Américas · Canadá · Toronto

Toronto: Dicas práticas – Compras, Acomodação, Restaurantes e Internet

Toronto é uma cidade super cosmopolita e lembra um pouco Nova York, na parte da cidade onde estão seus arranha-céus super modernos e cheios de design. Também o climinha de ilha, apesar de Toronto não ser uma ilha, mas por estar à beira dos Grandes Lagos a cidade tem um pouco do estilo estilo praiano, mas, claro, que nao no inverno.

Transporte

  • Metrô

Mas por outro lado os pontos turísticos da cidade são bem espalhados e o metrô apesar de ter várias linhas, não é tão ‘completo’ quanto o de Nova York’. Ele te leva para todos os lugares, mas você acaba tendo que andar um pouco mais da estação até a atração. O metrô é o principal meio de transporte da cidade.

Nossos amigos no metrô de Toronto
  • Ônibus Turístico (hop on hop off)

Outra opção interessante é o ônibus turístico ‘hop on hop off’ que te dá direito a 4 paradas e subidas. Como estava muito frio pegamos no nosso último dia para conhecer as atrações mais distantes como a Casa Loma e o Distillary District. O ônibus não é novinho não (o de Curitiba o coloca no bolso), mas o importante é que tem calefação e você fica lá dentro quentinho enquanto conhece a cidade.

  • Táxi

É bem carinho e cobra uma taxa extra caso você tenha mais que 3 malas grandes. Usamos só do aeroporto para o Hotel, pois como estávamos em 4 pessoas, era o melhor custo/ benefício.

  • Trem

A estação de trens de Toronto é bem no centro da cidade e do lado da estação de metrô Union Station. Como estávamos hospedados na Clarence Square fomos a pé em 5 minutos. As ruas são bem planas e seguras, inclusive de madrugada.

Trem de Toronto a Quebec

Acomodação

Há vários tipos de hospedagem em Toronto de hotéis 5 estrelas a camas em quarto-dormitório. Como já disse em outros posts não gasto dinheiro com hospedagem mesmo (a não ser que faça parte do tipo de viagem), mas tenho algumas exigências como limpeza, banheiro no quarto e ótima localização – sempre perto de metrô.

Ficamos no The Clarence Park Hotel que nos atendeu plenamente em todos os quesitos. O quarto é simples, mas todo reformado, com calefação, TV LCD e chuveiro bom. O hotel são quatro sobradinhos um do lado do outro e um deles é a sede onde tem wifi e uma cozinha coletiva. Recomendo! E a localizaçao imbatível com vista da CN Tower.

Restaurantes

Toronto tem muitos restaurantes e vários bem legais. Notamos que eles tem um fraco por culinárias asiática e 90% dos restaurantes da cidade vão te servir noodles ou curry. Chegamos a conclusão de que é por a pimenta esquenta…

  • Sky Dragon Chinese Restaurant – Esse foi o primeiro restaurante que fomos em Chinatown. Entramos no susto assim que vimos que servia Dim Sum (que adoramos!) e foi excelente! O restaurante é tipicamente chinês e nada turístico. Só a ‘hostess’ fala um pouco de Inglês. As garçonetes só chinês e foi muito engraçado pedir e entender na mímica. Toneladas de dim sum de camarão e lagosta e centenas de rolinhos primavera de caranguejo depois a conta deu US$50 para 4 pessoas!

  • Eaton Center – Tem uma praça de alimentação enorme com todos os tipos de restaurantes (lembre-se que 90% são asiáticos) e fast foods como McDonald’s, New York Fries etc. No próprio Eaton tem o quiosque de pipocas Kerned que é impedível. 597 combinações diferentes de sabores!

O prato mais famoso do Canadá, Poutine, batatas fritas com molho de carne e queijo do New York Fries.
  • Pizza Rustica  – Restaurante/ pizzaria italiana com umas pizzas bem gostosas. Não se compararm com as de São Paulo, mas também dão de 10 a 0 naquelas borrachentas de Nova York. Recheios bem elaborados como queijo brie com pêra, vale a visita.

  • Mill St. Brew Pub – Este pub é também uma cervejaria artesanal e parada obrigatória no Destillary District. Degustações de cerveja, por litro, por copo, de baunilha, de framboesa, escura, clara… enfim combinações mil.

