho até chegar ao Edifício principal.

A entrada é livre e você pode ir somente para visitar o saguao do hotel, que é incrívelmente decorado com mármores e trabalhos manuais islâmicos incríveis.

Ele foi inaugurado em 2005 como um dos mais luxuosos hotéis 5 estrelas da cidade, idealizado pelo arquiteto britânico John Elliott da WATG architects, custou mais de 6 milhoes de dólares. Sua cor foi pensada para refletir os vários tons da areia do deserto e suas 115 cúpulas coroam o palácio que tem 394 quartos, 9 restaurantes e 2 bares!

Nós fizemos uma reserva para almoçar no Le Cafe, um dos restaurantes dentro do Emirates Palace e que tem um clima mais informal e serve os famosos pratos com ouro. Pedimos o carro chef da casa que é o hamburguer de camelo que vem acompanhado de batata doce frita com ouro e um hamburguer de Wagyu.

Detalhe do ouro na batata frita.

Os dois estavam deliciosos e tudo vem acompanhado por detalhes charmosos: a começar pela forma inusitada das poltronas, a forma com que o guardanapo é dobrado, os talheres de prata, os mini heinz de maionese e catchup, os pratos que sao servidos dentro de cúpulas de prata, etc. Toda a experiência é um luxo só.

As sobremesas sao dispostas em forma de jóias nos mostradores de vidro e fica difícil escolher uma só. Mas nós já sabíamos o que queríamos. o sorvete com ouro. O sorvete de baunilha é uma delícia e dá até para ver os pontinhos negros da baunilha no creme. O ouro é puro charme, por afinal nao tem gosto de nada.

Para finalizar capuccinos com muuuuito ouro! Vale a pena a experiência.

Nossa próxima parada foi na mesquita de Sheik Zayed. A visita é gratuita só é preciso fazer um cadastro online no próprio site da mesquita. O estacionamento é grátis.

Logo na entrada, quando confirmam seu cadastro, as mulheres devem entrar em uma salinha onde te dao uma capa para colocar em cima da roupa. Em seguida você sobre em uma carrinho elétrico que te leva até a entrada da mesquita.

Seu nome homenageia o primeiro presidente do Emirado, Zayed ibn Sultán Al Nahayan, que faleceu em 2004. É a maior mesquita do país e a 15 do mundo com uma superfície de 20.000 metros quadrados, 4 minaretes e 82 cúpulas.

Mas o que mais impressiona é a decoraçao interior, inspirada na arte musulmana de Marrocos, Argélia e Paquiatao, feita toda em mármore incrustrado de pedras preciosas como lápis lazulis, ametista, ônis entre outras.

A sala principal é incrível com 10 candelabros de 10 metros cada um que pesam cerca de 9 toneladas a base de cobre e ouro produzidos pela Swarovski.

O tapete tem quase 6 mil m2, é o maior do mundo, pesa 47 toneladas, tecido a mao em la e algodao  por mais de 1200 mulheres iranianas ideaizado pelo artista Ali Khaliqi. Está avaliado em mais de 500 milhoes de dólares. É um dos lugares mais impressionantes que já visitamos.

Saímos de lá estasiados e prontos para ir ao aeroporto para nosso próximo destino, Nova Delhi.

 

 

Dubai

Drinks no Skyview Bar do Burj al Arab

O Burj al Arab é o hotel de luxo mais famoso do mundo, o único 7 estrelas e com o quarto mais alto do mundo, chega a uma altura de 321 metros!

Ele começou a ser construído em 1994 e foi inaugurado em 1999. Desde então, virou símbolo de status e riqueza e desperta a curiosidade de todos que visitam Dubai. Ele está localizado em uma ilha artificial conectada à terra firme por uma rua e sua forma de vela foi milimetricamente calculada para não fazer sombra na praia.

No topo do hotel está o famoso heliporto que foi utilizado em 2005 por Roger Federer e André Agassi como quadra de tênis em um propaganda do próprio hotel.

