Europa · Romênia · Transilvania

Transilvânia: Drácula realmente existiu?

O famoso Castelo do Conde Drácula, ou Castelo de Bran ganhou fama mundial com a publicaçao do livro “Drácula” do escritor irlandês Bram Stocker. Mas Drácula realmente existiu?

Sim e nao. Para entender a história, olhemos no mapa abaixo. Antes de converterse em um reino unificado da Romênia, ela era dividida em três pequenos reinos (como a mioria dos países europeus, daí a origem de tantos dialetos): a Valáquia, a Transilvania e a Moldávia.

Drácula, na verdade foi Vlad Tepes, o prícipe da Valáquia entre 1456 e 1462. Seu pai, da Dinastia dos Basarabs que conseguiram a independencia da Valaquia contra a Hungria, era da Ordem dos Cavaleiros Templários da Alemanha.

O símbolo dos cavaleiros é o Dragao, mas que na Romenia, significava Diabo. Portanto, seu nome, levava o título Draculea (Vlad Draculea) que provenia da Ordem dos Cavaleiros Templários, na verdade.

Como se pode notar pelo mapa acima, a Valáquia sofria constantes ataques do Império Otomano e devido a um acordo entre Reis, ele foi dado como refén ao Império Otomano até os 19 anos. Quando voltou para casa, encontrou seus pais mortos e empalados.

Daí começou a surgir a história que inspirou a Bram Stocker. Vlad foi coroado Rei da Valáquia, e era conhecido por seu carácter duro contra os enemigos, de quem defendia com unhas e dentes seu país, prinicpalmente contra as invasóes do Império Otomano.

Ele é considerado um herói na Romênia, mas como foi assim declarado pelo ditator Ceaucescu, tenho minhas dúvidas se isso é totalmente verdade…

Seu gênio ruim aliado à sua técnica preferida de tortura de seus enemigos, o empalamento, lhe rendeu o apelido carinhoso de Vlad, O Empalador. Diz a lenda que ele costumava jantar assistindo a morte de seus enemigos empalados e que até molhava o pao em seu sangue, dái a lenda da estaca de madeira e que de ele comia sangue.

Mas e o morcego e o alho? Bom a regiao da Transilvania é bastante montanhosa com varias cavernas infestadas por morcegos, daí conectar o morcego vampiro com uma pessoa que come sangue nao é difícil. O alho, além de ser base da culinaria da Romenia, é tido pelo povo como amuleto que afasta o mal.

E por que a Transilvania, se Vlade era príncipe da Valáquia? Bom, primeiro porque Vlad Tepes nasceu na Transilvania, na cidade de Sighișoara e depois, conta a história, que o escritor Bram Stocker nunca havia saído da Irlanda. Ele havia lido livros sobre a Romênia e o Castelo de Bran estava na capa de um deles. Entao daí a ideia de associar esse Castelo ao Conde Drácula.

Portanto, o Castelo de Bran, é o Castelo de Drácula somente na ficçao, porque sabemos que seu Castelo Original ficava na Valáquia, onde hoje é Bucareste, na Cortea Veche, e só há ruinas.

O Castelo do Drácula de Bram Stocker foi construído como uma fortaleza medieval pelo Rei Húngaro no século XIV com dois propósitos: defender a Transilvania das invasoes Otomanas que ameaçavam a regiao e também como ponto de cobrança de tributos para garantir a rota comercial dos carpatos; o lugar servia para recopilar impostos na fronteira da Transilvania com a Valaquia, e era propiriedade dos cidadaos de Valaquia.

O auge do castelo veio em 1920 quando ele foi entregue à Reina Maria da Romênia, como reconhecimento a sua atuaçao como enfermeira na 1ª guerra em 1918 e também por sua postura sempre defendendo seu país. A rainha Maria iniciou entao a restauracao da fortaleza equipando-a com água corrente, 3 telefones, elevador e uma pequena central hidrelétrica, na qual os cidados podiam conectar-se e receber energia em suas casas. Ela também construi vários anexos como um Salao de chá, uma capela entre outros.

Esse palácio era seu segundo lar, mas com a implantaçao da República e do Regime Comunista o Palácio foi confiscado pelo estado, em 1947, e passou para a administraçao pública. Somente 10 anos depois é que ele foi convertido em museu. Ele faz parte de los Top 10 Castelos mais bonitos de Europa e é o lugar mais visitado da Transilvania, cujo roteiro escrevia aqui.

