Asia · India · Jaipur

Jaipur | Palácio dos Ventos, Forte Amber e Water Palace

Jaipur é conhecida como a cidade rosa desde 1905 quando em preparaçao à visita do príncipe de Gales à cidade ordenou-se que ela fosse toda pintada de rosa e assim permanece seu centro antigo até os dias de hoje.

A cidade foi fundada em 1728 pelo marajá Sawai Jai Singh, governador de Amber e aficcionado pela astronomia. Ela é bastante simétrica e rodeada por uma muralha com dez portas. Ela está dividida em 9 quadrantes sendo que dois deles estao dedicados ao Palacio dos Ventos e ao Jantar Mantar, ou observatório astrológico e o outro ao Chandra Mahal ou City Palace. Os outros sao ocupados pelos moradores da cidade.

Nossa primeira parada foi no Palácio dos Ventos, um antigo palácio, conectado ao City Palace e ao Observatório Jantar Mantar, construído em 1799, como uma extensao do harém. Ele permitia que as mulheres reais observassem a cidade através das pequenas janelinhas sem serem vistas. Ele é uma fachada construída na forma da cauda do pavao real que é símbolo da realeza indiana.

Na sequência fomos visitar o Forte de Amber, que construído em 1592, foi o lugar que mais gostei da viagem, depois do Taj Mahal em Agra. Ele fica em Amber, a 11 km de Jaipur, e era o complexo palaciano da cidade, que ficava dentro de um forte chamado Jaigarh Fort.

Esse forte está conectado com Amber através de passagens fortificadas e fica no topo de uma colina dentro do complexo de Amber. Nós subimos ao forte de elefante e foi um dos pontos altos da viagem.

Do alto do elefante conseguimos ver toda a cidade de Jaipur, o lago Maotha e a muralha original da cidade. Também se pode subir de carro por um caminho diferente.

Muralha de Jaipur

O passeio termina em um grande pátio chamado Jaleb Chowk. Aí compramos as entradas e subimos por uma escada empinada em direçao ao um novo pátio chamado Diwan-I-Am que era utilizado para as audiências públicas está adornado por muitas colunas de pedra rosa.

Ao lado está a porta Ganesh Pol e que leva às habitaçoes privadas do marajá. Está toda decorada por mosaicos e pinturas e pelas janelas jali de onde as mulheres também podiam olhar para fora sem serem vistas.

Outra sala bastante interessante é a Sala dos Espelhos (Hawa Mahal) que na época em que o Palácio era habitado pela realeza, somente uma vela era necessária para iluminar o lugar por causa do desenho e distribuiçao dos espelhos. Nosso guia contou que Shakira se apresentou para a família real e que por conta dos espelhos todos os conviados podiam vê-la de onde estavam.

Na outra ponta está o Palácio do Prazer com porats de marfim e madera de sândalo e que era a área de diversoes no verao. Ele tinha um sistema de refrigeraçao onde a água fresca ficava depositada no teto e depois passava ao jardim.

Na parte mais antiga está a Zenana, parte do palácio reservada às mulheres. No térreo ficavam as princesas e na parte superior as concumbinas. É um costume muçulmano que foi introduzido na Índia depois das várias invasoes.

Na saída do Forte Amber, a caminho do City Palace, passamos pelo Water Palace, que parace estar flutuando sobre as águas do lago de Man Sagar, impressionante! O lago se enche durante o período de cheias e só é acessível por barco. Ele foi reformado pelo marajá Jai Singh II no século XVIII para uso da família real de Jaipur.

 

 

 

 

 

Asia · Fatehpur Sikri · India

Fatehpur Sikri, a cidade perdida da India

Fatehpur Sikri é uma antiga cidade erigida pelo imperador mongol Akbar, entre 1571 e 1585, o avô de Shah Jahan I, o construtor do Taj Mahal a 35 km de Agra. É incrível ir percebendo, a medida que aprendemos um pouco mais da história da Índia como tudo está interligado ao longo dos anos e como sao sempre os mesmos que detêm o poder.

