Cusco · Peru

Peru | Valle Sagrado de los Incas – parte 1

O Vale Seagrado dos Incas é formado pelo rio Urumabamba (ou rio sagrado) que une o complexo de Pisac e Ollantaytambo, que é parte do caminho n atural que, seguindo o rio, leva a Macchu Picchu. Os incas consideravam o vale e o rio sagrados porque seus astrônomos e sacerdotes diziam ser uma projeção da Via Láctea.

De fato o local concentra muita energia e sua paisagem exuberante proporciona um toque mágico ao cenário. Os complexos de Pisac e Ollantaytambo eram lugares chave na organização política e religiosa do Império Inca. A produção agrícola tinha uma caráter ritual e seus agricultores e moradores eram selecionados para ter o privilégio de ali se estabelecer.

Vale Sagrado
Rio Urubamba

A primeira parada é no mercado de Pisac onde são vendidos artesantos, malharia e tecidos andinos.

Mercado de Pisac

Em seguida chegamos ao complexo arqueológico que fica ao lado direito do rio Urubamba.

Chegando em Pisac

Todo o complexo divide-se em três partes: a militar, formada pela fortaleza e os quartéis dos soldados; a religiosa, formada pelo santuário e o teplo do sol; e a cidade onde estão as fazendas dos moradores escolhidos.

As construções de uso militar e as fortalezas se encontram sobre a segunda parte da montanha, em um ponto estratégico que permitia a observação.

Vista Pisac
Terraças usadas para agricultura
Vista

O santuário fica no primeiro nível e possui sete construções de pedra polidas. No centro está o Intihuatana, o adoratório principal inca consagrado ao sol, cuja vista dá às profundidades do vale sagrado.

Setor Religioso Pisac
Intihuatana - Pedra do Sol
Cidade
Acabamento de menor qualidade

Partimos então para Ollantaytambo, no outro extremo do Vale Sagrado, muito perto de Machu Picchu.

Seguindo para Ollantaytambo
Chegada em Ollantaytambo
Mercado de Ollantaytambo
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Peru | Valle Sagrado de los Incas – parte 2

O significado de Ollantaytambo vem de duas palavras: Ollanta, que era o nome de um soldado das tropas do Imperador que ganhou fama por ter se apaixonado pela princesa Inca, Tambo.

Ollantaytambo foi um complexo de grande importância para o governo Inca. De lá vinham numerosos recursos alimentícios para Cusco, como frutas e produtos agrícolas. Por isso, concentrou um exército numeroso, além de servir de palácio real.

Subindo entre as terrazas agrícolas
Vista Ollantaytambo
Terraças Ollantaytambo
Em uma das montanhas há o rosto de um inca que foi esculpido por eles.
Rosto do Inca
Cruz Andina
Metade de uma cruz andina foi esculpida na pedra. No solstício de inverno, quando o sol nasce a atravessa os rosto do inca esculpido na montanha, ela reflete a outra metade da cruz (inversa) que está em Machu Picchu e completa a outra metade da cruz. Todas as construções são baseadas nos conhecimentos astrnômicos da época.
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Peru | City Tour em Cusco – parte 2

Depois de Sacsayhuamán fomos para Tambomachay que é um sítio arqueológico dedicado ao culto à água e para que o chefe do Império Inca pudesse descansar.

Tambomachay

Foi construído por Tupac Yupanqui em uma colina de onde escorre água potável proveniente de canais subterrâneos e sai ao exterior por duas fontes simetricamente dispostas.

Sítio fica a 3750 metros de altitude
Simetria das janelas

De lá é posível avistar uma impressionante estrutura de pedras que se levanta sobre o vale de Cusco e fica avermelhada conforme a incidência da luz do sol. Por isso o nome do lugar Puka Pukara, que significa Forte Vermelho.

Puka Pukara

Especialista acreditam que a fortaleza servia para hospedar a grande comitiva qe acompanhava o chefe inca toda vez que ele visitava Tambomachay. O complexo possui vários recintos, praças, aquedutos e caminhos que serviam como locais de alojamento.

Interior Puka Pukara

O último lugar que visitamos foi Qenqo que fica ao lado de Sacsayhuamán.

Qenqo Archeological Site, Cusco, Peru

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É formado por dois monolitos lavrados em sua parte interna e externa, destacando-se inscrições em forma de zigzag (daí seu nome, que significa labirinto em quéchua) que ficam na parte superior do monolito maior e cuja função era de caráter religioso-cerimonial.

Zigzag

Para os arqueólogos, a construção de 1500 d.C., foi um local sagrado para honrar o sol, as estrelas e a lua. O lugar é formado por um centro de observação astronômica e por um afiteatro semicircular composto por 19 nichos cerimoniais e uma pedra sagrada ao centro.

Sacred rock at Qenqo, Cusco, Peru
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Do anfiteatro e por um labirinto, é possível ingressar nas galerias subterrâneas, assim como em uma sala de sacrifícios.

Labirinto
Caverna e Mesa de Sacrifício
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La Estancia del Inca: comida típica peruana

O restaurante ‘La Estancia del Inca fica na própria Plaza de Armas.
Fotos de Plaza de Armas Cusco Hotel, Cusco
O restaurante fica no andar acima do conhecido Inka Grill e o seu diferencial são as sacadas, que com reservas antecipadas é possível comer apreciando a vista iluminada da cidade.

