Asia · India · Jaipur

Jaipur | Palacio Real de Jaipur e Observatório Astronômico Jantar Mantar

De volta do Forte de Amber, nossa próxima parada foi no observatório real, chamado Jantar Mantar, um dos cinco observatórios construído na Índia, este pelo marajá Jai Singh em 1728 que além de guerreiro era apaixonado por astronomia.

Basicamente ele é um conjunto de instrumentos e esculturas que permitiam o estudo da evoluçao das sombras produzidas pelo sol, ou seja, “no sun no fun”. Se nao estiver sol no dia que você visitar o observatório nao será possível ver a “mágica” acontecendo. O objeto mais impressionante é um relógio solar de mais de 27 metros e que se move 4 metros por hora!

O que eu mais gostei é o instrumento astrológico que permite ver exatamente como os signos se determinam conforme a posiçao do sol no momento em que você nasceu. Dá para ver certinha a sombra na casa solar!

O Observatório está conectado com o Palácio dos Ventos e com o Palácio da Cidade formando assim o complexo Palacial de Jaipur. Uma verdadeira obra prima!

O Palacio de Jaipur ou City Palace inclui dois palácios principais, o Chandra Mahal e Mubarak Mahal junto com outras construçoes que compoem a casa da família real de Jaipur, que obviamente hoje já nao tem mais poder, mas mantém seu suatus real. Ele foi construído entre 1729 e 1732 por Jai Singh II, o entao governador de Amber sob a supervisao dos arquitetos reais: Vidyadar Bhattacharya e Samuel Swinton. Eles conseguiram plasmar uma mescla de arquitetura mongol, hindu e européia.

É preciso atravessar 7 portóes (que representam os sete planos espirituais) para chegar até o Palácio.

A maior parte do palacio Chandra Mahal é habitado pela família real e cada um dos seus sete andares tem um charme e encanto particulares. Os patios, jardins e várias edificaçoes também podem ser visitadas. Ele é considerado edifício mais importante e mais bonito do complexo. Nós optamos pelo ingresso Royal grandeur tour que custa 2000 INR e que dá acesso a muito mais áreas do palácio que o ingresso normal. Sao mais ou menos 45 minutos de visita e fomos com nosso guia, já contrato junto com nosso motorista.

Os dois primeiros andares, que formam parte da Sukh Niwas Hall, formam o Museu Maharaja Sawai Man Singh II que exibe muitas peças e armamentos de guerra. Nós nao entramos porque o ingresso era separado e nao tínhamos interesse em ver armas. preferimos comprar o ingresso para o Palácio Real.

O terceiro andar do Sukh Niwas Hall, é o Salao Azul, que na minha opiniao é a sala o bonito do complexo, toda adornado em tons de branco e azul celeste e desenhado para ser a sala de jantar da família real.

O quarto andar é conhecido como Shobha Niwas ou Salao da Beleza e tem uma decoraçao única com muitas pinturas douradas e trabalhos em espelhos além das decoraçoes florais. Ele era utilizado como sala de oraçoes.

O quinto andar é Chavi Niwas ou a Casa dos Espelhos e uma arquitetura de espelhos em suas paredes. Antigamente, à luz de velas, o teto do salao parecia estrelado. O guada do palácio nos fez uma demonstraçao apagando as luzes e acendendo duas velas em movimento. É super bonito.

O último e sexto andar chama-se Mukut Mahal ou o Palácio da Coroa de onde se pode ter lindas vistas de Jaipur, dos outros edificios do complexo e dos jardins em que haviam vários pavoes. A coisa mais linda. Nós amamos esse palácio e para mim depois do Forte de Amber (ver post aqui) é a segunda atraçao imperdível de Jaipur.

Outro ponto alto fica na área de Gangajalis of Diwan-i-Khas ou SarvatoBhadra com paredes laranajs e lindos lustres de cristal e que inclui duas urnas gigantes que estao listadas no Guiness Book como os maiores objetos de prata do mundo! Seu objetivo inical era carregar água do Ganges para Londres para que Madho Sigh II pudesse bebê-la durante sua estadia em 1901.

Também na área pública (Pritam Niwas Chowk) o pátio está rodeado por 4 portóes que representam as 4 estaçoes do ano: o portao do Pavao representando o outono, o Portao das Rosas representando o Inverno, o Portao de lotus representando o Verao e o Portao de Leheryia representando a primavera. Um portao mais lindo que o outro e um dos trabalhos mais procurados pelos turistas!