  • 360º Restaurant na CN Tower – Esse restaurante tem a melhor vista de Toronto (giratório), mas é para uma ocasião especial, passamos a noite de Ano Novo lá. O preço é mais caro que os outros e a comida é normal, mas a experiência é bem legal.

Compras

O Canadá também é o paraíso das compras e por não ser tão lotado as lojas são mais vazias, há mais opções de modelos/ cores que nos Estados Unidos. Os preços são em média um pouco mais caros que nos EUA, acho que cerca de 10%, mas na época que fomos, por exemplo, na semana depois do Natal acontece a Boxing Week onde tudo é vendido pela metade do preço.

Imaginem que já não havia mais calças jeans da Levi’s na loja da Sears do Eaton Center. A Sears é o melhor lugar para comprar chocolates Lindt, com muitas promoções. Compramos tudo com 50$ de desconto porque já tinha acabado o Natal e queriam ‘desovar’ os chocolates temáticos!

O Eaton Center ainda tem Sacks, Nordstrom, Godiva, lojas de esporte de neve, Abercrombie, Aldo, Baby Gap, Disney Store. H&M, Hollister, MAC, Sears, Sony Store, Sunglass Hut, William-Sonoma (amo!) e várias lojas de operadoras de celular para comprar o tal do chip com Internet pré paga.

No estilo outlet eles tem a Marshalls que é super barata (inclusive para comprar a sua bota de neve da Sorel) e vende de tudo de roupas de marcas famosas – muito baratas – até coisas para a casa.

Celular e Internet Pré Paga

O melhor lugar para comprar é no Eaton Center porque lá tem quiosque/ loja da maioria das operadoras. Nós escolhemos a Fido porque era a única que oferecia plano de ligações e Internet que funcionava em todas as cidades canadenses. Em todas as outras o plano funcionava somente em Toronto.

Américas · Canadá · Mont Tremblant

Mont Tremblant | Deslizando de trenó no Canadá

Como já contei aqui, Mont Tremblant é uma cidadezinha super fofa que fica no Quebec, quase caminho entre Montreal e Quebec City. Ela fica a duas horas ao norte de Montreal e nós chegamos lá de ônibus. O ideal é ir de carro, mas descobrimos na locadora que nao podíamos alugar carro sem a permissao internacional, como nos EUA nunca nos pediram, nao pesquisamos e nossa única opçao foi o ônibus. Mas que ônibus, todo automático e com calefaçao, o passeio é bem tranquilo, mas para conseguir curtir o resort você precisa passar lá pelo menos uma noite porque o horário de volta do ônibus no mesmo dia é cedo e nao te dará tempo de conhecer tudo.

Mont Tremblant é bem charmosa principalmente porque tem muita influencia francesa e as casinhas seguem um estilo mais europeu. Mas nao foi a arquitetura que mais nos marcou na cidade, mas sim, o passeio de trenó com os cachorros pelos bosques nevados. Pesquisei muito antes de fechar no próprio site do Mont Tremblant Activity Center, que é onde acontece a atividade, e li vários relatos que descreviam a atividade como sensacional, indescritível… tantas críticas positivas que resolvemos arriscar e foi muito legal!

O pessoal do resort te busca na porta do hotel e logo que você chega no local já fica impressionado – um bosque gigante branquinho e cheio de pinheiros/ árvores, cena do filme da Branca de Neve e o Caçador, sabe? Só por aí já vale o passeio, mas tem mais…

Preparação

O instrutor nos levou no canil, cheio de huskies siberianos de todas as cores e idades, um mais lindo que o outro. Também há alguns vira latas no meio porque são muito fortes e ajudam a puxar o trenó. Muitos desses cães estavam abandonados e foram resgatados e tratados.

Depois disso o instrutor dá uma pequena aula de ‘pilotagem do trenó’ – uma pessoa vai sentada (passageiro) no trenó e a outra vai atrás de pé (piloto). Na hora parece que vai ser difícil e dá um frio na barriga, mas depois que começa é bem fácil.