Cusco's Plaza de Armas by night, Cusco, Peru
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Os garçons são muito atenciosos e o clima do restaurante é tranquilo, embalado pelo som da música andina. Começamos com um prato típico da região de Huancaína cujo molho é feito de queijo e ají amarelo… delicioso

Papas a la Huancaina
Lomo Saltado

Depois pedimos Lomo Saltado, prato típico do século XIX influenciado pela culinária chinesa. É parecido com o Chop Suey.

Cheese Cake com calda de fruta andina

De sobremesa pedimos um cheese cake com calda de uma fruta andina que não consigo lembrar o nome… parece cereja.

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Peru | City Tour em Cusco – parte 1

Quem me conhece deve estar estranhando o título do post poque sabe que eu não gosto de city tours e não sou adepta de excursões. No entanto, em Cusco, o city tour é um dos passeios básicos, porque não mostra a cidade, mas alguns sítios arqueológicos nos arredores da cidade e que eu achei muito difícil chegar de carro. Segunda a ‘regra’ turística de cusco a ordem dos passeios básicos que se deve fazer lá segue uma ordem de acordo com a beleza das paisagens: City Tour, Vale Sagrado e por fim Machu Picchu.

Comprei todos os passeios na agência do meu hostel e não esqueci de levar o boleto turístico, essencial para entrar nos sítios. O city tour pode ser feito na parte da manhã ou da tarde e dura cerca de 4 horas. Custou S. 25 por pessoa. Escolhemos fazer de tarde e, ainda bem, porque choveu a manhã toda e depois do almoço o céu abriu e o dia ficou ensolarado.

Cusco está situada a 3.400 metros acima do nível do mar (haja folhas de coca e soroche pills rs) e é cercada por montanhas e vales. Tem uma população de 300.000 habitantes, a maioria indígena.

Paredes de Cusco construídas pelos Incas

Como antiga capital do Império Inca é a cidade continuamente habitada mais antiga do continente e logo se nota o legado do Império: a maioria das ruas está alinhada com os muros de pedras construídos pelos Incas e os nomes da ruas são quase todos quéchua, idioma falado pelos descendentes dos Incas.

Ruas de Cusco

O guia nos direcionou então para a entrada da Catedral Colonial de Cusco que guarda mais de 400 pinturas da escola cusqueña.

Catedral de Cusco
Vista lateral da Catedral
Fachada Catedral

A construção da Catedral iniciou-seme 1560 e durou mais de 100 anos. Os espanhóis a levantaram sobre um castelo Inca com os blocos de pedra da fortaleza de Sacsayhaumán.

Altar Principal

A Catedral é enorme e conta com 11 altares ou capelas.

Nave Central da Catedral
Mais um altar

Como uma provocação, os indígenas usados como mão-de-obra deixaram suas marcas na construção. Na répresentação da íltima ceia, Judas Iscariotes aparece com o rosto do conquistador espanhol FRancisco Pizzaro, e o prato servido ao centro da mesa é o ‘cuy’ assado, espécie de porquinho-da-índia muito apreciado em Cusco na época dos Incas.

Santa Ceia de Marcos Zapata

No coro também podemos observar que os assentos trazem detalhes que remetem à Pachamama (mãe natureza). A obra é um dos maioresexemplos de arquitetura colonial da cidade e da chamada Escola Cusquenha de Pintura que mistura o barroco europeu e a arte andina.

Coro da Catedral

Em seguida visitamos o Templo do Sol, o principal centro religioso dos Incas, dedicado ao Sol.

Entrada do Templo do Sol
Qorikancha, nome quéchua para Templo do Sol

Qorikancha significa templo dourado, pois de acordo com seus estudiosos as paredes eram todas revestidas em ouro.

Fachada externa do templo
Templo do Sol - vista da Av. Sol

Esse templo foi construído pelo imperador Pachacuti e as paredes são feitas de pedras polidas e encaixadas perfeitamente. Foi destruído pelos conquistadores espanhóis que sobre ele construíram uma igreja. Contudo, o grande terremoto de 1950 destruiu a construção dos padres dominicanos e expôs o Templo do Sol que resisitiu firmemente ao terremoto graças às técnicas incas de construção.

Pedras encaixadas e formato antiterremoto das janelas
Porta antiterremoto inca
Patio interno do templo e os arcos da construção espanhola
Pinturas Espanholas no templo

Daí seguimos de ônibus para visitar as ruínas a cerca de 8km de cusco: Sacsayuamán, Q’enqo, Puka Pukara e Tambomachay.

City Tour Cusco

O primeiro lugara visitado é Sacsayhuamán (leia-se sexywoman rs) a 2 km de Cusco. Ao chegar avistamos uma construção inacreditável com pedras gigantes encaixadas umas sobre as outras. Por isso, por muito tempo acreditou-se que se tratava de uma fortaleza inca.

Sacsayhuamán

De acordo com as teorias atuais, Sacsayhuamán era um local sagrado dedicado ao culto do Deus-Sol e um centro astronômico onde estavam os maiores pensadores da época.

Cristo Branco
Encaixe perfeito das pedras
Sacsayhuamán

Mantendo a tradição, em todo solstício de verão é celebrado o Inty-Hayme, festa sagrada em homenagem ao Deus-Sol.

Inty Hayme