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Tiradentes, a Cidade mais estrelada da Estrada Real

A cidade de Tiradentes foi fundada em 1702 quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra de Sao José e aí fundaram uma pequena cidade que, na época, se chamava Santo Antonio do Rio das Mortes. A cidade ficou conhecida por conta do seu mais ilustre morador e que lhe rendeu o nome posteriormente, oTiradentes“, e o vigário Toledo, em cuja casa se tramou a Inconfidência Mineira. Duarante muito tempo a cidade sobreviveu da exploraçao do ouro até entrou para a rota turística da Estrada Real, as únicas vias autorizadas de acesso à regiao das reservas de ouro e diamante da antiga Capitania de Minas Gerais e que que percorrem mais de 170 cidades de Sao Paulo e Minas.

Tiradentes é uma cidade bem pequena, típica do interior, que gira em volta da pracinha e da Igreja. A Igreja de Santo Antônio é a matriz da cidade e fica ao lado da Igreja Rosários do Pretos, que é a mais antiga da cidade, construída pelos escravos.

O ‘point’ de Tiradentes é o Largo das Forras, a pracinha central da cidade onde ficam as lojinhas de artesanato, de queijos, de doces, de pimentas, os bares e restaurantes.

A cidade é muito charmosa, uma espécie de Paraty sem mar ou Colônia do Sacramento, com suas casas coloniais, ruas de paralelepípedos, igrejas e restaurantes. Não é difícil ver casais e famílias fazendo longos passeios de jardineira e charrete.

Os restaurantes passaram a ser o destaque da cidade, que é considerada o polo gastronômico da Estrada Real. A fama começou com a criação do Festival Gastronômico de Tiradentes que acontece todos os anos em Agosto.

Outro ponto interessante é o Chafariz de São José, uma construção do século XVII, que é o cartão postal da cidade. Foi construído há 262 anos para abastecer a cidade com água potável. As três fontes funcionam até hoje e ostentam o brasão da Coroa Portuguesa.

Mas é a noite que a cidade se transforma em cenário com suas casinhas iluminadas – um charme só. Bem climinha de cidadezinha do interior.

Caminhamos entre as ruelas e depois jantamos em dos restaurante mais famosos da cidade, o Restaurante Bar do Celso. O melhor tutu de feijão da vida!

Onde Ficar

Nos hospedamos no Pouso Francês, uma pousada super charmosa (nosso quarto dava para um jardim de inverno) praticamente só nosso e adoramos passar a noitinha por ali tomando um bom vinho e apreciando o Rocambole da Lagoa Dourada.

O quarto reformado e super confortável somado ao café da manhá incrível nos conquistou de vez.

Como Chegar

Carro: Viemos de carro de Ouro Preto pela MG 383. De São Paulo o acesso se dá pela Fernão Dias.

Ônibus: A empresa Expresso Gardência faz o trecho de São Paulo – São João del Rei (que é a cidade vizinha). A Viação Sandra faz o trecho Belo Horizonte – São João del Rei. Ao chegar em São João del Rei, pegue o ônibus da Empresa Presidente até Tiradentes.

Compras

Foi a melhor cidade que encontramos para comprar os famosos queijos mineiros como o Queijo da Serra da Canastra. Maior variedade e melhor preço que encontramos nessa rota em Minas.

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Salvador | Solar do Unhão, Igreja do Sr. Do Bonfim e Praia de Itapuã

Nossa primeira parada em Salvador foi no Solar do Unhão, um conjunto arquitetônico composto pelo Solar, pela Igreja Nossa Senhora da Conceição, um cais, senzala, alambique e o Museu de Arte Moderna da Bahia.

Em 1690 foi lar do Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco que deu o nome ao lugar. Note os painéis de azulejo português, o chafariz e a capela do século XVIII. O terrenos passou por vários donos e transformou-se em engenho de açúcar, quartel até virar museu.

Nós visitamos de manhã, mas se tiver a oportunidade deixe para o final do dia para pegar o pôr do sol.