A cidadezinha de Bran é bem charmosinha e antes da entrada do Castelo há uma mini praça de alimentaçao coberta e atravessando a rua um mini mercado de rua com várias comidinhas típicas, artesanato, queijos e souvernirs.

Entrada do Mercadinho Medieval en Bran
Trdelnik, docinho delicioso típico nos países do leste
Os famosos ovos de Páscoa pintados a mao da Romenia
Bélgica · Bruxelas · Europa

Bruxelas | Chocolate, batata frita, waffle e cerveja! (onde encontrar)

A Bélgica é um verdadeiro paraíso gastronômico onde chocolates, batatas frita, wafle e cervejas – além de estarem entre os melhores do mundo – são encontrados facilmente em cada esquina da cidade. E são bons, deliciosos, maravilhosos… (pausa para comer um bombom agora).

  • Chocolates

O chocolate já é conhecido de muitos, quem nunca viu/ comeu uma caixa de pralinés Guylian (vende no @wallmart) ou fez brigadeiros com cacau em pó da Callebaut. Mas essas pequenas amostras encontradas no Brasil não chegam nem perto do verdadeiro paraíso que é a Bélgica.

Já no aeroporto/ estação de trem uma enxurrada de lojinhas chegam a encher os olhos e alegrar o olfato em uma simples caminhada até a saída. O ápice, no entanto acontece nas Galerias St Hubert que reúne as melhores “Maison Chocolatiers” do país: Pierre Marcolini, Cot D’Or, Mary (a preferida da família real), Neuhaus, Godiva e Leônidas.

A invenção do chocolate tem muitas origens – Holanda (van Houtten), Suiça (Lindt) e Bélgica (Neuhaus), mas os belgas foram os que mais aperfeiçoaram a técnica e sua fama de espalhou mundialmente. O chamado “chocolat belge d’excellence”.

Neuhaus era um farmacêutico suíço que se mudou para Bruxelas onde abriu uma pequena farmácia. Teve a ideia de envolver os remédios em chocolate para que seu sabor fosse mais agradável e em 1857 chegou à fórmula do chocolate em barra (antes disso o chocolate era somente bebido).

Além disso Neuhaus inventou, em 1912, o Praliné, não o que nós conhecemos de açúcar caramelado com amendoins, mas um tipo específico de bombom com uma casquinha de chocolate puro e recheio de de chocolate misturado com uma fruta ou amêndoa, em geral avelã, a conhecida gianduia.

Godiva

Mas a esposa de Neuhaus foi além e colocou os bombons em uma caixa de presentes e as vendas da pequena lojinha nas Galerias Reais estouraram. A loja existe até hoje, dentro das Galleries St Hubert, onde tivemos uma experiência incrível no Salón de Chocolat, ao lado da loja.

O chocolate quente é muito cremoso e delicioso, servido acompanhado de pralinés e macarróns. Aliás o chocolate belga tem muito mais cacau e é muito mais puro (e forte) que o nosso.

Nós fizemos um verdadeiro ‘tour’ pelas lojinhas e os mais delicados e saborosos, na minha opinião são os do Pierre Marcolini e da Mary. Veja esse post com informaçoes sobre todas as lojas que visitamos e como encontrá-las.

Mary
  • Batata Frita

A batata frita é um dos maiores orgulhos gastronômicos do país e divide autoria com a Holanda e a França. Na verdade, ninguém sabe ao certo onde ela surgiu e existem várias lendas, mas na minha opinião a batata frita surgiu certamente quando os três países formavam uma única região e daí vem a confusão.

Belga, holandesa ou francesa essas são as melhores batatas fritas do mundo e eu não consegui passar um dia sem elas. Cortadas rusticamente são fritas duas vezes: a primeira em gordura de porco e a segunda vez em óleo vegetal. Sim, faz mal para a saúde, mas bem para a alma.

São servidas em cones e acompanhadas por molhos como maionese, catchup, jupsauce (curry), amendoim, hollandaise entre outros. Uma delícia!

São facilmente encontradas nos vários foodtrucks espalhados pela cidade, lanchonete, além de acompanharem a maioria dos pratos locais. As mais gostosas encontrei na Belgian Frites na rue Madeleine, 1, Bruxelas.