O passeio

O passeio dura duas horas e quinze minutos: uma hora de ida passeando pelo bosque nevado, quinze minutos de descanso em uma cabana aquecida onde tomamos chocolate quente e comemos biscoitos de maple e mais uma hora de volta.

Passear pelo bosque é uma delícia e quem está de passageiro consegue tirar fotos e fazer filmes. O tempo passa voando, uma hora de passeio dá a sensação de 15 minutos.

Na metade do caminho há uma parada para você se secar um pouco e se aquecer perto de um fogareiro.

No final você pode comprar o CD com todas as suas fotos que eles vão tirando durante o passeio, porque você mesmo não consegue tirar do próprio trenó, mas só do traseiro dos cachorros J.

 

Como se vestir

Não bobeie! Você precisa estar vestido para o frio. No dia estava -26ºC e quando o trenó começou a andar ficou mais frio ainda. Leia o post que escrevi sobre como se vestir no inverno.

O mais importante – quem vai pilotar fica com as mão e pés mais expostos ao vento então use luva de fleece + luva impermeável potente (essa você vai ter que compra lá – geralmente elas nem dedos tem) + hand warmers dentro de cada uma das luvas. Nos pés meia + meia térmica + bota impermeável + foot warmer. Antes de ir comprei uma caixa desses ‘warmers’ na Amazon e usamos tudo.

Eu que estava de passageira usei tudo isso nos pés porque apesar do cobertor que eles dão, a sola dos pés recebe toda a friaca do vento.

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48h em Toronto: Eaton Center, Chinatown e Distillery District

Começamos o dia no cruzamento da Dundas com a Yonge Street (em frente ao Eaton Center). Aí fica o burburinho de Toronto, onde está o centro comercial e as melhores ruas de compras como a Bloor, Queen, College, Danforth, e Gerrard Streets. Na Gerrard fica a Marshalls (que tem preços maravijosos!) e na Yonge Street várias lojas de sapatos e roupas.

Brasileiros felizes com a neve!

Também há várias ruazinhas paralelas de comércio paralelas que nao ficam para trás como a Yongea Wellesley, Isabella e Bloor Street que formam um centrinho tipo a nossa Oscar Freire.

Seguimos pela Bloor Street até a Spadina e chegamos na Casa Loma, que é uma casa-museu marca da cidade de Toronto construído em forma de castelo neo romântico pelo famoso localmente Sir Pellat, um empresário canadense filho de Ingleses, em homenagem à sua esposa. Devido ao seu alto custo (USD 5,4 milhoes) a casa nunca foi terminada e ainda o acabou levando a falência. Quem quiser visitar pode comprar o ticket online com antecedência.

De lá fomos à Avenue Road e passamos pelo ROM – Royal Ontario Museum que é super famoso na cidade pelas mostras de inovação, além das seções de paleontologia, mineralogia, zoologia e arqueologia. Uma espécie de Museu da História Natural de NY.

Seguimos para Chinatown que é bem arrumadinha por sinal e tem muita bugiganga e eletrônicos para vender. Entramos em um restaurante com uma plaquinha em chinês e comemos deliciosos dim sums. O interessante é que lá dentro todos eram chineses e a garçonete nao falava quase nada de inglés, entao tínhamos que arriscar os sabores, para eram todos de camarao, frango, siri, muuuito bons!

Ainda em Chinatown caminhamos até o Kensington Market que é um lugar meio alternativo com muita arte, pinturas, brechós e repleto de bares e cafés. Dá para passar horas ‘vivendo’ a multiculturalidade’ de Toronto. Até coxinha você encontra por ali, que aliás, é um ótimo lugar para comer. Um estilo de Soho + Vila Madalena, mas um pouco mais hype. E não se esqueça que vender ‘utensílios’ para o consumo da maconha é liberado no Canadá, então não se assuste com várias dessas ‘ferramentas’ por lá, inclusive na vendinha mais brega-conservadora-mequetrefe do bairro.

Mais a frente, na ponta oposta à Casa Loma da Spadina Avenue, fica o ‘Entertainment District’, como a Broadway de Nova York cheio de teatros e casas de show. O ponto alto é a CN Tower, a segunda maior torre de comunicação do mundo – a primeira é o Burj Khalifa.

