Coimbra · Europa · Fátima · Portugal

Roteiro de 1 dia por Coimbra e Fátima

Partimos da cidade do Porto de manhã cedo rumo à Coimbra (122 km), cidade natal do meu bisavô, que eu queria muito conhecer. E a única coisa que eu fazia questão de conhecer era a Universidade de Coimbra, onde ele, assim com eu, estudou Direito.

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Lembro sempre da minha avó contando histórias sobre meu bisavô: sobre as fotos que ela tinha visto dele com capa preta na Universidade de Coimbra (ele era de Lisboa), de como ele havia ido ao Brasil com 31 anos (porque era curioso e queria novas aventuras), de como ele conheceu minha bisavó italiana, como eles se casaram, das visitas de sua família de Portugal com os “cordoes de ouro no pescoço” muito bem ressaltados pela minha vó, da fazenda que tinham em Campinas e como ela vivia lá, de como ele se tornou delegado de Campina e ganhou uma rua com seu nome lá, de como ele se tornou dono do Aeroporto de Vira Copos, de que quando se casaram, ele contratou um chef francês para ensinar minha bisavó a cozinhar porque ele gostava de comer bem kkk, de como ele a mimava entre outras histórias…

E a Universidade é realmente a grande atração da cidade com Palácio, Bibliotecas, Mosteiros e Igrejas. É uma cidade dentro de outra cidade. A Universidade sempre foi ligada à Realeza e isso fica bem claro no patrocínio dos edifícios e na estátuas dos governantes.

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A parte mais interessante é o Paço das Escolas que inclui o antigo Palácio Real (a Sala dos Capelos, a Sala do Exame Privado e Sala das Armas), a capela de São Miguel, a Biblioteca Joanina e a Prisão Académica.

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Confesso que ao estar ali naquela praça, você começa a pensar em toda a história por trás de cada parede, de cada estátua, de cada pedra e sente um orgulho dos seus antepassados que puderam presenciar tudo aquilo.

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Lembrava de cada história que minha vó me contava e principalmente dos estudantes de capa preta, que é típico dos estudantes de direito.

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Partimos direto para Fátima (67 km). As estradas Portuguesas são excelentes, super seguras e bem sinalizadas.

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Também é possível ir de Coimbra a Fátima de ônibus – a viagem leva 55 minutos e custa €10,50. Os ônibus saem do terminal da Rede Expressos na av. Fernão de Magalhães, 3000. A estação de ônibus de Fátima fica a 10 minutos do Santuário.

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A cidade é super bem sinalizada e facilmente encontramos o Santuário. Um pouco antes da entrada há um pátio de estacionamento enorme e gratuito. Não nos hospedamos lá, mas a cidade tem muitas opções de hotéis bons.

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A visita, no geral, não dura mais que duas horas. Visita-se o Santuário, quando chegamos estava acontecendo uma missa que assistimos e na saída há uma lojinha com santinhos, terços e as velas para as promessas.

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Fora do Santuários também há muitas lojinhas de souvenirs, além das padarias que vendem o famoso pão de Fátima.

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Passamos a manhã em Coimbra e parte da tarde em Fátima. No meio da tarde partimos para Lisboa (108 km).

Europa · Lisboa · Portugal

Roteiro de 2 dias em Lisboa e Belém

Chegamos a Lisboa no final da tarde, mas como era horário de verão ainda conseguimos visitar uma boa parte das atrações que ficavam perto do nosso hotel rodeando a Rua Augusta.

Começamos a caminhada pela Rua Augusta, bem em frente ao nosso hotel, onde estava acontecendo um show com desfile de blocos. As calçadas são de pedra portuguesa, muito parecidas com as calçadas do Rio de Janeiro.

Nela fica o Elevador Santa Justa, projetado por um dos aprendizes de Eiffel, que fica entre a Alfama e o bairro Alto e dá acesso à essa parte da cidade e a Rua Augusta, a principal da cidade, com muitas lojas, restaurantes, cafés e mini shows e que desemboca da Praça do Comércio.

Uma das atraçoes imperdíveis é provar o bolinho de bacalhau recheado com queijo da Serra da Estrela acompanhado de vinho madeira. Mas tem que ir lo lugar original, na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau em que as meninas preparam a massa na sua frente. Dá muita água na boca.

Atravessamos o Arco da Rua Augusta, que é lindo, um mini Arco do Triunfo, e saímos na Praça do Comércio que é uma das mais bonitas da cidade com seus prédios amarelos e vista para rio Tejo e que abrigou o Palácio dois Reis de Portugal por 2 séculos.