  • Waffle

O waffle (do holandês) ou gofre (do francês) é tipicamente belga, uma massinha doce prensada, e era usado na Igrejas com hóstia. Imagens cristãs eram prensadas na bolachas entregues aos fiéis.

Também são encontados em vários food trucks pela cidade e em lojinhas especializadas na iguaria. O típico wafle belga é servido somente com açúcar polvilhado por cima, mas há muitas variações com nutella e chantilly com morangos.

Próximo ao Manneken Pis está a maior concentração de “Waferias” por metro quadrado. Escolha a sua e coma feliz!

 

  • Cerveja

Os belgas fazem cerveja há muito tempo e são os produtores da melhor cerveja do mundo, a A Anheuser-Busch (AB) InBev, sediada em Leuven, uma cidade do interior da Bélgica.

Eles são os maiores produtores do mundias da bebida e como dizem os belgas, a cerveja está pra a Bélgica como o vinho está para a França. O clima e a região inóspita para a uva, mas perfeita para o lúpulo e a cevada elevaram as técnicas medievais à produção das melhores cervejas artesanais do mundo além de marcas modernas como a Stella Artois e da Jupiler, a mais famosa por lá.

Além disso a água da Bélgica é de uma qualidade altíssima, ideal para a produção da bebida. A cerveja belga também foi muito influenciada pelos grandes europeus que vez ou outra dominavam o pequeno país. Os holandeses, navegadores sagazes introduziram ervas e especiarias no país e incentivaram a criação dos sabores exóticos das cervejas como chocolate, gengibre, cereja, banana etc.

As cervejas mais famosas são as trapistas, produzidas pelos monges na abadias, e que lembram a Malzbier. Dentre as claras indico a Duvel, Jupiler, Oz e a famosa Delirium Tremens.

A Kriek, mais adocicada é muito famosa (essa minha da foto abaixo), pois para cada litro são adicionados 300gr de cereja. Na minha opinião deliciosa. Eu gostei de todas de fruta: framboesa, morango, pêssego, abacaxi além da de chocolate que é muito boa.

Muitas são vendidas em mercados com preços ligeiramente menores, mas a melhor loja, na verdade o paraíso das cervejas e seus acessórios é a xxx na xxxx. Passeio obrigatório!!

 

Espanha · Europa · Granada

Roteiro de 2 dias em Granada (com restaurantes)

Chegamos em Granada de trem a partir de Sevilha em cerca de 3 horas. Ficamos na Pension Suecia, que fica em uma vilinha toda florida e bem tranquila bem no centro histórico da cidade.

A Pousada é simples, mas linda, toda florida e com uma varanda incrível com vista para a Alhambra onde é servido o café da manhã, que é mais do que maravilhoso e completíssimo!!

O atendimento é nota 10 também, é uma pousada familiar e todos sao muito atenciosos.

Chegamos de manhã e já aproveitamos para começar a conhecer a cidade. Descemos a rua Molinos e Pavanera até chegar à Catedral de Granada.

As lojinhas perto da Catedral são uma atração à parte. Você vai encontar de tudo por lá, desde armaduras, facas, espadas até muitos, mas muitos tipos de chás naturais, de tudo o que você possa imaginar, além de frutas secas, geleias e temperos.

A influência árabe aqui já é muito forte e isso se reflete tanto na gastronomia quanto na arquitetura.

As casas de chá são outro reflexo da cultura árabe e sao um ponto turístico indispensável, principalmenet para quem adora chás… ou nao… simplemente vá! O melhor lugar para conhecer uma é nas Calles Caldedería Vieja e Nueva que também concentram uma grande variedade de tendas e lojinhas árabes. A decoração é toda árabe com azulejos, mesas e cadeiras de ferro, bulinhos e bandejas de prata e muita comida árabe.

Há várias, escolha a que mais gostar e desfrute, pesquisei uma seleçao no Google aqui. Escolhemos a Tetería Alibaba para a hora do almoço poque ficava em uma pracinha, a Plazeta San Gonzalo, na porta da Igreja de mesmo nome, em um lugar bem tranquilo e protegido dos turistas.

Fazia calor e queríamos sentar do lado de fora e tivemos a sorte de ter música ao vivo bem em frente!

Além dos pratos árabes delicioso (e preços bons) como kafta, tabule e homus também pedimos uma ‘cachimba’ que é o nosso arguile. A seleção de chás e doces árabes também é ótima.