Portao do pavao (Outono)
Portao das Rosas (Inverno)
Portao de lotus (Verao)
Portao de Leheriya (Primavera)

// Onde ficar

Nós ficamos no excelente Umaid Bhawan Hotel que 4 estrelas e fica em um antigo palácio restaurado em Jaipur com uma decoraçao incrível.

Exatamente o que queríamos de um hotel na Índia com pinturas incríveis e quartos confortáveis e lindos.

O nosso tinha uma cama de princesa além de uma mini salinha de estar e um banheiro bem grande e reformado.

A estrutura do hotel também conta com piscina, embora nao tivemos tempo de usá-la, bar, cafeteria e restaurante rooftop onde jantamos na primeira noite por lá e tanto a comida como o atendimento foram fantásticos.

// Onde comer

Umaid Bhawan Hotel

Pink City Jaipur

Asia · India · Jaipur

Jaipur | Palácio dos Ventos, Forte Amber e Water Palace

Jaipur é conhecida como a cidade rosa desde 1905 quando em preparaçao à visita do príncipe de Gales à cidade ordenou-se que ela fosse toda pintada de rosa e assim permanece seu centro antigo até os dias de hoje.

A cidade foi fundada em 1728 pelo marajá Sawai Jai Singh, governador de Amber e aficcionado pela astronomia. Ela é bastante simétrica e rodeada por uma muralha com dez portas. Ela está dividida em 9 quadrantes sendo que dois deles estao dedicados ao Palacio dos Ventos e ao Jantar Mantar, ou observatório astrológico e o outro ao Chandra Mahal ou City Palace. Os outros sao ocupados pelos moradores da cidade.

Nossa primeira parada foi no Palácio dos Ventos, um antigo palácio, conectado ao City Palace e ao Observatório Jantar Mantar, construído em 1799, como uma extensao do harém. Ele permitia que as mulheres reais observassem a cidade através das pequenas janelinhas sem serem vistas. Ele é uma fachada construída na forma da cauda do pavao real que é símbolo da realeza indiana.

Na sequência fomos visitar o Forte de Amber, que construído em 1592, foi o lugar que mais gostei da viagem, depois do Taj Mahal em Agra. Ele fica em Amber, a 11 km de Jaipur, e era o complexo palaciano da cidade, que ficava dentro de um forte chamado Jaigarh Fort.

Esse forte está conectado com Amber através de passagens fortificadas e fica no topo de uma colina dentro do complexo de Amber. Nós subimos ao forte de elefante e foi um dos pontos altos da viagem.

Do alto do elefante conseguimos ver toda a cidade de Jaipur, o lago Maotha e a muralha original da cidade. Também se pode subir de carro por um caminho diferente.

Muralha de Jaipur

O passeio termina em um grande pátio chamado Jaleb Chowk. Aí compramos as entradas e subimos por uma escada empinada em direçao ao um novo pátio chamado Diwan-I-Am que era utilizado para as audiências públicas está adornado por muitas colunas de pedra rosa.

Ao lado está a porta Ganesh Pol e que leva às habitaçoes privadas do marajá. Está toda decorada por mosaicos e pinturas e pelas janelas jali de onde as mulheres também podiam olhar para fora sem serem vistas.

Outra sala bastante interessante é a Sala dos Espelhos (Hawa Mahal) que na época em que o Palácio era habitado pela realeza, somente uma vela era necessária para iluminar o lugar por causa do desenho e distribuiçao dos espelhos. Nosso guia contou que Shakira se apresentou para a família real e que por conta dos espelhos todos os conviados podiam vê-la de onde estavam.

Na outra ponta está o Palácio do Prazer com porats de marfim e madera de sândalo e que era a área de diversoes no verao. Ele tinha um sistema de refrigeraçao onde a água fresca ficava depositada no teto e depois passava ao jardim.

Na parte mais antiga está a Zenana, parte do palácio reservada às mulheres. No térreo ficavam as princesas e na parte superior as concumbinas. É um costume muçulmano que foi introduzido na Índia depois das várias invasoes.

Na saída do Forte Amber, a caminho do City Palace, passamos pelo Water Palace, que parace estar flutuando sobre as águas do lago de Man Sagar, impressionante! O lago se enche durante o período de cheias e só é acessível por barco. Ele foi reformado pelo marajá Jai Singh II no século XVIII para uso da família real de Jaipur.

