Europa · Romênia · Transilvania

Transilvânia: Drácula realmente existiu?

O famoso Castelo do Conde Drácula, ou Castelo de Bran ganhou fama mundial com a publicaçao do livro “Drácula” do escritor irlandês Bram Stocker. Mas Drácula realmente existiu?

Sim e nao. Para entender a história, olhemos no mapa abaixo. Antes de converterse em um reino unificado da Romênia, ela era dividida em três pequenos reinos (como a mioria dos países europeus, daí a origem de tantos dialetos): a Valáquia, a Transilvania e a Moldávia.

Drácula, na verdade foi Vlad Tepes, o prícipe da Valáquia entre 1456 e 1462. Seu pai, da Dinastia dos Basarabs que conseguiram a independencia da Valaquia contra a Hungria, era da Ordem dos Cavaleiros Templários da Alemanha.

O símbolo dos cavaleiros é o Dragao, mas que na Romenia, significava Diabo. Portanto, seu nome, levava o título Draculea (Vlad Draculea) que provenia da Ordem dos Cavaleiros Templários, na verdade.

Como se pode notar pelo mapa acima, a Valáquia sofria constantes ataques do Império Otomano e devido a um acordo entre Reis, ele foi dado como refén ao Império Otomano até os 19 anos. Quando voltou para casa, encontrou seus pais mortos e empalados.

Daí começou a surgir a história que inspirou a Bram Stocker. Vlad foi coroado Rei da Valáquia, e era conhecido por seu carácter duro contra os enemigos, de quem defendia com unhas e dentes seu país, prinicpalmente contra as invasóes do Império Otomano.

Ele é considerado um herói na Romênia, mas como foi assim declarado pelo ditator Ceaucescu, tenho minhas dúvidas se isso é totalmente verdade…

Seu gênio ruim aliado à sua técnica preferida de tortura de seus enemigos, o empalamento, lhe rendeu o apelido carinhoso de Vlad, O Empalador. Diz a lenda que ele costumava jantar assistindo a morte de seus enemigos empalados e que até molhava o pao em seu sangue, dái a lenda da estaca de madeira e que de ele comia sangue.

Mas e o morcego e o alho? Bom a regiao da Transilvania é bastante montanhosa com varias cavernas infestadas por morcegos, daí conectar o morcego vampiro com uma pessoa que come sangue nao é difícil. O alho, além de ser base da culinaria da Romenia, é tido pelo povo como amuleto que afasta o mal.

E por que a Transilvania, se Vlade era príncipe da Valáquia? Bom, primeiro porque Vlad Tepes nasceu na Transilvania, na cidade de Sighișoara e depois, conta a história, que o escritor Bram Stocker nunca havia saído da Irlanda. Ele havia lido livros sobre a Romênia e o Castelo de Bran estava na capa de um deles. Entao daí a ideia de associar esse Castelo ao Conde Drácula.

Portanto, o Castelo de Bran, é o Castelo de Drácula somente na ficçao, porque sabemos que seu Castelo Original ficava na Valáquia, onde hoje é Bucareste, na Cortea Veche, e só há ruinas.

O Castelo do Drácula de Bram Stocker foi construído como uma fortaleza medieval pelo Rei Húngaro no século XIV com dois propósitos: defender a Transilvania das invasoes Otomanas que ameaçavam a regiao e também como ponto de cobrança de tributos para garantir a rota comercial dos carpatos; o lugar servia para recopilar impostos na fronteira da Transilvania com a Valaquia, e era propiriedade dos cidadaos de Valaquia.

O auge do castelo veio em 1920 quando ele foi entregue à Reina Maria da Romênia, como reconhecimento a sua atuaçao como enfermeira na 1ª guerra em 1918 e também por sua postura sempre defendendo seu país. A rainha Maria iniciou entao a restauracao da fortaleza equipando-a com água corrente, 3 telefones, elevador e uma pequena central hidrelétrica, na qual os cidados podiam conectar-se e receber energia em suas casas. Ela também construi vários anexos como um Salao de chá, uma capela entre outros.

