Israel · Jerusalém

Jerusalém | Passo a passo da Via Dolorosa e o Santo Sepúlcro

Começamos o dia refazendo a Via Crucis, ou a chamada Via Dolorosa, que é o caminho de sofrimento percorrido por Jesus desde sua condenação até a sua crucificação.

Via Dolorosa

Ele tem cerca de 600 metros ainda que não se saiba exatamente onde começou e terminou seu traçado original. As ruas do primeiro caminho correspondiam em parte à cidade romana de Aelia Capitolina sobre cujas ruínas se construiu o traçado atual. O caminho é uma via de fé traçada pelos franciscanos no século XIV.

Via Dolorosa e Santo Sepulcro

O caminho tem 14 estações e se inicia na Porta do Leão onde estão a Estação I, que é o Tribunal de Pilatos, onde Jesus foi condenado. A Estação II que é a Igreja da Condenação onde Jesus foi despido e recebeu a cruz e a coroa.

Via Dolorosa

A Estação III foi o momento da primeira queda de Jesus e a IV, representada por uma Igreja Ortodoxa Armênia. A Igreja das Dores de Maria, representa o momento em que Jesus encontrou a sua mãe.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Um pouco mais a frente da Via Dolorosa, está a Estação nº V. Esse lugar foi onde um soldado romano pediu â Simão que ajudasse Jesus a levar a cruz monte acima até o Calvário. Na porta da capela, está a marca da mão de Jesus. Exatamente no lugar onde ele se apoiou durante o caminho.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Na Estação VI  foi onde uma mulher chamada Veronica limpou o rosto ensanguentado de Jesus.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

 

Seguindo pela Via Dolorosa, a Estação VII representa o lugar em que Jesus teve sua segunda queda.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

A Estação VIII é uma marca na parede do Monastério Grego Ortodoxo. Trata-se de onde Jesus consolou as mulheres do povo e pediu que elas rezassem por elas mesmas e não por ele.

Via Dolorosa

Na Estação IX está o Monastério Copto e é o lugar onde Jesus teve sua terceira queda.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

  • O Santo Sepúlcro

Nesse momento chegamos à Igreja do Santo Sepulcro onde estão as Estações de X a XIV e que marca o fim da Via Dolorosa. Hoje a Igreja é bem menor do que era, pois foi reconstruída depois de destruída durante as invasões árabes. A original , data mais ou menos de 331 d.C., época em que Constantino declarou o cristianismo como religião oficial de Roma. Sua mãe entao, passou a viajar o mundo em busca de lugares sagrados na Terra Santa para que pudessem ser visitados pelos fiéis.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Portanto, a maioria dos lugares sagrados de Jerusalém foi encontrada ou construída por ordem da mãe de Constantino. Inclusive a construção da Igreja do Santo Sepulcro que marca o final da Via Dolorosa.

Jerusalem 2017 754

O pátio de entrada da Igreja onde as vestes de Jesus foram retiradas representa a Estação X.

Em seguida, entramos na Igreja. Subimos por uma pequena escada localizada do lado direito justo depois da porta de entrada. No segundo andar da Igreja onde estão as estações de XI a XIV.

A Estação XI é o local onde Jesus foi pregado na cruz. É um lugar escuro e que tem no teto uma figura de Jesus representando exatamente o local em que ele foi pregado.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

De aí já pegamos a fila para a Estação XII que é o local onde Jesus foi crucificado.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Um símbolo dourado debaixo do altar representa o local exato onde a cruz foi fincada.

Via Dolorosa

Dos lados direito e esquerdo do altar estão as representações dos dois ladroes que foram crucificados com ele.

Via Dolorosa

Exatamente debaixo desse altar (no andar inferior da Igreja) está uma parte da pedra de Gólgova onde Jesus foi Crucificado no Monte Calvário. Na verdade a Igreja foi construída em cima do Monte Calvário que foi parcialmente demolido para isso.

Via Dolorosa

Essa “gruta” você deve ver no final, depois de percorrer XIV estação.

Via Dolorosa

Passamos à Estação XIII que representa o momento que Jesus foi retirado da Cruz.

