Espanha · Zaragoza

Roteiro de 1 dia em Zaragoza

Zaragoza começou a tomar notoriedade no século 14 a.C. quando foi transformada em um assentamento para soldados veteranos do Império Romano. Ela rapidamente se tornou um importante porto comercial que ligava Roma à sua Província Hispania. Foi chamada de Cersaraugusta em homenagem ao Imperador César Augusto e teve seu apogeu nos séculos I e II quando ganhou a maioria dos seus edifícios como o Foro Romano, o porto, os banhos públicos, o teatro e o anfiteatro – além da sua própria muralha de defesa – tudo o que uma cidade romana por excelência necessita!

Por volta do ano de 714 ela foi invadida pelos muçulmanos (daí vem seu nome – do árabe Saraqusta) que a transformaram em uma das mais importantes cidades comerciais da época com sede no Palácio de la Alfajería.

Foi somente em 1118 que ela voltou às mãos dos cristãos com Afonso, o Batalhador, e se tornou capital de Aragão. A partir daí vária igrejas começaram a ser construídas, dentre elas a mais famosa, a da Nossa Senhora do Pilar.

Todo esse passado e mistura de culturas deixou um legado histórico e arquitetônico impressionante na cidade o que faz com que ela, além de classificada como uma das mais bonitas da Espanha ganhase o nome de Senhora das Quatro Culturas. Nós tivemos a sorte de visitá-la na Semana Santa, em pleno Domingo de Páscoa, considerada uma das maiores festas da Espanha.

Começamos a visita pelo ponto alto da cidade: a Praça e Basílica do Pilar, definitivamente um dos lugares mais bonitos que já visitei.

Construída em 1515, em cima de um antigo templo romano, a Basílica do Pilar, é um dos principais templos barrocos da Espanha e só foi totalmente terminada em 1950 depois do levantamento das últimas torres de decoração da fachada de pedra.

A vista é gratuita, somente é preciso pagar para subir na Torre.

O seu interior é belíssimo: são três naves decoradas com pinturas clássicas, pilastras e anjinhos.

Nossa Senhora do Pilar, Zaragoza

O grande destaque fica por conta da Santa Capilla que é uma capela dentro da Igreja onde está colocada a Imagem da Nossa Senhora do Pilar dentro de um envoltório de prata de mármore verde em cima de uma coluna de jaspe.

Com o manto no dia 1 de abril

Aliás a lenda conta que essa coluna foi entregue pela Nossa Senhora à Santiago (de Compostela) – na época ainda Apóstolo de Jesus – no momento em que sua fé começava a fraquejar e ele se perguntava se valia a pena seguir tentando converter os habitantes de Cesaraugusta ao Cristianismo. Nossa Senhora teria aparecido em “carne”, pois ainda vivia em Jerusalém, e lhe entregou a coluna sobre a qual se deveria construir um templo, representando a fé inabalável.

Essa cena está representada em duas das pinturas do altar: a primeira representa a “Vinda da Virgem diante de Santiago”, obra de José Arellano e a segunda do pintor Antônio Velazquez “A vida da Virgem e a construção da Santa Capela”.

Essa aparição aconteceu no dia 2 de janeiro do ano 40 d.C. e por isso todo dia 2 de cada mês o manto que reveste a Nossa Senhora e cobre a coluna de jaspe é retirado. Demos tanta sorte de estar ali em um Domingo de Páscoa e ainda por cima poder volta na segunda-feira, que era dia 2 de Abril e ver a coluna sem o manto. Aliás a Basílica tem uma coleção de mais de 300 mantos confeccionados pelas Madres Capuchinas de Zaragoza desde 1762!

Sem o manto no dia 2 de abril

De frente para o altar só se vê a placa de mármore que cobre a coluna de jaspe, atrás do altar da Santa Capilla está o Humilhadeiro, uma abertura na parede que dá acesso à coluna de Jade que deve ser “beijada” enquanto você faz seu pedido. O próprio Papa João Paulo II nas suas duas visitas à Basílica se ajoelhou e beijou a coluna.

Do lado da Santa Capilla estão expostas duas bombas da Guerra Civil Espanhola que tentaram destruir a Basílica, mas que milagrosamente não explodiram, deixando-a intacta.