Esse palácio era seu segundo lar, mas com a implantaçao da República e do Regime Comunista o Palácio foi confiscado pelo estado, em 1947, e passou para a administraçao pública. Somente 10 anos depois é que ele foi convertido em museu. Ele faz parte de los Top 10 Castelos mais bonitos de Europa e é o lugar mais visitado da Transilvania, cujo roteiro escrevia aqui.

A cidadezinha de Bran é bem charmosinha e antes da entrada do Castelo há uma mini praça de alimentaçao coberta e atravessando a rua um mini mercado de rua com várias comidinhas típicas, artesanato, queijos e souvernirs.

Entrada do Mercadinho Medieval en Bran
Trdelnik, docinho delicioso típico nos países do leste
Os famosos ovos de Páscoa pintados a mao da Romenia
Américas · Chile · Valparaíso

Chile: Valparaíso, a cidade dos elevadores

Aproveitamos nosso segundo dia na cidade para conhecer duas cidades litorâneas: Valparaíso e Viña del Mar. Contratamos um tour do Brasil mesmo, com a mesma agência que usamos no Atacama, a TurisTour e na hora marcada o micro ônibus passou no nosso hotel. Eu queria muito fazer esse tour com guia porque só tínamos um dia para as duas cidades então conheceríamos os principais pontos e ainda de quebra receberíamos todas as informações históricas do lugar. O nosso guia era tão divertido que até receitas típicas ele nos ensinou.

A paisagem do caminho é muito bonita e passamos pelo Valle de Casablanca, uma das mais importantes regiões vinículas do Chile, com vinhedos à beira da estrada. Fizemos uma parada para apreciar a vista e tirar milhares de fotos.

Nossa primeira parada foi em Valparaíso, uma cidade portuária dentre as mais antigas do Chile e cuja área histórica foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Uma de suas características mais marcantes é a geografia repleta de ‘cerros’ ou morros à beira do mar.

Para subí-los há 15 elevadores, ou ascensores, espalhados pela cidade que são a marca registrada do lugar.

A cidade é meio bagunçada e antiga, mas ao mesmo tempo muito charmosa com seu porto e a Avenida Brasil que recebeu o nome em homenagem ao nosso país que doou todas as palmeiras plantadas ao longo do seu cumprimento. Mas, no geral, achei que parecia um grande cortiço, parecido com as casinhas de La Boca na Argentina. Várias casas coloridas e amontodas sobre os morros. Além disso achamos a cidade suja e mal cuidada e a maioria dos seus muros são totalmente pixados.

Chegamos na cidade pela Av. Brasil e fomos margeando a costa até o porto. Visitamos o Muelle Baron, um pier desativado que hoje é usados para shows.

Perto dali ficava o Ascensor Artilleria, um elevador que sobe até o mirante do Paseo 21 de Mayo. Ele foi construído em 1893 e está bem mal conservado então resolvemos subir o ‘cerro’ a pé até o mirante.

O mirante do Paseo 21 de Mayo, é o principal da cidade, e oferece uma vista panorâmica da cidade e do porto de Valparaíso. No mirante há muitos músicos e uma feirinha com várias barracas de artesanato e artigos de lã. Em frente fica o Museo Naval y Maritimo, que conta a história das grandes navegações chilenas.

De lá fomos para a Plaza Sotomayor que é a maior e principal da cidade e que ostenta o Monumento a los heroes de Iquique em homenagem aos participantes da batalha. No subterrâneo há um mausoleu com os corpos dos combatentes.

A praça é bem cheia de gente e também oferece vista ao porto. No centro havia um senhor com uma lhama tentando estorquir dinheiro dos turistas. Era só uma criança chegar perto para brincar com o animal que ele já cobrava os pais, era só você olhar para a lhama que ele já queria te cobrar.

Acredito que a cidade tenha um excelente potencial turistico, pois é muito interessante e diferente, mas precisa além de uma boa reforma, de ser mais bem cuidada. A primeira vista, ela parece abandonada. Em Valparaíso fica também a segunda casa do poeta Pablo Neruda, a La Sebastiana.