Via Dolorosa

Seguimos o caminho até o parapeito do andar. Antes de descer as escadas, vimos a pedra da unção onde passaram óleo no corpo de Jesus antes que ele fosse enterrado. É uma das melhores vistas.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Descemos as escadas e viramos à esquerda onde está a Estaçao XIV que é o túmulo de Jesus. Geralmente há muita fila para entrar, mas demos muita sorte porque como nesse dia estava chovendo. Entao havia pouca gente na Igreja e a fila estava pequena. A sensação é única e maravilhosa.

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Via Dolorosa

Israel · Jerusalém · Oriente Médio

Jerusalém | Visitando o Monte das Oliveiras

Ao leste e fora das muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém está o imperdível Monte das Oliveiras, um dos lugares mais importantes de Jerusalém, sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos.

Nós fizemos um tour com a New Jerusalém porque apesar de ser possível fazer o tour por conta própria, queríamos aprender a história do lugar. Além disso, há certos horários de abertura das Igrejas e o guia sabe certinho quando visitar.

Nossa primeira parada foi na Igreja da Ascenção, o lugar onde Jesus Cristo ressuscitou e ascendeu aos céus. A Igreja da Ascenção foi construída em cima da pedra onde está impressa a pegada de Jesus.

A Igreja hoje é gerida e mantida pelos muçulmanos porque está dentro da área de uma mesquita, por isso tem muitas características árabes.

Ela também é considerada um local sagrado para os muçulmanos que consideram Jesus um profeta de Deus.

Caminhamos um pouco até a próxima parada na Igreja Pater Noster, construida em cima da gruta onde Jesus ensinou a oração do Pai Nosso aos seus discípulos.

Daí se tinha uma vista perfeita de toda a cidade de Jerusalém.

No ano 326 Santa Elena (mae de Constantino) construiu nesse mesmo lugar uma igreja chamada Eleona. A gruta ficou como cripta no subsolo da Igreja.

A Eleona construída por Santa Elena foi destruída pelos persas em 614 e revelada novamente por volta de 1910 graças às escavaçoes arqueológicas realizadas pelos Padres. Em 1920 se iniciou a construçao de uma nova igreja que ficou sem terminar.

Como homenagem ao lugar, na sua parte nova foram levantados muros coberos pela oraçao do Pai Nosso na língua da maioria dos países do mundo.

Os dois mosaicos mais importantes são os em hebreu e aramaico, as quais acredita-se ser as línguas mais usadas por Jesus para pregar, seguidos do Grego e do árabe.

Ainda na mesma rua, descemos em direção ao Cemitério Judeu, o mais importante cemitério judeu e um dos mais antigos do mundo. Estima-se que por lá haja mais de 150 mil túmulos e que dentro de 10 anos não será mais possível ser enterrado ali.

Mas por que esse cemitério é tão concorrido? Porque os judeus acreditam que a vinda do Messias será no Monte das Oliveiras. Uma profecia conta que uma fenda se abrirá entre o Monte das Oliveiras e o Monte do Templo e o Messias entrará por uma porta dourada. O cemitério muçulmano está justo aos pés do judeus, pois assim como esses, também esperam a vinda do Messias.

É por isso que todos são enterrados ali com os pés virados para o Monte do Templo para que quando ressuscitados não percam a direção para seguir o Messias. Muitos famosos judeus estão enterrados por ali e hoje somente gente muito rica consegue comprar um espaço por ali.

Outra curiosidade são as pedrinhas deixadas em cima dos túmulos, ao invés de flores. Os judeus acreditam que as pedras duram para sempre e as flores morrem muito depressa.

Descendo um pouco mais o Monte, do lado direito chegamos a um mirador que tem vistas incríveis da cidade antiga de Jerusalém, da muralha, do Monte do tempo e das torres de uma linda Igreja Ortodoxa Russa.

O ideal é que você consiga chegar aí no momento do pôr do sol, um dos mais bonitos que já presenciei.

Em frente está a Igreja Dominus Flevit, uma capela franciscana construída em forma de lágrima para representar as lágrimas de Jesus Cristo. De acordo com as escrituras foi aí que Jesus chorou ao ter a visão que Jerusalém seria destruída e que ocorreria a diáspora (diversas expulsões forçadas dos judeus pelo mundo). A destruição ocorreu com a invasão dos romanos em 70dC.