Outro tesouro da basílica fica por conta do afresco Regina Martyrum pintado por Francisco Goya. No coreto há outra pintura sua.

De volta à Praça do Pilar tivemos a sorte de assistir à uma sequência de procissões super bonitas.

Ainda na praça visitamos La Seo, outra catedral românica, que depois de várias reformas é hoje gótica, construída em cima do Foro Romano e aproveitando a estrutura de uma antiga mesquita.

La Seo, atrás da estátua de Goya, morador ilustre de Zaragoza

Entre a Basílica del Pilar e La Seo, está a Lonja de Zaragoza, um edifício renascentista do século XVI que hoje abriga a Prefeitura da Cidade. É possível entrar porque sempre há exposiçoes gratuitas no saguao.

A Lonja do lado esquerdo da Catedral la Seo
Interior da Lonja onde há exposiçoes

Bem em frente a La Seo, fica a entrada dos Museus Arqueológicos Romanos. Todos os edifícios romanos da cidade, com excessão de algumas partes da Muralha, estão hoje no subsolo da cidade – isso mesmo – Zaragoza foi reconstruída em cima de Cesaraugusta!

Anfiteatro Romano de Zaragoza

Ee isso é muito comum de se ver aqui na Europa – depois de cada invasão, o dominador destrói a cidade dominada e constrói outra por cima. Esse subsolo da cidade pode ser visitado dentro dos Museus Romanos de Zaragoza que formam a Ruta Cesaraugusta: 1. Museu do Foro Romano; 2. Museu do Porto Fluvial; 3. Museu das Termas Públicas e 4. Museu do Teatro.

Ainda na Praça, em frente à Basílica do Pilar está o Museu de Goya, o famoso pintor espanhol que naceu em Zaragoza em 1746. Ele morou em 9 casas em Zaragoza, mas infelizmente nenhuma foi conservada ou transformada em casa-museu. Resta o museu, que nao nos deu tempo de visitar, mas dizem ser maravilhoso e os ingressos podem ser comprados online no site.

Na outra ponta da Praça passamos pela Fonte da Hispanidad que representa todos os países que compartem o idioma español. Há uma mapa gigante da América do Sul representando os povos que compartem a cultura espanhola.

Ainda na Praça do Pilar, próximo à entrada da Igreja San Juan de los Panetes, está parte da antiga muralha romana da cidade e uma estátua de Cesar Augusto.

Praticamente em frente à Basílica, cruzando o Rio Ebro está a Ponte de Pedra, que cosntruída no século XV oferece uma das vistas mais bonita da Basílica!

De lá seguimos a orla do rio Ebro até chegar ao Palácio da Aljafería, sede do período muçulmano, essa construção fortificada do século XI, junto com a Mesquita de Córdoba e a Alhambra em Granada são os maiores exemplos de arte mudéjar da Espanha, reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

O interior do palácio com patio aberto de laranjas e detalhes da arquitetura deixam marcado o estilo árabe da construção.

A partir do século XII ele passou às mãos dos cristãos e se converteu no Palácio dos Reis Aragoneses: Fernando de Aragão e Isabel de Castilla. Desse período se destaca a Sala do Trono toda decorada em arte mudéjar, que é um estilo de arte exclusivo da Espanha.

Depois que o árabes foram expulsos da Península Ibérica, alguns muçulmanos foram perdoados e receberam a autorização para ficar na Espanha desde que trabalhassem na conversão dos templos Islâmicos à Catalólicos, e assim surgiu a arte mudéjar, da fusão hispano-muçulmano. Hoje o Palácio abriga o Parlamento de Aragão.

Na sala de meditaçao da Rainha Isabel

Nós justamente fomos em um dia que a visita era grátis, mas é possível reservar a visita guiada tanto ao Palácio quanto ao Paralamento no próprio site.

Na volta fomos direto para o Centro Histórico da cidade em especial no bairro chamado El Tubo que é formado por um emaranhado de ruazinhas super estreitas que abrigam o maior número de bares e restaurantes por metro quadrado.

É a principal área de tapeo da cidade; cada bar tem sua especialidade e a regra é ir passando de bar em bar e provando o que a culinária espanhola tem de melhor: as tapas! Veja o post aqui.