Na metade do século XVI, a área onde fica Fatehpur Sikri fazia parte do Império Mogol e foi escolhida pelo Imperador Akbar para ser capital do seu império. Isso se deve ao fato de que ele nao conseguia ter filhos e lhe foi prometido pelo Deuses, que se ele se isolasse por 10 anos no meio do deserto, esse seu desejo seria concebido. E foi. Logo depois da construçao da cidade seu filho nasceu. A cidade levou 15 anos para ser construída, mas o lugar nao contava com poços de água e foi abandonada logo depois da morte do Imperador, 14 anos depois da sua construçao.

A zona civil de Fatehpur Sikri era utilizada por Akbar como residencia e como edifícios oficiais onde o imperador recebia extrangeiros e se reunia com seus conselheiros. Para chegar aré lá basta pegar um ônibuzinho que custa 10 rupias bem na entrada do complexo e que te deixa na porta de entrada da cidade.

O Palácio de Jodh Bai é o maior de todos os palácios de Fatehpur Sikri e é o primeiro que se avista ao entrar na cidade. Formava parte do harém e era a residência da princesa imperial Mariam-uz-Zamani. Sua arquitetura é uma mezcla do estilo hindu das colunas (em homenagem à ela que era indiana), islâmico das cúpulas e persa do azul das telhas.

No entanto o Imperador tinha mais duas esposas, uma crista e outra muçulmana e por isso era conhecido como um monarca tolerante e que respeitava todas a religioes. Mas na verdade, dizem que o que ele quria mesmo era entender todas as religioes para planejar bem suas táticas de guerra. O palácio da sua esposa crista se chamava casa de Maryam e diz a lenda que ela era de origem portuguesa nascida em Goa.

Palácio da Esposa Muçulmana

No centor de tudo ficava o Palácio do Imperador, o Panch Mahal, um edifício de cinco andares que diferem de tamanho um do outro, diminuindo a medida que se sobre assim como o número de colunas também. Era adornado por celosias, as famosas janelinhas que permitiam que as mulheres reais espiassem tudo o que estava acontecendo do lado de fora sem serem vistas.

Panch Mahal

Bem em frente fica uma espécie de tabuleiro de xadrez que o imperador costumava jogar usando suas esposas e comcubinas nuas como peças! Ele era muito conhecido também pelas festas que dava e pelos músicos que trazia.

Diwan-i-Khas

A sala de audiências privadas Diwan-i-Khas é outro destaque. A forma com que ele falava com seus conselheiros é bem curiosa: ele se sentava no alto de uma coluna central da qual saiam quatro pontes que chegam a cada uma das quatro esquinas do edifício, onde se sentavam seus conselheiros. Incrível a altura em que se sentavam.

Logo mais a frente está o quarto do imperador com vistas a uma piscina ornamental da qual se pode subir ao quarto.

Elevador de esposas para que uma nao visse a outra e nao soubesse com quem o Imperador estava.

Próximo dali outros pequenos templos e salinhas de pintura e oraçao tem decoraçoes incríveis.

Apesar de conhecido pela sua tolerância religiosa, a única construçao religiosa de Fatehpur Sikri é a Mesquita Jama.  A mesquita fica do outro lado da cidade e se pode ver de longe desde a saída da cidade.

 

 

Asia · India

Como organizar uma viagem à Índia? Tudo o que você precisa saber antes de ir!

Pense em todos os estereótipos que você conhece da ïndia: acredite você vai ver todos eles lá, e, alguns outros que você nao havia nem imaginado. Por isso, mais do que qualquer destino na Europa ou na América, uma viagem para a Ásia tem que ser bem planejada, também na parte do conhecimento, afinal será tudo novo: a cultura, a comida, o clima, a história. Nada como estar super bem preparado para tirar de letra qualquer imprevisto que possa acontecer.

// Como chegar

Nós chegamos de Barcelona via Dubai pela Emirates. É uma excelente oportunidade para fazer uma escala e conhecer os Emirados antes ou depois de visitar a India. Também aproveitamos para encaixar as Maldivas, que fica próxima ao sul do país, com um vôo low cost de 4 horas entre Delhi e Male que compramos diretamente no site da Indigo.

// Documentos Necessários

Tanto para brasileiros como para europeus é necessário solicitar um visto para ir à India. Mas é super fácil, e o melhor, online. O processo é super tranquilo, basta se cadastrar, subir as fotos e as copias dos documentos solicitados, pagar a taxa de 80 euros e em menos de 24 horas chega a sua autorizaçao por e-mail.

