Alemanha · Europa · Füssen

De Munique a Füssen: Visita ao Castelo Neunschwanstein

O Castelo de Neuschwanstein, que na minha opiniao, é um dos mais lindos do mundo, fica na Baviera, perto do povoado de Schwangau e Füssen no Ällgau.

Ela é a primeira (ou última) cidade da Rota Romântica da Alemanha, conforme o ponto de vista. O Castelo começou a ser construído entre 1869 e 1886 a mando do rei Ludwig II inspirado pelas obras de Richard Wagner de quem ele era mecenas.

Visitar o castelo por conta própria não é difícil e um bate e volta a partir de Munique é absolutamente possível, mas vai durar o dia todo.

  • Como chegar

Para ir à Füssen de Munique você pode ir de carro ou preciso pegar um trem regional até o vilarejo de Hohenschwangau onde fica a parada do trem e/ ou sua última oportunidade de estacionar, na entrada do Castelo de Hohenschwangau, outro lindo castelo que pertecia ao pai de Ludwig II.

Segui a dica de uma amiga minha e fomos até a Estaçao Central de Munique (Munchen Hbf) onde fica a loja da http://www.radiustours.com/index.php/en/http://www.radiustours.com/index.php/en/”>Radius Tour ,¡. Essa agência é um achado porque eles oferecem vários tours em Munique e Baviera de graça! Você só paga as passagens e o que vai consumir e no final dá uma gorjeta ao guia.

Chegando na agência, fechamos o tour para o mesmo dia, compramos, junto com a guia, as passagens na própria estaçao de trens, pegamos os 2 trens e chegamos à bilheteria do castelo em Hohenschwangaus, que é o palácio do pai de Ludwig, bem próximo ao de Neuschwanstein.

De lá caminhamos até o ponto do ônibus que nos leva até o Castelo Neuschwanstein. O bilhete custa cerca de 1,60 euros.

Se você estiver de carro, esse também é o ponto mais próximo que você poderá chegar com ele. Estacione no estacionamento do Castelo (custa cerca de 6 euros) e caminhe até o ponto de ônibus.

O ônibus vai te deixar ao lado da Ponte Marienbrucke, de onde se tem a melhor vista do Castelo, do desfiladeiro e da cachoeira.

De lá caminhamos uns 15 minutos até o Castelo de Neuschwanstein e fizemos o tour guiado de 30 minutos. O tour tem que ser agendado com antecedencia e tem hora marcada.

  • Bilhetes de Entrada

É muito recomendado reservar os tickets online com bastante antecedência. Só é possível comprar os tickets diretamente no Ticket Center do Castelo de Hohenschwangau para o mesmo dia da visita e para um horário específico.

Por isso reservar é tao importante porque os ingressos esgotam rapidamente e sempre há muita fila. A reserva é feita no site do Castelo onde você tem que preencher um formulário online de solictaçao. Você pagar 1,80 euros por pessoa para fazer a reserva e recebe o recibo da reserva por e-mail; apresenta na bilheteria no dia da visita e comprar o ticket na hora. Todas as informações de preços e horários também podem ser consultadas no mesmo site.

Nós nao fizemos nada disso porque a agência fez tudo para nós e grátis! Quando chegamos ao Castelo Neuschwanstein, a guia já tinha os nossos ingressos e nos entregou. Pagamos diretamente para ela o mesmo preço da bilheteria, cerca de €12.

Na entrada do castelo nos entregaram um audio guide e seguimos um guia próprio do castelo que ia mostrando o caminho e nos dando algumas informações. O tour dentro do castelo dura cerca de 35 minutos. Nao é permitido fazer fotos lá dentro.

Terminada a visita voltamos caminhando para a entrada do Castelo de Hohenschwangau, sao uns 20 minutos de caminhada e tem um pessoal oferencendo charrete por 6 euros para descer.

Se quiser você também pode fazer a visita guiada ao Castelo de Hohenschwangau e depois caminhar até o Lago Alpsee.

  • Dentro do Castelo

A arquitetura do castelo é de estilo medieval e serviu de inpiração para Walt Disney criar o castelo da Cinderela no parque Magic Kingdom. Ele é conhecido como um verdadeiro castelo de contos de fadas.

O nome Neuschwanstein significa cisne de pedra e é inspirado na ópera de Lohengrin de Richard Wagner. Aliás toda a decoração do castelo é inspirada nas composições de Richard Wagner e as cenas e personagens das óperas estão presentes em todos os cômodos do castelo. No entanto, Ludwig morreu antes que o castelo ficasse pronto então somente 14 cômodos foram finalizados.

O castelo de Hohenshwangau, onde Ludwig passou sua infância também tem algumas pinturas inspiradas nas óperas de Wagner.

Os cômodos que mais gostamos foram a sala do trono, sem trono porque não chegou a ser finalizada, o quarto de Ludwig II, onde estão as pinturas mais bonitas e uma réplica de uma grutas com estalactites e estalagmites.

Diz a lenda que Ludwig II gastou quase todo o dinheiro do reino em sua construção e foi portanto declarado insano, mas sem ser examinado. Dias depois foi encontrado morto no lago do castelo ao lado do psiquiatra que fez o laudo. Ninguém sabe até hoje se eles foram assassinados ou se morreram afogados. A propriedade do castelo passou para o estado da Baviera.

Para conseguir recuperar o dinheiro gasto e pagar as contas do estado, em 1886 o castelo foi aberto para visitação e desde essa data recebe cerca de 1,3 milhões de visitantes todos os anos. É o castelo mais fotografado do mundo e um dos destinos mais visitados da Alemanha.

Amsterdam · Europa · Holanda

Amsterdam: Cervejaria Browerij’t Ij, Red Light District e Coffee Shops

Nosso segundo dia em Amsterdam começou com uma visita ao parque Keukenhof. Leia aqui como visitar o Keukenhof, o parque de flores da Holanda.

Na volta à Amsterdam, nosso trem parou na estação central e aproveitamos para, bem na frente, pegar o tram nº10 até a cervejaria Browerij’t Ij.

Esse passeio é imperdível! Desça na parada Hoogte Kadijk na rua Sarphatistraat. Caminhe até a esquina e você já vai ver o moinho.

Isso mesmo, a cervejaria fica dentro de um moinho e nos dias de tempo bom dá pra sentar no equeno biergarten que eles tem do lado de fora. O ambiente interno também é muito legal (e lotado), pegue sua cerveja no balcão, desvie dos garçons e encontre seu lugar ao vento. Bateu uma fominha? Vá até o fundo da cervejaria, do lado esquerdo, e peça sua porçao de queijo com salame na janela. A cerveja é produzida ali mesmo e é uma delícia, e olha que nem sou muito fã de cerveja, mas o marido cervejeiro aprovou e repetiu! Dá pra visitar o processo de fabricaçao de segunda a sexta âs 15:00 por 5 euros com direito à degustaçao.

Pegamos o tram de volta e descemos no Dam porque o intuito era conhecer o Red Light District à noite (já tínhamos visto de dia e é bem diferente). Ele começa na Damstraat e vai até próximo da Estação Central. Existem tours que fazem um passeio guiado, inclusive o da 360meridianos.com, mas fomos por conta própria, sinceramente não achei necessidade de um tour para conhecer o lugar tão a fundo.

A partir do Dam seguimos pela Warmoesstraat que é bem bonitinhas (leia-se estreitinhas e com casinhas holandesas) e a maioria é composta por restaurantes, lanchonetes, lojinhas de crepe, de batata frita, de souvenir, de produtos eróticos, coffeeshops etc. À noite o lugar fica todo iluminado e é absolutamente tranquilo com muitas famílias e casais passeando.

Nas suas travessas é que ficam as meninas. A prostituição é legalizada na Holanda – com carteira de trabalho assinada e tudo! – por isso em várias cidades do país, essas ‘profissionais’ se agrupam em determinados distritos, o mais famoso é o de Amsterdam.

Pegamos uma dessas travessas e as janelas surgiram: meninas de vestido, de legging e camiseta, semi nuas, de biquíni asadelta, no telefone, outras dançando, tem de todo o tipo. De repente desembocamos em um clube de strip… opa… meia volta, demos de cara com um grupo fazendo tour guiado e fomos atrás, porque ficamos receosos de entrar nas ruazinhas estreitas sozinhos e realmente não recomendo.

É um pouco escuro então vá atrás de uma turma e seja feliz! As ruas são muito estreitas – na largura de duas pessoas lado a lado no máximo – e recheada de janelinhas com as profissas se oferecendo ( de dentro da janela claro).

Fomos atrás do grupo de turistas e a guia nos levou por um zigzag sem fim em um labirinto de ruazinhas e janelas. Não deixe de passar pela rua Trompettersteeg que é a mais estreita de Amsterdam (e cheia de janelas)! Uma dica: NÃO FOTOGRAFE! As profissas não gostam de fotos e podem pedir para os seguranças tirarem a sua câmera. Eu consegui essas fotos porque deixei meu celular granvando como se nao fosse nada, nas ruas principais, nao nas ruelinhas e depois dei print na imagem do vídeo.

Para terminar a noite aproveite para conhecer um coffeeshops por dentro. O governo da Holanda não tinha força policial suficiente para controlar o tráfico de drogas, então para diferenciar o traficante do usuário, a venda e consumo de maconha foi legalizada, mas somente dentro dos coffeeshops. É proibido fumar em qualquer outro lugar!

The Bulldog

No entanto a coisa é meio velada, pois para reportar os gastos ao governo, tipo imposto de renda, os coffeeshops criaram ‘Cafés’ de verdade com refrigerantes, shakes, smoothes e petiscos para gerarem a ‘tal’ receita.

Nós entramos em dois para ver como eram: o Coffee Shop Smokey e o The Bulldog (Oudezijds Voorburgwal 90). Na verdade, os coffee shops sao bares normais e que você pode passar a noite ali bebendo apenas refirgerante se quiser. Mas para sentar tem que pedir algo para beber. O balcao especial (para pedidos “exóticos” fica separado do balcao do bar, e os que estao interesados vao para essa parte do Coffee Shop( que geralmente é lá no fundao) e fazem seus pedidos. Mas o cheiro e fimaça que se espalham por todo o lugar sao inconfundíveis.

Alemanha · Europa · Ingolstadt

Outlet-Village e Museu da Audi em Munique (Ingolstadt)

Semana passada, fui a trabalho para Munique para participar de um workshop de RH em uma das empresas do Grupo: a AUDI!

Foram dois dias de Workshop e a sensçao térmica chegou a -18C! Andar na rua era impossível porque o rosto começava a congelar e a doer instantaneamente.

Sorte que passei 99% do meu tempo dentro do escritório/ hotel/ restaurante e chegávamos de carro já dentro da fábrica, no quentinho. Nao tínhamos que sair para nada, até lanchinho tinha na sala de reunioes.

 

Foi a primeira vez que visitei a fábrica e fiquei encantada com o tamanho (são mais de 46 mil empregados) e com a modernidade e beleza dos escritórios. Fiquei no Kult Hotel Ingolstadt e achei muito bom.

Na primeira noite jantei no restaurante do próprio hotel, que é um italiano incrível.

Na segunda noite, depois de um dia cheio de trabalho, jantei com a equipe em um restaurante típico bávaro, bem no centrinho histórico da cidade, que é um charme. Recomendo bastante também, o Schwanzer Rutschn.

Justo na entrada da fábrica, ao lado dos escritórios de Serviços Financeiros e RH, estão o Audi Forum que engloba um Centro de Clientes da Marca + Museu da Audi que é aberto à visitação do público.

 

O Centro de Clientes é onde os compradores vão retirar seu carro produzido diretamente na própria fábrica. Baita trabalho de fidelização de clientes, não?

Na mesma área fica o Museu da Audi onde estão todos os carros clássicos da marca. A entrada simples custa 2 e a visita guiada de 1 hora 6. Eu optei pela visita guiada porque queria conhecer um pouco da história da fábrica.

O fundador, August Horch, criou a montadora em 1899 em Zwickau, na Saxônia, onde começou a fabricação dos primeiros carros de luxo do mercado.

A carroceria toda feita em madeira, mas já com os pneus de borracha. Um carro, naquela época custava o mesmo valor que uma residência em Berlim. Somente a classe alta tinha acesso a esses automóveis.

Note que o volante ficava do lado direito do carro porque era a posição do cocheiro. Com o tempo, eles perceberam que para fazer curvas ou ultrapassar, ter o volante do lado esquerdo do carro deixaria tudo mais fácil e então trocaram a posição.

Depois de uns anos, Horch brigou com seus sócios e teve que sair da sociedade abandonando o uso do seu próprio nome! Ele então buscou como alternativa, a tradução do seu nome ao latim e assim surgiu a marca Audi que mudou o foco e passou a produzir carros de médio porte.

Na mesma época, surgiu então a DKW com o primeiro carro popular do mercado, produzido com o motor de duas motocicletas!

Infelizmente veio a quebra da Bolsa de Nova York em 1928 e das 60 montadoras que existiam na Alemanha só sobraram 16! As que sobraram foram obrigadas a associar-se para conseguir sobreviver e surgiu a Auto Union da união da Audi + Horch + DKW + Wanderer.

Com essa união, a Auto Union passou a ser a mais importante produtora de automóveis da Alemanha. Dona de um seguimento completo com a Horch produzindo carros de luxo, a Audi e a Wanderer, carros de porte médio e a DKW, carros populares, a Auto Unión começou a produzir carros de corrida, o primeiro com um motor de Ferdinand Porsche, a fim de divulgar seu nome no mercado.

Sentiu-se a necessidade de um novo logo e esse foi o momento em que surgiram as quatro argolas entrelaçadas. Um modelo exclusivo foi desenvolvido para lançar o novo logo no Salão do Automóvel.

Com a chegada da 2ª Guerra Mundial, o leste da Alemanha foi dominado pela URSS que aniquilou todas as montadoras de automóvel da época, inclusive a Auto Union que ficava em Zwickau.

Com o fim da Guerra, a Auto Union, decidiu reabrir, só que dessa vez em Ingolstadt, onde a fábrica da Audi está desde então. Como Munique e toda a região haviam sido devastadas, Ingolstadt era a única possibilidade, pois ali estavam abandonados os galpões usados pelo exército na guerra.

Em 1958 a Daimler-Benz comprou 87% da Auto Union e os carros passaram a ter um motor Daimler. Os carros começaram a ter cada vez mais sucesso no mercado com seus modelos super modernos e americanizados para a época.

Pouco depois, em 1962, a Daimler deixou a Auto Union e ela foi comprada pelo Grupo Volkswagen que passou a utilizar suas instalações para a fabricação dos fusquinhas. O nome Audi foi adotado, pois era o único que ainda estava disponível e não havia sido vendido.

Os engenheiros da Audi eram proibidos de fazer qualquer desenvolvimento de novo veículo até que dois destemidos, em sigilo desenvolveram um modelo super moderno que foi aprovado pelo presidente da Volkswagen e a Audi recebeu carta branca para começar seu próprio desenvolvimento e produção e alcançou o sucesso que tem até hoje..

Na saída do Museu além de uma lojinha de souvenirs há um restaurante bem bacana, todo iluminado e com vista para a fábrica.

Bem em frente, dentro dos escritórios, e aberto ao público, é possível ver os modelos novos da Audi e inclusive entrar nos carros.

Horário de Abertura: Seg-Sex das 9:00-18:00 / Sab e Dom das 10:00-16:00

Endereço: Audi Forum – Auto Union Strasse, 1, 85045, Ingolstadt, Alemanha

 

Ingolstadt Village Outlet

Você pode emendar sua visita ao Museu da Audi com o Igolstadt Village Outlet que fica a uma distância de só 7 km e terminar seu dia fazendo umas comprinhas com desconto . Os preços na Europa não são compráveis com os dos EUA, mas são bem mais baratos que os do Brasil com certeza. E por ser um Outlet as lojas são obrigadas a vender as peças com preço mais baixo.

Eu já fui no Designers Outlet (que é da mesma rede) em Wolfsburg e os preços compensam sim, principalmente se você não pretender ir aos EUA para fazer compras e está de férias por Munique. Lembro, por exemplo, que uma calça jeans da DIESEL saia por cerca de 70-90€. As lojas disponíveis você pode ver nesse link.

Horário de Abertura: Seg-Sab das 10:00-20:00

Endereço: Ingolstadt Village – Otto-Hahn-Strasse,1, 85055, Ingolstadt, Alemanha

 

Como chegar ao Museu/ Village-Outlet

Ingolstadt fica a 87km de Munique e é possível chegar de carro alugado, trem, shuttle, táxi ou Uber.

De Munique

Basta pegar um trem na Estação Central de Munique até a Estação Central de Ingolstadt (20€). De lá pegue um táxi até o Museu ou o Outlet (15€).

Existe um Express Shuttle (22€) e que sai do centro de Munique (em frente ao Hotel Sofitel) e te deixa na porta do Outlet. De lá pegue um táxi até o Museu da Audi. São 7 km tanto para um quanto para o outro e te custará uns 15€ de táxi cada perna.

Do Aeroporto de Munique

Existe um Airport Express Shuttle (22€ ) que sai do aeroporto e te leva diretamente ao Outlet. De lá é só pegar um táxi até o Museu da Audi que serão somente 7 km de distância (15€).

De Ingolstadt para Munique

Pegue o Shuttle do Outlet (22€ )de volta ao centro de Munique ou vá de táxi até a Estação de Trens de Ingolstadt (15€ )e de lá pegue um trem até a Estaçao Central de trens de Munique (20€).

O caminho tanto de ida quanto de volta varia entre 40 minutos e 1 hora.

 

 

 

Bélgica · Bruxelas · Europa

A cidade alta de Bruxelas e o Parlamento Europeu

A cidade alta de Bruxelas é separada da parte baixa uma colina. Essa área era lar dos reis e aristocratas com muitas igrejas góticas, arquitetura moderna e museus.

Para pegar o elevador que leva à parte alta vá até a Place du Grand Sablon que fica na encosta da escarpa que divide a cidade em dois como se fosse um trampolim entra as duas metades. Continue pela Rue de la Régence até avistar o elevador. Você sairá em frente ao Palácio de Justiça no bairro de Marolles.

Bruxelas

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O Palácio começou a ser construído em 1883 e levou 20 anos para ficar pronto. A visitação é gratuita.

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A palavra marolle que dá nome ao bairro vem de uma ordem de irmãs que por ali viviam. Seu centro está na Praça du Jeu de Balle famosa pelos seus brechós e mercado de pulgas. Também tem movimentados barzinhos e restaurantes com mesinhas nas calçadas.

Bruxelas

Na Rue Haute ainda é possível ver as ruínas da muralha que cercava a cidade.

Bruxelas

Olhe para a esqueda e terá uma linda vista da parte baixa da cidade.

Bruxelas

Aproveitamos para caminhar pela Avenida Louise que foi construída em 1864 para ligar o centro de Bruxelas com o subúrbio. Aqui leia-se subúrbio literalmente como fora do centro e não com áreas menos ricas, pois pelo contrário esta é uma das avenidas mais chiques da cidade e com jóias arquitetônicas como de Victor Horta, um dos mais famosos arquitetos belgas, como o Hotel Solvay no nº 224 e o Hotel Max Hallett no nº 346 que é considerado seu ‘materpiece’.

De lá pegamos o metrô (estação louise) até o Quarteirão Europeu (estação Schuman) onde estão os prédios administrativos da União Européia. O mais famoso é o edifício em forma de cruz, o Berlaymont que abriga a comissão européia.

Bruxelas

O Parc du Cinquentenaire fica bem em frente e foi construído pelo Rei Leopoldo II, no aniversário de 50 anos da fundação de Bruxelas, em 1880, com o objetivo de realizar uma grande exposição parecida com a Feira Mundial de 1958 que gerou o Atomium.

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Todas as ‘avenidas do parque’ são margeadas por árvores onde os executivos da União Européia aproveitam para almoçar debaixo do solzinho. Vimos várias pessoas de terno, sentados no chão, comendo seus lanchinhos.

O Arco do Triunfo é o monumento mais bonito, na minha opinião, e foi criado para ser a entrada da cidade.

Bruxelas

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Lá também tem uma mesquita árabe de 1880, o Museu Real da Arte e da História, do Automóvel e da História Militar.

A partir do parque você tem duas opções: subir para a Praça Ambiorix que é uma das mais elegantes áreas residenciais de Bruxelas com mansões em estilo Art Nouveau (a casa de nº 11 é imperdível), jardins e fontes ou ir em direção ao Parlamento Europe e Place du Luxemburgo. Ou fazer as duas coisas!

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Da Praça Ambiorix caminhamos até o Parlamento Europeu passando pelo Parc Leopold, criado no século XIX e que abriga algumas instituições científicas.

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O Parlamento Europeu tem três bases: Estrasburgo, na França, é a sede do Parlamento Europeu, Bruxelas sedia a maioria das atividades das comissões parlamentares e Luxemburgo abriga a parte administrativa. Esta situação foi estabelecida na Cimeira de Edimburgo, em 1992, e no Tratado de Amesterdão (1999) por razões históricas, leia aqui.

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Em resumo o Parlamento ‘toma conta’ e decide sobre os assunto da Comunidade Econômica Europeia (CEE).

O que visitar

Há dois tipos possíveis de visita: ao Hemiciclo, onde acontecem as sessões plenárias e ao Parlamentarium, um centro de visitantes multimídia. Ambas são gratuitas.

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Quando visitar

As visitas individuaias ao Hemiciclo podem ser feitas de segunda a sexta, de segunda a quinta às 10:00 e às 15:00 e de sexta às 10:00.  Para grupos é necessário agendar aqui.

As visitas ao Parlamentarium podem ser feita todos os dias (incluindo finais de semana) das 10:00 às 18:00.

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Como fomos sexta à tarde somente visitamos o Parlamentarium e é muito legal. Todo multimídia, ele vai contando a história da formação da União Européia e o seu impacto no nosso dia a dia.

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Em uma tela multimídia 360º você aprende como funcionam as sessões do parlamento, quem são os 735 deputados e como são eleitos.

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Também através de telas virtuais e áudios descobre-se a contribuição da União Europeia para cada um dos países através de dispositivos tácteis 3D que você desloca e coloca sobre o país que gostaria de receber informações.

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Saímos de cara com a Place du Luxembourg ou Plux que é uma área super nobre da cidade. A praça é forrada de restaurantes e bares que lotam suas largas calçadas com alguns bancos e lojinhas.

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Nessa praça tem um Carrefour Express que vende várias marcas famosas de chocolates e cervejas belgas por um preço bem menor que nas lojas próprias. No centro dela está a estátua de John Cockerill, um famoso industrial belga do século XIX.

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Voltamos para o nosso hotel (maravilhoso!), que fica na beirada da cidade alta e a baixa, muito próximo do Palácio Real, leia sobre ele aqui, caminhando e revisanto alguns pontos do dia anterior como a Place Royale e Palácio Real, o Mont des Arts e fechamos a noite em um bistrot super charmoso do lado do nosso hotel, o Le Mangeoire Maison Gourmande com muito queijo e vinho francês!

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Veja nosso roteiro no Google Maps:

Europa · Lisboa · Portugal

Roteiro de 2 dias em Lisboa e Belém

Chegamos a Lisboa no final da tarde, mas como era horário de verão ainda conseguimos visitar uma boa parte das atrações que ficavam perto do nosso hotel rodeando a Rua Augusta.

Começamos a caminhada pela Rua Augusta, bem em frente ao nosso hotel, onde estava acontecendo um show com desfile de blocos. As calçadas são de pedra portuguesa, muito parecidas com as calçadas do Rio de Janeiro.

Nela fica o Elevador Santa Justa, projetado por um dos aprendizes de Eiffel, que fica entre a Alfama e o bairro Alto e dá acesso à essa parte da cidade e a Rua Augusta, a principal da cidade, com muitas lojas, restaurantes, cafés e mini shows e que desemboca da Praça do Comércio.

Uma das atraçoes imperdíveis é provar o bolinho de bacalhau recheado com queijo da Serra da Estrela acompanhado de vinho madeira. Mas tem que ir lo lugar original, na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau em que as meninas preparam a massa na sua frente. Dá muita água na boca.

Atravessamos o Arco da Rua Augusta, que é lindo, um mini Arco do Triunfo, e saímos na Praça do Comércio que é uma das mais bonitas da cidade com seus prédios amarelos e vista para rio Tejo e que abrigou o Palácio dois Reis de Portugal por 2 séculos.

Em frente ao Arco, na própria Praça do Comércio passa o Elétrico 15 que vai até Belém.

E da Antiga Confeitaria Nacional Belém, parada obrigatória para experimentar a receita secreta de séculos do mais famoso pastel de Belém.

E foi em Belém que tudo começou. A primeira atração é o Mosteiro dos Jerónimos erquido em 1501 por ordem de Dom Manuel I e guarda os túmulos do heróis nacionais como Vasco da Gama, Luiz Vaz de Camões e Fernando Pessoa.

Em frente ao Mosteiro fica a Praça do Império e nas margens do Tejo o Monumento dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

A torre é uma construção do século XVI e era utilizada para defesa da margem do Tejo.

Já o Padrão é mais novo, de 1960, construído em homenagem aos 500 anos de morte do Infante D. Henrique.

O mesmo elétrico leva de volta à Praça do Comércio. Logo ao lado, na Praça da Figueira sai o bondinho nº 12 que faz um mini tour pela cidade e chega até o Bairro Alto onde fica o Castelo de São Jorge.

Além de que passear de bondinho em Lisboa é uma experiência inesquecível! Compre um cartão Viva em qualquer estação do metrô que pode ser usado também nos bondes e ônibus e sai mais barato do que comprar os ingressos avulsos.

Desça no Mirador, que tem uma vista incrível da cidade e depois suba a ruazinha até o Castelo de Sao Jorge, um castelo medieval da época da Reconquista. Eu nunca visitei por dentro, mas é possível comprar i¡os ingresos com antecedencia no site.

Aproveite que está na parte alta para conhecer o Bairro Alto e o Chiado, as área mais boêmia da cidade. A graça aqui é se perder por suas ruazinhas e apreciar a arquitetura e os azulejos portugueses. Se quiser curtir um fado, esse é o lugar. Nós fomos na Tasca do Chico, mas tem que reservar com antecedência e chegar bem cedo porque o lugar lota muito.

Aberto em 1994, en Tasca do Chico (Rua do Diário de Notícias, 39) tem por lema manter a tradiçao. Sua oferta culinaria é también tradicional, mas bem simples, estilo comida de buteco.

Para voltar à parte baixa a melhor maneira é pela escadaria da Calçada do Duque que sai quase em frente à Igreja da Sé.