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El Tubo em Zaragoza: rota das tapas espanholas

Confesso que quando decidimos passar a Páscoa em Zaragoza e comecei a pesquisar o que podíamos fazer por lá, no momento em que li sobre El Tubo comecei a ficar super empolgada com a idéia de um lugar dedicado exclusivamente ao tapeo espanhol que eu tanto amo. E isso é o El Tubo, um emaranhado de ruazinhas em pleno Centro Histórico da Cidade com vários barzinhos para tapear.

El Tubo, Zaragoza

Os bares espanhóis tem um conceito muito diferente dos barzinhos brasileiros: primeiro que eles são para toda a família, você vai encontar do avô ao recém nascido, todos convivendo na maior harmonia; outro ponto está no charme e história de cada edifício, móvel e decoração aliado à deliciosa tradição das tapas, iguaria na qual os espanhóis são especializados!

Tapas Espanholas em Zaragoza

As tapas, para quem não conhece, são pequenas porções de comidinhas, que servem para acompanhar a bebida, ou seja, uma espécie de aperitivo. Há uma lenda que diz que as tapas surgiram quando o rei Afonso III estava tomando uma taça de vinho em Cádiz e por causa de um pequeno golpe de vento que levantou a areia do chão, o garçom cubriu a taça com uma fatia de presunto para que a areia não entrasse. O rei adorou a ideia da tampa (“tapa” em espanhol) e passou a pedir as próximas taças com a mesma “tapa”.

Outra lenda, essa do período dos Reis Católicos, para combater as brigas na saída das tabernas pelo excessivo consumo de álcool, se obrigou a todo estabelecimento servier junto com a bebida uma porçãozinha de comida para minimizar seus efeitos.

As principais ruas do El Tubo são a Calle Estébanes e a Calle Libertad, mas há barzinhos por todas as ruazinhas adjascentes que oferecem várias possibilidades para uma rota de tapas completa!

Mercado Gastronômico Puerta Cinegia

Nós começamos na Calle Coso nº 35, onde está o Mercado Gastronômico Puerta Cinérgia com mais de 20 estandes de comida e uma área de mesas coletivas em um ambiente muito familiar.

Você escolhe as “croquetas” da vitrine e ela sao fritas na hora

El Champi

Nossa segunda parada foi no El Champi, que serve somente um tipo de pincho: champignon gigantes na chapa com azeite e alho dentro de um pâozinho bem macio.

Nos chamou muito a atenção a enorme chapa cheia de cogumelos e o cherinho pelo ar é irresistível.

Há vinho e cerveja e as mesinhas não tem cadeiras – o giro é rápido porque o lugar é lotado, mas bem amplo e muito bom!

Almau Bodegas

Já o Almau Bodegas é um dos melhores que fomos. Com estilo bem tradicional, rodeado por vinhos de todos os lados, surpreenden os pinchos que tem um toque exótico: comi um de queijo de cabra, anchova e chocolate e outro mais normal de quijo de cabra e geléia. As azeitonas também são bem boa acompanhadas de um vinhozinho espanhol especial.

Tapa de queijo de cabra, anchova e chocolate

Do lado de fora há uma área super agradável para conversar e tapear. Gostamos bastante.

Casa de las Migas

Na Casa de las Migas pedimos o prato mais famoso da região, as migas claro! Miga é miolo de pão em espanhol e o prato é uma espécie de farofa de miolo de pão, com azeite cebola e chistorra, uma linguicinha um pouco mais temperada e macia que a calabresa.

Casa de la Migas em Zaragoza

O lugar estava lotado, eles tem um ambiente interno e uma espécie de Biergarten também. Conseguimos com muita sorte encontrar uma mesinha de dois, mas a espera pelas migas foi grande. A sorte é que no balcão há uma parte de tapas já prontas que são servidas na hora, muito boas e várias feitas com frutos do mar! Masd e todos os que visitamos, esse foi o que menos gostamos.

Taberna Doña Casta

Finalizamos a noite na Taberna Doña Casta especializada em croquetes. Nos sentamos no balcão em frente à parte onde ficam expostos todos os bolinhos já preparados prontos para fritar.