Américas · Canadá · Mont Tremblant

Mont Tremblant | A Aspen Canadense

Enquanto as Americanos vão à Aspen e Vail, os Canadenses não ficam atrás e vão para Mont Tremblant que é o resort de esqui mais famoso da Costa Leste Canadense. De origem francesa, fica na província de Quebeque e funciona todos os dias do ano, seja con atividade de inverno ou verao como trekkings e outros.

  • Transporte

O Resort fica a 135 km de Montreal (onde fica o aeroporto mais próximo) e é possível chegar via avião, carro ou ônibus. Na minha opinião o melhor custo/ benefício é o carro alugado, mas no Canadá é preciso ter a PID (Permissão Internacional de Dirigir) e nós não tínhamos! E o engraçado é que pesquisei muito e em nenhum lugar havia encontrado essa informação! Só lá!

Plano frustado, já sabia que conseguríamos ir para lá de ônibus da Galland que é a única empresa que faz o trajeto. Deixamos as malas no nosso hotel em Montreal e levamos somente uma mala de mão para não ter que ficar carregando peso na viagem. O pessoal do hotel foi muito atencioso e topou guardar para a gente na recepção (onde depois soubemos que nessa mesma noite um cano d’água estourou por causa do frio intenso que o congelou – e quando voltamos a recepção estava semi alagada, mas nossas malas intactas – SORTE)!

Fomos direto para a rodoviárias que fica no mesmo ‘predio’ que a estação de trens e principal de metrô.

Compramos as passagens na hora e em 30 minutos já estávamos no ônibus em direção à Mont Tremblant. O caminho é lindo, com os slopes cobertos de neve, as casinhas – que parecem de brinquedo – com os telhados e a entrada branquinhos (como nos filmes!).

A última parada é em um posto de gasolina – onde claro há um Tim Hortons – que é uma rede de lojas de café canadense que tem em cada canto, bem no estilo Starbucks de ser, e com Wifi (a gente agradece!). Entramos e descobrimos que lá mesmo eles chamam taxistas para levar os turistas à cidade propriamnete dita – a Ville de Mont Tremblant. Levamos 5 minutos dali e de cara já nos encantamos com o hotel.

 

  • Hospedagem

Ficamos no Auberge Le Voyageur que é gerenciado pessoalmente pelo casal de donos que cuidam de todos os detalhes como tirar os sapatos de neve na porta e colocar um crocs (que ficam todos em cestas ao lado da porta e oferecido pelo hotel).

Uma lareira quentinha, comida deliciosa, café da manhã incrível e quartos enormes com lençóis 1000 fios e por um precinho bem camarada!

Resolvemos ficar na Ville e não dentro do Resort já que não íamos esquiar, mas há vários hoteis quatro e cinco estrelas dentro do Resort a poucos passos das pistas. Dentro do Resort também há vários restaurantes, lojas de grife, de equipamentos, bares de Après ski e outros.

  • Restaurantes

Por um lado o resort tem todo seu apelo turístico enquanto a Ville é bem ‘local’ com as casinhas de bonecas e uma rua principal ( a St. Jovite) só de restaurantes (excelentes) e lojinhas.

Na nossa primeira noite fizemos amizade com um japonês que morava em Toronto e estava esquiando com o filho e além de nos dar várias dicas da cidade ainda nos deu carona para a cidade. Fomos no Le Grill, super bem recomendado e excelente! Carne, peixe e vinho impecáveis.

No resort de Tremblant fomos na Creperie Catherine com os melhores crepes que já comi e tomamos Gluwein (uma espécie de vinho quente alemão) que eu adoro!

  • Après Ski

Os melhores bares para Après Ski ficam dentro do Resort, mas os preços são mais altos e são todos muiot lotados. Fomos no La Forge, bem em frente as pistas, e foi gostoso.

Uma dica imperdível para um lanche no fim da tarde ou depois do esqui são os Beavertails (ou cauda de castor) típicos da região, no Queues del Castor. Eles são feitos com uma massa de farinha de trigo escaldada com maple syrup e moldada em forma de rabo de castor e coberta com vários recheios doces como Nutella com banana, MM’s, maçã e canela… uma delícia!

Para quem gosta de fondue (não esqueça que lá a colonização foi francesa) o restaurante mais recomendado é o La Savoie. O fondue completo, que inclui até camarão e lagosta sai US$40 por pessoa!

Américas · Canadá · Mont Tremblant · Niagara Falls · Quebec · Toronto

Canadá | Dicas de Visto, Roteiro, Acomodação e Transporte

Nosso roteiro pelo Canadá depois de muitas pesquisas ficou assim:

1º dia: SP/ NY

2º dia: NY

3º dia: NY

4º dia: NY

5º dia: NY/ Toronto

6º dia: Niagara Falls

7º dia: Toronto

8º dia Toronto/ Montreal

9º dia: Montreal

10º dia: Montreal/ Mont Tremblant

11º dia: Mont Tremblant/ Quebec

12º dia: Quebec

13º dia: Quebec/ SP

 

Já tínhamos ido para NY no ano passado, mas os maridos (fomos com um casal de amigos) queriam muito voltar à cidade então tivemos que ‘espremer’ o roteiro no Canadá para encaixar a cidade.

Mas fica a dica que agora para quem tem visto para os EUA pode tirar um visto online simplificado para a Canadá, o eTA (eletronic travel authorization) que reduz muito a burocracia, quem já tirou visto do Canadá em papel sabe, veja o post aqui, e é muito mais barato, cerca de US$7!

 

  • Visto

O Canadá, apesar de ser um país aberto para a imigraçao, tem umas regras bem restritas para isso, e é bem exigente no quesito ‘seleçao de estrangeiros’ que pisam no seu solo. Encontramos regras bem duras na imigração, minha amiga inclusive, quando chegamos lá, foi escolhida para visitar a salinha e lhe fizeram muitas perguntas. O visto é trabalhoso, mas ao mesmo tempo fácil e rápido. Basta preencher os formulários solicitados, pagar a taxa e entregar tudo no Consulado.

Escrevi sobre como tirar o visto canadense neste post aqui. Ou se você já tiver tido um visto do Canadá nos últimos 10 anos ou tiver um visto para os EUA pode aplicar para uma autorizaçao online (eTA).

 

  • Acomodação

Assim que fechamos as passagens corri pro Booking.com e Tripadvisor para dar uma olhada nas opções de hotéis. Para isso entro no Google Maps, coloco o endereço do hotel, veja a distância do metrô e dos principais pontos turísticos e faço a escolha que tenha o melhor custo/ beneficio/ localizaçao.

Alberge le Voyagieur en Mont Tremblant

Achei os hotéis no Canadá muito baratos e conseguimos lugares excelentes por um execelente valor. Em NY, claro, os preços sao sempre mais altos. Nossa seleção foi:

Nova YorK: Hotel St. James (em plena Times Square)

Toronto: The Clarence Park

Montreal: Hotel Stay Centre Ville

Mont Tremblant: Auberge le Voyagieur (Fantástico! – com lençóis 1000 fios)

Quebec: Hotel Chateau Bellevue

Máquina de vinhos no Hotel Chateau Bellevue en Quebec

 

  • Transporte

1. Metrô e Táxi

O metrô do Canadá é muito bem servido e em Toronto e Montreal fomos para todos os lugares com ele. O único inconveniente é que, quando fomos nao havia metrô no Aeroporto de Toronto, entao tivemos que pegar um táxi para o hotel fomos de táxi, mas como estávamos em quatro pagamos uma taxa de excesso de bagagem, pois havia 4 malas e os táxis só aceitam 3.

Em Quebec não há metrô, mas a cidade é bem compacta (principalmente se você se hospedar dentro da muralha) e dá para explorar tudo a pé. Só usamos táxi para ir da cidade ao aeroporto no último dia da viagem.

 

2. Trens

Entre as prinicpais cidades usamos trens para ir e vir e foi uma ótima melhor escolha. Uma dica é que as passagens de trem ficam mais baratas a medida que a data da viagem se aproxima que é quando surgem as promoções da Web. Comprei direto do site canadense Rail Canada e comecei a pesquisa com 6 meses de antecedência quando os preços estavam altíssimos. Fui esperando uma promoção e um mês antes consegui comprar os trechos Toronto-Montreal, Montreal-Quebec por U$28 cada!