A decoração interior é de cair o queixo e foi idealizada pela designer Khuan Chew. As instruções que ela tinha do Sheik eram: deslumbrar e impactar, e foi realmente isso que ela fez! Para qualquer lugar que você olhar verá mármore, veludo e folhas de ouro.

O hall de entrada tem cores fortes e brilhantes, muito ouro e um conjunto de fontes dançantes com luzes e dois imensos aquários. É realmente impactante e vale muito a pena visitar.

No entanto, para conseguir entrar no hotel você precisa estar hospedado ou ter reserva em algum dos nove restaurantes. Você pode fazer a reserva pelo próprio site do hotel, em qualquer um dos restaurantes. A forma mais econômica de visitar o hotel é através da reserva do “pacote” de drinks ou chá da tarde no restaurante Skyview Bar dentro do hotel.

O Skyview Bar do Burj al Arab é o restaurante/ bar panorâmico do hotel que fica “acoplado” à vela em um espécie de plataforma suspensa. Ele fica no 27º andar a 200 metros de altura. Além de te dar acesso ao hall de entrada te a chance de andar no elevador panorâmico super rápido que te leva diretamente à porta dourada do restaurante.

Nós optamos pelos drinks porque achamos mais interessante passar a noite por lá, depois de jantar na Marina ao invés de perder a tarde comendo, afinal tínhamos só dois dias por lá e queríamos aproveitar os passeios.

O restaurante é lindo, a vista maravilhosa, mas tenho que tirar o chapéu para o atendimento que é realmente 7 estrelas. No hotel trabalham funcionários de mais de 80 diferentes países e que passam por um rigoroso processo de seleção, e isso se nota muito. Todos são extremamente agradáveis, simpáticos, cuidadosos e atenciosos, mas ao mesmo tempo te deixam sossegado, sem estar em cima o tempo todo. Foi o melhor atendimento que já recebemos em um restaurante e indico de olhos fechados! Até brincamos que depois do Burj nosso nível de exigência subiu e agora será mais difícil ficar satisfeito em outro restaurante.

Assim que atravessamos a rua que dá acesso à entrada da ilha e do hotel, há uma guarita onde apresentamos o papel da reserva. Nossa entrada foi autorizada e rapidamente um manobrista veio para estacionar nosso carro, sem custo.

Ao entra no hotel passamos mais de meia hora admirando toda a decoração do lugar e tirando muitas fotos. Por isso é bom chegar uns 20 minutos antes da hora da sua reserva.

Quando estávamos satisfeitos pegamos o elevador e entramos no restaurante. A hostess foi super simpática e até arranhou umas palavrinhas em português. Nos posicionaram em uma mesinha na janela que tinha uma vista privilegiada para a praia de Jumeirah. Mesmo de noite, a cidade é toda iluminada e dá para ver muita coisa sim! Eu havia lido alguns relatos de que o reflexo do vidro não deixava ver nada, mas não concordo e recomendo ir sim!

Logo em seguida nos trouxeram a carta com a lista de drinks incluída no pacote que haviamos compramos, que incluía 2 drinks por pessoa, que variam entre coquetéis, vinho ou cerveja e mais uns aperitivos compostos por azeitonas recheadas (enormes e deliciosas) e nuts ( macadâmias, avelãs e nozes) que eram repostos a todo momento, antes mesmo de acabar.

Além disso, quando agendamos a reserva, incluímos uma nota de que era nosso aniversário, temos só 4 dias de diferença e ao final da experiência nos trouxeram uma rosa e um pedaço de bolo, diga-se de passagem o melhor bolo que já provamos na vida como waffle ao invés de massa e ganache de chocolate. Nos deixaram ficar muito mais tempo do permitido no pacote, que são em média duas horas, e na saída também demos mais voltas pelo hotel e os funcionários sempre solícitos e oferecendo-se para tirar fotos nossas. Incrível.