Muito interessante é o vitral que há atrás do altar e cuja cruz se encaixa exatamente na cúpula do Monte do Templo, onde antes estava o Templo de Salomão.

Descendo um pouco mais o Monte chegamos ao lugar mais esperado por nós, o Jardim de Getsemani com oliveiras centenárias.

O jardim foi quase totalmente destruído pelos romanos, mas as poucas oliveiras que sobraram são usada para a produção do azeite usado pelo Papa! Há uma única oliveira de mais de 2000 anos que se estima ser a única da época de Jesus.

Do jardim tem-se a vista do Monte Zion onde acredita-se que Jesus realizou a última ceia e da porta cidade antiga por onde Jesus desceu até o Monte das Oliveiras para sua última oração em que pediu a Deus se poderia ser poupado do sofrimento.

Esse local exato está marcado pela construção da Igreja da Agonia, construída com cores fortes e escuras que representam o sofrimento de Jesus. Dentro está a rocha onde acredita-se que Jesus tenha feito sua oração.

Atravessamos a rua e chegamos à Igreja do Sepulcro de Santa Maria considerado como o local de sepultamento de Maria, a mãe de Jesus por muitos cristãos. Acredita-se que estão sepultados aí também seu pai, São José e sua mãe, a Santa Ana.

Acredita-se que a Virgem não teria morrido, mas entrado em um sono eterno onde hoje é a Igreja da Dormição, no Monte Sião, ao sul das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém. Seu corpo teria então sido levado à essa tumba pelos apóstolos de Cristo.

A Igreja é uma caverna talhada na rocha ao que se chega por uma longa escadaria coberta por lamparinas. Abaixo há um pequeno altar com o túmulo da Virgem Maria.

Ao lado da Igreja está a entrada para a Gruta do Getsemani, aos cuidados dos franciscanos, e que apesar de fechar às 18:00, demos a grade sorte de nesse dia estar aberto depois desse horário que segundo estudos seria o local da traição de Judas.

Depois da oração no Horto das Oliveiras, Jesus teria descido à gruta para reencontrar-se com seus apóstolos e ali recebeu o beijo de Judas.

 

 

Israel · Jerusalém · Jordânia · Oriente Médio · Petra

Atravessando a pé a fronteira entre Israel e Jordânia (com valores)

Antes de marcar a viagem para Petra (veja como foi a viagem nesse post) fiz muitas pesquisas para entender qual seria a melhor forma de chegar e de movimentar por lá.

Uma das minhas maiores preocupaçoes era a hora de atravessar a fronteira, porque quanto mais eu pesquisava, mais apreensiva eu ficava com os relatos de que os policiais eram muito duros, que reviravam suas coisas, apreendiam materiais fotográficos, de gente que teve que ser revistada em um quartinho entre outras histórias cabeludas!

Portanto minha decisao foi que nao queria atravessar a fronteira com bagagem, nem que eu tivesse que deixar em um locker ou pagar um quarto de hostal bem baratinho só para deixar as malas por lá…

Comecei entao a buscar alternativas que estivessem de acordo com o que eu necessitava para atravessar a fronteira da maneira mais tranquila possível, com o mínimo de estresse necessário.

  • Visto para a Jordânia

Visitar Petra é um passeio caro, tanto feito de maneira independente como com agência porque além do preço do visto, há muitas taxas para atravessar a fronteira e o ingresso para Petra também é muito caro. Além disso Petra está na moda e o governo da Jordânia está aproveitando todas as oportunidades que tem para tentar estimular o turismo no país, ou seja, fazer com que você passe mais que um dia por lá.

Como a maioria dos turistas faz um bate e volta para Petra e nao explora o resto do país, as nova regras estabelecidas pelo governo deixam o bate e volta cada vez mais caro, barateando o custo se você passar pelo menos uma noite por lá.

O visto custa US$60 por pessoa + uma taxa de fronteira no valor de US$65. No total, só para entrar na Jordânia sao US$125. Se você passar duas noites por lá o visto sai de graça e você só paga a taxa de US$65. Mas tenha em conta que esse valor economizado você vai gastar na hospedagem, entao a oferta nao é tao boa assim.