 

3. Carro Alugado

Esta é uma dica super importante! Para dirigir no Canadá é preciso ter a Carteira Internacional de Habilitação (PID- Permissão Internacional de dirigir) porque eles alegam que o policial na estrada não vai conseguir entender o seu documento. E não teve jeito, queríamos alugar um carro para ir e voltar de Mont Tremblant e não conseguimos. Tivemos que ir de ônibus e voltar de táxi. Para tirar a carteira basta entrar no site do Detran e fazer a solicitação. Ela vencerá na mesma data que sua carteira de motorista então é melhor esperar e tirar quando for renovar, pois o preço é bem salgadinho. Essa permissao é na verdade uma “traduçao oficial” da sua atual carteira de motorista, ou seja, se você nao tiver uma carteira de habilitaçao brasileira, você nao poderá solicitar a internacional.

 

4. Ônibus

Usamos ônibus de Montreal a Mont Tremblant depois da nossa tentativa frustrada de alugar um carro. O valor não é muito barato (cerca de US$60 o trecho), mas o ônibus é excelente e com calefação. A única empresa que faz o trajeto é a Galland, comprei os bilhetes diretamente na Rodoviária de Montreal.

O ônibus era tão confortável que nem vimos o tempo passar e dormimos a maior parte do tempo, mas demora um pouco mais porque ele vai pingando em várias cidadezinhas pelo caminho, mas achei bem legal a paisagem e conhecer essas outras cidades. Recomendo para quem nao conseguir tirar a PID a tempo.

Só preste atenção porque os horários da ida são mais flexíveis, mas os volta são fixos e somente um de manhã cedo e outro no final da tarde (quando o pessoal termina de esquiar). Por isso pegamos uma táxi (o que estourou nosso orçamento), mas caso contrário pederíamos nosso trem noturno. O trajeto de táxi levou 1h30; de ônibus uma 3 horas. São 135 km.

A melhor opção custo/ benefício é sem sombra de dúvida o carro alugado!

 

 

Bélgica · Bruxelas · Europa

Bruxelas | Chocolate, batata frita, waffle e cerveja! (onde encontrar)

A Bélgica é um verdadeiro paraíso gastronômico onde chocolates, batatas frita, wafle e cervejas – além de estarem entre os melhores do mundo – são encontrados facilmente em cada esquina da cidade. E são bons, deliciosos, maravilhosos… (pausa para comer um bombom agora).

  • Chocolates

O chocolate já é conhecido de muitos, quem nunca viu/ comeu uma caixa de pralinés Guylian (vende no @wallmart) ou fez brigadeiros com cacau em pó da Callebaut. Mas essas pequenas amostras encontradas no Brasil não chegam nem perto do verdadeiro paraíso que é a Bélgica.

Já no aeroporto/ estação de trem uma enxurrada de lojinhas chegam a encher os olhos e alegrar o olfato em uma simples caminhada até a saída. O ápice, no entanto acontece nas Galerias St Hubert que reúne as melhores “Maison Chocolatiers” do país: Pierre Marcolini, Cot D’Or, Mary (a preferida da família real), Neuhaus, Godiva e Leônidas.

A invenção do chocolate tem muitas origens – Holanda (van Houtten), Suiça (Lindt) e Bélgica (Neuhaus), mas os belgas foram os que mais aperfeiçoaram a técnica e sua fama de espalhou mundialmente. O chamado “chocolat belge d’excellence”.

Neuhaus era um farmacêutico suíço que se mudou para Bruxelas onde abriu uma pequena farmácia. Teve a ideia de envolver os remédios em chocolate para que seu sabor fosse mais agradável e em 1857 chegou à fórmula do chocolate em barra (antes disso o chocolate era somente bebido).

Além disso Neuhaus inventou, em 1912, o Praliné, não o que nós conhecemos de açúcar caramelado com amendoins, mas um tipo específico de bombom com uma casquinha de chocolate puro e recheio de de chocolate misturado com uma fruta ou amêndoa, em geral avelã, a conhecida gianduia.

