Espanha · Europa · Granada

Roteiro de 2 dias em Granada (com restaurantes)

Chegamos em Granada de trem a partir de Sevilha em cerca de 3 horas. Ficamos na Pension Suecia, que fica em uma vilinha toda florida e bem tranquila bem no centro histórico da cidade.

A Pousada é simples, mas linda, toda florida e com uma varanda incrível com vista para a Alhambra onde é servido o café da manhã, que é mais do que maravilhoso e completíssimo!!

O atendimento é nota 10 também, é uma pousada familiar e todos sao muito atenciosos.

Chegamos de manhã e já aproveitamos para começar a conhecer a cidade. Descemos a rua Molinos e Pavanera até chegar à Catedral de Granada.

As lojinhas perto da Catedral são uma atração à parte. Você vai encontar de tudo por lá, desde armaduras, facas, espadas até muitos, mas muitos tipos de chás naturais, de tudo o que você possa imaginar, além de frutas secas, geleias e temperos.

A influência árabe aqui já é muito forte e isso se reflete tanto na gastronomia quanto na arquitetura.

As casas de chá são outro reflexo da cultura árabe e sao um ponto turístico indispensável, principalmenet para quem adora chás… ou nao… simplemente vá! O melhor lugar para conhecer uma é nas Calles Caldedería Vieja e Nueva que também concentram uma grande variedade de tendas e lojinhas árabes. A decoração é toda árabe com azulejos, mesas e cadeiras de ferro, bulinhos e bandejas de prata e muita comida árabe.

Há várias, escolha a que mais gostar e desfrute, pesquisei uma seleçao no Google aqui. Escolhemos a Tetería Alibaba para a hora do almoço poque ficava em uma pracinha, a Plazeta San Gonzalo, na porta da Igreja de mesmo nome, em um lugar bem tranquilo e protegido dos turistas.

Fazia calor e queríamos sentar do lado de fora e tivemos a sorte de ter música ao vivo bem em frente!

Além dos pratos árabes delicioso (e preços bons) como kafta, tabule e homus também pedimos uma ‘cachimba’ que é o nosso arguile. A seleção de chás e doces árabes também é ótima.

Nos perdemos pelas ruazinhas até a Plaza Nuova que é a principal da cidade. Lá pegamos o ônibus de turismo (que custa 8 Euros!) para irmos para os lugares mais distantes como o Mirante de San Nicolau.

Foi bem legal fazer um tour pela cidade toda: as Universidades (30% da população e Granada é de universitários), a orla do rio, as várias pracinhas, e o ponto alto do passeio o bairro de Albaicin, outra parada obrigatória.

Albaicín é um dos bairros mais antigos da cidade, com casinhas brancas pintadas de cal (como as casinhas gregas), o mirante de San Nicolau, com uma das vistas mais bonitas da cidade e as Cuevas que são restaurantes + shows de Flamenco ideias para serem visitados no fim da tarde início da noite. Uma das mais famosas é a Cueva Canastera que custa 22 Euros (Espetáculo + Consumação) e o show começa às 21:45. Para quem quiser visitar o bairro só à noite ele também buscam no hotel e (Transporte + Consumação + Show) sai por volta de 28 Euros. Reseva somente pelo e-mail (info@marialacanastera.com). Nós nao fomos, mas é bastante recomendado por lá.

De lá paramos na Alhambra já que os ingressos tem hora marcada. Falo mais sobre isso no próximo post.

Já no fim do día, pegamos novamente o ônibuzinho de turismo, que passa a cada 30 minutos na saída da Alhambra, e descemos novamente até a Plaza Nuova, que é o ponto de referência da cidade.

Fuja dos restaurantes pega-turista da praça e pegue a rua Elvira, à esquerda da praça, onde estão os melhores barzinhos, restaurantes e casas de chá da cidade e depois à esquerda na rua Almireceros. Vá direto ao melhor bar de Granada o Bodegas Castañedas e me agradeça depois! Mas não se confunda porque o bar é tão famosos que dois outros bares abriram com o mesmo nome do lado! O verdadeiro Castañedas fica na Calle Almireceros 1-3.