Foi um dinheiro super bem gasto e achamos o preço super justo. O pacote pode ser comprado no site do hotel ou no site do Get you guide. Não é barato, e confesso que quando estava planejando a viagem fiquei na dúvia se deveria ir ou não, mas vale lembrar que primeiro, estamos em um país muçulmano e as bebidas alcólicas tem um imposto super alto, o preço foi similar na Índia, por exemplo, além do fato de estar em um hotel 7 estrelas com um ambiente e serviço incrível. Serão provavelmente os drinks mais caros da sua vida, mas na minha opinião, vale muito a pena e é um dos pontos altos da viagem. Há várias opções de pacotes para café da manhã e almoço no vários restaurantes de lá, é só escolher um e aproveitar.

Dubai · Oriente Médio

24 horas em Dubai

Dubai foi nossa parada por dois dias em uma escala da nossa viagem para a Índia.

Ao desembarcar no aeroporto, que é um dos mais modernos do mundo, você já percebe que entrou em um universo paralelo de luxo e beleza, praticamente a Las Vegas do Oriente.

Transporte

Depois da imigração, que é super tranquila e brasileiros e europeus não precisam de visto de turismo, fomos direto para o balcão da Avis onde tínhamos reservado um carro. Desde que começamos a planejar a viagem sabíamos que as distâncias eram enormes e não queríamos ficar dependentes de táxis o tempo todo, além de ficar e decidimos que a melhor solução seria alugar um carro.

Mas importante é tirar a carteira de habilitação internacional que te dá o direito de dirigir por lá como turista. Outra coisa: Dubai tem radares de velocidade por todos os lados, use o Waze, para saber onde estão e não ter uma surpresinha no cartão de crédito. Também tem muitos pedágios, você passa por debaixo de um painel de metal na estrada e o valor é debitado pela locadora do seu cartão de crédito. Você nem percebe.

Acomodação

Chegamos no nosso hotel, o Hilton Dubai The Walk que é interligado com o Hilton Jumeirah, bem tarde e voilá, ganhamos um upgrade para um quarto com uma vista incrível da Marina.

Mais um ponto para Dubai!

O hotel é ótimo, quarto maravilhoso, vários restaurantes e um bar no terraço. Na chegada você recebe um “cartão toalha” que te dá acesso á piscina e praia do Hilton Jumeirah, eles são conectado por uma passarela, e que te abre as portas para toda aquela maravilha em pleno Golfo Pérsico.

Estilo beach club europeu com piscina e bar, praia e bar, lojinha, espreguiçadeiras na beira da praia e até serviço de toalha, que quer dizer que nem a toalha na sua cadeira você precisa colocar.

Ponto alto também é que a praia do hotel tem vista para a Marina de Dubai e a grandiosa roda gigante. Puro luxo…

A localização, depois de muito pesquisar, foia que achei mais conveniente, pois além de te dar a opção de ir à praia, a maioria das praias em Dubai é particular, é o único lugar da cidade em que você pode andar a pé na rua, dar uma volta e ir à noite a um restaurante perto do hotel sem ter que pegar o carro para tudo.

E além dos vários restaurantes há um shopping bem de frente e diversas lojas no “The Walk” que é justamente essa área peatonal de Dubai.

Roteiro

Na manhã seguinte à nossa chegada, antes de visitar os pontos mais famosos da cidade, aproveitamos o início da manhã para passear um pouco pela Marina de Dubai, onde ficava nosso hotel e para mim, um dos melhores lugares para se hospedar na cidade.

O calor que fazia era absurdo, na casa dos 42ºC, mas com sensação térmica de 52ºC, gente sabe a sensação de quando você está assando um bolo e abre a porta do forno para ver se ele está pronto? Chegava a queimar a retina dos olhos! Não é a toa que a cidade parace um pouco fantasma porque todos estão dentro dos hotéis, nas piscinas ou nos shoppings em busca de ar condicionado.

Rapidamente nos refugiamos na Ladurée que tinha um ar condicionado geladinho e iniciamos o dia tomando um café da manhã delicioso com direito a ovos Benedict e mini chocolatinhos da marca.

Na sequência, pegamos o carro e fomos de encontro ao mítico AtlantisThe Palm, um dos resorts mais chiques de Dubai que fica na Ilha da Palmeira, uma ilha totalmente artificial que está entre as maiores do mundo.