Nos perdemos pelas ruazinhas até a Plaza Nuova que é a principal da cidade. Lá pegamos o ônibus de turismo (que custa 8 Euros!) para irmos para os lugares mais distantes como o Mirante de San Nicolau.

Foi bem legal fazer um tour pela cidade toda: as Universidades (30% da população e Granada é de universitários), a orla do rio, as várias pracinhas, e o ponto alto do passeio o bairro de Albaicin, outra parada obrigatória.

Albaicín é um dos bairros mais antigos da cidade, com casinhas brancas pintadas de cal (como as casinhas gregas), o mirante de San Nicolau, com uma das vistas mais bonitas da cidade e as Cuevas que são restaurantes + shows de Flamenco ideias para serem visitados no fim da tarde início da noite. Uma das mais famosas é a Cueva Canastera que custa 22 Euros (Espetáculo + Consumação) e o show começa às 21:45. Para quem quiser visitar o bairro só à noite ele também buscam no hotel e (Transporte + Consumação + Show) sai por volta de 28 Euros. Reseva somente pelo e-mail (info@marialacanastera.com). Nós nao fomos, mas é bastante recomendado por lá.

De lá paramos na Alhambra já que os ingressos tem hora marcada. Falo mais sobre isso no próximo post.

Já no fim do día, pegamos novamente o ônibuzinho de turismo, que passa a cada 30 minutos na saída da Alhambra, e descemos novamente até a Plaza Nuova, que é o ponto de referência da cidade.

Fuja dos restaurantes pega-turista da praça e pegue a rua Elvira, à esquerda da praça, onde estão os melhores barzinhos, restaurantes e casas de chá da cidade e depois à esquerda na rua Almireceros. Vá direto ao melhor bar de Granada o Bodegas Castañedas e me agradeça depois! Mas não se confunda porque o bar é tão famosos que dois outros bares abriram com o mesmo nome do lado! O verdadeiro Castañedas fica na Calle Almireceros 1-3.

É o típico bar de tapas Espanhol, eu adoro os bares/ pubs da Europa em que você vê desde o avô até o neto, lotado!

Para os pratos você pode sentar nas poucas mesas da casa, para tapas e vinhos/ cerveja é no balcão ou encostado nos barris de vinho.

Na Espanha a maioria dos bares tem poucas cadeiras porque os espanhóis entram, tomam uma taça de vinho, comem uma tapa e vão embora ou vão para outro bar.

Aqui você vai comer as melhores azeitonas da sua vida. Aliás a Espanha tem as melhores azeitonas marinadas em um tempero especial que só existe lá! E tem mais: Granada é a cidade das tapas. Você não precisa comprar nada para comer, basta pedir uma bebida e pronto, tapas, outra bebida, outra tapa.

E no Castañedas as tapas são enormes e maravilhosas e o vinho da casa ótimo. A cada taça recebíamos: azeitonas, embutidos, paella sevillana (de frutos do mar), paella com macarrão (muito comum por lá, usam o macarrão ao invés do arroz – muito gostosa), linguiças diversas (tipo salame) e outros. Fomos lá três vezes de tão bom – comida e ambiente se completam!

No dia seguinte, para passar o tempo até o horário do nosso vôo de volta à Barcelona, fomos em outro muito bom, mas com ambiente mais moderninho, o Restaurante Carmela onde as tapas também eram maravilhosas: carne assada, batata recheada com cream cheese e bacon, frango empanado com molho picante – e, tudo de graça!

Basta pedir uma taça de vinho ou cerveja! Além disso, o restaurante tem mesinhas fora e fica em uma pracinha super tranquila e acolhedora. Vale muito a pena!

Espanha · Europa · Sevilha

Los Gallos | Show de Flamenco em Sevilha

Eu queria muito ver uma apresentação de Flamenco na Espanha então comecei a pesquisar quais seriam as melhores opções. Uma coisa eu tinha certeza, queria uma apresentação ‘raíz’, sem showzinhos turísticos, e queria assistir no berço do Flamenco – Sevilha. Pesquisei em vários blogs e guias e todos só recomendavam shows mega turísticos em Barcelona e não era o que eu queria.

Gosto de fazer as coisas nos lugares originais: se é pra comer Paella, que seja em Velncia, se é para comer tapas que seja em Madrid ou Granada, e se é para assistir um Tango que seja em Buenos Aires e se é para assistir um show de Flamenco que seja em Sevilha!