Prontos para fritar

A variedade de sabores é enorme e também com um toque diferente. Pedi um de champigon com queijo de cabra e outro de cogumelos com foie gras. Deliciosos e fritinhos na hora! O ambiente é mais escurinho e menor.

Croquetas com recheios exóticos
Andorra · Europa

Andorra no Inverno e Estaçao de Esqui Granvalira

Andorra fica há 170 km de casa, ou seja, um país vizinho que está quase no nosso quintal. Mas nao é um simples páis vizinho, Andorra é o Paraguay europeu, sem as falsificaçoes, claro, mas é zona livre de impostos e o paraíso da compras! Andorra é oficialmente um principado espremido na fronteira entre a Espanha e a França, habitado por cerca de 80.000 pessoas e cuja capital é Andorra La Vella.

Nem exército tem, mas o idioma oficial é o catalao, apesar de que todos também falam fluentemente español e muitos francês e a moeda é o Euro. Brasileiros e Europeus nao precisam de visto para entrar, mas na saída tem que passar pela aduana para verificar se suas compras estao dentro do limite estabelecido pela lei.

Andorra tem várias cidadezinhas interessantes para visitar que serao mais ou menos interessantes dependendo do seu objetivo. Se o seu objetivo é fazer compras o seu destino é Andorra La Vella ou Escaldes-Engordany, é onde estao a maioria das lojas, um é continuaçao do outro. Se o seu objetivo for esporte de inverno, o seu destino pode ser Soldeu, onde está a Estaçao de Esqui Granvalira ou La Massana onde está a Estaçao Vallnord.

  • Neve ou trilhas

Da primeira vez que fomos nosso foco era neve e passar o fim de semana do Natal por lá, já que nao iríamos para o Brasil esse ano. Por isso optamos por um hotelzinho super charmoso o Hotel Roc de St Miquel em Soldeu que superou nossas expectativas. O Hotel Roc fica a 800 metros da principal Estaçao de Esqui de Soldeu, a Granvalira, além de quartos super confortáveis, restaurante com menu diario e um bar super legal com música ao vivo e um mini salao de jogos que para nós é o ponto alto do lugar.

Ele também é excelente para passar férias de veráo porque perto dali há várias trilhas para se fazer a ou de bicicleta.

Nosso foco era conhecer a Estaçao de Esqui Granvalira que oferece uma série de atividades de inverno. Como era Natal queríamos algo bem tranquilo e entao optamos pelo passeio com moto de neve nas montanhas que foi sensacional.

Compramos a atividade online e ela é realizada na parte de Granvalira chamada Grau Roig, bem pertinho da França, e o passeio recorre os bosques nevados da regiao. Tem um professor que puxa o grupo e vai ensinando a fazer manobras mais ou menos radicais. A estaçao oferece varias outras atividades também, é só ver no site.

Depois passamos pela loja de equimpamentos de neve para dar uma olhada nos preços, logicamente é bem mais cara que no centro em Andorra La Vella e depois fomos para a parte dos restaurantes. Escolhemos o Restaurante L’Abarset que fica que no pé das pistas de esqui e diz ter o melhor hamburguer de Andorra.

Restaurante L’Abarset

Realmente é a uma delícia e a vista melhor ainda, de frente para as pistas. Além disso, aos sábados de tarde eles tem climinha aprè-ski com drinks e música. Passamos o resto da tarde ali curtindo o climinha neve com sol.

De noite fomos para a Ceia de Natal do Hotel, simples, mas deliciosa e com atendimento impecável. O ambiente do hotel era super aconchegante. Passamos o resto da noite no bar do hotel, jogando pebolim, dardos e tomando um vinhozinho. Havia muita gente ali esperando as doze badaladas. Foi super legal.

Ceia de Natal

Drinks e Jogos esperando as doze badaladas

No dia seguinte demos uma voltinha por Soldeu que é super bonitinha especialmente nessa época de Natal em que há vários mercadinhos de Natal, Aldeia do Papai Noel, decoraçao e Missa do Galo. As lojas ficam abertas todos os dias do ano, menos adivinhem – 25 dezembro – ou seja, nao havia nada para fazer na cidade nesse dia e ela estava praticamente deserta com as lojas e restaurantes fechados. Decidimos voltar para casa e deixar as compras para uma próxima vez. Para Compras em Andorra leia esse post aqui.

