Brasil · Cambará do Sul · Rio Grande do Sul

Cambará do Sul | Acampamento de luxo para ver os cânions

Em Agosto fomos para o Sul do Brasil, mais especificamente Cambará do Sul, uma cidadezinha rural de 7 mil habitantes, para visitar um dos cenários mais bonitos da região: os Cânions brasileiros! Camabará do Sul a 176 km de Porto Alegre e no próprio aeroporto alugamos um carro na Movida e partimos pela RS 115.

Por volta das 14h chegamos no  hotel que foi um dos destaques da viagem. Ficamos no Hotel Parador Casa da Montanha que há certo tempo planejava uma visita.

O Hotel faz parte dos Roteiros de Charme desde 2006 e fica em um lugar lindo com riachos, montanhas, cavalos e muito verde dentro de umas das tendências do ‘Glamping’ que é o mix de Camping + Glam (Glamour).

Todas as verduras consumidas vem da hortinga do hotel!

Resumindo, ele é um acampamento de luxo em que a ‘barraca’ já está ‘montada’, há calefação e refeições gourmet. Aliás o grande diferencial são as cabanas térmicas feitas de madeira, lona e fibra de vidro.

O dono do hotel trouxe a idéia dos EUA (Glamping, lembra?) e o lugar virou sucesso. Fica lotado o ano todo e é preciso fazer reserva com certa antecedência.

Há dois tipos de cabana: a luxo e a super luxo. As diferenças estão no tamanho e na presença de  chuveiro e ofurô que não existem nas cabanas luxo. Ficamos na cabana luxo e achamos que foi excelente.

Ela é pequena, mas a decoração é pensada nos mínimos detalhes e a limpeza também é impecável.

A casa de banhos fica a passos de distância da cabana junto com o ofurô e a sauna seca (dentro do chalé há banheiro, mas nao chuveiro). Então não atrapalhava em nada porque à noite quando voltávamos cansados dos passeios, íamos à sauna, depois ao ofurô e em seguida tomávamos banho.

Para o banho há ‘cabines’ individuais com espelho, penteadeira, secador, tomadas, além do box propriamente dito. Na casa de banhos há toalhas limpinhas à vontade e calefação (porque faz muito frio sim!).

No quarto tínhamos a disposição um kit de banho com shampoo, condicionador e sabonete, ecobag para carregar os apetrechos para sauna, ofurô e banho e roupões para o trajeto e/ou banho.

Nós pedimos serviço de bar e tomamos vinho (há várias opções de vinhos da região) enquanto relaxávamos no ofurô.

Ao lado da casa de banhos fica o restaurante, a recepção e a sala de TV que é super aconchegante com várias opções de revistas, filmes, licores e uma lareira bem quentinha.

O atendimento e preocupação com os hóspedes é muito bom e a comida é deliciosa. Comemos como reis de manhã, de tarde e de noite… Tudo começa com o café da manhã que é colonial e tem diversas opções de pães, geléias de frutas regionais, bolos, sucos e frutas.

Para o almoço e jantar a especialidade é comida campeira refinada pelo Chef. Come-se muito bem com direito à entrada, prato principal e sobremesa, fora a carta de vinhos que oferece boas opções.

Recomendamos o Dádivas Pinot Noir 2009 indicado pelo Sommelier do hotel, um exemplar legitimamente brasileiro, já que o Vale dos Vinhedos agora é região oficialmente reconhecida pela França no quesito qualidade. Esse reconhecimento conferiu aos vinhos ali produzidos o certificado DOC emitido pelo INPI, ou seja, um certificado de denominação de origem, o que atesta a qualidade e regionalidade do produto.

 

Américas · Brasil · Cambará do Sul · Rio Grande do Sul

Cambará do Sul | Cânions Itaimbezinho e Fortaleza

Cambará do Sul fica super pertinho de Gramado, a cerca de 112 km, mas é um mundo totalmente diferente do seu vizinho. A quase mil metros de altua a cidade minúscula esconde uma jóia, os Cânions de Itaimbezinho e Fortaleza que ficam dentro de dois Parques Nacionais impressionantes. Para quem nao é da regiao, os nomes podem parecer desconhecidos, mas certamente você já viu essas imagens na minissérie “A Casa das Sete Mulheres”.

Dois dias sao suficientes para conhecer a regiao e nós nos hospedamos no hotel Parador Casa da Montanha que além de super gostoso tem vista incrível para a Serra. O hotel tem um estilo bem diferente de hospedagem, o Glamping ou camping de luxo, clica aqui para ler o post.

  • Cânion Itaimbezinho

Na manhá do primeiro dia fomos ao Cânion Itaimbezinho que fica quase ao lado do hotel. A estradinha para chegar até ele é de terra entao é preciso ir bem devarzinho. É indispensável alugar carro.

