Austria · Europa · Viena

Tour guiado pela Ópera de Viena (Wiener Staatoper)

A Ópera de Viena foi planejada pelo arquiteto vienense August Sicard von Sicardsburg e a decoração e pintura foram feitas por vários artistas da epóca sendo destaque os afrescos na varanda do “Flautista Mágico’ pintados por Moritz von Schwind.

Opera de Viena

Ela foi oficilamente aberta em 1869 com a apresentação de Don Giovanne que contou com a presença do Imperador Franz Joseph e da Imperatriz Elisabeth.

Opera de Viena

Durante a Segunda Guerra a ópera foi bombardeada. Somente a fachada, a escadaria principal e o foyer permanceram intactos. Foi iniciada uma reconstrução que durou de 1945 a 1955. Foi reinaugurada em 1955 com a ópera Fidelio de Beethoven.

Opera de Viena

Hoje a ópera de Viena é uma das mais importantes do mundo e tem o repertório mais extenso.

Os tickets para os espetáculos podem ser comprados online, mas durante o verão, de Julho a Agosto, quando fomos, não há espetáculos, pois é o período de restaurações e manutenções necessárias.

Opera de Viena

No entanto nesse período é possível fazer um tour guiado pela ópera de aproximadamente 40 minutos que inclui o foyer, a escadaria principal, o Hall de Mármore, o Salão de Chá, o Foyer Schwind, o Hall Gustav Mahler e o auditório que inclui o palco e os bastidores.

Opera de Paris

Durante o tour a guia conta detalhes específicos sobre a ópera, a história da instituição e da arquitetura. Um detalhe interessante é a sala exclusiva usada pelo Imperador Franz Joseph e pela Imperatriz Elisabeth nos intervalos dos espetáculos.

Opera de Viena

Compramos os ingressos para o tour no próprio dia, pois acontecem de hora em hora e a bilheteria abre 10 minutos antes de cada tour. Não é preciso fazer reserva.

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Todos os anos a Ópera sedia o Viena Opera Ball que em 2014 será em 27 de Fevereiro. O evento conta com toda a alta sociedade Vienense e acontece desde a época da monarquia. Hoje contam com apresentações de Ópera, do Ballet de Viena e várias estrelas internacionais. Os ingressos são bem concorridos e só podem ser reservados por carta ou fax – veja instruções aqui.

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Como visitar o Castelo de Schönbrunn em Viena

O Castelo de Schönbrunn é conhecido como o Palácio de Versalhes de Viena e é um dos monumento mais famosos e mais bonitos da Áustria. Tanto o Castelo quanto os Jardins do Palácio foram abertos ao público em 1779 como uma área recreacional para a população vienense. Engloba uma área de 1,2 km e é considerado Patrimônio Mundial pelo UNESCO desde 1996.

Começou a ser construído no final do século XVII quando o imperador Leopoldo I contratou o arquiteto barroco Bemhard Fischer para projetar um Palácio de Caça para o herdeiro do trono ao lado do palácio imperial château de plaisance.

Meio século depois sob os cuidados de Maria Theresa o Palácio de Schönbrunn tornou-se o foco da vida na corte e pertenceu àdinastia dos Habusburg por seis séculos até passar  para a República da Áustria em 1918 com o final da monarquia. Hoje é um dos maiores tesouros da Áustria.

  • Como chegar

Fomos de metrô e descemos na estação U4 quase em frente ao portão prinicpal onde estão os guichês para a compra dos bilhetes. Há vários tipos de bilhetes cujo preço varia dependedendo do número de quartos e atrações que você deseja visitar – veja as opções aqui. Nós compramos o Classic Pass na hora, mas pegamos um pouco de fila. Aconselho a comprar online.

Um detalhe que você deve prestar atenção é quais quartos você deseja visitar e se o ingresso inclui a visita ao jardim do Palácio (Crown Prince Garden) e à Gloriette que são imperdíveis. O Classic Pass inclui quase todos os quartos, o jardim, a Gloriette e o Labirinto (Maze) que é uma área com atrações para as crianças, lanchonete e toiletes.

Vistas do jardim a partir da La Gloriette

Depois de comprar os ingressos caminhamos até o Portão A e alugamos o audio guia, que é bem interessante, pois vai contando toda a história da Áustria e tem opção em português também.

 

  • O que visitar

O interior do castelo é lindo, mas fotos são proibidas. Muitas obras de arte e objetos que eram usados pelos imperadores ainda estão lá como a cademia de ginástica da Sissi, toda feita de madeira, mas com aparelhos muito parecidos com os de hoje. O palácio é constantemente restaurado, portanto toda a decoração e pinturas estão em ótimo estado.

O jardim é o ponto alto do lugar, super bem cuidado, com flores coloridíssima, inúmeras fontes e esculturas, bem no estilo geométrico de Versalhes. Caminhamos por todo o jardim, passeamos no Labirinto e depois andamos até a Gloriette que é um terraço localizado no top do Schloss Berg.