// Quando ir

A alta temporada na Índia é de Novembro a Março (outono e inverno) quando a temperatura é mais amena e o clima mais seco. Mas nossas férias mais compridas aqui em Barcelona sao em Agosto e era quando podíamos ir. Julho e Agosto nao sao muito indicados por ser época de monçoes, ou seja, de chuvas, além de ser verao, ma ste digo que nao nos arrependemos em nada. Nao choveu um só dia e por ser baixa temporada nao havia filas grandes para nada. Chegamos às 6:00 no Taj Mahal e nao às 4:00, em geral, muito mais tranquilo. Já falamos que agora só queremos viajar na baixa temporada. Quanto ao vcalor, estilo verao carioca, húmido e na faixa dos 36 graus, tranquilo para brasileiros.

// Roteiro & Hospedagem

Nós optamos por fazer o triângulo dourado que é o reoteiro mais comum para quem visita a India. Eu sempre quis conhecer a India, mas ao mesmo tempo tinha um pouco de receio do que podia encontrar por lá, por isso nao quería passar muitos dias por lá. E quando surgiu a oportunidade de fazer uma viagem por Dubai e Maldivas e a India estava no meio do caminho, foi a oportunidade perfeita para passar uns dias por lá. Nós passamos 5 dias e 4 noites na India e para nós foi mais que suficiente:

Dia 1 – Chegada em Delhi e Tour de Templos em Delhi, Hospedagem Delhi, Taj Palace New Delhi
Dia 2 – Delhi > Agra (260 km) – Ao chegar em Agra: Itimaad-Ud-Daula e Mehtab bagh com vista do pôr do sol, Hospedagem Agra, Hotel Atulaya Taj
Dia 3 – Agra > Fatehpur Sikri > Jaipur, (350 km)  – Visita Taj Mahal, Fatehpur Sikri e Templo Dausa Baswa, Hospedagem Jaipur, Hotel Umaid Bhawan
Dia 4 – City tour Jaipur + Volta a Delhi (240 km) – Visita Hawa Mahal, Amber Palace, City Palace, Observatório Jantar-Mantar e Water Palace. Retorno à Delhi. Hospedagem Delhi, Holiday Inn Airport
Dia 5 – Delhi > Maldivas
// Como se locomover pela Índia
Pensar em como você vai se locomover por lá é muito importante. Nao passava pela minha cabeça usar transporte público por lá e depois do que li sobre o que pode acontecer nos trens sabia que tinha que encontrar uma alternativa que nao fosse viajar de pacote. E tudo se resolveu quando procurando online encontrei pelo Tripadvisor a empresa India Package Tour. Ela é gerenciada pelo próprio dono, o Narendra Kumar que nos foi buscar pessoalmente no aeroporto e nos encheu de presentinhos, além de trocar o dinheiro por uma excelente comissao. Com ele contratamos um motorista para todos os dias e trajeto entre as cidades e mais guias para todas as atraçoes que visitamos. Ele também nos recomendou e reservou os nossos hotéis de Agra e Jaipur. Ambos muito bons. Nosso motorista Jagjeet sempre muito atento e preocupado com nossa satisfaçao e segurança. Super recomendo.

// Comida, Água, Remédios & Higiene

A comida indiana é maravilhosa e nao passamos mal nenhum dia, mas claro, tomamos alguns cuidados básicos para evitar ficar doente e estragar as férias. Primeiro, antes de ir montei uma mini farmácia com as recomendaçoes do Ministério do Viajante da España e a farmacêutica me recomendou um remédio que você começa a tomar 4 dias antes da viagem e depois 1 por dia para evitar qualquer tipo de revertério. Achei o máximo, vende sem contra indicaçao em qualquer farmácia. Também levei paracetamol, ibuprofeno, imosec, repelente, pomada para picada de insetos e antibiótico. Só usei o repelente, mas melhor prevenir que remediar. Importante: brasileiros precisam tomar a vacina contra febre amarela (porque Brasil e América do Sul sao focos de epidemia) e devem pedir na hora da vacinaçao no porto a Carteira Internacional de Vacinaçao.

Água só tomamos mineral, lacrada e, por precauçao, somente as que nos davam ou comprávamos nos hotéis. Nos restaurantes somente bebidas lacradas que sao abertas na sua frente. Nao comemos na rua, só nos restaurantes dos hotéis ou nos indicados pelo nosso motorista. A comida é maravilhosa, mas lembrar de sempre pedir nao picante. Nosso prato favorito foi o Frango Tandoori, pratos com paneer (um queijo indiano parecido com o queijo de coalho, o naan de alho, uma espécie de pao sírio, as samosas, que sao os pasteizinhos recheados com legumes e os legumes grelhados como os cogumelos recheados com paneer. Tudo sempre delicioso!

Além disso, sempre levava comigo um pacote de lencinhos desinfetantes e usávamos sempre

// Costumes

Antes da viagem, além de pesquisar em vários blogs e sites eu li o livro “Holy Cow” da escritora Sarah McDonald, que conta a história de uma australiana que se mudou para índia, e ela descreve exatamente como fucniona a sociedade indiana. Quando cheguei lá, parecia que eu revivia as passagens do livro na mente.

Resumidamente, a Índia é um país muito sujo.Eu sempre achei que fosse preconceito de pessoas com a mente pequena, mas a verdade é que as cidades que passamos tinham pouquíssima infraestrutura, a maior parte parecendo até um grande cortiço com esgoto a céu aberto, montanhas de lixo e de cocô de vaca por todos os lados além das várias moscas e mosquitos perambulando pelo ar.

Um trânsito infernal onde as pessoas nao respeitam nenhuma regra ou sinalizaçao e resolvem tudo na base da buzina. Nosso guia disse que como os policiais ganham super pouco, sao corrompidos na hora das multas e embolsam 1/3 do valor da multa por nao aplicar-la. Atravessar uma rua ali é uma arte, só seguindo os locais e rezando muita Ave Maria. A Índia também requer muita paciência com o calor, os vendedores insistentes que nao te deixam em paz e nao aceitam “nao” como resposta e com muita gente pedindo dinheiro na rua.

 

Roupas

A maior parte dos indianos se veste de maneira conservadora. Muitas mulheres, inclusive se vestem com o tradicional sari ou com uma bata e calça comprida. Portanto, é sempre bom respeitar uma cultura que é diferente da nossa, e, apesar do calor de 40 graus, nao colocar o seu shortinho Carla Perez. Eu levei roupas de tecido leve, saias logas, vestidos longos ou macaquinhos sempre com uma manguinha, pois para entrar nos templos é preciso cobrir os ombros, e, em alguns a cabeça também.

No dia que eu estava com blusa sem mangas, eu tinha sempre comigo uma pashimina fininha para cobrir os ombros e a cabeça.

Fotos

Prepare-se para seu momento celebridade! E nao sao só as fotos, como mencionei acima, por todos os lugares que eu passava, sem brincadeira, uma multidao me seguia com a cabeça, homens e mulheres. Fui ao banheiro do aeroporto e nao conseguia lavar as maos de tanto que as mulheres paravam o que estavam fazendo para me olhar. Era eu me destrair um pouco: “Madam, madam, picture, please”! Com mulher, com marmanjo, com criança, só faltava fazer fila… muito curioso isso, o guia me falou que pela minha cor de pele e estilo de roupa eles pensavam que eu era alguma atriz de Hollywood, alguém famoso, muito distante da realidade deles.

Aliás notei isso muito forte na India, como o povo é desconectado do resto do mundo. Nao sei se é coisa do governo que quer evitar reinvindicaçoes, mas na televisao, por exemplo, a programaçao é exclusiva indiana, os filmes exclusivos de Bollywood, as noticias sao todas na grande maioria da India. Na minha opiniao, o povo nem se dá conta da situaçao que vive porque nao tem com o que comparar. Os poucos filmes de Hollywood que passam é no cinema, mas que porcentagem da populaçao tem acesso à ele em um país onde a média salarial é de 400 euros por ano!?

// Gorjetas

Os indianos esperam gorjeta por tudo: te abriu uma porta, te pegou uma caneta no chao, te indicou um caminho, comprou um suco no carrinho da esquina, nao importa, eles vao esperar por algum dinheirnho. O que me ajudou muito foi ter lido em algum blog a recomendaçao de gorjetas para cada uma das tarefas que as pessoas podem realizar. As rúpias tem um valor bem desvalorizado, é qualquer valor em Euros dividido por 76 (100 rupias = 1,3 Euros):

  • Restaurante 10%
  • Carregadores de Mala 10 a 20 rupias (0,20 euros)
  • Guias 100 a 200 rupias por dia (2 euros)
  • Motorista 200 a 300 rupias por dia (4 euros)
Asia · Maldivas

Maldivas: dicas práticas do que levar, como chegar e onde se hospedar

Nós sempre tivemos vontade de conhecer as Maldivas, mas sinceramente nao estava na lista das maiores prioridades. Entao quando fizemos o roteiro para Dubai e India e vi que as Maldivas ficavam tao pertinho dali, adicionamos um vôo interno de Delhi até Male de só 4 horas de duraçao e tiramos férias da férias por 5 dias. Me deu até vontade de conhecer o Sri Lanka que fica colado nas Maldivas e para quem tiver mais dias é uma ótima opçao também.

 

  • Como funcionam as Maldivas?

As Maldivas sao um conjunto de mais de 1200 ilhas e 26 atoloes que sao ilhas de corais com aquele anel de água em tom de azul mais claro ao redor. Somente cerca de 300 dessas ilhas sao habitdas e a outra grande parte é propriedade privada dos hotéis da regiao. Todas as ilhas sao naturais com exceçao da ilha principal, Male, que é a capital do país e onde fica o aeroporto por onde chegam todos os vôos. Ela foi contruída com esse objetivo e é nela que vive a grande maioria da populaçao.

 

  • Como escolher seu hotel nas Maldivas?

O seu hotel nas Maldivas é o que vai fazer a sua experiência ali ser mais magnífica ou mais simples, vai do gosto ou do bolso. Se o budget é menor a melhor opçao é ficar em um dos hotéis em Male, a capital, ou em algum hotel nas ilhas habitadas. Isso mesmo, os hoteis nas Ilhas habitadas sao bem bonitinhos, nao sao resorts, mas muitos sao pé na areia, tem piscina e meia pensao. O unico ponto negativo é que, primeiro, você nao terá a experiência de um resort, como você provavelmente sonha vendo as varias fotos publicadas de lá e, como as Maldivas é um país muçulmano, em algumas praias é proibido entrar com roupa de banho, somente sao autorizadas nas Bikini Beachs, e o consumo de bebidas alcóolicas é proibido. Nao há nos hotéis, nem nos mercados e nem nos restaurantes. O ponto positivo é que o preço da hospedagem, da comida e dos é exorbitantemente mais baixo e dá para ter uma experiência similar gastando bem menos.

Agora se você já está decidido a ir a um resort, deve lembrar-se que cada ilha é um hotel, ou seja, sua escolha vai determinar o tipo de experiência vivida porque você vai passar quase que 100% do tempo por ali. As ilhas sao pequenas e os resorts as ocupam inteiras, nao há habitantes nas ilhas privadas, entao, ao longo da Ilha, você encontrará a recepçao do hotel, a piscina, os restaurantes, a parte dos chalés e das cabana na água e seu dia se alternará entre esses lugares.

Por isso você deve escolher a ilha em funçao da natureza que a rodeia, se as praias sao boas, se tem bastante vida marinha e pelo tipo de hotel que você quer/ pode pagar. Além disso, é preciso verificar a distancia da Ilha a partir do aeroporto, e se seu hotel nao tiver transfer próprio, adicionar isso ao preço total da hospedagem. E nao é facil conjugar tudo isso, me custou bastante encontrar o hotel ideal, que oferecesse tudo o que queríamos e que ainda por cima nao fosse uma fortuna.

Depois de muitas buscas, optamos pelo hotel Adaaran Select Hudhuranfushi no Atol Male Norte e a escolha foi acertadíssima. A cadeia Adaaran tem uma série de hotéis-ilhas nas Maldivas todos no padrao 4/5 estrelas e oferecem tudo o que você pode querer por um preço bem justo. Para começar que a ilha é super bonita e limpa, a praia sensacional, com areia fina e branquinha, mar azulzinho, cheio de corais e vida marinha. Dá para fazer snorkeling com água no joelho! Conto mais sobre o hotel nesse post aqui.