 

 

 

 

 

Asia · Fatehpur Sikri · India

Fatehpur Sikri, a cidade perdida da India

Fatehpur Sikri é uma antiga cidade erigida pelo imperador mongol Akbar, entre 1571 e 1585, o avô de Shah Jahan I, o construtor do Taj Mahal a 35 km de Agra. É incrível ir percebendo, a medida que aprendemos um pouco mais da história da Índia como tudo está interligado ao longo dos anos e como sao sempre os mesmos que detêm o poder.

Na metade do século XVI, a área onde fica Fatehpur Sikri fazia parte do Império Mogol e foi escolhida pelo Imperador Akbar para ser capital do seu império. Isso se deve ao fato de que ele nao conseguia ter filhos e lhe foi prometido pelo Deuses, que se ele se isolasse por 10 anos no meio do deserto, esse seu desejo seria concebido. E foi. Logo depois da construçao da cidade seu filho nasceu. A cidade levou 15 anos para ser construída, mas o lugar nao contava com poços de água e foi abandonada logo depois da morte do Imperador, 14 anos depois da sua construçao.

A zona civil de Fatehpur Sikri era utilizada por Akbar como residencia e como edifícios oficiais onde o imperador recebia extrangeiros e se reunia com seus conselheiros. Para chegar aré lá basta pegar um ônibuzinho que custa 10 rupias bem na entrada do complexo e que te deixa na porta de entrada da cidade.

O Palácio de Jodh Bai é o maior de todos os palácios de Fatehpur Sikri e é o primeiro que se avista ao entrar na cidade. Formava parte do harém e era a residência da princesa imperial Mariam-uz-Zamani. Sua arquitetura é uma mezcla do estilo hindu das colunas (em homenagem à ela que era indiana), islâmico das cúpulas e persa do azul das telhas.

No entanto o Imperador tinha mais duas esposas, uma crista e outra muçulmana e por isso era conhecido como um monarca tolerante e que respeitava todas a religioes. Mas na verdade, dizem que o que ele quria mesmo era entender todas as religioes para planejar bem suas táticas de guerra. O palácio da sua esposa crista se chamava casa de Maryam e diz a lenda que ela era de origem portuguesa nascida em Goa.

Palácio da Esposa Muçulmana

No centor de tudo ficava o Palácio do Imperador, o Panch Mahal, um edifício de cinco andares que diferem de tamanho um do outro, diminuindo a medida que se sobre assim como o número de colunas também. Era adornado por celosias, as famosas janelinhas que permitiam que as mulheres reais espiassem tudo o que estava acontecendo do lado de fora sem serem vistas.

Panch Mahal

Bem em frente fica uma espécie de tabuleiro de xadrez que o imperador costumava jogar usando suas esposas e comcubinas nuas como peças! Ele era muito conhecido também pelas festas que dava e pelos músicos que trazia.

Diwan-i-Khas

A sala de audiências privadas Diwan-i-Khas é outro destaque. A forma com que ele falava com seus conselheiros é bem curiosa: ele se sentava no alto de uma coluna central da qual saiam quatro pontes que chegam a cada uma das quatro esquinas do edifício, onde se sentavam seus conselheiros. Incrível a altura em que se sentavam.

Logo mais a frente está o quarto do imperador com vistas a uma piscina ornamental da qual se pode subir ao quarto.

Elevador de esposas para que uma nao visse a outra e nao soubesse com quem o Imperador estava.

Próximo dali outros pequenos templos e salinhas de pintura e oraçao tem decoraçoes incríveis.

Apesar de conhecido pela sua tolerância religiosa, a única construçao religiosa de Fatehpur Sikri é a Mesquita Jama.  A mesquita fica do outro lado da cidade e se pode ver de longe desde a saída da cidade.

 

 

Asia · India

Como organizar uma viagem à Índia? Tudo o que você precisa saber antes de ir!

Pense em todos os estereótipos que você conhece da ïndia: acredite você vai ver todos eles lá, e, alguns outros que você nao havia nem imaginado. Por isso, mais do que qualquer destino na Europa ou na América, uma viagem para a Ásia tem que ser bem planejada, também na parte do conhecimento, afinal será tudo novo: a cultura, a comida, o clima, a história. Nada como estar super bem preparado para tirar de letra qualquer imprevisto que possa acontecer.

// Como chegar

Nós chegamos de Barcelona via Dubai pela Emirates. É uma excelente oportunidade para fazer uma escala e conhecer os Emirados antes ou depois de visitar a India. Também aproveitamos para encaixar as Maldivas, que fica próxima ao sul do país, com um vôo low cost de 4 horas entre Delhi e Male que compramos diretamente no site da Indigo.