Ela foi idealizada pelo Sheik Mohamed bin Rashid al Maktoum, que também governa o emirado, com o objetivo de aumentar o turismo em Dubai reunindo uma série de hotéis de luxo, são mais de 60, mais de 10.000 mansões e vilas, spas, shoppings, e restaurantes, além de aumentar a extensão das praias de Dubai.

A construção toda foi feita em 4 anos e foram utilizados 25 milhões de kilos de areia e 6 milhões de kilos de pedras. The Palm islands é um dos maiores projetos realizados pelo país, e, além de ser considerada por muitos a oitava maravilha do mundo, é o maior arquipélago já construído pelo homem e que pode ser vista desde o espaço!

A Palmeira é formada por 3 ilhas principais: Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira, mas a única aberta a turistas é a Palm Juneirah, onde fica também o famoso hotel 7 estrelas, o Burj Al Arab. A ilha também abriga várias residências que pertencem à diversas celebridades como David Beckham, Brad Pitt etc.

Nossa próxima parada foi na praia Umm Suqeim Third (é só colocar esse destino no Waze) para ver e tirar algumas fotos do Burj Al Arab. Para entrar no hotel, que é o único 7 estrelas do mundo, é preciso estar hospedado ou ir a algum dos seus restaurantes. Nós reservamos para essa mesma noite para tomar drinks no Skyview bar, o bar panorâmico do hotel, então o vimos de dia e de noite.

Nosso plano era, nesse momento visitar o Gold Souk, ou o mercado de ouro de Dubai e Deira, onde fica a Dubai antiga, antes de todo o luxo e ostentação. Mas o calor era absurdo e estava impossível caminhar na rua. Na hora decidimos ir em direção a Dubai Downtown e visitar o Dubai Mall, almoçar, passear um pouco no ar condicionado, antes de subir ao Burj Kahlifa, cujo acesso fica dentro do shopping. O estacionamento é gratuito.

Como tinhamos tempo, pois não fomos ao Souk, decidimos visitar o Aquário de Dubai & Underwater Zoo, que fica dentro do Dubai Mall e que vale muito a pena.

Compramos o ingresso na hora e não havia quase fila, mas o lugar é lindo!

Várias espécies de peixes, corais, arraias, tubarões e ainda tem a parte do shark nursery, que é o berçario dos tubarões que conta como eles são tratados, como a ração é formulada, super interessante.

Como tudo que tem por lá, esse também é o maior aquário do mundo com mais de 33 mil espécies!

Em seguida almoçamos no Karam Beirut, um restaurante de comida libanesa boa, bonita e barata – realmente uma delícia – porque já estávamos com vontade de comer comida típica árabe. Eu simplesmente adoro porque cresci comendo comida libanesa no bairro em que minha vó morava quando era pequena, no Canindé, que era recheado de rotisseries e restaurantes libaneses, e, além disso, eu tinha muitos amigos libaneses na minha escola. Lembro que adorávamos voltar das férias porque eles sempre traziam amêndoa confeitadas do Líbano para a gente. E adorávamos fazer trabalho de grupo na cas deles, que além de enormes e lindas, tinha todos esse estilo oriental e à tarde nos serviam chá, tâmaras, amêndoas e muita goma árabe que eu sou viciada até hoje!

Aproveitamos o tempo que nos restava para dar uma voltinha pelo shopping. Passamos pela cascata, pelo souk que tem lá dentro, pelas diversas lojas e restaurantes que tem ali.

Ele é o maior shopping do mundo com mais de 500 mil metros quadrados e todas as lojas e restaurantes que você possa imaginar.

Para ter uma idéia, vi quase todos os restaurantes famosos e estrelados de Nova York e Londres. Incrível. Até comemos um cupcake de sobremesa na Magnolia Bakery, o meu preferido de sempre é o red velvet com cobertura de cream cheese.

São mais de 1200 lojas e ainda tem uma Galeria Lafayette e uma Bloomingdales lá dentro, o único lugar que elas existem fora de seus países de origem.