Godiva

Mas a esposa de Neuhaus foi além e colocou os bombons em uma caixa de presentes e as vendas da pequena lojinha nas Galerias Reais estouraram. A loja existe até hoje, dentro das Galleries St Hubert, onde tivemos uma experiência incrível no Salón de Chocolat, ao lado da loja.

O chocolate quente é muito cremoso e delicioso, servido acompanhado de pralinés e macarróns. Aliás o chocolate belga tem muito mais cacau e é muito mais puro (e forte) que o nosso.

Nós fizemos um verdadeiro ‘tour’ pelas lojinhas e os mais delicados e saborosos, na minha opinião são os do Pierre Marcolini e da Mary. Veja esse post com informaçoes sobre todas as lojas que visitamos e como encontrá-las.

Mary
  • Batata Frita

A batata frita é um dos maiores orgulhos gastronômicos do país e divide autoria com a Holanda e a França. Na verdade, ninguém sabe ao certo onde ela surgiu e existem várias lendas, mas na minha opinião a batata frita surgiu certamente quando os três países formavam uma única região e daí vem a confusão.

Belga, holandesa ou francesa essas são as melhores batatas fritas do mundo e eu não consegui passar um dia sem elas. Cortadas rusticamente são fritas duas vezes: a primeira em gordura de porco e a segunda vez em óleo vegetal. Sim, faz mal para a saúde, mas bem para a alma.

São servidas em cones e acompanhadas por molhos como maionese, catchup, jupsauce (curry), amendoim, hollandaise entre outros. Uma delícia!

São facilmente encontradas nos vários foodtrucks espalhados pela cidade, lanchonete, além de acompanharem a maioria dos pratos locais. As mais gostosas encontrei na Belgian Frites na rue Madeleine, 1, Bruxelas.

  • Waffle

O waffle (do holandês) ou gofre (do francês) é tipicamente belga, uma massinha doce prensada, e era usado na Igrejas com hóstia. Imagens cristãs eram prensadas na bolachas entregues aos fiéis.

Também são encontados em vários food trucks pela cidade e em lojinhas especializadas na iguaria. O típico wafle belga é servido somente com açúcar polvilhado por cima, mas há muitas variações com nutella e chantilly com morangos.

Próximo ao Manneken Pis está a maior concentração de “Waferias” por metro quadrado. Escolha a sua e coma feliz!

 

  • Cerveja

Os belgas fazem cerveja há muito tempo e são os produtores da melhor cerveja do mundo, a A Anheuser-Busch (AB) InBev, sediada em Leuven, uma cidade do interior da Bélgica.

Eles são os maiores produtores do mundias da bebida e como dizem os belgas, a cerveja está pra a Bélgica como o vinho está para a França. O clima e a região inóspita para a uva, mas perfeita para o lúpulo e a cevada elevaram as técnicas medievais à produção das melhores cervejas artesanais do mundo além de marcas modernas como a Stella Artois e da Jupiler, a mais famosa por lá.

Além disso a água da Bélgica é de uma qualidade altíssima, ideal para a produção da bebida. A cerveja belga também foi muito influenciada pelos grandes europeus que vez ou outra dominavam o pequeno país. Os holandeses, navegadores sagazes introduziram ervas e especiarias no país e incentivaram a criação dos sabores exóticos das cervejas como chocolate, gengibre, cereja, banana etc.

As cervejas mais famosas são as trapistas, produzidas pelos monges na abadias, e que lembram a Malzbier. Dentre as claras indico a Duvel, Jupiler, Oz e a famosa Delirium Tremens.

A Kriek, mais adocicada é muito famosa (essa minha da foto abaixo), pois para cada litro são adicionados 300gr de cereja. Na minha opinião deliciosa. Eu gostei de todas de fruta: framboesa, morango, pêssego, abacaxi além da de chocolate que é muito boa.

Muitas são vendidas em mercados com preços ligeiramente menores, mas a melhor loja, na verdade o paraíso das cervejas e seus acessórios é a xxx na xxxx. Passeio obrigatório!!