Até que um dia, conversando com um amigo que morou 6 anos na Espanha, descobri a casa Los Gallos, que é a mais tradicional casa de Flamenco de Sevilha. Entrei no Tripadvisor e só haviam comentários positivos: ‘o melhor show da Espanha’, ‘melhor experiência da vida’ etc, dei uma olhada nas fotos e era tudo o que eu queria! Na hora já entrei no site para comprar os ingressos. Comprei online do Brasil.

O meu maior medo, além das pegadinhas para turistas, era que os dançarinos não dançassem tão bem, ou que o show fosse insosso, mas Los Gallos foi exatamente o contrário.

Há duas opções de horários – um às 19h e outro às 22h. Escolhemos o mais tarde porque queríamos ter tempo para passear, descansar à tarde, jantar e depois assistir o show. Não esqueça que na Europa os restaurantes fecham super cedo (para padrões brasileiros) então é preciso programar-se.

Assim que chegamos o primeiro show estava terminando e ficamos esperando na pracinha em que a casa fica. Logo fomos convidados a entrar (basta apresentar o voucher impresso em casa ou o código da reserva) que inclui uma bebida.

Conseguimos lugar na primeira fila e ficamos super perto dos bailarinos. O lugar é pequeno e intimista e os músicos, dançarinos e cantores são excelentes. O tempo passou voando e ficaríamos mais tempo ali. Não queríamos ir embora. Recomendadíssimo!

Bélgica · Bruxelas · Europa

Bruxelas // Roteiro a pé pelo centro da cidade

Bruxelas é a capital da Bélgica e tem duas áreas bem definidas a Cidade Baixa, onde fica a parte medieval e as principais atrações da cidade e a Cidade Alta onde fica a parte “política” da cidade como o Parlamento e o Quarteirão Europeu.

Saindo do nosso hotel começamos o passeio em direção à rue Royale, mas antes comece seu dia com uma parada para café da manhã no Paul (Rue de l’Enseignement 2-4), que é a melhor padaria/ patisserie que já fui. Tem que ir! Quis tomar café lá todos os dias e acabei experimentando quase tudo de lá – incrível – melhor croissant, pain au chocolat do mundo e “ciocolatta”. Como vou viver agora sem essa padaria? Acho que vou abrir uma franquia no Brasil :). Também é uma ótima opção para um lanche na hora do almoço com várias baguetes recheadas por volta de 3 euros.

Faça um desvio pela Treurenberg para uma parada rápida na Cathedrale Sts-Michel-et-Gudule, a maior e mais bonita igreja de Bruxelas, muito parecida com a Notre Dame de Paris. Os vitrais são do século XVI!

O púlpito foi esculpido em 1699 na Antuérpia, a cidade mais rica da Bélgica.

Voltando à rue Royale passeamos pelo Parc de Bruxelles (ou Warandpark) que é o maior da cidade e é rodeado pelo Palácio Real, o Parlamento Belga e a Embaixada dos EUA. O parque é cercado por uma fileira dupla de limoeiros e uma cerca monumental!

O Palácio Real não é a residência oficial dos reis que moram no Palácio de Laeken na “periferia” da cidade. No entanto, é aí que são realizadas as audiências e atos do governo. Ele fica em plena Place Royale.

Seguimos em direção ao Mont des Arts, que é o quarteirão das artes, onde fica o Museu de Belas Artes, o Museu do Filme, Museu dos Instrumentos Musicais, a Livraria Real entre outros e de onde se tem uma linda vista da cidade e da Gran Place.

Esse quarteirão foi criado pelo Rei Leopoldo II, que queria cercar seu palácio de coisas bonitas.

Seguimos caminhando para a Rue de la Putterie que foi totalmente devastada (e posteriormente reconstruída) pelo bombardeio francês de 1695.

A Chapelle de Sainte-Anne que aí ficava foi reconstruída na Rue de la Madeleine, ao lado de outra capela de mesmo nome.

A continuação, na Rue de la Madeleine fica a melhor e mais gostosa batata frita belga, a Belgian Frit’n Toast. Tem que provar! Ir à um posto de batatas fritas está na essência de ser belga e a receita é original: fatias grossas fritas duas vezes, a primeira em banha de porco e a segunda em óleo vegetal, servidas em um cone gigante acompanhadas por maionese. Melhor impossível!