Se você passar somente uma noite na Jordânia, você pagar os US$125 na fronteira, mas tem um deconto no ingresso de Petra. O ingresso normal custa 90 JD (US$126). O valor diminui de 60 a 50 JD conforme o número de noites que você passar na Jordânia.

Portanto um bate e volta sem hospedagem e sem transporte já sai no mínimo US$251 por pessoa.

Veja abaixo os três cenários que eu considerei para nossa viagem. O melhor custo benefício é a opçao 1, mas você precisa de 2 dias e vai passar estresse na fronteira, pois além de nao ter o processo facilitado por uma agência, você estará com bagagem e passará por raio X e inspeçoes minuciosas. Por isso, apesar de poder fazer mais coisas descartei essa possibilidade e escolhi a opçao 3, já que no fim todas saem quase o mesmo valor por pessoa e nao queria estresse na fronteira.

Se optar pela opçao 1 há várias opçoes de campings beduínos em Wadi Rum para todos os bolsos e gostos, veja aqui. Eu pessoalmente queria muito ter passado uma noite em um acampamento beduíno, mais especificamente no Memories Aicha Luxury Camp, mas a logística de casar isso com o fato de que teríamos que voltar para Tel Aviv e pegar um vôo de manhã não fechava e acabei desistindo.

Valores em US$:

  • Como chegar à fronteira

O primeiro passo é que você tem que chegar até Eilat em Israel, que faz fronteira com Áqaba, na Jordânia e é o ponto de entrada por terra mais próximo para quem vem de Tel Aviv ou Jerusalém.

Você pode chegar até lá com carro alugado ou de ônibus. Nós achamos mais simples ir de ônibus que pegamos na Estaçao Central de Jerusalém.

O ônibus é o 442 com destino a Eilat, de turismo e a viagem dura entre 4 e 5 horas.

O caminho é super bonito porque além de atravessar o deserto de Judá, passa por Ein Gedi e Ein Bokek que sao as praias do mar Morto.

Um ponto importante é que os bilhetes para Eilat DEVEM ser comprados com antecedência. É uma rota muito concorrida e os bilhetes esgotam, mesmo em baixa temporada. Vimos pessoas sendo impedidas de subir no ônibus (porque em outras rotas se pode comprar a passagem diretamente com o motorista) e ter que passar a noite em oitro destino ou ficar na estrada esperando o próximo ônibus que certamente também estaria lotado.

Você pode consultar horários em inglês diretamente no site da empresa de ônibus de Israel, a Egged, mas a compra dos bilhetes online só está disponível em hebreu. Eu comprei bem fácil usando o tradutor do Google, mas se você preferir também pode comprar em inglês diretamente pelo telefone (Customer Service Center +972-3-6948888).

Chegando na estaçao de ônibus você digita na máquina de tickets o número do seu pedido e ela imprime seus tickets na hora.

Mas muito importante, se você optar por ir de carro, saiba que você NAO pode cruzar a fronteira para a Jordânia com um carro israelense.

Nós passamos a noite em Eilat no hotel Little Prince e no dia seguinte acordamos cedo para atravessar a fronteira.

  • Como atravessar a fronteira
  • De maneira independente

Do seu hotel em Eilat você pode pegar um táxi até a fronteira, ou se você estiver de carro, vai ter que deixá-lo estacionado na fronteira de Israel (tem um estacionamento na entrada).

A fronteira se atravessa a fronteira a pé e, já do outro lado, há vários táxis estacionados na saída da fronteira e você pode pegar um táxi do lado jordaniano até a loja de aluguel de carros em Áqaba, por exemplo. Os preços sao tabelados. Até Áqaba a média é de 100 euros, mas você pode tentar dividir o táxi com alguém que esteja indo para o mesmo lugar que você.

Outra opçao é pegar o táxi do outro lado da fronteira e ir diretamente a Petra (bate e volta), ir até um hotel em Áqaba, dormir por lá e no dia seguinte contratar algum tour por lá.

  • Com agência (tour)

Nós contratamos um tour com a Desert Eco Tour (pesquisei muito e cheguei a conclusao de que essa agência tinha o melhor custo benefícios) que nos pegou na porta do hotel às 6:00 da manhã, nos levou até a fronteira, facilitou todos os trâmites e quando atravessamos a pé, do outro lado já nos esperava uma van da agência que os levou até Petra.