Seguimos para a Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, construída no século XVII.

Desde o século XVIII, a basílica era frequentada por públicos de diferentes religiões. Uma delas, o islamismo, influenciou escravos muçulmanos a usarem roupa branca em reverência a Allah, e a tradição de usar branco se mantém até hoje, principalmente às sextas-feiras, quando gente de toda a parte do mundo sobe a Colina Sagrada para assistir a uma missa ali.

A decoração interior, toda folhada à ouro é muito bonita e do lado direito é possível visitar a sala dos milagres.

Sala dos Milagres

Do lado de fora, bem na entrada, está mural cheio de fitinhas do Senhor do Bonfim. Nós amarros a nossa e aproveite para colocar uma no punho, fazendo 3 nós e 3 pedidos.

O único inconveniente dessa zona sao os milhares de vendedores de fitinha e flanelinhas bem insistentes. Pertinho da Igreja do Bonfim está o bairro Ribeira, antigamente reduto da classe alta baiana, e que hoje, apesar de popular, ainda abriga antigos casarões, inclusive construções com projeto de Gustav Eiffel.

De lá seguimos pela orla até a Praia de Pituba onde fica o Restaurante Coco Bambu. Um dos mais tradicionais do Nordeste com pratos de frutos do mar impecáveis, ambiente agradável e preço justo.

Continuamos em direção a Praia de Itapuã, a praia mais famosa de Salvador, com seu famoso farol e chegamos até a Praia do Flamengo, a Riviera de Salvador. De lá é um pulo para a Praia do Forte ou para o Aeroporto.

Solar do Unhão – Av. Contorno s/n | Solar do Unhão, Salvador

Basílica Senhor do Bonfim – Largo do Bonfim, s/n, Salvador – BA, 40415-475

 

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Salvador | Igreja de São Francisco, Pelourinho, Elevador Lacerda e Porto da Barra

O Centro Histórico de Salvador foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e dele fazem parte o Pelourinho, o Largo de São Francisco, o Largo do Carmo e o Largo de Santo Antônio Além do Carmo.

Se estiver de carro estacione em uma das ruelas próximas à Igreja de São Francisco e por lá já comece sua visita.

Ela está localizada no coração da cidade, na Praça Terrero de Jesus. Ela foi construída entre os séculos XVII e XVIII e é considerada uma obra prima do barroco brasileiro, incluindo sua decoração interna, coberta com lâminas de ouro – são mais de 800 kg!

A Igreja foi também tombada como uma das 7 maravilhas de origem portuguesa do mundo. Sua fachada é tão incrível quanto, toda entalhada, e que em algum período foi toda coberta com gesso! Felizmente esse gesso foi removido com cascas de ovos de tartaruga e clara do ovo. 

Muitas partes da Igreja são feitas de Jacarandá, a madeira mais resistente do mundo e que não se desfaz. Para que possa imaginar, essas peças nunca foram restauradas e já estão lá há mais de 300 anos. Ela simplesmente fica negra.

O deslumbre já começa no hall de entrada, com a pintura 3D do teto feita por José Joaquim da Rocha em que retrata uma aula universitária em que se debate o privilégio da isenção da Virgem Maria do pecado original.

Há até uma pequena Pietá invertida e ao fundo uma porta de madeira azul, em sua cor original, que impedia que as almas do mal entrassem na Igreja.

A próxima visita é ao Convento, construído em volta de um átrio quadrado que exibe painéis decorados com azulejos portugueses, pintados por Otto van Veen e que retratam algumas cenas da antiga filosofia. Esses muros são inspirados na arquitetura árabe com arcos entre as colunas. Alguns estão em péssima condição e ainda não foram restaurados.

Em frente à Igreja fica a casa não oficial de José de Anchieta, sem nenhuma placa ou menção.