É o típico bar de tapas Espanhol, eu adoro os bares/ pubs da Europa em que você vê desde o avô até o neto, lotado!

Para os pratos você pode sentar nas poucas mesas da casa, para tapas e vinhos/ cerveja é no balcão ou encostado nos barris de vinho.

Na Espanha a maioria dos bares tem poucas cadeiras porque os espanhóis entram, tomam uma taça de vinho, comem uma tapa e vão embora ou vão para outro bar.

Aqui você vai comer as melhores azeitonas da sua vida. Aliás a Espanha tem as melhores azeitonas marinadas em um tempero especial que só existe lá! E tem mais: Granada é a cidade das tapas. Você não precisa comprar nada para comer, basta pedir uma bebida e pronto, tapas, outra bebida, outra tapa.

E no Castañedas as tapas são enormes e maravilhosas e o vinho da casa ótimo. A cada taça recebíamos: azeitonas, embutidos, paella sevillana (de frutos do mar), paella com macarrão (muito comum por lá, usam o macarrão ao invés do arroz – muito gostosa), linguiças diversas (tipo salame) e outros. Fomos lá três vezes de tão bom – comida e ambiente se completam!

No dia seguinte, para passar o tempo até o horário do nosso vôo de volta à Barcelona, fomos em outro muito bom, mas com ambiente mais moderninho, o Restaurante Carmela onde as tapas também eram maravilhosas: carne assada, batata recheada com cream cheese e bacon, frango empanado com molho picante – e, tudo de graça!

Basta pedir uma taça de vinho ou cerveja! Além disso, o restaurante tem mesinhas fora e fica em uma pracinha super tranquila e acolhedora. Vale muito a pena!

Espanha · Europa · Sevilha

Los Gallos | Show de Flamenco em Sevilha

Eu queria muito ver uma apresentação de Flamenco na Espanha então comecei a pesquisar quais seriam as melhores opções. Uma coisa eu tinha certeza, queria uma apresentação ‘raíz’, sem showzinhos turísticos, e queria assistir no berço do Flamenco – Sevilha. Pesquisei em vários blogs e guias e todos só recomendavam shows mega turísticos em Barcelona e não era o que eu queria.

Gosto de fazer as coisas nos lugares originais: se é pra comer Paella, que seja em Velncia, se é para comer tapas que seja em Madrid ou Granada, e se é para assistir um Tango que seja em Buenos Aires e se é para assistir um show de Flamenco que seja em Sevilha!

Até que um dia, conversando com um amigo que morou 6 anos na Espanha, descobri a casa Los Gallos, que é a mais tradicional casa de Flamenco de Sevilha. Entrei no Tripadvisor e só haviam comentários positivos: ‘o melhor show da Espanha’, ‘melhor experiência da vida’ etc, dei uma olhada nas fotos e era tudo o que eu queria! Na hora já entrei no site para comprar os ingressos. Comprei online do Brasil.

O meu maior medo, além das pegadinhas para turistas, era que os dançarinos não dançassem tão bem, ou que o show fosse insosso, mas Los Gallos foi exatamente o contrário.

Há duas opções de horários – um às 19h e outro às 22h. Escolhemos o mais tarde porque queríamos ter tempo para passear, descansar à tarde, jantar e depois assistir o show. Não esqueça que na Europa os restaurantes fecham super cedo (para padrões brasileiros) então é preciso programar-se.

Assim que chegamos o primeiro show estava terminando e ficamos esperando na pracinha em que a casa fica. Logo fomos convidados a entrar (basta apresentar o voucher impresso em casa ou o código da reserva) que inclui uma bebida.

Conseguimos lugar na primeira fila e ficamos super perto dos bailarinos. O lugar é pequeno e intimista e os músicos, dançarinos e cantores são excelentes. O tempo passou voando e ficaríamos mais tempo ali. Não queríamos ir embora. Recomendadíssimo!

Bélgica · Bruxelas · Europa

Bruxelas // Roteiro a pé pelo centro da cidade

Bruxelas é a capital da Bélgica e tem duas áreas bem definidas a Cidade Baixa, onde fica a parte medieval e as principais atrações da cidade e a Cidade Alta onde fica a parte “política” da cidade como o Parlamento e o Quarteirão Europeu.

Saindo do nosso hotel começamos o passeio em direção à rue Royale, mas antes comece seu dia com uma parada para café da manhã no Paul (Rue de l’Enseignement 2-4), que é a melhor padaria/ patisserie que já fui. Tem que ir! Quis tomar café lá todos os dias e acabei experimentando quase tudo de lá – incrível – melhor croissant, pain au chocolat do mundo e “ciocolatta”. Como vou viver agora sem essa padaria? Acho que vou abrir uma franquia no Brasil :). Também é uma ótima opção para um lanche na hora do almoço com várias baguetes recheadas por volta de 3 euros.

Faça um desvio pela Treurenberg para uma parada rápida na Cathedrale Sts-Michel-et-Gudule, a maior e mais bonita igreja de Bruxelas, muito parecida com a Notre Dame de Paris. Os vitrais são do século XVI!

O púlpito foi esculpido em 1699 na Antuérpia, a cidade mais rica da Bélgica.

Voltando à rue Royale passeamos pelo Parc de Bruxelles (ou Warandpark) que é o maior da cidade e é rodeado pelo Palácio Real, o Parlamento Belga e a Embaixada dos EUA. O parque é cercado por uma fileira dupla de limoeiros e uma cerca monumental!

O Palácio Real não é a residência oficial dos reis que moram no Palácio de Laeken na “periferia” da cidade. No entanto, é aí que são realizadas as audiências e atos do governo. Ele fica em plena Place Royale.

Seguimos em direção ao Mont des Arts, que é o quarteirão das artes, onde fica o Museu de Belas Artes, o Museu do Filme, Museu dos Instrumentos Musicais, a Livraria Real entre outros e de onde se tem uma linda vista da cidade e da Gran Place.

Esse quarteirão foi criado pelo Rei Leopoldo II, que queria cercar seu palácio de coisas bonitas.

Seguimos caminhando para a Rue de la Putterie que foi totalmente devastada (e posteriormente reconstruída) pelo bombardeio francês de 1695.

A Chapelle de Sainte-Anne que aí ficava foi reconstruída na Rue de la Madeleine, ao lado de outra capela de mesmo nome.

A continuação, na Rue de la Madeleine fica a melhor e mais gostosa batata frita belga, a Belgian Frit’n Toast. Tem que provar! Ir à um posto de batatas fritas está na essência de ser belga e a receita é original: fatias grossas fritas duas vezes, a primeira em banha de porco e a segunda em óleo vegetal, servidas em um cone gigante acompanhadas por maionese. Melhor impossível!

Oficialmente na parte baixa da cidade agora, a Rue de Madeleine se bifurca em Rue de la Montagne e em Rue du Marché aux Herbes com prédios barrocos estonteantes.

Por sua vez, a Rue du Marche aux Herbes também desemboca na Rue de la Montagne que é a mais antiga de Bruxelas muito conhecida por suas pousadas. Há muitos ótimos hoteis por ali como Ibis Grand Place a NH Brussels Carrefour de L’Europe e Hilton e é uma excelente localização, muito próximo à Grand Place e das Galeries St Hubert. Nós ficamos no Hotel du Congres, maravilhoso!

Assim entramos nas Galeries Royales Saint-Hubert, uma galeria de compras do século XIX como a Galleria Victorio Emanuelle em Milão. A galeria é casa de boutiques de luxo, relojoeiros e casas de chocolate. A Pierre Marcolini é uma das mais famosas e seu mestre chocolatier é um dos mais respeitados no mundo.

Como estávamos perto da Páscoa, as vitrines estavam um show a parte e aproveitei para fazer todas as compras de Páscoa por lá. A Corné Port-Royal é uma das preferidas dos belgas.

Pasmem, mas ovos artesanais de chocolate belga fino ainda sairam mais barato que um ovo de supermercado no Brasil :0. Uma passagem nas principais lojas de chocolate e tomar um chocolate quente em uma deles acompanhado por macarrons e pralines é obrigatório!

Nós fomos na Neuhaus, pois eles tem um chocolat salon lindo ao lado da loja e também porque esta foi a primeira marca e loja de chocolates fundada na Bélgica por Jean Neuhaus. Ele foi o primeiro chocolatier do mundo e preparava suas pequenas jóais para a realeza que logo viraram sucesso e sua fama começou a se espalhar mundialmente.

Nessa galeria também fica a primeira Le Pain Quotidien do mundo, a famosa rede de padarias belga. Já escrevi sobre nossa visita à essa padaria aqui.  Pegue a saída da Galeria que dá para a Rue des Bouchers, uma rua peatonal e turítica no quarteirão da Gran Place. Abriga centenas de restaurantes que servem o famoso Moule-Frite (mexilhão com fritas) que é o prato mais típico da cidade. Já escolha um para voltar à noite para uma noite super agradável.

Em uma de suas travessinhas, na Impasse de la Fidélité, fica o bar mais famoso de Bruxelas, o Delirium Café. Eles estão no Guiness Book pelo maior número de diferentes cervejas no menu, mais de 2000 rótulos!

Lá você pode experimentar as famosas cervejas trapistas (feita pelos monges), clara, escura, forte, fraca, de frutas (a mais famosa é a Kriek de cereja) e as exóticas de banana, coco etc. Descemos então a Rue des Bouchers até a Grand Place, considerada por Victor Hugo, que morou ali, a praça mais bonita da Europa. Confesso que mesmo com a expectativa alta a praça me impressionou e depois voltamos em outro dia à noite para vê-la iluminada. Leia o roteiro que escrevi para a Grand Place aqui.

Continuamos pela Rue Charles Buls que se transforma em Rue de l’Etuve até o Manneken-Pis. Essas duas ruas reúnem muitas lojas de souvenir, chocolate, suspiro gourmet (que parece ser uma febre por lá) e wafers.

O Manneken Pis é a estátua de 61 cm de um menino urinando. Ele representa a indepemdência da Bélgica e por isso muitos exércitos, especialmente França e Inglaterra, já tentaram roubá-lo. Essa estátua é uma réplica e a verdadeira encontra-se na Maison du Roi junto com a coleção de roupinhas da estátua. Isso mesmo! Ela é vestida conforme a ocasião/ comemoração.

Bem em frente na Rue du Chêne, 5 está o Pochenellekelder outra oportunidade para provar a cerveja belga. São mais de 700 rótulos em um ambiente mágico, tomado por marionetes.

Seguimos caminhando até a Place du Grand Sablon, uma das mais chiques da cidade, com várias casas do século XVI a XIX, antiquários, galerias de arte e chocolaterias. Ponto obrigatório é a chocolateria do Pierre Marcolini, o mais famoso chef chocolatier do país.

À noite voltamos para a Rue des Bouchers para experimentar o Moule Frites (fritas com mexilhões) regado à cerveja belga. Escolhemos o Restaurante La Terrasse.

Segue abaixo, mapa do roteiro:

Espanha · Europa · Madrid

Madrid | Noite madrileña e bairro La Latina

La Latina é o endereço certo para uma autêntica noite madrileña e um dos seus rituais mais tradicionais: o tapeo. Madrid, na verdade, é uma cidade para ser vivida, ‘salir de marcha’, como os espanhóis dizem (ir para a balada) ou para ‘tapear’. A noite madrilena é famosa internacionalmente e além dos bares de tapas há muitas baladas que começa lá pela 1 ou 2 horas da manhã até às 5 ou 6 horas.

Mercado San Miguel

Nada mais gostoso do que parar em um dos muitos bares da cidade e pedir umas tapas (uma pequena porção) e um ‘tinto de verano’.

Lamiak
Mercado San Miguel

A origem das tapas remonta ao rei Afonso V que exigiu que os estabelecimentos servissem uma pequena porção de comida para amenizar os efeitos do álcool. Imagina como devia ser a bebedeira!

E se você acha que já passou da idade, não se acanhe, pois na Europa você vai ver um senhor de 80 anos ao lado de uma criança de 10, todos dividindo o mesmo espaço no bar. E isso é uma das coisas que eu mais admiro nos Europeus, eles sabem viver, sabem aproveitar a vida como ninguém e não há idade para parar.

Lamiak

Então se você já entrou no clima, basta descer na estação de metrô La Latina e procurar a rua Cava Baja.

Rua Cava Baja

É uma rua cheia de bares de tapas um do lado do outro, um especializado em presunto ibérico, outro em patatas bravas (batatas fritas com molho de tomate picante), outro em queijos, tudo em forma de tapas, claro, ou pintxos, que são espetinhos que eles montam com azeitonas, anchovas, presunto, boquerones (que são anchovas sem sal – uma delícia), frutos do mar entre outro.

Analise o lugar, dê uma olhada no pessoal e se gostar, entre. Passe algum tempo lá e depois vá para outro bar. O tapeo perfeito consite em repetir esse ritual até o sol raiar. Essa é a noite de Madrid!

A noite que fomos era uma terça-feira então os lugares não estavam ultra lotados como costuma ficar e alguns já estavam fechados, chegamos por volta das 22h. Então entramos no mais cheio e que ainda estava aberto, o Lamiak, e depois descobrimos que esse é o point de Madrid, um dos bares mais descolados e procurado pelos espanhóis antenados. Aí, é só ir no balcão e fazer o pedido: tapas e tinto de verano!

Lamiak

De lá tentamos entrar em outros bares, mas já estava quase tudo fechado, mas tem diversas opções como: Posada del León, especializada em croquetes e queijos, o Orixe, especializado em tapas de frutos do mar e a famosíssima Casa Luca, que dizem ter as melhores tapas da rua!

Stop Madrid

Outras opções de bares para tapear fora do La Latina são o Stop, uma das tabernas mais antigas de Madrid fundada em 1929 especializada em presunto ibérico e o Mercado de San Miguel que é imperdível!! Leia mais dicas de onde comer em Madrid neste post aqui.

Mercado San Miguel
Amsterdam · Europa · Holanda

Amsterdam: Dicas práticas de transporte e hospedagem

Amsterdam é conhecida como a Veneza do norte, mas tem ainda mais canais. Amsterdam – dam = dique / Amster – nome do rio, logo Amsterdam significa o dique do rio Amster. A cidade é cortada por dois principais rios Amstel e Schinkel na baía de IJ.

Uma dica que me ajudou muito na localização das ruas foi saber que “plein” é praça, “straat” é rua e “graat” é canal. Por saber alemão, consigo ler em neerlandês, que é muito parecido (tipo português e espanhol), mas acredito que essa dica possa ajudar de qualquer maneira. A maior parte da população é estrangeira e a cidade reúne mais de 149 diferentes nacionalidades. A língua oficial é o neerlandês, mas todos falam inglês fluentemente, entao é bem fácil pedir informaçoes por lá.

O início do  século XVII, foi  considerado o seu “Século de Ouro” e a cidade tornou-se em uma das mais ricas do mundo. Suas embarcações rumavam para várias partes do mundo em busca de mercadorias (Báltico, América do Norte, África, Indonésia, Brasil etc.) e essas viagens começaram a ser patrocinadas pela população local que fazia encomendas para esses navegadores.

Dessa forma foi criada a base de uma rede comercial mundial – a  Cia Neerlandesa das Índias Orientais e Ocidentais. Nessa época, Amsterdã era o principal porto comercial da Europa e  o centro financeiro mais importante do mundo. A Bolsa de Valores de Amsterdã  foi a primeira a funcionar diariamente.

Os ingleses, no entanto, copiaram a ideia e com a consequente perda de hegemonia ocorreu a Primeira Guerra Holandesa. Os ingleses venceram e em troca do monopólio do comércio, houve a troca de alguns territórios: a Inglaterra ficou com Nova York e a Holanda com Suriname. Várias similaridades podem ser notadas entre Amsterdam e Nova York (na época rebatizada de Nova Inglaterra) como as casas como escadinha na porta da frente, o Central Park e o Vondelpark e a bolsa de NY que foi resultado da influência holandesa.

Os ingleses passaram a menosprezar os holandeses e chamavam a todos de “Jan” (em português João, pronunciado [yan]) e assim, do apelido “Janke” (“Joãozinho”), e assim surgiu o termo em inglês Yankee, como no time New York Yankees.

– Como chegar

Letreiro na saída do aeroporto

Chegamos em Amsterdam de trem a partir de Paris na Estação Central. Para quem chega de avião o nome do aeroporto é Schiphol e há uma estação de trens ali dentro mesmo. Basta sair do desembarque e seguir até a área dos trens e comprar uma passagem (8 Euros) para Amsterdam Centraal, às vezes escrita como Amsterdam CS.

– Como se locomover

Na própria estação central há guichês de informações turísticas que fornecem mapas da cidade gratuitamente. Ao sair da estação você já verá o pontos dos trams (bonde elétrico) que são o principal meio de transporte da cidade – além das bicicletas.

O valor da passagem individual simples é 2,60 Euros e podem ser comprada dentro do próprio bonde com o motorista (trocam notas de até 20 Euros).

Nas máquinas amarelas dentro estação central, você compra por 2,40 e também pode comprar o passe de 24h por 7,50 Euros. Nós usamos o de 24h no último dia para conhecermos alguns pontos mais isolados e distantes uns dos outros.

Para usar o tram é muito fácil – basta olhar no mapa no ponto em que você está quais os trams disponíveis (representados por números) e seguir com os olhos seu trajeto e identificar o ponto final. Logo em frente à estação estão os trams 2 e 5. Mais para a esquerda há vários outros pontos e opções e uma central de informações turística.

A cidade é pequena e fácil de ser navegada a pé.

– Onde ficar

Amsterdam é uma cidade bem compacta então na minha opinião em qualquer “bairro” você estará bem localizado. Só não recomendo a região do aeroporto (Schiphol) e o Red Light District.

Nós ficamos em Oosterdock, a 10 minutos a pé da estação central em um hotel-barco e adoramos!!! As fotos mais lindas da viagem foram tiradas através da janela do barco. Nós escolhemos o Amicitia que reservei pelo Booking.com.

O custo benefício foi excelente, com vistas do pôr do sol no rio Amster e café da manhã incluído. Além de mapas e cupons de desconto disponíveis a vontade. Melhor escolha impossóvel!

Da segunda vez que fomos ficamos no Hotel Sphinx perto do Rijskmuseum. O hotel é bem localizado e perto de tudo além de ter café da manha incluído. Tem umas escadinnhas íngrimes e estreitas, para quem tem malao pode ser um sacrifício. É bem simples, mas serve para o propósito de dormir no centro de Amsterdam. É mais caro que o barco e nao tem seu charme… aí vai do gosto.

Fazendo festinha de aniversário no quarto do hotel