A torre oferece várias atrações como o o chão de vidro a 553 metros de altura – dá muito medo, especialmente para quem tem medo de altura como eu – a Edge Walk (somente no verão) em que você fica pendurado do lado de fora da torre preso por um cabo de ferro e caminha pela borda do edifício – e o Restaurante 360º que é giratório e fica a 361 metros de altura. Ao lado fica o estádio Roger Waters.

Passamos a noite de Ano Novo no Restaurante 360º, fiz a reserva online, e foi incrível poder ver a cidade toda do alto e todos os cinco fogos de artifício – não são muitos não, já aviso – espalhados pela cidade. Acabava em um lugar e começava no outro, de um lado era azul, no outro vermelho, mas não espere fogos de Copacabana que vai sair decepcionado, tá mais pra uma festa de São João, bem nos padrões Europeus.

Restaurante 360 na CN Tower en Toronto

O restaurante é caro? É! Bem carinho, mas você pode tomar só um drink (exceto na noite de Ano Novo em que é obrigatório um prato principal por pessoa) ou optar por um dos menus executivos com entrada + prato principal + sobremesa que saem por volta de US$50 por pessoa. A comida é boa, mas nada do outro mundo, paga-se pela experiência. Para uma noite especial pode valer a pena!

Com o kit Ano Novo que distribuiram no restaurante

No dia seguinte começamos pelo Habourfront que é um bairro bem bonito onde fica o ‘pier’ da cidade. No verão fica lotado, mas no inverno venta demais. Nao aguentamos ficar muito tempo pr lá nao.

Já no Financial Centre, na Front Street fica o Hockey Hall of Fame que é um museu e ‘hall’ da fama dos principais times e jogadores de hóquei. Os canadenses são fanáticos por hóquei e quase todos os bares da cidade tem telões pra passar o jogo.

Saindo de lá passamos pelo St. Lawrence Market que já foi considerado o melhor mercado de comida do mundo pela National Geographic em 2012. São vários itens gourmet, queijos, orgânicos e nos finais de semana pequenos agricultores levam suas flores, frutas e verduras.

No final da Front Street fica o Distillery District, uma área que reune varias lojas de artesãos, boutiques, cafés e um dos lugares mais cool para se comer na cidade. O lugar mais indicado pelos locais é a Mills St. Brew Pub que além de bar/ restaurante é também uma fábrica de cervejas artesanais. Tem vários pratos feitos a base de cerveja, degustação, mini porções de acompanhamento e um clima bem de pub inglês.

Mills Strett Brew Pub

Na volta descemos na Queen Street, ao lado da estação de metrô Queen Station, na altura da Yonge Street, onde fica o centro financeiro de Toronto com o prédio da antiga prefeitura.

Eem meio aos prédios modernos, a Trinity Square onde o pessoal da cidade se reúne para se divertir – tem mercado de Natal, barraquinhas de comida e ringue de patinação – além do Eaton Center que é o maior shopping da cidade com 5 andares de lojas, sendo 3 subterrâneos. Tem muita variedade e os preços valem muito a pena mesmo, bem mais barato que no Brasil. Também tem uma praça de alimentaçao com muitas opçoes, espcialmente asiáticas, aliás comida asiática é uma febre por lá, os canadenses adoram!

O Eaton Center está ligado à cidade subterrânea chamada ‘The City’, às estações de metrô e ao Hotel Marriot, ou seja, dá pra voltar pro seu hotel no quentinho.

The City, a cidade subterrânea de Toronto
Américas · Canadá · Niagara Falls

Niagara Falls, Niagara on the Lake e Vinículas

A melhor forma de conhecer as ‘falls’ é de carro, mas como era inverno e eu não sabia como estariam as condições das estradas, decidi não arriscar e acabei fechando um bate e volta de Toronto com a Zoom Tours Toronto que acabou sendo muito legal porque conseguimos ver várias coisas em um único dia o que não teríamos conseguido com o carro. Se for alugar carro no Canadá, é obrigatória a Carteira Internacional de Habilitaçao. O passeio que compramos foi esse, mas como era inverno nao havia passeio de barco.