Casa de José de Alencar em Salvador

Ladeira abaixo você já estará em pleno Pelourinho (que vai do Largo do Pelourinho até a Praça Terreiro de Jesus). Não deixe de reparar nos casarões existentes desde o século XVI e nos famosos banquinhos das fofoqueiras. Diz a lenda que os moços não casavam com as donzelas que tinham calos nos cotovelos, pois não gostavam de fofoqueiras, então elas tiveram a ideia dos banquinhos para enganar os pretendentes.

A palavra “pelourinho” se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usado para castigar escravos.

Além dos sobrados e cortiços que já foram moradia de escravos, hoje há lojas, restaurantes e museus como a Fundaçao Casa de Jorge Amado, que conta a história do artista.

Em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, fica a ladeira do Largo do Pelourinho, onde Michael Jackson gravou o clipe da música They Don’t Care About Us com a banda Olodum. Na minha opinião, a parte mais bonita, realmente Michael escolheu a dedo o lugar.

No fim da ladeira, fica a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a primeira igreja frequentada por escravos na cidade, e que até hoje mescla algumas práticas do candomblé com o catolicismo.

Mais adiante, suba a ladeira que vai dar no Carmo e não deixe de conhecer a Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo e o Largo do Carmo. Aprecie a vista para a Baía de Todos os Santos.

Se bater uma fome, no final da Ladeira do Carmo ficam as baianas vendendo Acarajé. Nós decidimos voltar para a Praça Terreiro de Jesus, onde também há muitas baianas vendendo acarajé e várias mesinhas para sentar e descansar.

A partir da praça, são cinco minutos caminhando até é o Elevador Lacerda, na Praça Municipal, ao lado do belo Palácio Rio Branco.

Ele é o primeiro elevador urbano do mundo. Em 8 de dezembro de 1873, quando foi inaugurado, era o mais alto do mundo, cerca de 63 metros de altura.

Ele cumpre a função de transporte público entre a Praça Cairu, na Cidade Baixa, e a Praça Thomé de Souza, na Cidade Alta.

A vista da Baía de todos os Santos é linda, e não deixe de provar os sorvetes da “A Cubana” (Praça Thomé de Souza, Centro) na entrada do elevador – os mais badalados são os de Coco Verde, Banana Caramelada e Banana Verde (R$5,00 a bola).

Sorveteria La Cubana, Salvador

Se quiser, desça o elevador e siga até o Mercado Modelo, se quiser comprar lembranças da cidade.

Se estiver hospedado no bairro Rio Vermelho não perca o pôr do sol na Praia de Porto da Barra que é a preferida dos locais, com águas calmas e transparentes.

Banhada pela Baía de todos os Santos foi apontada pelo The Guardian como a 3ª melhor praia do Brasil. A pedida está em passear pelo seu calçadão, todo reformado com pedras portuguesas, de onde se tem uma bela vista da Ilha de Itaparica e, dizem, o pôr do sol mais bonito do Brasil. Como estávamos hospedados no Mercury Rio Vermelho, aproveitamos para curtir o pôr do sol da piscina do hotel. Localizaçao perfeita!

Dali é um pulo para o Rio Vermelho, que é o bar boêmio de Salvador. Vá até o Largo de Santana, onde ficam as baianas e experimente o melhor acarajé da cidade – o da Dinha no papel ou na badeja. É de chorar de tão bom…

 

Espanha · Zaragoza

Roteiro de 1 dia em Zaragoza

Zaragoza começou a tomar notoriedade no século 14 a.C. quando foi transformada em um assentamento para soldados veteranos do Império Romano. Ela rapidamente se tornou um importante porto comercial que ligava Roma à sua Província Hispania. Foi chamada de Cersaraugusta em homenagem ao Imperador César Augusto e teve seu apogeu nos séculos I e II quando ganhou a maioria dos seus edifícios como o Foro Romano, o porto, os banhos públicos, o teatro e o anfiteatro – além da sua própria muralha de defesa – tudo o que uma cidade romana por excelência necessita!

Por volta do ano de 714 ela foi invadida pelos muçulmanos (daí vem seu nome – do árabe Saraqusta) que a transformaram em uma das mais importantes cidades comerciais da época com sede no Palácio de la Alfajería.