Oficialmente na parte baixa da cidade agora, a Rue de Madeleine se bifurca em Rue de la Montagne e em Rue du Marché aux Herbes com prédios barrocos estonteantes.

Por sua vez, a Rue du Marche aux Herbes também desemboca na Rue de la Montagne que é a mais antiga de Bruxelas muito conhecida por suas pousadas. Há muitos ótimos hoteis por ali como Ibis Grand Place a NH Brussels Carrefour de L’Europe e Hilton e é uma excelente localização, muito próximo à Grand Place e das Galeries St Hubert. Nós ficamos no Hotel du Congres, maravilhoso!

Assim entramos nas Galeries Royales Saint-Hubert, uma galeria de compras do século XIX como a Galleria Victorio Emanuelle em Milão. A galeria é casa de boutiques de luxo, relojoeiros e casas de chocolate. A Pierre Marcolini é uma das mais famosas e seu mestre chocolatier é um dos mais respeitados no mundo.

Como estávamos perto da Páscoa, as vitrines estavam um show a parte e aproveitei para fazer todas as compras de Páscoa por lá. A Corné Port-Royal é uma das preferidas dos belgas.

Pasmem, mas ovos artesanais de chocolate belga fino ainda sairam mais barato que um ovo de supermercado no Brasil :0. Uma passagem nas principais lojas de chocolate e tomar um chocolate quente em uma deles acompanhado por macarrons e pralines é obrigatório!

Nós fomos na Neuhaus, pois eles tem um chocolat salon lindo ao lado da loja e também porque esta foi a primeira marca e loja de chocolates fundada na Bélgica por Jean Neuhaus. Ele foi o primeiro chocolatier do mundo e preparava suas pequenas jóais para a realeza que logo viraram sucesso e sua fama começou a se espalhar mundialmente.

Nessa galeria também fica a primeira Le Pain Quotidien do mundo, a famosa rede de padarias belga. Já escrevi sobre nossa visita à essa padaria aqui.  Pegue a saída da Galeria que dá para a Rue des Bouchers, uma rua peatonal e turítica no quarteirão da Gran Place. Abriga centenas de restaurantes que servem o famoso Moule-Frite (mexilhão com fritas) que é o prato mais típico da cidade. Já escolha um para voltar à noite para uma noite super agradável.

Em uma de suas travessinhas, na Impasse de la Fidélité, fica o bar mais famoso de Bruxelas, o Delirium Café. Eles estão no Guiness Book pelo maior número de diferentes cervejas no menu, mais de 2000 rótulos!

Lá você pode experimentar as famosas cervejas trapistas (feita pelos monges), clara, escura, forte, fraca, de frutas (a mais famosa é a Kriek de cereja) e as exóticas de banana, coco etc. Descemos então a Rue des Bouchers até a Grand Place, considerada por Victor Hugo, que morou ali, a praça mais bonita da Europa. Confesso que mesmo com a expectativa alta a praça me impressionou e depois voltamos em outro dia à noite para vê-la iluminada. Leia o roteiro que escrevi para a Grand Place aqui.

Continuamos pela Rue Charles Buls que se transforma em Rue de l’Etuve até o Manneken-Pis. Essas duas ruas reúnem muitas lojas de souvenir, chocolate, suspiro gourmet (que parece ser uma febre por lá) e wafers.

O Manneken Pis é a estátua de 61 cm de um menino urinando. Ele representa a indepemdência da Bélgica e por isso muitos exércitos, especialmente França e Inglaterra, já tentaram roubá-lo. Essa estátua é uma réplica e a verdadeira encontra-se na Maison du Roi junto com a coleção de roupinhas da estátua. Isso mesmo! Ela é vestida conforme a ocasião/ comemoração.

Bem em frente na Rue du Chêne, 5 está o Pochenellekelder outra oportunidade para provar a cerveja belga. São mais de 700 rótulos em um ambiente mágico, tomado por marionetes.

Seguimos caminhando até a Place du Grand Sablon, uma das mais chiques da cidade, com várias casas do século XVI a XIX, antiquários, galerias de arte e chocolaterias. Ponto obrigatório é a chocolateria do Pierre Marcolini, o mais famoso chef chocolatier do país.

À noite voltamos para a Rue des Bouchers para experimentar o Moule Frites (fritas com mexilhões) regado à cerveja belga. Escolhemos o Restaurante La Terrasse.

Segue abaixo, mapa do roteiro: