Américas · Canadá · Toronto

48h em Toronto: Eaton Center, Chinatown e Distillery District

Começamos o dia no cruzamento da Dundas com a Yonge Street (em frente ao Eaton Center). Aí fica o burburinho de Toronto, onde está o centro comercial e as melhores ruas de compras como a Bloor, Queen, College, Danforth, e Gerrard Streets. Na Gerrard fica a Marshalls (que tem preços maravijosos!) e na Yonge Street várias lojas de sapatos e roupas.

Brasileiros felizes com a neve!

Também há várias ruazinhas paralelas de comércio paralelas que nao ficam para trás como a Yongea Wellesley, Isabella e Bloor Street que formam um centrinho tipo a nossa Oscar Freire.

Seguimos pela Bloor Street até a Spadina e chegamos na Casa Loma, que é uma casa-museu marca da cidade de Toronto construído em forma de castelo neo romântico pelo famoso localmente Sir Pellat, um empresário canadense filho de Ingleses, em homenagem à sua esposa. Devido ao seu alto custo (USD 5,4 milhoes) a casa nunca foi terminada e ainda o acabou levando a falência. Quem quiser visitar pode comprar o ticket online com antecedência.

De lá fomos à Avenue Road e passamos pelo ROM – Royal Ontario Museum que é super famoso na cidade pelas mostras de inovação, além das seções de paleontologia, mineralogia, zoologia e arqueologia. Uma espécie de Museu da História Natural de NY.

Seguimos para Chinatown que é bem arrumadinha por sinal e tem muita bugiganga e eletrônicos para vender. Entramos em um restaurante com uma plaquinha em chinês e comemos deliciosos dim sums. O interessante é que lá dentro todos eram chineses e a garçonete nao falava quase nada de inglés, entao tínhamos que arriscar os sabores, para eram todos de camarao, frango, siri, muuuito bons!

Ainda em Chinatown caminhamos até o Kensington Market que é um lugar meio alternativo com muita arte, pinturas, brechós e repleto de bares e cafés. Dá para passar horas ‘vivendo’ a multiculturalidade’ de Toronto. Até coxinha você encontra por ali, que aliás, é um ótimo lugar para comer. Um estilo de Soho + Vila Madalena, mas um pouco mais hype. E não se esqueça que vender ‘utensílios’ para o consumo da maconha é liberado no Canadá, então não se assuste com várias dessas ‘ferramentas’ por lá, inclusive na vendinha mais brega-conservadora-mequetrefe do bairro.

Mais a frente, na ponta oposta à Casa Loma da Spadina Avenue, fica o ‘Entertainment District’, como a Broadway de Nova York cheio de teatros e casas de show. O ponto alto é a CN Tower, a segunda maior torre de comunicação do mundo – a primeira é o Burj Khalifa.

A torre oferece várias atrações como o o chão de vidro a 553 metros de altura – dá muito medo, especialmente para quem tem medo de altura como eu – a Edge Walk (somente no verão) em que você fica pendurado do lado de fora da torre preso por um cabo de ferro e caminha pela borda do edifício – e o Restaurante 360º que é giratório e fica a 361 metros de altura. Ao lado fica o estádio Roger Waters.

Passamos a noite de Ano Novo no Restaurante 360º, fiz a reserva online, e foi incrível poder ver a cidade toda do alto e todos os cinco fogos de artifício – não são muitos não, já aviso – espalhados pela cidade. Acabava em um lugar e começava no outro, de um lado era azul, no outro vermelho, mas não espere fogos de Copacabana que vai sair decepcionado, tá mais pra uma festa de São João, bem nos padrões Europeus.

Restaurante 360 na CN Tower en Toronto

O restaurante é caro? É! Bem carinho, mas você pode tomar só um drink (exceto na noite de Ano Novo em que é obrigatório um prato principal por pessoa) ou optar por um dos menus executivos com entrada + prato principal + sobremesa que saem por volta de US$50 por pessoa. A comida é boa, mas nada do outro mundo, paga-se pela experiência. Para uma noite especial pode valer a pena!

Com o kit Ano Novo que distribuiram no restaurante

No dia seguinte começamos pelo Habourfront que é um bairro bem bonito onde fica o ‘pier’ da cidade. No verão fica lotado, mas no inverno venta demais. Nao aguentamos ficar muito tempo pr lá nao.

Já no Financial Centre, na Front Street fica o Hockey Hall of Fame que é um museu e ‘hall’ da fama dos principais times e jogadores de hóquei. Os canadenses são fanáticos por hóquei e quase todos os bares da cidade tem telões pra passar o jogo.

Saindo de lá passamos pelo St. Lawrence Market que já foi considerado o melhor mercado de comida do mundo pela National Geographic em 2012. São vários itens gourmet, queijos, orgânicos e nos finais de semana pequenos agricultores levam suas flores, frutas e verduras.

No final da Front Street fica o Distillery District, uma área que reune varias lojas de artesãos, boutiques, cafés e um dos lugares mais cool para se comer na cidade. O lugar mais indicado pelos locais é a Mills St. Brew Pub que além de bar/ restaurante é também uma fábrica de cervejas artesanais. Tem vários pratos feitos a base de cerveja, degustação, mini porções de acompanhamento e um clima bem de pub inglês.

Mills Strett Brew Pub

Na volta descemos na Queen Street, ao lado da estação de metrô Queen Station, na altura da Yonge Street, onde fica o centro financeiro de Toronto com o prédio da antiga prefeitura.

Eem meio aos prédios modernos, a Trinity Square onde o pessoal da cidade se reúne para se divertir – tem mercado de Natal, barraquinhas de comida e ringue de patinação – além do Eaton Center que é o maior shopping da cidade com 5 andares de lojas, sendo 3 subterrâneos. Tem muita variedade e os preços valem muito a pena mesmo, bem mais barato que no Brasil. Também tem uma praça de alimentaçao com muitas opçoes, espcialmente asiáticas, aliás comida asiática é uma febre por lá, os canadenses adoram!

O Eaton Center está ligado à cidade subterrânea chamada ‘The City’, às estações de metrô e ao Hotel Marriot, ou seja, dá pra voltar pro seu hotel no quentinho.

The City, a cidade subterrânea de Toronto
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Canadá | Dicas de Visto, Roteiro, Acomodação e Transporte

Nosso roteiro pelo Canadá depois de muitas pesquisas ficou assim:

1º dia: SP/ NY

2º dia: NY

3º dia: NY

4º dia: NY

5º dia: NY/ Toronto

6º dia: Niagara Falls

7º dia: Toronto

8º dia Toronto/ Montreal

9º dia: Montreal

10º dia: Montreal/ Mont Tremblant

11º dia: Mont Tremblant/ Quebec

12º dia: Quebec

13º dia: Quebec/ SP

 

Já tínhamos ido para NY no ano passado, mas os maridos (fomos com um casal de amigos) queriam muito voltar à cidade então tivemos que ‘espremer’ o roteiro no Canadá para encaixar a cidade.

Mas fica a dica que agora para quem tem visto para os EUA pode tirar um visto online simplificado para a Canadá, o eTA (eletronic travel authorization) que reduz muito a burocracia, quem já tirou visto do Canadá em papel sabe, veja o post aqui, e é muito mais barato, cerca de US$7!

 

  • Visto

O Canadá, apesar de ser um país aberto para a imigraçao, tem umas regras bem restritas para isso, e é bem exigente no quesito ‘seleçao de estrangeiros’ que pisam no seu solo. Encontramos regras bem duras na imigração, minha amiga inclusive, quando chegamos lá, foi escolhida para visitar a salinha e lhe fizeram muitas perguntas. O visto é trabalhoso, mas ao mesmo tempo fácil e rápido. Basta preencher os formulários solicitados, pagar a taxa e entregar tudo no Consulado.

Escrevi sobre como tirar o visto canadense neste post aqui. Ou se você já tiver tido um visto do Canadá nos últimos 10 anos ou tiver um visto para os EUA pode aplicar para uma autorizaçao online (eTA).

 

  • Acomodação

Assim que fechamos as passagens corri pro Booking.com e Tripadvisor para dar uma olhada nas opções de hotéis. Para isso entro no Google Maps, coloco o endereço do hotel, veja a distância do metrô e dos principais pontos turísticos e faço a escolha que tenha o melhor custo/ beneficio/ localizaçao.

Alberge le Voyagieur en Mont Tremblant

Achei os hotéis no Canadá muito baratos e conseguimos lugares excelentes por um execelente valor. Em NY, claro, os preços sao sempre mais altos. Nossa seleção foi:

Nova YorK: Hotel St. James (em plena Times Square)

Toronto: The Clarence Park

Montreal: Hotel Stay Centre Ville

Mont Tremblant: Auberge le Voyagieur (Fantástico! – com lençóis 1000 fios)

Quebec: Hotel Chateau Bellevue

Máquina de vinhos no Hotel Chateau Bellevue en Quebec

 

  • Transporte

1. Metrô e Táxi

O metrô do Canadá é muito bem servido e em Toronto e Montreal fomos para todos os lugares com ele. O único inconveniente é que, quando fomos nao havia metrô no Aeroporto de Toronto, entao tivemos que pegar um táxi para o hotel fomos de táxi, mas como estávamos em quatro pagamos uma taxa de excesso de bagagem, pois havia 4 malas e os táxis só aceitam 3.

Em Quebec não há metrô, mas a cidade é bem compacta (principalmente se você se hospedar dentro da muralha) e dá para explorar tudo a pé. Só usamos táxi para ir da cidade ao aeroporto no último dia da viagem.

 

2. Trens

Entre as prinicpais cidades usamos trens para ir e vir e foi uma ótima melhor escolha. Uma dica é que as passagens de trem ficam mais baratas a medida que a data da viagem se aproxima que é quando surgem as promoções da Web. Comprei direto do site canadense Rail Canada e comecei a pesquisa com 6 meses de antecedência quando os preços estavam altíssimos. Fui esperando uma promoção e um mês antes consegui comprar os trechos Toronto-Montreal, Montreal-Quebec por U$28 cada!

 

3. Carro Alugado

Esta é uma dica super importante! Para dirigir no Canadá é preciso ter a Carteira Internacional de Habilitação (PID- Permissão Internacional de dirigir) porque eles alegam que o policial na estrada não vai conseguir entender o seu documento. E não teve jeito, queríamos alugar um carro para ir e voltar de Mont Tremblant e não conseguimos. Tivemos que ir de ônibus e voltar de táxi. Para tirar a carteira basta entrar no site do Detran e fazer a solicitação. Ela vencerá na mesma data que sua carteira de motorista então é melhor esperar e tirar quando for renovar, pois o preço é bem salgadinho. Essa permissao é na verdade uma “traduçao oficial” da sua atual carteira de motorista, ou seja, se você nao tiver uma carteira de habilitaçao brasileira, você nao poderá solicitar a internacional.

 

4. Ônibus

Usamos ônibus de Montreal a Mont Tremblant depois da nossa tentativa frustrada de alugar um carro. O valor não é muito barato (cerca de US$60 o trecho), mas o ônibus é excelente e com calefação. A única empresa que faz o trajeto é a Galland, comprei os bilhetes diretamente na Rodoviária de Montreal.

O ônibus era tão confortável que nem vimos o tempo passar e dormimos a maior parte do tempo, mas demora um pouco mais porque ele vai pingando em várias cidadezinhas pelo caminho, mas achei bem legal a paisagem e conhecer essas outras cidades. Recomendo para quem nao conseguir tirar a PID a tempo.