Em frente ao Arco, na própria Praça do Comércio passa o Elétrico 15 que vai até Belém.

E da Antiga Confeitaria Nacional Belém, parada obrigatória para experimentar a receita secreta de séculos do mais famoso pastel de Belém.

E foi em Belém que tudo começou. A primeira atração é o Mosteiro dos Jerónimos erquido em 1501 por ordem de Dom Manuel I e guarda os túmulos do heróis nacionais como Vasco da Gama, Luiz Vaz de Camões e Fernando Pessoa.

Em frente ao Mosteiro fica a Praça do Império e nas margens do Tejo o Monumento dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

A torre é uma construção do século XVI e era utilizada para defesa da margem do Tejo.

Já o Padrão é mais novo, de 1960, construído em homenagem aos 500 anos de morte do Infante D. Henrique.

O mesmo elétrico leva de volta à Praça do Comércio. Logo ao lado, na Praça da Figueira sai o bondinho nº 12 que faz um mini tour pela cidade e chega até o Bairro Alto onde fica o Castelo de São Jorge.

Além de que passear de bondinho em Lisboa é uma experiência inesquecível! Compre um cartão Viva em qualquer estação do metrô que pode ser usado também nos bondes e ônibus e sai mais barato do que comprar os ingressos avulsos.

Desça no Mirador, que tem uma vista incrível da cidade e depois suba a ruazinha até o Castelo de Sao Jorge, um castelo medieval da época da Reconquista. Eu nunca visitei por dentro, mas é possível comprar i¡os ingresos com antecedencia no site.

Aproveite que está na parte alta para conhecer o Bairro Alto e o Chiado, as área mais boêmia da cidade. A graça aqui é se perder por suas ruazinhas e apreciar a arquitetura e os azulejos portugueses. Se quiser curtir um fado, esse é o lugar. Nós fomos na Tasca do Chico, mas tem que reservar com antecedência e chegar bem cedo porque o lugar lota muito.

Aberto em 1994, en Tasca do Chico (Rua do Diário de Notícias, 39) tem por lema manter a tradiçao. Sua oferta culinaria é también tradicional, mas bem simples, estilo comida de buteco.

Para voltar à parte baixa a melhor maneira é pela escadaria da Calçada do Duque que sai quase em frente à Igreja da Sé.

 

 

 

Europa · Porto · Portugal

Porto: Praça da Batalha, Rua Santa Catarina e a Famosa Francesinha

Chegamos à noite na cidade e fomos direto para o nosso Hotel Pensão Residencial Don Filipe I, super bem localizado e novinho em folha. Nós adoramos! Como já estava anoitecendo, aproveitamos para começar nosso roteiro cidade do porto com uma volta rápida pelo bairro. Tenho que dizer que a cidade do Porto é mágica e apesar de não tão bem cuidada como outras cidades Européias é um dos lugares mais charmosos que já visitamos.

Infelizmente Portugal, assim como o Brasil, não cuida bem dos seus edifícios/ monumentos que estão um pouco deteriorados pelo tempo, mas nada tira o encanto e a história que os cerca. Aliás, isso era uma coisa que sempre comentávamos, como os brasileiros herdaram várias características da cultura portuguesa e muitas vezes tínhamos a impressão de estar no Brasil, só que com mais segurança.

Fiquei tão encantada com a cidade que quis começar a passear o quanto antes. Começamos pela Praça da Batalha que era do lado do hotel e que foi palco, como diz o nome, da batalha entre Almançor (cidade árabe) e Porto que tentaram dominar a cidade.

Em frente à praça há um palacete real, que virou hospital durante a guerra e foi recentemente vendido à rede de hotéis Dona Inês que vai montar ali um hotel de charme. Também em frente estão o Teatro Nacional São João e o Cine-Batalha. Dois prédios históricos do século XIX.

Um pouco mais a frente está a Igreja de Santo Ildefonso que é um desbunde de tão linda! Toda coberta por azulejos do século XIX que retratam a vida do Santo é um dos pontos altos da cidade.

A rua que segue na lateral da Igreja é a mais famosa da cidade: a Rua de Santa Catarina, a principal rua peatonal de comércio de luxo da cidade. Um prédio mais bonito que o outro, entremeados por shoppings, barraquinhas de louças portuguesas e muita gente.

E um dos prédios mais bonitos é de 1721, que hoje abriga o Café Majestic, um café histórico que já recebeu vários pensadores portugueses.

Uma excelente parada para tomar um vinho ou sangria acompanhados pela famosa francesinha, o prato típico da cidade! Imperdível.

 

Café Majestic

Rua de Santa Catarina 112, Oporto 4000-442, Portugal

Europa · Porto · Portugal

Porto – Estaçao Sao Bento, Ribeira, Douro e Cavas do Vinho do Porto

Começamos o dia visitando a Igreja de Santo Ildefonso por dentro e tirando algumas fotos a luz do dia. Passeamos mais um pouco pela Rua de Santa Catarina e descemos até a Estação de São Bento, na Praça Almeida Garret, considerada a mais bonita da Europa. Inaugurada em 1916 e é mundialmente pelos seus 11.000 azulejos, na sua frente e laterais, de Jorge Colaço, mesmo autor dos azulejos da estação São Bento,  que contam a vida de Santo Ildefonso e algumas passagens do Evangelho.

Seguimos até a Estação Ferroviária de São Bento, na praça Almeida de Garret, que é condiderada a estação mais bonita do mundo. Isso por causa dos seus painéis de azulejos de 551 m2 que contam a história do país. Foi inaugurada em 1916.

Logo em frente fica a Igreja da Sé, um dos primeiros edifícios românticos-gótico portugueses, onde estão sepultados D. Dinis e D. João I: Bem na frente, há um terraço com lindas vistas da cidade.

O pátio da Igreja dá acesso, através de uma escadaria, à Ribeira, minha parte favorita da cidade.É um ótimo lugar para tirar fotos panorâmicas da cidade e da própria ribeira.

Ao atravessar a Ponte Luis I, você está em Vila Nova de Gaia, onde ficam as caves de vinho do Porto. A vista do Douro é irresistível!

O Vinho do Porto é um vinho fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas tintas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto.

O que torna o vinho do Porto diferente e ‘fortificado’, é o facto de a sua fermentação não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (pois o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como “Vinho do Porto” a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade. Vila Nova de Gaia é o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo.

São várias Caves e o difícil é escolher uma. Sugiro escolher uma grande como a Calém, Sandesman ou a Ramos Pinto para conhecer a história do vinho, visitar a cave e fazer as primeiras degustações. A partir daí as visitas são todas iguais e você pode optar por visitar as lojas, já que agora você já entende de vinho do Porto, e fazer as degustações (que são pagas por taça) de várias marcas até achar a SUA!

Agendamos a primeira visita na Sandesman, que é uma das mais tradicionais da região onde você visita a cave, conhece toda a história do vinho, os detalhes do processo de vinificação e sobre suas variedades. Em geral são três tipos: Branco, Ruby e Tawny, sendo o Ruby um pouco mais suave e às vezes mais doce que o Tawny.

A Sandesman oferece vários tipos de visita: a clássica 5€, a com prova alargada por 16€ a Visita Old Tawnies 35€ com uma prova mais completa. Nós optamos pela clássica e ‘esticamos’ as degustações diretamente no Bar da Cave, pois decidimos primeiro conhecer os vinhos e depois complementar com os que mais gostássemos. Uma das melhores degustações são a dos Rubys ou Tawnys (com três tipos de diferentes ‘idades’ de armazenamento, incluindo os Reserva). Recomendo bastante!

Em seguida fomos à loja da Quinta do Noval , que não tem cave, mas tem espaço para degustação e explicações/ recomendações feitas pelo sommelier da adega. Eles são uma das poucas caves que produzem duas variedades de Branco, o regular e o Lágrima, que é o meu preferido sem dúvidas! A degustação é paga por taça, de 2,5 € a 9,50 € (40 anos) e não precisa de agendamento prévio.

Na saída, cruzamos a ponte de volta ao Porto, propriamente dito, e escolhemos um dos restaurantes da Ribeira. Comemos um dos melhores bolinhos de bacalhau, regado a muito azeite português (extra virgem com acidez de no mínimo 0,5 – nunca mais quero outro) e vinho do Porto lágrima, meu favorito!

Subimos de volta à cidade alta e visitamos a famosa livraria Lello & Irmão – Rua das Carmelitas, 144 – que frequentada pela JK Rowling, foi inspiração para o cenário do filme Harry Potter. É uma atração rapidinha e imperdível, com suas escadas de madeira maciça e decoração neogótica vermelha. Linda!! Além disso, é considerada a terceira melhor livraria do mundo!