Próximo às fontes está a entrada para o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo e que custou mais de 20 milhões de dólares. Construído na forma da flor Hymenocalis, típica do deserto, e que inspirou seu arquiteto Adrian Smith, foi construído por mais de 12.000 pessoas de várias partes do mundo e foi finalizado em 2010, depois de 6 anos da primeira escavação, quando alcançou sua altura máxima de 828 metros!

Mais de 1000 peças de arte do Oriente Médio foram trazidas para decorar a torre que além de apartamentos residenciais e escritórios, a torre abriga o Hotel e restaurante Armani e uma galeria de artes. Tem que comprar o ingresso online com antecedência e horário marcado. Não pegamos nenhuma fila, subimos perto das 16:00 e recomendo muito essa visita.

Lá em cima há um mirador externo no andar 125 e um interno com o deseño das asas para fotos e um lojinha no piso 124. Há outro mirador também no andar 148 cujo acesso é mais caro.

O elevador é uma atração a parte e sobe 1000 metros por minuto! Quem se lembra quando a torre apareceu no filme Missão Impossível e foi escalada pelo Tom Cruise? Além disso, cada área do edifício tem seu próprio cheiro pensado para proporcinar em cada um deles uma experiência diferente.

Na saída, à direita, ficam as Fontes de Dubai, um espetáculo de águas, luzes e música. No verão começa ás 18:00 e tem um novo a cada 30 minutos.

Cada espetáculo dura cerca de 5 minutos e você pode assitir do lado de fora do shopping ou do terraço da loja da Apple que fica bem em frente e tem uma vista mais aérea.

Claro que as fontes são também as mais altas do mundo e estão em um lago equivalente a dois campos de futebol e para quem quiser é possível fazer um passeio de barco por ele.

À noite fomos ao Skyview Bar do Burj Al Arab que com certeza merece um post a parte.

Israel · Jerusalém

Jerusalém | Passo a passo da Via Dolorosa e o Santo Sepúlcro

Começamos o dia refazendo a Via Crucis, ou a chamada Via Dolorosa, que é o caminho de sofrimento percorrido por Jesus desde sua condenação até a sua crucificação.

Via Dolorosa

Ele tem cerca de 600 metros ainda que não se saiba exatamente onde começou e terminou seu traçado original. As ruas do primeiro caminho correspondiam em parte à cidade romana de Aelia Capitolina sobre cujas ruínas se construiu o traçado atual. O caminho é uma via de fé traçada pelos franciscanos no século XIV.

Via Dolorosa e Santo Sepulcro

O caminho tem 14 estações e se inicia na Porta do Leão onde estão a Estação I, que é o Tribunal de Pilatos, onde Jesus foi condenado. A Estação II que é a Igreja da Condenação onde Jesus foi despido e recebeu a cruz e a coroa.

Via Dolorosa

A Estação III foi o momento da primeira queda de Jesus e a IV, representada por uma Igreja Ortodoxa Armênia. A Igreja das Dores de Maria, representa o momento em que Jesus encontrou a sua mãe.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Um pouco mais a frente da Via Dolorosa, está a Estação nº V. Esse lugar foi onde um soldado romano pediu â Simão que ajudasse Jesus a levar a cruz monte acima até o Calvário. Na porta da capela, está a marca da mão de Jesus. Exatamente no lugar onde ele se apoiou durante o caminho.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Na Estação VI  foi onde uma mulher chamada Veronica limpou o rosto ensanguentado de Jesus.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

 

Seguindo pela Via Dolorosa, a Estação VII representa o lugar em que Jesus teve sua segunda queda.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

A Estação VIII é uma marca na parede do Monastério Grego Ortodoxo. Trata-se de onde Jesus consolou as mulheres do povo e pediu que elas rezassem por elas mesmas e não por ele.

Via Dolorosa

Na Estação IX está o Monastério Copto e é o lugar onde Jesus teve sua terceira queda.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

  • O Santo Sepúlcro

Nesse momento chegamos à Igreja do Santo Sepulcro onde estão as Estações de X a XIV e que marca o fim da Via Dolorosa. Hoje a Igreja é bem menor do que era, pois foi reconstruída depois de destruída durante as invasões árabes. A original , data mais ou menos de 331 d.C., época em que Constantino declarou o cristianismo como religião oficial de Roma. Sua mãe entao, passou a viajar o mundo em busca de lugares sagrados na Terra Santa para que pudessem ser visitados pelos fiéis.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Portanto, a maioria dos lugares sagrados de Jerusalém foi encontrada ou construída por ordem da mãe de Constantino. Inclusive a construção da Igreja do Santo Sepulcro que marca o final da Via Dolorosa.

Jerusalem 2017 754

O pátio de entrada da Igreja onde as vestes de Jesus foram retiradas representa a Estação X.

Em seguida, entramos na Igreja. Subimos por uma pequena escada localizada do lado direito justo depois da porta de entrada. No segundo andar da Igreja onde estão as estações de XI a XIV.

A Estação XI é o local onde Jesus foi pregado na cruz. É um lugar escuro e que tem no teto uma figura de Jesus representando exatamente o local em que ele foi pregado.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

De aí já pegamos a fila para a Estação XII que é o local onde Jesus foi crucificado.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Um símbolo dourado debaixo do altar representa o local exato onde a cruz foi fincada.

Via Dolorosa

Dos lados direito e esquerdo do altar estão as representações dos dois ladroes que foram crucificados com ele.

Via Dolorosa

Exatamente debaixo desse altar (no andar inferior da Igreja) está uma parte da pedra de Gólgova onde Jesus foi Crucificado no Monte Calvário. Na verdade a Igreja foi construída em cima do Monte Calvário que foi parcialmente demolido para isso.

Via Dolorosa

Essa “gruta” você deve ver no final, depois de percorrer XIV estação.

Via Dolorosa

Passamos à Estação XIII que representa o momento que Jesus foi retirado da Cruz.

Via Dolorosa

Seguimos o caminho até o parapeito do andar. Antes de descer as escadas, vimos a pedra da unção onde passaram óleo no corpo de Jesus antes que ele fosse enterrado. É uma das melhores vistas.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Descemos as escadas e viramos à esquerda onde está a Estaçao XIV que é o túmulo de Jesus. Geralmente há muita fila para entrar, mas demos muita sorte porque como nesse dia estava chovendo. Entao havia pouca gente na Igreja e a fila estava pequena. A sensação é única e maravilhosa.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Israel · Jerusalém · Oriente Médio

Jerusalém | Visitando o Monte das Oliveiras

Ao leste e fora das muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém está o imperdível Monte das Oliveiras, um dos lugares mais importantes de Jerusalém, sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos.

Nós fizemos um tour com a New Jerusalém porque apesar de ser possível fazer o tour por conta própria, queríamos aprender a história do lugar. Além disso, há certos horários de abertura das Igrejas e o guia sabe certinho quando visitar.

Nossa primeira parada foi na Igreja da Ascenção, o lugar onde Jesus Cristo ressuscitou e ascendeu aos céus. A Igreja da Ascenção foi construída em cima da pedra onde está impressa a pegada de Jesus.

A Igreja hoje é gerida e mantida pelos muçulmanos porque está dentro da área de uma mesquita, por isso tem muitas características árabes.

Ela também é considerada um local sagrado para os muçulmanos que consideram Jesus um profeta de Deus.

Caminhamos um pouco até a próxima parada na Igreja Pater Noster, construida em cima da gruta onde Jesus ensinou a oração do Pai Nosso aos seus discípulos.

Daí se tinha uma vista perfeita de toda a cidade de Jerusalém.

No ano 326 Santa Elena (mae de Constantino) construiu nesse mesmo lugar uma igreja chamada Eleona. A gruta ficou como cripta no subsolo da Igreja.

A Eleona construída por Santa Elena foi destruída pelos persas em 614 e revelada novamente por volta de 1910 graças às escavaçoes arqueológicas realizadas pelos Padres. Em 1920 se iniciou a construçao de uma nova igreja que ficou sem terminar.

Como homenagem ao lugar, na sua parte nova foram levantados muros coberos pela oraçao do Pai Nosso na língua da maioria dos países do mundo.