 

 

 

 

Andorra · Europa

Roteiro e Compras em Andorra: o que vale a pena?

Comprar em Andorra é uma experiencia, se pode encontrar mais de 1500 lojas e shoppings como o La Illa, por exemplo, cheios de boas lojas! Além disso, a paisagem que acompanha seu background durante todo o dia por si só já compensa a viagem. Você também pode aproveitar e esticar até uma das suas estaçoes de esqui que sao bem pertinho do centro.

Estrada entre Barcelona e Andorra

A área de compras se concentra principalmente em Andorra La Vella e Escaldes-Engordany. A artéria principal é a Avenida Meritxell que começa Andorra La Vella que se tranforma em Avenida Carlemany quando chega em Escaldes-Engordany.

Sinceramente, na minha opiniao, roupas e sapatos, com exceçao das de neve, nao valem a pena ser comprados aqui, só se for pela experiencia, mas o preço é o mesmo que em Barcelona.

Nós sempre que vamos, estacionamos em um parking da Rede Saba do qual uma das saída desemboca justo na Avenida Meritxell, ao lado da loja da Zara. Quase em frente a Zara está a Perfumaria Julia, uma das principais do país, ao lado da Perfumaria Gala. E o que vale realmente ser comprado sao os perfumes! Os preços realmente sao MUITO bons, vi perfumes por menos da metade do preço com relaçao à Barcelona. Mas tem que prestar atençao ao limite da aduana que é 75 ml de perfume e 375ml de colonia por pessoa. Mais que isso tem que pagar impostos.

Perfumaria Julia
Perfumaria Gala

Logo na esquina, outra loja que vale a pena a visita é Viladomat. Sao varios andares de loja com tudo o que você pode imaginar para esportes de neve, desde roupas até equipamento. os preços sao bons e a variedade também.

Bem em frente está o letreiro de Andorra.

Seguindo pena ruazinha lateral , á direta de onde está a Viladomat, a está a Farmácia del Fener que vende produtos franceses da Nuxe, Caudalie entre outros com preços bem mais baixos mesmo além de uma loja de eletrônicos muito boa.

Um pouco mais para frente está a loja de eletrônicos Dakota que se você pechinchar consegue bons descontos, mas os preços começam igual a Barcelona. Todo mundo fala da fama de eletrônicos a preço baixo em Andorra, mas eu pessoalmente, para tudo que precisei, NUNCA, mas nunca valeu a pena, sempre o mesmo preço da Amazon e de Barcelona.

Na outra esquina em frente você vai encontrar uma das melhores patisseries da sua vida, a MUSE. Só de entrar e olhar é uma experiência, imagine só provar. É cara, mas vale cada centavo.

Vitrine de doces, macarrons e chocolates goumet
Na parte do Café da Muse

Um pouco mais para frente tem um restaurante/ bar bom, bonito e barato chamado Totaneta e que tem comida española bem justa.

Restaurante Totaneta

De volta à Avenida Meritxell você entra novamente em um mar de lojas. As que eu mais gosto são Zara, Mango, Massimo Dutti, Punto Roma, Pull & Bear, Stradivarius e Tous para bolsas e acessórios. À esquerda está o Shopping Illa Carlemani com Adidas, Lacoste e Pull & Bear. A partir do Shopping, já entramos na Avenida Carlemani em Escaldes-Engordany.

Loja da Rituals dentro do Shopping Illa Carlemani
Avenida Meritxell
Avenida Carlemani

Pegando a primeira à esquerda, passado o Shopping, tem uma hamburgueria com hamburguers caseiros muito bons, a And Burger Zero (Carrer Copríncep François Mitterrand, AD700 Escaldes-Engordany, Andorra) com preço excelente e ambiente bem moderninho. Na Cerlemani, o excelente Tagliatella também vale muito a pena.

Além disso, se você for na época de Natal, além da decoraçao da cidade, as vitrines estarao impecavelmente montadas e os Mercadinhos de Natal super convidativos para depois das compras, pues geralmente abrem a partir das 17h/ 18h.

Vitrines de Andorra

Como dica final, o melhor horário para compras é até as 17h, porque esse é o horário que fecham as estaçoes de esqui e todo mundo que estava lá em cima esquiando desce para a cidade, entao dá para imaginar como a cidade se transforma e as lojas e restaurante ficam lotados!