A Torre dos Clérigosdá pra comprar os ingressos online aqui – faz parte da Igreja dos Clérigos e tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 240 degraus. Era, na altura da sua construção, o edifício mais alto de Portugal, o que garante vistas panorâmicas lindas da cidade.

Na volta para o hotel passamos pelo Palácio da Bolsa que hoje é um espaço para concertos, musicais e reúne decoração e obras de famosos arquitetos/ pintores e escultores da Europa.

À noite voltamos para a Ribeira, meu lugar favorito na cidade, para curtir o visual da Ponte Luis I iluminada e jantar com vista para o Douro.

Tentamos jantar no Wine Quay Bar, super recomendado pelo Tripadvisor, mas estava lotado, o lugar é bem pequeno, e até estávamos dispostos a esperar, mas o garçom não nos deixou nem pedir vinho enquanto esperávamos por uma mesa, e então desistimos na hora e fomos ao Restaurante Farol da Boa Nova também no Muro dos Bacalhoeiros, 115 e não nos arrependemos.

Melhor vista do Porto e tapas deliciosas: nos esbaldamos em vinho Valpolicella, jamón ibérico, queijo da serra, vinho do porto e o melhor arroz doce português que já comi!

Na volta fomos caminhando pelas estreitas ruazinhas e paramos em um barzinho super gostoso (tinha até cobertor!) e ficamos o resto da noite tomando sangria, comendo uma legítima alheira portuguesa e ‘people watching’!

No terceiro dia fizemos um bate e volta para Santiago de Compostela e à noite voltamos à uma ruazinha – logo atrás do Muro dos Bacalhoeiros – a Rua Fonte Tuarina, onde há vários restaurantes charmosos de frutos do mar e peixes e comemos sardinhas e bacalhau incríveis no Ora Viva

 

Azenhas do Mar · Cais Cais · Europa

Cascais e Azenhas do Mar – as praias mais bonitas de Portugal

Cascais é uma cidadezinha turística e litorânea de Portugal, bem pertinho de Lisboa (vale o bate e volta) conhecida por ter sido reduto da realeza e hoje por suas estilosas casas de praia, Ayrton Senna tinha casa aqui, e pelas lindas praias. O caminho entre Lisboa e Cascais ganhou o apelido de “A Linha”. Basta seguir o curso do Tejo e, quando ele termina, o do oceano. Dá para seguir para Cascais por essa estrada costeira – a Marginal – ou pela autopista A-5, mas vá pela marginal, o visual é incrível! A estrada de Sintra a Cascais se bifurca: à esqueda a 18 km fica Cabo da Roca e à direita a 12 km fica Cascais e mais 2 km Azenhas do Mar.

Cabo da Roca é o ponto mais ocidental de Portugal. Está inserido no Parque Natural de Sintra – Cascais onde há um farol e uma lojinha de souvenirs. Preferimos pegar à direita, rumo a Cascais numa sequência de rochedos e praias sem igual. Essa região também é histórica, pois foi de lá que, cinco séculos atrás, partiram os primeiros descobridores e para lá regressaram as naus com tesouros da África, especiarias da Índia e ouro do Brasil.

As praias são as típicas da Europa: cercadas por rochedos e falésias, e funcionam como um refúgio de verão da elite lisboeta. Por esse motivo, os preços são mais altos que em Lisboa. Há muitas casa de veraneio, restaurantes e hotéis.

Uma das mais famosas é a Praia do Amor, é bonita, mas não para padrões brasileiros. Então esqueça e vá direto para Azenhas do Mar, um dos lugares mais bonitos de Portugal – um misto de Ilha Grega com casinhas brancas encravadas na rocha e as típicas praias do Mediterrâneo com vento forte, falésias e rochedos.

Como as praias são de pedra o ideal é ficar em um ‘beach club’ e curtir o clima de Riviera da cidade. Nós escolhemos o Beach Club Azenhas do Mar e foi a escolha mais acertada. Acabamos não usando a piscina porque estava ventando, mas o restaurante é incrível!!!

Em alta temporada o ideal é reservar para conseguir uma mesa na varanda ou no janelão de frente para o mar. É isso mesmo: o restaurante é encravado em um penhasco e tem uma das vistas mais bonitas do litoral.

A comida então é um caso a parte: sem dúvidas os melhores e mais frescos frutos do mar (casquinha de siri giga, lagosta maravilhosa!) e peixe (Corvina) que já comemos! Esse restaurante é parada obrigatória e o preço é bem justo. A carta de vinhos também é ótima ainda mais para quem , como eu, adora os vinhos portugueses.