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Suiça | Dicas de transporte, hospedagem e alimentaçao

A Suiça é o sonho da maioria das pessoas que querem conhecer o mundo, e o estereótipo de limpa e organizada realmente faz jus ao que ela realmente é. Viajar pela Suiça, além de imensamente prazeiroso é fácil e muito intuitivo.

– Transporte:

Tanto os aeroportos como as estações de trem são super bem conectadas por ônibus que te levam a quase todas as partes da cidade. Escrevi um post completo sobre os trens aqui.

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– Hospedagem:

Em Luzerna nós ficamos hospedados no excelente Ibis Budget Luzern City, super bem localizado, a três quadras da estação de trens e do centro histórico. Ainda por cima, descobrimos que o ônibus número 4, que saia da estação de trens/ e da entrada para o centro histórico passava em frente ao nosso hotel!

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Já em Zermatt ficamos no maravilhoso/ sem palavras Tannenhof, em pleno centrinho de Zermatt (em uma ruazinha da avenida principal) e com vistas exclusivas da varanda para o Matternhorn! Café da manha excelente, atendimento e dicas de primeira e quarto super confortável.

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– Alimentação

Além da tradição dos chocolates, leia aqui onde quais as melhores loja para comprar, a Suiça tem uma forte tradição em queijos.

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Existem várias queijarias espalhadas pelas cidades, fomos na Chäs Barmettler em Lucerna onde havia uma variedade enorme de queijos tanto os mais “internacionais” como o Gruyère, o mais tradicional do país, e algumas variedades locais, que acho que só existem na Suiça. Além disso, cada variedade tem sua versão curada ou semi curada, mais ácida, mais picante, mais suave e poa aí vai. Dá pra fazer a festa.

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Também nos mercados locais a variedade é imensa. Achei até o queijo Manchego, que é típico espanhol e que em Barcelona não achava em lugar nenhum! Tem até a maquininha para derreter  o queijo e fazer raclete em casa.

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Raclete, é servida como uma entrada, com picles pequenos bem suaves e uma porção generosa de queijo Gruyère derretido por cima.

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Um dos pratos mais típicos com queijo é o Fondue, que é uma delícia com nada mais nada menos que queijo Gruyère e vinho branco, suave e deliciosos.

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Outro prato para provar é a batata rosti, que nada mais é do que batata ralada e frita, com muito queijo, ovo frito e bacon. É muito bom!

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– Souvernir

Entre os mais tradicionais, além do chocolate estao os relógios de bolso e cuco e os canivetes.

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Roteiro de 4 dias na Suiça

A Suíça é constituída por quatro principais regiões linguísticas e culturais: alemão, francês, italiano e romanche. Por conseguinte, os suíços não formam uma nação no sentido de uma identidade comum étnica ou linguística, é como se houvesse 3 países em um.

Como consequência, sua principal missão ao começar a planejar uma viagem para lá é definir que “Suiça” você quer conhecer. A paisagem do país varia entre: cidades grandes com uma faceta bem “business”, cidades estilo balneário com lagos enormes e os Alpes.

Escolhida a parte da Suiça que você deseja conhecer, a alemã, a francesa ou a italiana, seu próximo passo é decidir que cidades conhecer. Eu sugiro escolher uma cidade grande, uma de lago e outra de montanhas, para ter a experiência completa de Suiça.

No lado francês, uma cidade grande seria Genebra, de montanha Chamonix ou Saint Moritz (uma das mais exclusivas do mundo, o pessoal chega lá de helicóptero), mas eu ainda incluiria um bate e volta às cidadezinhas de Gruyère e Cailler (onde fica a fábrica de chocolates da Nestle – e talvez aqui o trem do chocolate) de acordo com a quantidade de dias que você tenha e de lago Montreaux.

No lado alemão, que foi o que conhecemos, cidades grandes podem ser Basel, Berna, a capital, ou Zurique que é beeem “business” com sede de vários bancos mundiais e de lago eu escolheria Luzern.

De montanha (nessa região ficam os Alpes Suiços) e o principal motivo porque escolhemos o lado alemão do país) você tem opções muito interessantes:

Interlaken, de onde sai o trem mais alto (e caro) do mundo que te leva ao “topo da Europa” em Jungenfraujoch e te permite infindáveis bate e volta para várias cidadezinhas alpinas e fofas como Grindelwalden, Thun ou Brienz, Unterseen, Lauterbrunnen, Kandersteg, Kleine Scheidegg entre outras.

Zermatt onde fica uma das mais famosas estações de esqui da Suiça, a famosa montanha ¨Matternhorn” (aquela da embalagem do Toblerone) e de onde sai o trem para Gornergrat, que te leva ao obeservatório dos Alpes, ao shopping mais alto do mundo e à varias trilhas para subir a montanha.

A escolha da parte que você vai conhecer a Suiça também vai influenciar no seu aeroporto de entrada. Se escolher a parte francesa, entre pelo aeroporto de Geneva. Para a parte alemã, pelo aeroporto de Basel ou Zurique e para a italiana de Lugano.

Nós escolhemos visitar o lado alemão e entramos pelo Aeroporto de Basel. Nosso roteiro de 4 dias ficou assim:

  • Dia 2: Luzern/ Zermatt (em trem panorâmico – Expresso Polar – que tem as vistas mais bonitas da Suiça)

  • Veja o roteiro aqui.
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    Roteiro de 1 dia em Luzern, uma das cidades mais bonitas da Suiça

    Luzern é uma cidade de colonização alemã e tem todos os estereótipos que você espera de uma viagem à Suiça (veja o roteiro completo aqui): é rodeada pelos Alpes, tem arquitectura medieval e um lago enorme navegável e de água potável.

    É considerada uma das cidades mais bonitas da Suiça e tem uma localização excelente (no meio da Suiça) para servir como base para vários passeios bate e volta às montanhas de Pilatus, Titlis e Rigi.

    Também pode ser base para visitar outras cidades Suiças: fica a 20 minutos de Zurique e 1h30 de Berna.

    É uma ótimo ponto de partida para visitar a parte francesa do país em trem com o Golden Pass ou de carro mesmo. São cerca de 2 horas de viagem. O mesmo tempo você levará até a parte italiana, para a cidade de lugano.

    Além disso, é a porta de entrada para explorar os Alpes de carro ou em trem com o Expresso Polar, o trem panorâmico que passa pelas paisagens mais bonitas do país.

    A viagem pode ser até Interlaken, cidade base para conhecer a montanha de Jungfraujoch (top of Europe), considerado o ponto mais alto da Europa. Para lá parte o trem mais alto (e caro) do mundo, que te leva para o topo da montanha onde está a estação de esqui com shoppings e museu de gelo. Interlaken também é base para outros bate e volta fofos para as cidadezinhas de Grindelwald, Thun, Spiez, Wegen ou Schilthorn.

    Outra opção a partir de Luzern, é chegar até Zermatt, um pouco mais ao sul, base para conhecer o Observatório 360• de Gornegrat e a Matterhorn, aquela montanha da embalagem do chocolate Toblerone. Leia sobre nosso roteiro aqui.

    Chegamos a Luzern em trem a partir de Basel.

    Na saída da estação também haviam vários ônibus, para várias partes da cidade e inclusive para o aeroporto. É só olhar as placas com os destinos e comprar o ticket na maquininha ao lado do ponto de ônibus.

    Logo em frente à estação de trem, fica o escritório de turismo de Luzern. Passamos para pegar um mapa da cidade (no hotel também nos deram um mapa) e o Visitors Card, que dá direito a descontos em mais de 70 atraçoes na cidade para quem se hospedar pelo menos 1 noite na cidade. O cartão é grátis.

    Começamos o passeio pela orla do Lago Luzern, que no verao estava cheio de cisnes, barcos e rodeados por deliciosas barraqinhas de sorvete.

    Desse local saem diversos passeios de barcos pelo lago, com paradas em cidadezinhas fofas como Weggis (que abrigou a selecção brasileira de futebol em 2006) e Brünen. Se você comprou um Swiss Pass, o passeio de barco sai grátis.

    A próxima parada foi na Kapellbrücke, uma ponte de madeira de 1365! Recebeu esse nome de “Capela” por causa da Igreja de Sant Peter que fica ao lado.

    Caminhe pela ponte, curtindo o visual do rio Reuss, mas não deixe de olhar para cima: há mais de 112 pinturas no teto, entre as vigas de madeira que representam cenas da história do país e dos santos patronos da cidade – Saint Leodegar e Saint Maurice.

    As pinturas são frequentemente restauradas, mas algumas ainda estão faltando devido a um incêndio que a ponte sofreu no século XVI.

    Ao lado da ponte, como formato octagonal fica uma torre de água (que já foi uma prisão e câmara de tortura) construída no século XIV e que junto com a ponte são “marca registrada” da cidade.

    Logo ao lado está a Igreja Jesuíta (Jesuitenkirsche) construída para os jesuítas em 1666. Por ter estilo barroco, lembra bem as igrejas de Ouro Preto, não?

    Atravessamos a ponte, e como era quase hora do almoço, escolhemos um dos restaurantezinhos ao longo do rio, com óptimas vistas da ponte e da Igreja para tomar um vinho e curtir o visual.

    A barragem de madeira que controla as águas do lago fica logo atrás da ponte e funciona com um sistema de toras de madeira que variam em quantidade conforme a vazão da água.

    Subimos as escadas ao lado da prefeitura e chegamos à Rathaus Platz onde está a famosa torre do relógio. A prefeitura tem sua própria cervejaria, a <a href=”http://Rathaus Brauerei“>Rathaus Brauerei que serve cerveja própria e salsicha alemã.

    Seguindo pela Kornmarkt, começam a sugir diversas casinhas antiga decoradas com pinturas, uma mais linda que a outra.

    Continuamos nos perdendo pelas ruazinhas, mas com destino certo: a Hofkirche, o Mosteiro dos Beneditinos, no final de uma longa escadaria. Antes de entra na Igreja, do lado esquerdo há um lindo presépio e um cemitério que parece um jardim.

    Nossa próxima parada foi a Muralha da cidade e as Torres Musegg. Lauzern é uma das únicas cidades que ainda conserva sua muralha praticamente intacta. A entrada é gratuita, inclusive para subir nas torres e a vista da cidade é irresistível.

    Dali caminhamos um pouco até chegar no Löwendenkmal, o monumento ao Leão Moribundo, esculpido em homenagem aos soldados suíços mortos na Revolução Francesa.

    Continuamos nos perdendo e saímos na Weinmarkt. Essa praça é parada obrigatória por ter as mais belas pinturas nas fachadas, uma árvore “Linden” centenária e uma fonte belíssima em homenagem à Saint Maurice.

    Terminamos na Spreuerbrücke, a ponte de palha construída em 1300 ao lado de um moinho e do antigo sistema de bombeamento de águas usado pelos beneditinos. Essa ponte também carrega lindas pinturas na parte interna.

    De lá se avista um antigo castelo que agora é o Hotel Chateau Gütsch.

    À noite voltamos para o centrinho, na beira do rio, e jantamos uma autêntica batata Rosti com direito a bacon e queijo extra no Wirtshaus Taube.