 

Bucareste · Europa · Romênia

Bucareste: a grande supresa da Romênia

Eu sempre tive curiosidade de conhecer a Romênia, principalmente a região da Transilvânia, porque eu sempre adorei uma hitória/ série vampiresca, desde de literatura infantil quando eu era pequena, eu li “Draculinha no Pantanal” umas cem vezes passando pelo Dracula do Bram Stocker (quem mais estudou na Cultura Inglesa?) até todas as séries de Tv relacionadas ao tema. A minha vontade se intensificou depois que passamos um tempo em Frankfurt e fiz amizade com uma romena. Assim que passei a sempre estar de olho em uma oportunidade de tempo+passagem barata para visitar a região e foi assim que nessa Páscoa realizamos esse desejo.

Para chegar a Transilvânia, é indispensável passar pela capital do país, Bucareste, que é bastante bonitinha e vale passar uma noite por lá sim. Eu não esperava muito e me surpreendi bastante com seus edifícios neo clássicos de influência francesa e seu Arco do Triunfo quase igual ao de Paris, afinal a Romenia sempre foi conhecida como a Paris do Leste e dizem que em 10 anos ela estará tão cara quanto Praga ou Zagreb. Então agora é o momento para visitá-la.

A Romênia fica nos Balkans, uma península que reúne a Croácia, a Sérvia, a Grécia, a Turquia, a Bosnia, Montenegro, Eslovênia entre outras jóias do Leste Europeu e que pelas referência já dá para imagina o tipo de paisagem que se encontra por lá. O nome da Península vem de uma enorme cadeia de montanhas que começa na Bulgária e vai até o Mar Negro.

A península é banhada de um lado pelo Mar Adriático (Grécia e Croácia) e do outro pelo Mar Negro (Turquia e Bulgária). A Romênia não tem saída para o mar, não espere praias, mas tem uma cultura riquíssima, herança da época de domínio do Império Otomano, por isso essa parte da Europa também é conhecida como a Europa Turca.

Um pouco da história…

A Romênia conseguiu a independência do Império Otomano em 1877 e seu primeiro rei foi Carol I, você vai ver várias estátuas sua espalhadas pela cidade. Sua capital, Bucareste, foi fundada em 1479 pelo famoso príncipe Valaco, o lendário Conde Drácula ou Vlad Tepes para os íntimos cuja lenda, criada pelo escritor Bram Stocker, move o turismo do país. Você vai vê-lo muito por lá também!

Toda sua fama de Paris do Leste veio do período entre guerras quando a Romênia iniciou uma aliaça econômica com a Alemanha e a França e começou a receber uma grande influência francônica na sua arquitetura, cafés e livrarias.

Essa herança foi parcialmente destruída pelos bombardeios da Segunda Guerra, por dois grandes terremotos e pelo seu período mais negro, a época comunista, com o auge da opressão do ditador Nicolae Ceaucenscu, época em que a população romena mais sofreu enquanto ele construía obras faraônicas como o gigante edifício do Paralamento de Bucareste. Imaginem que nessa época as ruas era todas de terra, e isso era 1980!

Mas a população se levantou contra o governo e o regime comunista conheceu seu fim em 1989 com uma grande e sangrenta revolução que se iniciou na Praça da Revolução em que o ditador e sua mulher foram capturados, julgados e condenados a morte.

Alguns dados importantes…

A moeda da Romênia é o Leu (plural Lei) que vale mais ou menos como o real ou 4,5€. Ela faz parte da União Européia desde 2007, mas não faz parte do Acordo Schengen, por isso, não está na área de livre circulação da Europa e é preciso passar pela imigração sim, mesmo chegando de dentro da Europa. Brasileiros ou europues, entretanto, não precisam de visto prévio para entrar, na própria imigração te fazem perguntas e te carimbam o passaporte.

Ela também ainda não adotou o Euro e vou te dar uma dica, não troque seus Euros em nenhuma casa de cambio, saque pelo ATM/ caixa automático lá diretamente. Tem em todo lugar: no saguão do aeroporto, na entrada de cada hotel, por isso não se preocupe! E atenção: nenhum lugar aceita Euro, nem os hotéis, por isso troque o dinheiro.

Os táxis não tem muito boa fama, então preferi reservar um tour para nos levar do aeroporto ao nosso hotel pelo preço de 15€. Contratamos o Christian Tranfer online e quando chegamos o motorista estava nos esperando no desembarque com uma plaquinha com nosso nome. Na volta fomos ao aeroporto de táxi e nos custou 30€, e com o transfer sairia os mesmos 15€…

A Romênia é um país pobre, um dos mais pobres da Europa, mas depois de 20 anos sem comunismo, ela está se reerguendodas cinzas, o turismo vem crescendo, tem gente jovem nas ruas, uma noite vibrante, criminalidade baxíssima e o que restou dos seus tempos de glória é mais que suficiente para manter sua aura de glamour.

Além disso, todo esse crescimento está atraindo nova construções, novas lojas e supermercados, centros de compras e muito progresso.

Mas não se iluda, longe dos seus cartões postais, Bucareste é uma grande museu a céu aberto do comunismo, principalmente em seus bairros mais pobres com carros velhos e os típicos blocos de casas do governo.

Roteiro para um dia

Nós ficamos em um hotel super bem localizado o Europa Royale Bucharest, em pleno centro antigo, onde está tudo o que você vai querer conhecer por lá e bastante bom. Aliás vale mencionar que Bucareste é dividida em 7 setores ao redor do Centro Histórico (que está englobado pelo setor 1) em sentido cronológico e a maioria das atrações, restaurante e hotéis estão no setor 1. Recomendo ficar por aí entre as estações de metrô Unirii, Universidade e Praça Romana.

Os quartos são grande e reformados, tem ATM na porta, e desemboca bem na rua mais antiga da cidade, a Strada Franceza, onde estão as ruínas da primeira corte real de Bucareste no século XV, a Curtea Veche, de quando o príncipe Vlad Tepes, vulgo Drácula, fortificou a cidade antiga e a declarou residência real.

Hoje só restaram as ruínas e o busto do príncipe mais famoso da cidade além da Igreja da Anunciação, que era a Igreja frequentada pela família real.

Ao lado fica o restaurante Hanui Lui Manuc, bem turistão, como música romena ao vivo, com comida regular, mas o que vale visitar é que ele é o prédio mais antigo da cidade, depois das Igrejas, claro, construído em 1808 como pousada e restaurante para os viajantes da época.

Não precisa subir ao restaurante, no andar térreo, no nível da rua, há um pátio a céu aberto onde você pode provar uma típica cervejinha romena, afinal estamos no Leste Europeu!

Dali caminhamos até a Praça Unirii que me surpreedeu em todos os sentidos. Oh praça bonita!

Ela foi contruída durante a época comunista, já mencionei a megalomania do ditador, e abriga um jardim de tulipas (fomos na primavera) e uma fonte monumental dentro de um grande lago, um dos cartões postais mais bonitos da cidade!

Para quem gosta de compras ao lado há o Shopping Unirea, com preços bem legais para que vem do Brasil, para mim, bem parecidos aos que encontro aqui em Barcelona.

Da própria praça você avistará ao longe o edifício do Parlamento de Bucareste, no alto da colina Spirii, o segundo maior edifício administrativo do mundo, só perde para o prédio do Pentágono, com 340 mil m2!

Ele começou a ser construído em 1985 pelo ditador Ceausescu que causou a demolição de mais de 7000 casas. Ele foi terminado depois da morte do ditador e desde 1996 abriga a Câmara dos Deputados. em 2004 foi construído um anexo de vidro que abriga o MNAC, o Museu Nacional de Arte Contemporâneo.

Ele pode ser visitado por dentro, mas é preciso agendar com bastante antecedência pelo próprio site do parlamento.

De lá caminhamos para a Strada Victoriei, a principal avenida da cidade, onde está o coração da cidade. Desembocamos na altura da rua Lipscane, que é o point do centro histórico de Bucareste e aproveitamos para visitar o Monastério Stavropoleos, um monastério ortodoxo para monjas (85% da população romena é ortodoxa) cujo destaque é seu coro bizantino e sua biblioteca com mais de 8000 livros.