A van nos pegou no hotel às 8:30 e nos trouxe de volta a Toronto por volta das 18:00. Foi um dia bem tranquilo e com bastante tempo livre para curtir a cidade. Mas eles sao super pontuais, se atrasar te deixam para trás, por isso, é sempre importante adaptar-se às regras e costumes do país.

 

Niagara City

Nossa primeira parada foi no Niagara Falls State Park já em frente às cachoeiras. Para quem vai por conta própria, é melhor comprar as entrada online com antecedência para evitar as filas da bilheteria. Como fomos com o tour já estavam incluídas no preço. Estava tão frio, lá é sempre mais frio que Toronto, que as águas estavam parciamente congeladas e os respingos congelavam imediatante e viravam ‘neve’.

Niagara Falls é uma das principais atrações ao redor de Toronto e ficam na divida entre Estados Unidos e Canadá, separados pela Rainbow Bridge. Para curzar a ponte e depois voltar ao Canadá você precisa ter tirado o visto de Múltiplas Entradas.

três passeios possíveis na cidade:

  • Observar as quedas do alto da Skylon Tower que é um restaurante 360 graus que tem vista para toda a cidade e muita gente passa o Ano Novo aí para ver os fogos de artifício do alto;
Skylon Tower, à direita
  • Chegar próximo das quedas de barco no passeio Maid of the Mist (só funciona de Maio a Outubro)
  • E o que nós fomos e que é o único disponível no inverno, o Journey Behind the Falls.

Tudo começa no Table Rock Welcome Center onde há fotos de várias celebridades que já estiveram ali como a Princesa Diana e Marilyn Monroe.

Em seguida pegamos um elevador que desce 150 pés até um emaranhado de túneis que levam a dois observatórios (Upper e Lower Observatories) que ficam atrás das ‘Horseshoe Falls’ que despenca de 13 andares acima.

 

Há também outras atividades no parque como observatório de borboletas, golf, jardins entre outras. Dentro do Table Rock também tem uma loja de souvenirs muito bem equipada e cheia de opções como maple syrup, bombons de maple, ice wine, imãs, pijamas, bolas de Natal, comprei algumas coisas lá, mas a dica é comprar os maples e derivados no próprio aeroporto na hora de ir para casa onde o preço cai pela metade – mais barato até que nos mercadinhos.

Depois do passeio fomos dar uma volta na cidade que é uma mini Las Vegas cheia de restaurantes – almoçamos no Ruby Tuesday – e lojas. Duas horas são suficientes para comer e ver tudo o que tem por lá.

Ruby Tuesday en Niagara City

Niagara on the Lake

Seguimos então para Niagara on the Lake que fica a uma distância de 10km de Niagara. Essa cidadezinha é conhecida como a mais bonita de Ontário e parece uma aldeia do século XIX do interior da Inglaterra.

Ela já fica na região dos Vinhedos e por isso tem muitas lojas de bebidas, inclusive o Ice Wine, típico da região é vendido em garrafinhas de 100ml, ótimo para dar de presente e que não achei em mais lugar nenhum. Achei os preços caros, mas na média de lá. O custo de vida no Canadá em geral é elevado.

Duas horas também são mais do que suficientes para entra e sair das lojinhas, admirar a arquitetura da cidade, comprar alguns vinhos, entrar nas lojas de Natal, tomar um chocolate quente com bolo na Nina que também tem crepes deliciosos.

Outro ponto obrigatório é provar o fudge de maple típico de lá na Maple Leaf Fudge outro doce típico canadense, lembra um pouco doce de leite mais durinho, mas eles fazem de vários sabores e mesclado com castanhas também.

Vinícula Pillitteri

No final do passeio depois de passar por vários vinhedos, paramos na Pilliteri Estates Winery para aprender um pouco sobre o processo de obtenção do vinho de uvas congeladas e fazer uma degustação.

O ice wine é um tipo de vinho de sobremesa feito a partir de uvas congeladas no cacho. Como os açúcares não congelam e a água sim, esse vinho é mais concentrado e doce e obtido do esmagamento das uvas ainda congeladas. Delicioso, levamos uma garrafinha para casa, claro!

