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Palácio de Sansoussi em Potsdam

Potsdam é uma cidadezinha super charmosa a apenas 30km de Berlin o que a transforma em um bate e volta perfeito e rápido para visitar o Palácio de Verão do Frederico o Grande, rei da Prússia, o Palácio de Sanssouci.

O Parque de Sanssouci abriga um conjunto de palácios e jardins que foram construídos no século XVIII durante o reinado de Frederico o Grande e ampliados por seu sobrinho, Frederico XIV no século XIX.

No centro do Parque está o Palácio de Sansoussi, o mais representativo de sua personalidade.

Terminado em 1747 por seu arquiteto pessoal, Georg Wenzeslaus von Knobelsdorff, ele foi projetado com apenas 1 andar térreo porque Frederico queria que todos os quartos tivessem acesso ao jardim.

Frederico era considerado uma pessoa humilde e modesta e por isso mesmo seu castelo tinha apenas 12 aposentos, todos decorados em estilo rococó que ele adorava.

Sua paixão eram os jardins onde ele descansava e passeava com seus cães. Ele também cultivava uvas, maçãs, pêssegos e cerejas, sua fruta favorita. Ele chegou a pagar o equivalente a 100€ por uma única cereja.

Ele foi o responsável por trazer o cultivo de batata para a Alemanha para que a população não passasse fome e também distribuia cereias para os necessitados.

As portas do palácio estavam sempre abertas para quem quisesse visitar seus jardins.

Existia até um mapinha/ guia para os interessados que muitas vezes o viam tocar flauta pela janela da sala de música. Durante o inverno, quando ele não estava lá, era possível visitar inclusive sei quarto. E isso não era nada comum para a época.

Frederico desde pequeno era apaixonado, assim como sua mãe, por literatura, artes e música. Ele ensaiava flauta todos os dias e chegou a compor mais de 150 sonetos.

Seu professor o acompanhava até aos campos de batalha! Essa paixão se nota nos detalhes da decoração dos quartos e dos jardins.

Na sua sala de música vimos um piano cravo produzido exclusivamente para ele e que foi tocado pelo filho do Bach. O rococó usado foi batizado com seu nome porque reproduzia a natureza, os animais e até teias de aranha.

Aliás Bach, entre outros músicos e intelectuais eram figuras assíduas nos jantares do palácio. Frederico cuidava pessoalmente do menu e adorava discutir arte e ideias iluministas. A cozinha possuia um forno a lenha especial com diversas bocas e invlusive uma parte para aquecer os pratos de porcelana para que não rachassem quando a comida quente era servida.

A louça de porcelana então é um capítulo a parte. Frederico trouxe a técnica do “ouro branco” da China e fundou a primeira fábrica de porcelanas da Europa, a KPM (Konigliche Porzellan-Manufaktur).

A fábrica existe até hoje e é possível visitar uma das lojas no centrinho de Potsdam, na parada Luisen Nord do ônibus X15 ou 695 que sai do Castelo.

Os jantares, em sua maioria, aconteciam no hall do palácio cujas colunas foram esculpidas em peças únicas de Mármore Carrara.

O chão de granitos decorado com as parreiras da propriedade com uma técnica chamada “overlay” que consiste em recortar camadas de granito de diferentes cores para compor os desenhos.

A estátua de Áries, o Deus da Guerra foi um presente de Luis XV.

Voltaire passou uma temporada de três anos no castelo e tinha seu próprio quarto, o mais bonito na minha opinião, com entalhes de madeira das flores e frutas cultivadas na propriedade.

Frederico tinha seis bibliotecas no Castelo e uma curiosidade é que todos os seus livros estavam em francês, o idioma falado na Corte. Ele falava melhor francês que alemão.

Todos os quartos de hóspedes eram ricamente decorados como esse abaixo com tema oriental.

A maioria dos móveis e objetos de decoração eram de artesãos locais, com poucas peças trazidas de Paris, como o relógio abaixo.

Frederico era um estrategista e dominava a arte da guerra e das negociações, o que o fez ganhar inúneras batalhas. Ele era general de seu exército e quase sempre seguia sua própria intuição. Abaixo seu escritório e a poltrona que ele faleceu de gota depois de 20 anos com a doença.

Como bom amantes das artes ele colecionava inúmeras pinturas principalmente de artistas italianos.

Note que os sofás lilazes são bem estreitinhos porque são parte da decoração e não para sentar!

Muitas outras obras estão expostas na Bildungsgalerie, que fica dentro do complexo e está incluída no ingresso.

Logo na entrada além do Audioguide eles te entregam um guia com todas as informações dos grados expostos.

A saída da galeria dá de encontro com os vinhedos e os jardins do castelo.

A única modernidade incluída são as fontes porque seus jardineiros não dominavam a técnica na época.

Palácio de Sanssouci

Maulbeerallee, 14469, Potsdam

Entradas: é aconselhável comprar com antecedência online no próprio site do palácio porque elas se esgotam rapidamente.

Como chegar: a partir da Estação Alexander Platz pegar o trem RE1 sentido Magdeburg ou Potsdam.

Na própria máquina de bilhetes da Estação compre um bilhete diário (7€) para as zonas A, B e C. Ele vale para todos os meios de transporte em Berlin e em Potsdam também.

Na estação de Potsdam pegar o ônibus X15, 614, 650 ou 695 bem em frente à porta de entrada. Descer na Estação Schloss Sansoussi.

Na volta pegue o mesmo ônibus sentido Estação de Potsdam (S Hauptbahnhof).

Nós fizemos uma parada intermediária na Luisenplatz-Nord para ver a loja de porcelanas reais (a KPM) e comer o hotdog mais famoso de Potsdam, o The Best Hotdog

Nessa mesma parada fica uma rua de lojinhas e restaurantes super fofinhas e o Berliner Tor ou o segundo Brandeburg Tor, que infelizmente estava em reforma.