Nós optamos pelo tour de 1 dia em Petra porque tínhamos pouco tempo, mas há outras opçoes como o tour de 2 dias e uma noite em que no primeiro dia você visita Petra, a noite você dorme em uma tenda em um acampamento beduíno com show e jantar, no dia seguinte conhece o deserto de Wadi Rum, podendo incluir passeios adicionais com jipe ou camelo pelo deserto. Se eu tivesse tempo teria feito esse.

  • Atravessando a fronteira

Como estávamos com a agência o processo foi super simples e relativamnete rápido, levou no máximo 1 hora porque apesar de ser cedo já havia bastante gente por lá. Pagamos todas as taxas ao cara da agência e ele agilizou tudo e nós, basicamente, fomos passando e mostrando o passaporte.

O primeiro passo é passar pelo controle israelense. Eles te darão uma permissao de saída. Na chegada ao Aeroporto de Tel Aviv a polícia te dá um visto de entrada de 3 meses, que agora é um papelzinho – nao caribam mais o passaporte porque isso estava prejudicando turismo. Quem tinha carimbo de Israel no passaporte tinha a entrada negada em vários países árabes.

Você deve guardar esse papel do visto de entrada que é azul e o papel da permissao de saída que é rosa e apresentar na volta, quando voltar a entrar em Israel.

O segundo passo é atravessar a fronteira a pé, sao uns 300 metros, até o controle de fronteira jordaniano.

No controle jordaniano eles recolhem seu passaporte e o recibo de pagamento das taxas, que é um ticket com código de barras (o guia nos entregou ao chegar na fronteira), fazem algumas consultas no sistema, caribam e liberam sua entrada no país.

Enquanto eles fazem essa consulta você pode ficar em uma tenda beduína que há dentro do controle, que é uma loja que vende souvenirs, água e café beduíno (com especiarias – é delicioso! E nem sou fã de café). Eles aceitam qualquer moeda: shekel, dinar ou euro.

Quando já estava tudo pronto, o guia nos chamou, atravessamos o controle, e do outro lado já nos esperava a van que nos levaria à Petra.

Na volta fizemos o mesmo processo ao contrário e antes de entrar novamnete em Israel passamos as bolsas e mochilas pelo raio X.

Conclusao: eu nao passaria estresse para atravessar a fronteira e fiquei mais do que satisfeita com o serviço da agência, tanto ao atravessar a fronteira como durante o passeio em Petra. Li muitos relatos de pessoas que atravessaram sozinha e disseram que nao fariam de novo, entao se você nao quiser ter preocupaçoes contrate uma agência.

  • Dicas Práticas
  • Segurança

Uma das minhas preocupaçoes era a segurança da regiao; mas posso dizer que lá nao me senti insegura em nenhum momento e todos foram muito simpáticos e atenciosos, inclusive os policiais da fronteira, mas isso pode ter sido porque atravessamos a fronteira com uma agência, entao já tínhamos tudo facilitado porque li vários relatos de que atravessar independentemente pode nao ser assim tao tranquilo.

  • Onde se hospedar em Eilat

Como já comentei acima ficamos hospedamos no Little Prince que é bem novinho e fica em um centro comercial com vários restaurantes e barzinhos. Tem um shopping bem em frente, é do lado da Praia (mar Vermelho) e das Fontes Mágicas de Eilat. Li em alguns comentários que a música dos barzinhos próximos pode atrapalhar. Nós nao ouvimos nada, talvez seja o dia da semana ou a temporada. Nós fomos no inverno, talvez o verao seja mais barulhento.

O prédio cinza é o Hotel Little Prince
Vista da cidade de Eilat do hotel
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Israel | Como visitar o Mar Morto?

Separamos esse dia da viagem para ir ao Mar Morto, pois segundo a previsao do tempo, seria o dia com mais sol da semana que estaríamos em Israel. Apesar de ser inverno, as temperaturatura no Mar Morto, por estar a 448 metros abaixo do nível do mar sao bem amenas, e é bem possível dar um mergulho sem passar muito frio. Afinal quando você terá essa possibilidade de novo?