Só preste atenção porque os horários da ida são mais flexíveis, mas os volta são fixos e somente um de manhã cedo e outro no final da tarde (quando o pessoal termina de esquiar). Por isso pegamos uma táxi (o que estourou nosso orçamento), mas caso contrário pederíamos nosso trem noturno. O trajeto de táxi levou 1h30; de ônibus uma 3 horas. São 135 km.

A melhor opção custo/ benefício é sem sombra de dúvida o carro alugado!

 

 

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Como tirar visto de turismo para o Canadá

Tirar o visto para o Canadá é fácil, mas ao mesmo tempo trabalhoso. O site até é bem explicativo, mas não diz exatamente todos os formulários que devem ser preenchidos.

O Consulado fica no Centro Empresarial Nações Unidas – Torre Norte e aproveitando um dia em que estava fazendo treinamento do mesmo edifício fui lá buscar informações e o atendente me disse para procurar no site (!?).

Tudo bem, voltei ao site, quebrei a cabeça, conversei com alguns colegas do trabalho que já tinham tirado o visto, aliás aqui no meu trabalho ir ao Canadá está uma febre.

Não sei se quando estamos planejando ir a um certo lugar começamos a prestar mais atenção nele, mas toda vez que escolho um lugar para visitar, ele rapidamente entra em evidência, ou será que eu começo a prestar mais atenção à ele?

Bom, voltando ao que interessa, abaixo segue passo a passo e a lista de documentos necessários:

  • Application for Temporary Visa;
  • Family Information;
  • Questionário Informações Adicionais;
  • Termo de Consentimento e uso para residents no Brasil para serviços da VFS Global Services Brazil;
  • Use of Representative (se você não for entregar os documentos pessoalmente);
  • Passaporte válido;
  • Foto 30mm x 50mm;
  • Prova de recursos financeiros. Exemplo: último imposto de renda com o recibo de entrega, os três últimos holerites, contrato social, e extratos bancários;
    Cópia da passagem aérea.

Todos os documentos podem ser baixados do site do Consulado. Os documento 4 e 5 tive que caçar pelo site e podem ser baixados aqui. Nao esqueça de baixar o guia do Consulado aqui que explica direitonho tudo o que você deve fazer.

O documento 1 (Application for Temporary Visa) é o único que precisa ser preenchido no computador. O PDF permite edição e assim que você salvar o arquivo ele vai gerar um código de barras no próprio documento.

É nesse formulário que você vai escolher o visto de entrada única ou de múltipla. O de entrada única permite que você entre no país uma única vez. A exceção é que se voce vai viajar para os EUA voce pode usar esse visto para entrar e sair várias vezes do Canadá durante a validade do mesmo. Se vier de outro país que não seja os EUA, aí você vai precisar do visto de múltiplas entradas.

Com tudo isso reunido basta pagar a taxa no Banco e entregar no Consulado (isso significa pagar no VAC – Visa Application Center, uma das opçoes disponíveis) de segunda à quinta-feira, das 09:30 as 11:00 horas da manhã. O valor varia se você se dicidir por visto de entrada única ou múltipla. Hoje já dá para aplicar online, veja aqui.

Lá também é preciso pagar mais uma taxa de R$65,00 e só aceitam cartão.

Em alguns dias, o consulado envia um link para acompanhamento online da solicitação. Mais informações devem ser consultadas no site do Consulado.

 

Agora a partir de 31 de julho de 2018 os brasileiros que já tiveram um visto do Canadá nos últimos 10 anos ou tem um visto de nao imigrante dos EUA podem fazer todos o proceso online (eTA – electronic travel authorization) que é muito mais simples e custa somente 7 Euros!

 

Consulado do Canadá em Sao Paulo

Av. das Nações Unidas, 12.901, 16º andar – Brooklin
Centro Empresarial Nações Unidas – Torre Norte
São Paulo – SP – Brasil
Tel.: +55 (11) 5509.4343
Fax.: +55 (11) 5509.4262
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