Foi somente em 1118 que ela voltou às mãos dos cristãos com Afonso, o Batalhador, e se tornou capital de Aragão. A partir daí vária igrejas começaram a ser construídas, dentre elas a mais famosa, a da Nossa Senhora do Pilar.

Todo esse passado e mistura de culturas deixou um legado histórico e arquitetônico impressionante na cidade o que faz com que ela, além de classificada como uma das mais bonitas da Espanha ganhase o nome de Senhora das Quatro Culturas. Nós tivemos a sorte de visitá-la na Semana Santa, em pleno Domingo de Páscoa, considerada uma das maiores festas da Espanha.

Começamos a visita pelo ponto alto da cidade: a Praça e Basílica do Pilar, definitivamente um dos lugares mais bonitos que já visitei.

Construída em 1515, em cima de um antigo templo romano, a Basílica do Pilar, é um dos principais templos barrocos da Espanha e só foi totalmente terminada em 1950 depois do levantamento das últimas torres de decoração da fachada de pedra.

A vista é gratuita, somente é preciso pagar para subir na Torre.

O seu interior é belíssimo: são três naves decoradas com pinturas clássicas, pilastras e anjinhos.

Nossa Senhora do Pilar, Zaragoza

O grande destaque fica por conta da Santa Capilla que é uma capela dentro da Igreja onde está colocada a Imagem da Nossa Senhora do Pilar dentro de um envoltório de prata de mármore verde em cima de uma coluna de jaspe.

Com o manto no dia 1 de abril

Aliás a lenda conta que essa coluna foi entregue pela Nossa Senhora à Santiago (de Compostela) – na época ainda Apóstolo de Jesus – no momento em que sua fé começava a fraquejar e ele se perguntava se valia a pena seguir tentando converter os habitantes de Cesaraugusta ao Cristianismo. Nossa Senhora teria aparecido em “carne”, pois ainda vivia em Jerusalém, e lhe entregou a coluna sobre a qual se deveria construir um templo, representando a fé inabalável.

Essa cena está representada em duas das pinturas do altar: a primeira representa a “Vinda da Virgem diante de Santiago”, obra de José Arellano e a segunda do pintor Antônio Velazquez “A vida da Virgem e a construção da Santa Capela”.

Essa aparição aconteceu no dia 2 de janeiro do ano 40 d.C. e por isso todo dia 2 de cada mês o manto que reveste a Nossa Senhora e cobre a coluna de jaspe é retirado. Demos tanta sorte de estar ali em um Domingo de Páscoa e ainda por cima poder volta na segunda-feira, que era dia 2 de Abril e ver a coluna sem o manto. Aliás a Basílica tem uma coleção de mais de 300 mantos confeccionados pelas Madres Capuchinas de Zaragoza desde 1762!

Sem o manto no dia 2 de abril

De frente para o altar só se vê a placa de mármore que cobre a coluna de jaspe, atrás do altar da Santa Capilla está o Humilhadeiro, uma abertura na parede que dá acesso à coluna de Jade que deve ser “beijada” enquanto você faz seu pedido. O próprio Papa João Paulo II nas suas duas visitas à Basílica se ajoelhou e beijou a coluna.

Do lado da Santa Capilla estão expostas duas bombas da Guerra Civil Espanhola que tentaram destruir a Basílica, mas que milagrosamente não explodiram, deixando-a intacta.

Outro tesouro da basílica fica por conta do afresco Regina Martyrum pintado por Francisco Goya. No coreto há outra pintura sua.

De volta à Praça do Pilar tivemos a sorte de assistir à uma sequência de procissões super bonitas.

Ainda na praça visitamos La Seo, outra catedral românica, que depois de várias reformas é hoje gótica, construída em cima do Foro Romano e aproveitando a estrutura de uma antiga mesquita.

La Seo, atrás da estátua de Goya, morador ilustre de Zaragoza

Entre a Basílica del Pilar e La Seo, está a Lonja de Zaragoza, um edifício renascentista do século XVI que hoje abriga a Prefeitura da Cidade. É possível entrar porque sempre há exposiçoes gratuitas no saguao.