Os dois mosaicos mais importantes são os em hebreu e aramaico, as quais acredita-se ser as línguas mais usadas por Jesus para pregar, seguidos do Grego e do árabe.

Ainda na mesma rua, descemos em direção ao Cemitério Judeu, o mais importante cemitério judeu e um dos mais antigos do mundo. Estima-se que por lá haja mais de 150 mil túmulos e que dentro de 10 anos não será mais possível ser enterrado ali.

Mas por que esse cemitério é tão concorrido? Porque os judeus acreditam que a vinda do Messias será no Monte das Oliveiras. Uma profecia conta que uma fenda se abrirá entre o Monte das Oliveiras e o Monte do Templo e o Messias entrará por uma porta dourada. O cemitério muçulmano está justo aos pés do judeus, pois assim como esses, também esperam a vinda do Messias.

É por isso que todos são enterrados ali com os pés virados para o Monte do Templo para que quando ressuscitados não percam a direção para seguir o Messias. Muitos famosos judeus estão enterrados por ali e hoje somente gente muito rica consegue comprar um espaço por ali.

Outra curiosidade são as pedrinhas deixadas em cima dos túmulos, ao invés de flores. Os judeus acreditam que as pedras duram para sempre e as flores morrem muito depressa.

Descendo um pouco mais o Monte, do lado direito chegamos a um mirador que tem vistas incríveis da cidade antiga de Jerusalém, da muralha, do Monte do tempo e das torres de uma linda Igreja Ortodoxa Russa.

O ideal é que você consiga chegar aí no momento do pôr do sol, um dos mais bonitos que já presenciei.

Em frente está a Igreja Dominus Flevit, uma capela franciscana construída em forma de lágrima para representar as lágrimas de Jesus Cristo. De acordo com as escrituras foi aí que Jesus chorou ao ter a visão que Jerusalém seria destruída e que ocorreria a diáspora (diversas expulsões forçadas dos judeus pelo mundo). A destruição ocorreu com a invasão dos romanos em 70dC.

Muito interessante é o vitral que há atrás do altar e cuja cruz se encaixa exatamente na cúpula do Monte do Templo, onde antes estava o Templo de Salomão.

Descendo um pouco mais o Monte chegamos ao lugar mais esperado por nós, o Jardim de Getsemani com oliveiras centenárias.

O jardim foi quase totalmente destruído pelos romanos, mas as poucas oliveiras que sobraram são usada para a produção do azeite usado pelo Papa! Há uma única oliveira de mais de 2000 anos que se estima ser a única da época de Jesus.

Do jardim tem-se a vista do Monte Zion onde acredita-se que Jesus realizou a última ceia e da porta cidade antiga por onde Jesus desceu até o Monte das Oliveiras para sua última oração em que pediu a Deus se poderia ser poupado do sofrimento.

Esse local exato está marcado pela construção da Igreja da Agonia, construída com cores fortes e escuras que representam o sofrimento de Jesus. Dentro está a rocha onde acredita-se que Jesus tenha feito sua oração.

Atravessamos a rua e chegamos à Igreja do Sepulcro de Santa Maria considerado como o local de sepultamento de Maria, a mãe de Jesus por muitos cristãos. Acredita-se que estão sepultados aí também seu pai, São José e sua mãe, a Santa Ana.

Acredita-se que a Virgem não teria morrido, mas entrado em um sono eterno onde hoje é a Igreja da Dormição, no Monte Sião, ao sul das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém. Seu corpo teria então sido levado à essa tumba pelos apóstolos de Cristo.

A Igreja é uma caverna talhada na rocha ao que se chega por uma longa escadaria coberta por lamparinas. Abaixo há um pequeno altar com o túmulo da Virgem Maria.

Ao lado da Igreja está a entrada para a Gruta do Getsemani, aos cuidados dos franciscanos, e que apesar de fechar às 18:00, demos a grade sorte de nesse dia estar aberto depois desse horário que segundo estudos seria o local da traição de Judas.

Depois da oração no Horto das Oliveiras, Jesus teria descido à gruta para reencontrar-se com seus apóstolos e ali recebeu o beijo de Judas.