// Documentos Necessários

Tanto para brasileiros como para europeus é necessário solicitar um visto para ir à India. Mas é super fácil, e o melhor, online. O processo é super tranquilo, basta se cadastrar, subir as fotos e as copias dos documentos solicitados, pagar a taxa de 80 euros e em menos de 24 horas chega a sua autorizaçao por e-mail.

// Quando ir

A alta temporada na Índia é de Novembro a Março (outono e inverno) quando a temperatura é mais amena e o clima mais seco. Mas nossas férias mais compridas aqui em Barcelona sao em Agosto e era quando podíamos ir. Julho e Agosto nao sao muito indicados por ser época de monçoes, ou seja, de chuvas, além de ser verao, ma ste digo que nao nos arrependemos em nada. Nao choveu um só dia e por ser baixa temporada nao havia filas grandes para nada. Chegamos às 6:00 no Taj Mahal e nao às 4:00, em geral, muito mais tranquilo. Já falamos que agora só queremos viajar na baixa temporada. Quanto ao vcalor, estilo verao carioca, húmido e na faixa dos 36 graus, tranquilo para brasileiros.

// Roteiro & Hospedagem

Nós optamos por fazer o triângulo dourado que é o reoteiro mais comum para quem visita a India. Eu sempre quis conhecer a India, mas ao mesmo tempo tinha um pouco de receio do que podia encontrar por lá, por isso nao quería passar muitos dias por lá. E quando surgiu a oportunidade de fazer uma viagem por Dubai e Maldivas e a India estava no meio do caminho, foi a oportunidade perfeita para passar uns dias por lá. Nós passamos 5 dias e 4 noites na India e para nós foi mais que suficiente:

Dia 1 – Chegada em Delhi e Tour de Templos em Delhi, Hospedagem Delhi, Taj Palace New Delhi
Dia 2 – Delhi > Agra (260 km) – Ao chegar em Agra: Itimaad-Ud-Daula e Mehtab bagh com vista do pôr do sol, Hospedagem Agra, Hotel Atulaya Taj
Dia 3 – Agra > Fatehpur Sikri > Jaipur, (350 km)  – Visita Taj Mahal, Fatehpur Sikri e Templo Dausa Baswa, Hospedagem Jaipur, Hotel Umaid Bhawan
Dia 4 – City tour Jaipur + Volta a Delhi (240 km) – Visita Hawa Mahal, Amber Palace, City Palace, Observatório Jantar-Mantar e Water Palace. Retorno à Delhi. Hospedagem Delhi, Holiday Inn Airport
Dia 5 – Delhi > Maldivas
// Como se locomover pela Índia
Pensar em como você vai se locomover por lá é muito importante. Nao passava pela minha cabeça usar transporte público por lá e depois do que li sobre o que pode acontecer nos trens sabia que tinha que encontrar uma alternativa que nao fosse viajar de pacote. E tudo se resolveu quando procurando online encontrei pelo Tripadvisor a empresa India Package Tour. Ela é gerenciada pelo próprio dono, o Narendra Kumar que nos foi buscar pessoalmente no aeroporto e nos encheu de presentinhos, além de trocar o dinheiro por uma excelente comissao. Com ele contratamos um motorista para todos os dias e trajeto entre as cidades e mais guias para todas as atraçoes que visitamos. Ele também nos recomendou e reservou os nossos hotéis de Agra e Jaipur. Ambos muito bons. Nosso motorista Jagjeet sempre muito atento e preocupado com nossa satisfaçao e segurança. Super recomendo.

// Comida, Água, Remédios & Higiene

A comida indiana é maravilhosa e nao passamos mal nenhum dia, mas claro, tomamos alguns cuidados básicos para evitar ficar doente e estragar as férias. Primeiro, antes de ir montei uma mini farmácia com as recomendaçoes do Ministério do Viajante da España e a farmacêutica me recomendou um remédio que você começa a tomar 4 dias antes da viagem e depois 1 por dia para evitar qualquer tipo de revertério. Achei o máximo, vende sem contra indicaçao em qualquer farmácia. Também levei paracetamol, ibuprofeno, imosec, repelente, pomada para picada de insetos e antibiótico. Só usei o repelente, mas melhor prevenir que remediar. Importante: brasileiros precisam tomar a vacina contra febre amarela (porque Brasil e América do Sul sao focos de epidemia) e devem pedir na hora da vacinaçao no porto a Carteira Internacional de Vacinaçao.