A Lonja do lado esquerdo da Catedral la Seo
Interior da Lonja onde há exposiçoes

Bem em frente a La Seo, fica a entrada dos Museus Arqueológicos Romanos. Todos os edifícios romanos da cidade, com excessão de algumas partes da Muralha, estão hoje no subsolo da cidade – isso mesmo – Zaragoza foi reconstruída em cima de Cesaraugusta!

Anfiteatro Romano de Zaragoza

Ee isso é muito comum de se ver aqui na Europa – depois de cada invasão, o dominador destrói a cidade dominada e constrói outra por cima. Esse subsolo da cidade pode ser visitado dentro dos Museus Romanos de Zaragoza que formam a Ruta Cesaraugusta: 1. Museu do Foro Romano; 2. Museu do Porto Fluvial; 3. Museu das Termas Públicas e 4. Museu do Teatro.

Ainda na Praça, em frente à Basílica do Pilar está o Museu de Goya, o famoso pintor espanhol que naceu em Zaragoza em 1746. Ele morou em 9 casas em Zaragoza, mas infelizmente nenhuma foi conservada ou transformada em casa-museu. Resta o museu, que nao nos deu tempo de visitar, mas dizem ser maravilhoso e os ingressos podem ser comprados online no site.

Na outra ponta da Praça passamos pela Fonte da Hispanidad que representa todos os países que compartem o idioma español. Há uma mapa gigante da América do Sul representando os povos que compartem a cultura espanhola.

Ainda na Praça do Pilar, próximo à entrada da Igreja San Juan de los Panetes, está parte da antiga muralha romana da cidade e uma estátua de Cesar Augusto.

Praticamente em frente à Basílica, cruzando o Rio Ebro está a Ponte de Pedra, que cosntruída no século XV oferece uma das vistas mais bonita da Basílica!

De lá seguimos a orla do rio Ebro até chegar ao Palácio da Aljafería, sede do período muçulmano, essa construção fortificada do século XI, junto com a Mesquita de Córdoba e a Alhambra em Granada são os maiores exemplos de arte mudéjar da Espanha, reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

O interior do palácio com patio aberto de laranjas e detalhes da arquitetura deixam marcado o estilo árabe da construção.

A partir do século XII ele passou às mãos dos cristãos e se converteu no Palácio dos Reis Aragoneses: Fernando de Aragão e Isabel de Castilla. Desse período se destaca a Sala do Trono toda decorada em arte mudéjar, que é um estilo de arte exclusivo da Espanha.

Depois que o árabes foram expulsos da Península Ibérica, alguns muçulmanos foram perdoados e receberam a autorização para ficar na Espanha desde que trabalhassem na conversão dos templos Islâmicos à Catalólicos, e assim surgiu a arte mudéjar, da fusão hispano-muçulmano. Hoje o Palácio abriga o Parlamento de Aragão.

Na sala de meditaçao da Rainha Isabel

Nós justamente fomos em um dia que a visita era grátis, mas é possível reservar a visita guiada tanto ao Palácio quanto ao Paralamento no próprio site.

Na volta fomos direto para o Centro Histórico da cidade em especial no bairro chamado El Tubo que é formado por um emaranhado de ruazinhas super estreitas que abrigam o maior número de bares e restaurantes por metro quadrado.

É a principal área de tapeo da cidade; cada bar tem sua especialidade e a regra é ir passando de bar em bar e provando o que a culinária espanhola tem de melhor: as tapas! Veja o post aqui.

Espanha · Europa · Zaragoza

El Tubo em Zaragoza: rota das tapas espanholas

Confesso que quando decidimos passar a Páscoa em Zaragoza e comecei a pesquisar o que podíamos fazer por lá, no momento em que li sobre El Tubo comecei a ficar super empolgada com a idéia de um lugar dedicado exclusivamente ao tapeo espanhol que eu tanto amo. E isso é o El Tubo, um emaranhado de ruazinhas em pleno Centro Histórico da Cidade com vários barzinhos para tapear.

El Tubo, Zaragoza

Os bares espanhóis tem um conceito muito diferente dos barzinhos brasileiros: primeiro que eles são para toda a família, você vai encontar do avô ao recém nascido, todos convivendo na maior harmonia; outro ponto está no charme e história de cada edifício, móvel e decoração aliado à deliciosa tradição das tapas, iguaria na qual os espanhóis são especializados!

Tapas Espanholas em Zaragoza

As tapas, para quem não conhece, são pequenas porções de comidinhas, que servem para acompanhar a bebida, ou seja, uma espécie de aperitivo. Há uma lenda que diz que as tapas surgiram quando o rei Afonso III estava tomando uma taça de vinho em Cádiz e por causa de um pequeno golpe de vento que levantou a areia do chão, o garçom cubriu a taça com uma fatia de presunto para que a areia não entrasse. O rei adorou a ideia da tampa (“tapa” em espanhol) e passou a pedir as próximas taças com a mesma “tapa”.

Outra lenda, essa do período dos Reis Católicos, para combater as brigas na saída das tabernas pelo excessivo consumo de álcool, se obrigou a todo estabelecimento servier junto com a bebida uma porçãozinha de comida para minimizar seus efeitos.

As principais ruas do El Tubo são a Calle Estébanes e a Calle Libertad, mas há barzinhos por todas as ruazinhas adjascentes que oferecem várias possibilidades para uma rota de tapas completa!

Mercado Gastronômico Puerta Cinegia

Nós começamos na Calle Coso nº 35, onde está o Mercado Gastronômico Puerta Cinérgia com mais de 20 estandes de comida e uma área de mesas coletivas em um ambiente muito familiar.

Você escolhe as “croquetas” da vitrine e ela sao fritas na hora

El Champi

Nossa segunda parada foi no El Champi, que serve somente um tipo de pincho: champignon gigantes na chapa com azeite e alho dentro de um pâozinho bem macio.

Nos chamou muito a atenção a enorme chapa cheia de cogumelos e o cherinho pelo ar é irresistível.

Há vinho e cerveja e as mesinhas não tem cadeiras – o giro é rápido porque o lugar é lotado, mas bem amplo e muito bom!

Almau Bodegas

Já o Almau Bodegas é um dos melhores que fomos. Com estilo bem tradicional, rodeado por vinhos de todos os lados, surpreenden os pinchos que tem um toque exótico: comi um de queijo de cabra, anchova e chocolate e outro mais normal de quijo de cabra e geléia. As azeitonas também são bem boa acompanhadas de um vinhozinho espanhol especial.

Tapa de queijo de cabra, anchova e chocolate

Do lado de fora há uma área super agradável para conversar e tapear. Gostamos bastante.

Casa de las Migas

Na Casa de las Migas pedimos o prato mais famoso da região, as migas claro! Miga é miolo de pão em espanhol e o prato é uma espécie de farofa de miolo de pão, com azeite cebola e chistorra, uma linguicinha um pouco mais temperada e macia que a calabresa.

Casa de la Migas em Zaragoza

O lugar estava lotado, eles tem um ambiente interno e uma espécie de Biergarten também. Conseguimos com muita sorte encontrar uma mesinha de dois, mas a espera pelas migas foi grande. A sorte é que no balcão há uma parte de tapas já prontas que são servidas na hora, muito boas e várias feitas com frutos do mar! Masd e todos os que visitamos, esse foi o que menos gostamos.

Taberna Doña Casta

Finalizamos a noite na Taberna Doña Casta especializada em croquetes. Nos sentamos no balcão em frente à parte onde ficam expostos todos os bolinhos já preparados prontos para fritar.

Prontos para fritar

A variedade de sabores é enorme e também com um toque diferente. Pedi um de champigon com queijo de cabra e outro de cogumelos com foie gras. Deliciosos e fritinhos na hora! O ambiente é mais escurinho e menor.

Croquetas com recheios exóticos