Olhamos as diversas opçoes de passeios que oferecia a agência do nosso hostal. A maioria dos passeios sai de Tel Aviv e Jerusalém. Todos os passeios que vimos eram conjugados com uma parada em Masada, a fortaleza do Rei Heródes, e um mergulho no Mar Morto no final. Alguns saem super cedo para subir a fortaleza a pé e admirar o pôr do sol de lá de cima. Algumas agências que chegamos a considerar foram: deseertecotours.com (com a qual fizemos o passeio a Petra) e a abrahamtours.com (que fica dentro do hostel de mesmo nome e é super conhecido por lá). O valor do passeio dá para consultar nesses links, mas fica em torno de U$100 por pessoa.

Nenhum dos passeios me convenceu o suficiente para pagar R$800 para que nós dois dessemos um mergulho no Mar Morto. Mas ao mesmo tempo, ir ao Mar Morto para mim era um MUST. Entao o rapaz da recepçao me disse que nao valia a pena fazer os passeios e que podíamos ir de ônibus de turismo até Masada e depois até a praia do Mar Morto e voltar no mesmo dia. E foi o que fizemos.

Compramos o bilhete na hora, no guichê da Estaçao Central de ônibus. Há dois ônibus que levam ao Mar Morto, o 444 e o 486, é só dizer o destino no guichê: Ein Gedi ou Ein Bokek. Dá para consultar os horários aqui.

A caminho do Mar Morto, um pouco antes da parada Ein Gedi, está a parada de Masada. Dá para descer tranquilamente, visitar a fortaleza e depois pegar o próximo ônibus até Ein Gedi ou Ein Bokek.

Ein Gedi é uma reserva natural no meio do Deserto de Judá. Há três paradas em Ein Gedi. A primeira é em frente ao Hostal Nahal David de onde sai uma trilha que vai até a praia. A segunda é a mas próxima da praia, que é pública e nao tem nenhuma estrutura. A terceira é no Spa, o Ein Gedi Spa. Quando fomos, as praias de Ein Gedi estavam fechadas. Havia lido alguns reviews do Spa, para ver se valia a pena, mas nao me empolguei. Decidimos entao comprar a passagem para Ein Bokek e nao nos arrependemos.

Ein Bokek é a praia onde estao os hoteis. Chegar em Ein Bokek é como chegar a um oásis no deserto. Uma mini Las Vegas com vários super hotéis-spa a beira da praia, esse é o cenário. O ônibus faz algumas paradas que devem ser mais ou menos perto do hotel que você vai ficar, se você decidir passar a noite por lá.

Nós fizemos um bate e volta de Jerusalém e por isso decemos na primeira parada que é em frente a um shopping. Esse shopping está a beira da praia e além de lanchonetes, casa de câmbio e lojas de souvenir, tem tudo o que você poderia precisar em um dia de praia. Tem roupa de banho, toalha, chinelo, cosméticos do mar morto e a famosa lama empacotada. Sim! Compre uma, custa R$5, você vai precisar depois.

A praia de Ein Bokek, ao contrário de Ein Gedi, é super estruturada para os turistas. Tem banheiro, trocador e várias duchas espalhadas em certos pontos da praia. A areia é de uma cor meio mostarda e a única desvantagem é que o fundo do mar nao é de lama. Aí entra o pacotinho que te falei.

Porque nao é porque nao tem lama que nao íamos viver a experiencia completa. Seguimos as instruçoes do pacote: passamos a lama, deixamos secar e depois lavamos no Mar Morto que por possuir tanto sal tem sua composiçao de minerais alterada e chega a ser oleoso. Daí que a lama te exfolia e o mar oleoso te hidrata.

Mas antes disso entramos no mar, fazia 20ºC em Dezembro, aprendemos a boiar, tiramos várias fotos e nos divertimos muito. Vale muito a pena!

Na volta, pegamos o mesmo ônibus, do lado contrário. O ponto fica bem em frente à praia. Dá para comprar a passagem diretamente com o motorista para voltar a Jerusalém. Se você vai seguir para Eilat, tem que comprar com antecedência. Como há muita gente indo para lá, pois é a fronteira com a Jordânia, há o risco do ônibus lotar (inclusive a “lotaçao” do pessoal de pé) e o motorista nao te deixar subir. Os ônibus sao muito bons e senti muita segurança em todos os momentos.