Para entrar na Gloriette é preciso seu ingresso dê acesso ao terraço, pois é de onde se tem uma vista panorâmica do jardim e do palácio.

No interior do terraço em um espaço todo de vidro está o Café La Gloriette onde antes aconteciam as festas do palácio.

O lugar é muito bonito e ideal para se tomar um melange, o café com leite típico de Viena e um pedaço de Sacher Torte, a mais tradicional da região, que é basicamente um bolo de chocolate úmido com recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate.

À noite vários espetáculos  e concertos acontecem no castelo. Dentro do próprio castelo, durante a visita, é possível comprar ingressos para a mesma noite inclusive.

SchlossSchönbrunner

SchönbrunnerSchloßstraße 47

Metrô – Estação U4

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Tradicionais Sanduíches da Trzesniewski em Viena

A Trzesniewski é uma sanduicheria moderninha em Viena que se caracteria pelo atendimento rápido e diversas opções de finger sandwiches gourmet. Resolvi fazer um post só para ela de tanto que gostamos desses sanduichinhos! Até hoje lembramos deles!

São mais de 22 opções de patês e suas diferentes combinações que vão desde ovo,atum, ovo picante, salame, lagosta, salmão, tomate, queijo entre muitas outras. É impossível escolher um só porque dá vontade de experimentar todos.

A fila anda muito rápido e se você demorar muito para escolher o sabor outra pessoa já passa na sua frente. O público é bem variado e a maioria são locais o que é um ponto positivo.

O local foi criado em 1902 por Franciszek Trzesniewski um gourmand polonês que teve a ideia de cortar seus sanduíches gourmet em pequenos pedaços para que todos pudessem comprá-los. As receitas são mantidas em segredo até hoje e cada funcionário só sabe uma parte delas.

Para acompanhar os sanduíches, um costume dos vienenses é pedir uma Pfiff, um 1/8 de um litro de cerveja. Ao contrário dos alemães que gostam do litro, os vienenses tomam a cerveja aos poucos e preferem pedir 2 ou 3 Pfiffs do que o litro de uma vez.

Trzesniewski
1., Dorotheergasse 1

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Hotel Sacher e a legítima Torta Sacher de Viena

Enquanto esperávamos a bilheteria da Ópera abrir demos uma volta no quarteirão e nos deparamos com uma pequena fila na calçada para entrar em um café. Logo percebemos que era o Café Sacher, localizado dentro do Hotel Sacher e famoso por ser o possuidor da receita original da Sacher Torte. Hoje em dia o hotel está todo renovado e ganhou mais fama ainda com a legendária entrevista de John Lennon e Yoko Ono sob os lençóis. 

O hotel foi aberto em 1866 e devido à sua localização perto do rio Salzach logo tornou-se logo conhecido. Após 50 anos a fundadora Anna Sacher morreu e deixou de herança a tradição da toalha bordada com o nome de todos os famosos que lá se hospedavam que permanece até hoje. Franz Sacher, o marido de Anna, foi o criador da famosa torta que ganhou fama mundial após a abertura do Café Sacher dentro do próprio hotel.

A torta Sacher original é o bolo mais famoso do mundo desde 1832 e a receita original continua sendo um segredo muito bem guardado pelo Hotel Sacher. A base da receita é um bolo de chocolate recheado com geléia de damasco e cobertura especial de chocolate. Vem sempre acompanhado de uma porção de chantily.

Outra coisa para nao deixar de provar é o melange, o tradicional Wiener Melnage, um café com leite espumoso, que pode ou nao levar chocolate, muito parecido com o capucciono, mas super cremoso.

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O legendário Café de Adolf Hitler e Sigmund Freud em Viena

O Café Central é uma coffeehouse em Viena localizado na Herrengasse, 14 em um prédio que já foi um banco e um mercado e hoje é chamado de Palais Ferstel em hoimenagem ao seu arquiteto.

O Café tem 130 anos de história e foi aberto em 1876. Era ponto de encontro de personalidades das artes, literatura, política e ciências como Sigmund Freud, Leo Trotzki, Adolf Hitler e Vladimir Lenin.

O Café foi fechado no final da II Guerra Mundial e reaberto em uma nova parte do prédio. A arquitetura é bem tradicional e respira-se história ao adentar o local.

Escolhemos o local para o café da manhã e dentre as opções oferecidas escolhi o típico café vienense: Wiener Mélange, pães com mateiga e geléia, croissant e ovo quente.

No entanto o forte, não só do Café Central, mas de Viena são os doces. Uma variedade imensa de doces finos de primeira qualidade. Por isso, mesmo sendo 8:00 am não resisti à trufa de champagne da vitrine…

Outro Café super recomendado em Viena é o Café Landtmann. Passamos em frente, mas não entramos.