  • Como chegar às Ilhas das Maldivas

Seu vôo chegará no aeroporto internacional de Male e de lá você deverá ir para a sua ilha escolhida, caso nao esteja hospedado na própria capital. Nosso hotel oferecia transfer, entao logo ao chegar nos dirigimos ao saguao onde estao os stands da maioria dos hoteis e de ali te levam à sua lancha. Com antecedência nos enviaram a exata localizacao do stand, identificados com números. O valor, portanto, já estava incluído na reserva e nao tivemos que nos preocupar com nada, aliás, nosso vôo de chegada havia sido cancelado e só avisei o hotel e eles reagendaram o horário do nosso transfer.

Para quem quer economizar existe a lancha pública que faz o trajeto por cerca de US$3 e leva mais ou menos 3 horas para um caminho que a lancha privada faria em 1 hora e o hidroaviao em 20 minutos. Se seu hotel nao oferece transporte, o ideal é pedir recomendaçao de uma empresa que faça o trajeto até eles. Há vários guichês no aeroporto, mas eu reservaria com antecedência. O valor do transporte em lancha rápida gira em torno de US$100 cada trecho e o tempo varia de 30 minutos a até 2 horas dependendo da distância da sua ilha.

Agora se seu hotel fica em uma ilha mais distante, ou você tem preça em chegar ao seu destino, o ideal é ir em hidroaviao. Atualmente, a única empresa que presta esse serviço é a Trans Maldivian Airways cujo guichê fica quase em frente a porta de desembarque. O valor gira em torno de US$350 por pessoa para as ilhas mais perto (15/20 minutos) e US$450 para as mais distantes (+de 45min). Pergunte se seu hotel providencia a reserva, se nao, faça você mesmo diretamente no site da empresa.

 

  • Dicas essenciais:

Qual a melhor época?

A época ideal é de Novembro a Abril que é o período mais seco e “inverno e primavera” na regiao. Mas a temperatura média das Maldivas nao muda muito durante o ano, ficando na casa dos 26 graus. Nós fomos em Agosto, época das férias e verao europeu, e pegamos um clima maravilhoso: céu azul, dias ensolrados e com média de 30 graus e nao choveu um dia sequer. Foi maravilhoso!

O que levar:

Documentaçao obrigatória

Brasileiros e Europeus nao precisam de visto para entrar nas Maldivas, basta ter passaporte com mais de 6 meses de validade. Para os brasileiros, também é preciso ter a carteirinha internacional de vacinaçao com a vacina de febre amarela em dia, e que deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. E eles checam mesmo, você será direcionado a um balcao especial que cuida somente do tema e que vai checar suas passagem e vacinaçao.

Na mala

  • Filtro solar, o sol nas Maldivas é muito forte.
  • Óculos de sol e chapéu
  • Repelente (há muito mosquitos por lá)
  • roupas de banho e bem informais
  • máquina fotográfica, de preferência uma que possa entrar na água

 

  • O que fazer nas Maldivas?

Basicamente o que o seu hotel vai te proporcionar é:

Pôres do Sol de tirar o fôlego

Muita comida boa & drinks

Muita praia e piscina

Uma rede com vista

Snorkeling & Mergulho (e outras excurçoes)

Um bangalô comodíssimo

Banho sob a luz do luar

Tardes no Spa com muita massagem balinesa

Em resumo, muita beleza!

 

 

 

 

 

 

 

Asia · Maldivas

Resort nas Maldivas: Adaaran Select Hudhuranfushi (Atol Norte)

Como comentei nesse post de planejamento de uma viagem às Maldivas, o hotel escolhido é o que vai determinar 100% o tipo de experiência que você terá nas Maldivas. Desde as acomodaçoes, aos serviços oferecidos, atividades e valores em geral.

O primeiro passo é definir o orçamento e o tipo de hotel em que ficar. Nós decidimos que queríamos um resort entao pouco a pouco fui refinando as buscas, que confesso podem ser um pouco estressantes, porque há muitas opçoes e muitos preços. Eu usei sites como Tripadvisor e Booking para ir pesquisando a melhor localizaçao, comparar serviços, ler as avaliaçoes e finalmente tomar a decisao final balanceando tudo o que queríamos vivenciar versus o valor a ser pago.

Nós optamos pelo Adaaran Select na Ilha Hudhuranfushi que fica na parte norte dos atoloes que tem menos incidência de chuvas (ótima opçao para quem vai na baixa temporada) e dizem mais corais e portanto muito mais vida marinha.