Chegando no Parque há estacionamento pago e a entrada também é paga, cerca de R$10 por pessoa em 2013. A estrutura é boa e o parque todo tem quase 6km de extensao.

É possível fazer 3 trilhas por lá, mas preste atençao nos horário porque você terá que estar de volta antes delas fecharem:

  • Trilha do Cotovelo (entrada das 8:00-15:00)
  • Trilha do Vértice (entrada das 8:00-17:00)
  • Trilha do Rio do Boi (entrada das 8:00-13:00)

 

  • Trilha do Cotovelo

Foi a trilha que fizemos com 6,3 km de extensão porque é a única em que é possível ver 100% do Cânion. Leva-se em média 2h30 de caminhada (ida e volta). O nível é fácil e nós, levamos 1h ida e volta.

Paredoes de 700m do Cânion Ittimbezinho

A maior parte do trajeto, 4 km, é feita por uma antiga estrada do parque. O restante do caminho é feito pela borda do cânion com uma vista maravilhosa.

Chegando ao mirante é possível ver a imagem clássica dos paredões do Itaimbezinho com o caminho do Rio do Boi no meio. Também é possível ver de pertinho as duas cascatas e uma terceira, chamada de Seu Marçal.

Embora tenhamos gastado 1h na trilha, para todo o passeio, incluindo o trajeto até lá é necessário meio dia.

 

  • Trilha do Vértice

A Trilha do Vértice é uma das duas trilhas feitas na parte de cima do Cânion Itaimbezinho e também a de caminhada mais curta, com 1,4 km de extensão. Segundo as explicações do guia do parque leva-se em média 45 minutos de caminhada (ida e volta) e o nível é fácil.

Em seu percurso há mirantes, passarelas e placas. Ao longo do caminho é possível ver duas cachoeiras: a Cascata das Andorinhas e a Véu da Noiva e 25% do cânion. O ideal é sair cedinho entre 8 e 8h30 e verificar as condições do tempo para garantir uma boa visibilidade. Os cânions são lugares com muito nevoeiro e a incidência é menor pela manhã.

Não há lanchonetes e nenhum tipo de infraestrutura nesse sentido. Por isso leve muita água, porque por causa da poeira e o tempo seco, dá muita sede e também um lanche. Leve também protetor solar, boné e uma capa de chuva, caso o tempo vire.

 

  • Restaurante Casarao

Depois da trilha fomos ao restaurante “O Casarão” experimentar o rodízio de galetos, massas e polenta típico do sul. Delicioso e recomendado!

Polenta frita com queijo em cima. De comer de joelhos…

Depois do almoço, seguimos em direção ao Cânion Fortaleza. A estrada para esse cânion fica no sentido contrário, então foi preciso voltar pela mesma estrada até o centro da cidade e pegar a estrada até o Fortaleza que é um pouco mais longe, cerca de 30 km do centro.

 

Esse parque não tem sinalização nenhuma e muito menos infraestrutura turística, mas a vantagem é que você não paga ingresso e nem estacionamento e a visitação é livre.

Você acha as trilhas mais ou menos pelo cheiro, estaciona o carro onde todo mundo estaciona, pergunta daqui e dali, pula uma ou outra porteira e acha o início das trilhas.

O Cânion Fortaleza é o maior de todos os cânions e também um dos mais bonitos. Seus paredões têm 7,5 km de extensão e, em alguns pontos, até 900 metros de altura. O nome se deve ao formato geológico, que lembra uma fortaleza.

Nesse Parque é possível fazer duas trilhas:

  • Trilha do Mirante (3km)
  • Trilha da Cachoeira do Tigre Preto e Pedra do Segredo (3km)

 

  • Trilha do Mirante

Fizemos a Trilha do Mirante, a mais famosa e que te leva direto ao topo de um dos paredões do Cânion.

A trilha tem cerca de 3 km (ida e volta) e permite a visão de 95% do cânion. Em dias claros dá para ver parte do litoral gaúcho. Para subir até o topo leva-se cerca de 1h30min.

Como já estávamos cansados do Itaimbezinho, pegamos um atalho e não subimos tão alto. A vista é igualmente bela.

Aproveitamos para sentar nas pedras e curtir a vista panorâmica dos paredões, do caminho traçado pelo Rio da Pedra, que corre na parte de baixo e do vôo das águias cinzentas que ali vivem e que estão ameaçadas de extinção.

Também é possível fazer a Trilha da Cachoeira do Tigre Preto (3 km) que permite observar 10% do cânion Fortaleza e algumas quedas d’água. Essa trilha leva até à Pedra do Segredo que ficou famosa por se tratar de um bloco de cinco metros de altura e de aproximadamente 30 toneladas equilibrado em uma base de cinquenta centímetros.