Ele é de 1724 e hoje só restou a igreja, antes havia uma hospedagem para viajantes, mas o legal é que sua antigas ruínas estão expostas no seu pátio externo.

De lá aproveitamos para dar um pulo na Livraria Carrussel, a mais bonita do centro antigo, que já foi um banco e uma loja de departamentos.

Quem tiver pouco tempo na cidade invista a fichas nessa rua e arredores, é tiro certo!

Nessa rua, além de vários edifícios históricos, você encontrará uma imensidão de cafés e restaurantes.

Mas nós tinhamos destino certo, o Caru’cu Bere, um antigo restaurante que funciona desde 1879 em um edifício lindo adornado com vitrais, afrescos e piso de mosaico. Essa cervejaria é uma instituição da cidade e o lugar ideal para provar uma comidinha típica ao som de violinos ao vivo!

Nós fomos de Costela assada, Mitittei (uma espécie de kafta condimentada) e Ciorba, uma sopa de feijão com carne defumada servida dentro de um pãozinho de batata deliciosa!

Para beber Palinca, uma espécie de vodka de damasco muito boa e de sobremesa, pedimos uma bem típica a papanasi, uma espécie de donut com calda de caramelo e uma frutinha parecida com cranberry e iogurte coroado por um bolinho de chuva. Simples e gostosa!

Ao sair, viramos à direita na Passajul Macca Vilacrosse que é um famosa rua em formato de garfo de churrasco, porque no meio tem um hotel que não quis vender o terreno, coberta com telhas amarelas e que se transformou em uma pequena galeria, uma das mais requisitadas para tomar um café e fumar narguilê, afinal a influência turca é forte.

As duas passagens desembocam na rua Victoriei em frente ao Palácio CEC que é a sede do Banco Nacional da Romênia. Demos a sorte de que naquele fim de semana estava acontecendo o Festival de Luzes da cidades e todos os prédios históricos estavam recebendo projecões coloridas.

Bem em frente fica o Museu Nacional de História da Romênia (Calea Victoriei, 49-53, 4a/dom 10h/18h 2€).

Por ali você também encontrará a Passejul Victoriei, a ruazinha de pedestres mais instagramada de Bucareste e que como em outras grandes capitais como Paris, Londres e Dubai foram instalados dezenas de guarda-chuvas coloridos. Tem até fila para tirar foto.

Continuamos o caminho até o Ateneo Romano, um auditório em estilo neo clássico, construído em 1885 pelo arquiteto francês Albert Galleron.

Logo na entrada está a estátua do poeta romeno mais famoso do país, Mihai Eminescu. O edifício é a casa da Orquestra Filarmônica de Bucareste e só pode ser visitado se você der sorte de passar por lá quando os músicos estiverem ensaiando. Como era Páscoa tivemos a sorte de ver um concerto que estava sendo transmitido ao vivo!

Atravessando a rua você encontrará a confeitaria mais badalada da cidade, a French Revolution, especializada em eclairs. Não deixe de ir!

Seguimos para a Piata Revolutiei ou Praça da Revolução onde fica o Memorial do Renascimento, um imenso obelisco, que representa os mortos durante a repressão da ditadura com o nome de cada um deles gravados na pedra.

A praça abriga o ex- Palácio Presidencial, de onde Ceaucescu fez seu último discurso antes de ser capturado, e que hoje abriga o Senado Nacional e o Hotel Athenee Palace, o hotel 5 estrelas mais chique da cidade.

Terminamos o dia no restaurante Hanui lui Manuc que achamos regular, mas é bem famosinho por lá, talvez não demos sorte com a escolha do prato.

Indico, ao invés, ir no Noa restoclub (Calea Victoriei, 26) que tem alguns pratos típicos e outros com versões fusion e drinks variados. Se conseguir sentar do lado de fora, ainda melhor!

Depois do jantar demos uma volta pelo centro histórico para conhecer um pouco da famosa noite de Bucarest e o negócio é punk.

A boates tem todas caixas de som do lado de fora e a balada rola dentro e na rua ao mesmo tempo. Além disso, entre uma baote e outra há pequenos bordéis com vitrines, estilo Amsterdam, nas quais as moçoilas fazem suas sexy-east-european-performances, afinal a maioria das prostitutas de Amsterdam são “importadas” dos países do leste.