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Jerusalém | O Muro das Lamentaçoes e o Temple Mount

Começamos o dia visitando o Portão de Jaffa, o principal das 8 portas de entrada da muralha da cidade antiga de Jerusalém. Ao lado do portão está a Torre de Davi, que não tem nada a ver com o Rei, mas serviu de fortaleza para defender a cidade antiga e de palácio para os romanos (Herodes) e outros povos que conquistaram Jerusalém ao longo dos séculos.

Seguimos caminho pelo bairro Armênio onde hoje vivem cerca de 3000 pessoas, a em sua maioria refugiados armênios da guerra contra a Turquia. A cidade antiga de Jerusalém tem 4 bairros: o Armênio, o Cristao, o Judeu e o Muçulmano. Estima-se que dentro das muralhas vivam 35.000 pessoas, dentre elas, 4.500 cristaos, 2000 judeus e 27.000 muçulmanos.

Na sequência chegamos no bairro muçulmano onde está a Esplanada das Mesquitas. Para não muçulmanos existe uma única entrada: a Bab al-Maghariba que sobe da praça em que está o Muro das Lamentaçoes. Os horários de visita são super restritos: das 7:30-10:30 e das 12:30-13:30 , quando entramos.

Recomendo chegar 1 hora antes porque a fila é enorme e se você estiver muito no final, certamente não te deixarão entrar por causa do tempo curto de abertura. Nós chegamos às 11:00 e entramos somente às 13:15, ou seja, tivemos só 15 minutos para explorar a Explanada das Mesquitas.

Essa área é muito disputada por judeus e muçulmanos. Os judeus defendem o lugar ser ali onde está a pedra de sacrifício de Abraão e os muçulmanos o reivindicam por estar ali a pedra com a pegada de Mohamed antes de sua ascensão aos céus.

A explanada hoje é um território da Jordânia baixo o controle de Israel. Passamos por um checkpoint da polícia Jordaniana (como a Jordânia é um país muçulmano, nao é permitida a entrada com nenhum objeto de outra religiao: nem símbolos, nem fotos, nem a Bíblia e nem Ipad – que pode conter uma Bíblia digital) e que controla a fronteira e atravessamos uma ponte de madeira que leva até a explanada.

Na explanada há duas mesquitas: a Mesquita de Al-Aqsa e o Monte do Templo, com a cúpula de ouro, ambas construídas no século VII. A Mesquita de Al-Aqsa é a de cúpula cinza (foto acima) de onde se acredita que Mohamed tenha subido aos céus. Ela é o terceiro lugar mais sagrado para o Islamismo, despois de Meca e Medina.

E foi exatamente nessa área onde hoje está o Monte do Templo que havia sido construído o Templo de Salomão, destruído em  596 a.C. pelos babilônios. Nessa época Jerusalém tornou-se capital do Reino da Judéia. Herodes foi chamado para ser o Rei e foi posteriormente sucedido por Poncio Pilatos, o mesmo que condenou Jesus.

A saia “linda” é um oferecimento do Templo onde nao te deixam entrar de calça.

A partir do século I d.C. as diversas lutas entre romanos e judeus levaram à destruição do Segundo Templo de Jerusalém. O general romano, Tito, ordenou que somente uma parede do Templo fosse deixada de pé para que Jerusalém se lembrasse para sempre da conquista de Roma. E essa parede que sobrou do Templo é o Muro das Lamentações, onde os judeus vão diariamente fazer suas orações.

E essa foi nossa seguinte parada. A entrada ao Muro das Lamentações é grátis e livre para todas as religiões, só é necessário passar pelo raio X e durante feriados e o Shabbat (de sexta a partir das 14:00 até que a primeira estrela apareça no céu no sábado – entre 18:00 e 20:00) não é permitido tirar fotos.

Não precisamos cobrir a cabeça e o Rogério não teve que usar o kipá e notamos que os judeus saem do local de costas. Aliás, nosso guia nos explicou que o kipá é usado pelos judeus dentro de lugares sagrados como os templos e sinagogas, mas como Jerusalém é considerada um lugar sagrado, eles acabam usando o kipá na cidade toda, durante todo o tempo.