Américas · Canadá · Mont Tremblant

Mont Tremblant | A Aspen Canadense

Enquanto as Americanos vão à Aspen e Vail, os Canadenses não ficam atrás e vão para Mont Tremblant que é o resort de esqui mais famoso da Costa Leste Canadense. De origem francesa, fica na província de Quebeque e funciona todos os dias do ano, seja con atividade de inverno ou verao como trekkings e outros.

  • Transporte

O Resort fica a 135 km de Montreal (onde fica o aeroporto mais próximo) e é possível chegar via avião, carro ou ônibus. Na minha opinião o melhor custo/ benefício é o carro alugado, mas no Canadá é preciso ter a PID (Permissão Internacional de Dirigir) e nós não tínhamos! E o engraçado é que pesquisei muito e em nenhum lugar havia encontrado essa informação! Só lá!

Plano frustado, já sabia que conseguríamos ir para lá de ônibus da Galland que é a única empresa que faz o trajeto. Deixamos as malas no nosso hotel em Montreal e levamos somente uma mala de mão para não ter que ficar carregando peso na viagem. O pessoal do hotel foi muito atencioso e topou guardar para a gente na recepção (onde depois soubemos que nessa mesma noite um cano d’água estourou por causa do frio intenso que o congelou – e quando voltamos a recepção estava semi alagada, mas nossas malas intactas – SORTE)!

Fomos direto para a rodoviárias que fica no mesmo ‘predio’ que a estação de trens e principal de metrô.

Compramos as passagens na hora e em 30 minutos já estávamos no ônibus em direção à Mont Tremblant. O caminho é lindo, com os slopes cobertos de neve, as casinhas – que parecem de brinquedo – com os telhados e a entrada branquinhos (como nos filmes!).

A última parada é em um posto de gasolina – onde claro há um Tim Hortons – que é uma rede de lojas de café canadense que tem em cada canto, bem no estilo Starbucks de ser, e com Wifi (a gente agradece!). Entramos e descobrimos que lá mesmo eles chamam taxistas para levar os turistas à cidade propriamnete dita – a Ville de Mont Tremblant. Levamos 5 minutos dali e de cara já nos encantamos com o hotel.

 

  • Hospedagem

Ficamos no Auberge Le Voyageur que é gerenciado pessoalmente pelo casal de donos que cuidam de todos os detalhes como tirar os sapatos de neve na porta e colocar um crocs (que ficam todos em cestas ao lado da porta e oferecido pelo hotel).

Uma lareira quentinha, comida deliciosa, café da manhã incrível e quartos enormes com lençóis 1000 fios e por um precinho bem camarada!

Resolvemos ficar na Ville e não dentro do Resort já que não íamos esquiar, mas há vários hoteis quatro e cinco estrelas dentro do Resort a poucos passos das pistas. Dentro do Resort também há vários restaurantes, lojas de grife, de equipamentos, bares de Après ski e outros.

  • Restaurantes

Por um lado o resort tem todo seu apelo turístico enquanto a Ville é bem ‘local’ com as casinhas de bonecas e uma rua principal ( a St. Jovite) só de restaurantes (excelentes) e lojinhas.

Na nossa primeira noite fizemos amizade com um japonês que morava em Toronto e estava esquiando com o filho e além de nos dar várias dicas da cidade ainda nos deu carona para a cidade. Fomos no Le Grill, super bem recomendado e excelente! Carne, peixe e vinho impecáveis.

No resort de Tremblant fomos na Creperie Catherine com os melhores crepes que já comi e tomamos Gluwein (uma espécie de vinho quente alemão) que eu adoro!

  • Après Ski

Os melhores bares para Après Ski ficam dentro do Resort, mas os preços são mais altos e são todos muiot lotados. Fomos no La Forge, bem em frente as pistas, e foi gostoso.

Uma dica imperdível para um lanche no fim da tarde ou depois do esqui são os Beavertails (ou cauda de castor) típicos da região, no Queues del Castor. Eles são feitos com uma massa de farinha de trigo escaldada com maple syrup e moldada em forma de rabo de castor e coberta com vários recheios doces como Nutella com banana, MM’s, maçã e canela… uma delícia!

Para quem gosta de fondue (não esqueça que lá a colonização foi francesa) o restaurante mais recomendado é o La Savoie. O fondue completo, que inclui até camarão e lagosta sai US$40 por pessoa!