A rede Adaaran Select tem mais alguns hotéis-ilha por lá, todos padrao 4/5 estrelas, bastante integrados à natureza, com excelente comida (apesar de sistema buffet), spa e lindas praias. O hotel é bem clean e a decoraçao bastante rústica, nao espere luxo, mas espere muito conforto e excelente serviço. As estruturas sao em sua maior parte de madeiras, os estofados em tons de branco e bege e o chao de todos os ambientes, exceto o restaurante, coberto de areia. Tem até uma caixinha com água na porta do quarto para limpar o pé antes de entrar no quarto.

E, como eu queria, o Spa Chavana é incrível! Fiz massagem balinesa e outros tratamentos, como hidrataçao facial, todos os dias. Até encontrei uma brasileira, que vai para lá todos os anos e me disse que sempre que chega já compra um pacote de 10 massagens de tao boa que sao. Realamente, uma das melhores que já fiz, com terapeutas balinesas super tranquilas e atenciosas.

Os produtos eram todos da linha do spa, com ingredientes naturais, seguindo a linha Ayurvédica, super tradicional da Índia que fica ali ao lado.

Com referência à comida, um caso a parte. Eu estava preocupada com o sistema de buffet porque havia lido vários comentários negativos de vários hotéis e, confesso, que o que me fez dar a martelada final do Adaaran Select foram os comentarios super positivos com relaçao à comida.

Apesar do sistema de buffet, a comida era diferente a cada dia e sempre fresca, os rechauds eram sempre repostos e a quantidade e variedade inimagináveis. Além disso, a cada noite também havia um jantar temático, uma noite tivemos comida italiana, na outra de frutos do mar, na outra indiana e por aí vai. Sempre uma opçao de carne grelhada na hora e uma mesa só de frutas tropicais. Eles também tem um restaurante a la carte, que nao estava incluído e nem quisemos experimentar.

Nós fechamos o pacote All Inclusive que dá direito à três refeiçoes, bebidas a vontade em qualquer um dos 5 bares do complexo incluídos piscina e praia e mais um café da tarde por volta das 16:00. Ficamos totalmente satisfeitos.

Os bares de praia/ piscina sao bem organizados e bonitos, mas confesso que as bebidas nao sao servidas no padrao brasileiro de temperatura e os drinks sao adapatados, inclusive a caipirinha, para serem bem mais doces e agradar a maioria do público por ali. Os sucos naturais também nao estao incluídos e tem que ser pagos a parte.

A piscina também tem seu próprio bar e é bastante grande para nao ficar lotada apesar do grande número de bangalôs que há na ilha.

Quanto à hospedagem nós optamos pelo Beach Bangalow, que é o chalé pé na areia de frente para o mar porque, como queríamos optar pelo sistema all inclusive e nao correr o risco de gastar uma fortuna com drinks e outras coisas, decidimos nao escolher os banagalôs com palafitas na água.

O bangalô na palafitas sai o mesmo preço do bangalô de praia, mas no sistema de meia pensao, ou seja, só café da manha e jantar e sem bebidas. E nao nos arrependemos, sabe por quê? Porque os bangalôs na água (Ocean Villas) sao bem mais longe do “hotel” e ficam afastados de tudo, havia até transporte para levar o pessoal até lá e o acesso é direto na água, nao tem uma praia ali.

Além disso, o bangalô de praia é incrível, super confortável e bem pé na areia!

Vista da porta do quarto

O quarto é enorme e a cama super confortável. O banheiro tem dois boxes um interno e outro externo onde você toma banho vendo a luz do luar. É puro charme.

Quanto às atividades extras, o hotel tem um Centro Aquático, que oferece diversas atividades como snorkeling, mergulho, jet ski, pescaria, passeios de barco para ver o pôr so sol etc. Basta inscrever-se no dia anterior e se há no mínimo 2 pessoas o passeio acontece.

Nós andamos de jet ski por lá e adoramos. O passeio é meio que vigilado por um guia para que você nao saia dos limites do hotel e passe por cima dos corais o que pode ser um acidente feio.

Quanto ao snorkel, nao sentimos necessidade de comprar o passeio, já que na própria praia de corais do hotel era possível fazê-lo por conta própria. Só alugamos as máscaras no mesmo centro aquático.