Água só tomamos mineral, lacrada e, por precauçao, somente as que nos davam ou comprávamos nos hotéis. Nos restaurantes somente bebidas lacradas que sao abertas na sua frente. Nao comemos na rua, só nos restaurantes dos hotéis ou nos indicados pelo nosso motorista. A comida é maravilhosa, mas lembrar de sempre pedir nao picante. Nosso prato favorito foi o Frango Tandoori, pratos com paneer (um queijo indiano parecido com o queijo de coalho, o naan de alho, uma espécie de pao sírio, as samosas, que sao os pasteizinhos recheados com legumes e os legumes grelhados como os cogumelos recheados com paneer. Tudo sempre delicioso!

Além disso, sempre levava comigo um pacote de lencinhos desinfetantes e usávamos sempre

// Costumes

Antes da viagem, além de pesquisar em vários blogs e sites eu li o livro “Holy Cow” da escritora Sarah McDonald, que conta a história de uma australiana que se mudou para índia, e ela descreve exatamente como fucniona a sociedade indiana. Quando cheguei lá, parecia que eu revivia as passagens do livro na mente.

Resumidamente, a Índia é um país muito sujo.Eu sempre achei que fosse preconceito de pessoas com a mente pequena, mas a verdade é que as cidades que passamos tinham pouquíssima infraestrutura, a maior parte parecendo até um grande cortiço com esgoto a céu aberto, montanhas de lixo e de cocô de vaca por todos os lados além das várias moscas e mosquitos perambulando pelo ar.

Um trânsito infernal onde as pessoas nao respeitam nenhuma regra ou sinalizaçao e resolvem tudo na base da buzina. Nosso guia disse que como os policiais ganham super pouco, sao corrompidos na hora das multas e embolsam 1/3 do valor da multa por nao aplicar-la. Atravessar uma rua ali é uma arte, só seguindo os locais e rezando muita Ave Maria. A Índia também requer muita paciência com o calor, os vendedores insistentes que nao te deixam em paz e nao aceitam “nao” como resposta e com muita gente pedindo dinheiro na rua.

 

Roupas

A maior parte dos indianos se veste de maneira conservadora. Muitas mulheres, inclusive se vestem com o tradicional sari ou com uma bata e calça comprida. Portanto, é sempre bom respeitar uma cultura que é diferente da nossa, e, apesar do calor de 40 graus, nao colocar o seu shortinho Carla Perez. Eu levei roupas de tecido leve, saias logas, vestidos longos ou macaquinhos sempre com uma manguinha, pois para entrar nos templos é preciso cobrir os ombros, e, em alguns a cabeça também.

No dia que eu estava com blusa sem mangas, eu tinha sempre comigo uma pashimina fininha para cobrir os ombros e a cabeça.

Fotos

Prepare-se para seu momento celebridade! E nao sao só as fotos, como mencionei acima, por todos os lugares que eu passava, sem brincadeira, uma multidao me seguia com a cabeça, homens e mulheres. Fui ao banheiro do aeroporto e nao conseguia lavar as maos de tanto que as mulheres paravam o que estavam fazendo para me olhar. Era eu me destrair um pouco: “Madam, madam, picture, please”! Com mulher, com marmanjo, com criança, só faltava fazer fila… muito curioso isso, o guia me falou que pela minha cor de pele e estilo de roupa eles pensavam que eu era alguma atriz de Hollywood, alguém famoso, muito distante da realidade deles.

Aliás notei isso muito forte na India, como o povo é desconectado do resto do mundo. Nao sei se é coisa do governo que quer evitar reinvindicaçoes, mas na televisao, por exemplo, a programaçao é exclusiva indiana, os filmes exclusivos de Bollywood, as noticias sao todas na grande maioria da India. Na minha opiniao, o povo nem se dá conta da situaçao que vive porque nao tem com o que comparar. Os poucos filmes de Hollywood que passam é no cinema, mas que porcentagem da populaçao tem acesso à ele em um país onde a média salarial é de 400 euros por ano!?

// Gorjetas

Os indianos esperam gorjeta por tudo: te abriu uma porta, te pegou uma caneta no chao, te indicou um caminho, comprou um suco no carrinho da esquina, nao importa, eles vao esperar por algum dinheirnho. O que me ajudou muito foi ter lido em algum blog a recomendaçao de gorjetas para cada uma das tarefas que as pessoas podem realizar. As rúpias tem um valor bem desvalorizado, é qualquer valor em Euros dividido por 76 (100 rupias = 1,3 Euros):

  • Restaurante 10%
  • Carregadores de Mala 10 a 20 rupias (0,20 euros)
  • Guias 100 a 200 rupias por dia (2 euros)
  • Motorista 200 a 300 rupias por dia (4 euros)