Américas · Canadá · Mont Tremblant

Mont Tremblant | A Aspen Canadense

Enquanto as Americanos vão à Aspen e Vail, os Canadenses não ficam atrás e vão para Mont Tremblant que é o resort de esqui mais famoso da Costa Leste Canadense. De origem francesa, fica na província de Quebeque e funciona todos os dias do ano, seja con atividade de inverno ou verao como trekkings e outros.

  • Transporte

O Resort fica a 135 km de Montreal (onde fica o aeroporto mais próximo) e é possível chegar via avião, carro ou ônibus. Na minha opinião o melhor custo/ benefício é o carro alugado, mas no Canadá é preciso ter a PID (Permissão Internacional de Dirigir) e nós não tínhamos! E o engraçado é que pesquisei muito e em nenhum lugar havia encontrado essa informação! Só lá!

Plano frustado, já sabia que conseguríamos ir para lá de ônibus da Galland que é a única empresa que faz o trajeto. Deixamos as malas no nosso hotel em Montreal e levamos somente uma mala de mão para não ter que ficar carregando peso na viagem. O pessoal do hotel foi muito atencioso e topou guardar para a gente na recepção (onde depois soubemos que nessa mesma noite um cano d’água estourou por causa do frio intenso que o congelou – e quando voltamos a recepção estava semi alagada, mas nossas malas intactas – SORTE)!

Fomos direto para a rodoviárias que fica no mesmo ‘predio’ que a estação de trens e principal de metrô.

Compramos as passagens na hora e em 30 minutos já estávamos no ônibus em direção à Mont Tremblant. O caminho é lindo, com os slopes cobertos de neve, as casinhas – que parecem de brinquedo – com os telhados e a entrada branquinhos (como nos filmes!).

A última parada é em um posto de gasolina – onde claro há um Tim Hortons – que é uma rede de lojas de café canadense que tem em cada canto, bem no estilo Starbucks de ser, e com Wifi (a gente agradece!). Entramos e descobrimos que lá mesmo eles chamam taxistas para levar os turistas à cidade propriamnete dita – a Ville de Mont Tremblant. Levamos 5 minutos dali e de cara já nos encantamos com o hotel.

 

  • Hospedagem

Ficamos no Auberge Le Voyageur que é gerenciado pessoalmente pelo casal de donos que cuidam de todos os detalhes como tirar os sapatos de neve na porta e colocar um crocs (que ficam todos em cestas ao lado da porta e oferecido pelo hotel).

Uma lareira quentinha, comida deliciosa, café da manhã incrível e quartos enormes com lençóis 1000 fios e por um precinho bem camarada!

Resolvemos ficar na Ville e não dentro do Resort já que não íamos esquiar, mas há vários hoteis quatro e cinco estrelas dentro do Resort a poucos passos das pistas. Dentro do Resort também há vários restaurantes, lojas de grife, de equipamentos, bares de Après ski e outros.

  • Restaurantes

Por um lado o resort tem todo seu apelo turístico enquanto a Ville é bem ‘local’ com as casinhas de bonecas e uma rua principal ( a St. Jovite) só de restaurantes (excelentes) e lojinhas.

Na nossa primeira noite fizemos amizade com um japonês que morava em Toronto e estava esquiando com o filho e além de nos dar várias dicas da cidade ainda nos deu carona para a cidade. Fomos no Le Grill, super bem recomendado e excelente! Carne, peixe e vinho impecáveis.

No resort de Tremblant fomos na Creperie Catherine com os melhores crepes que já comi e tomamos Gluwein (uma espécie de vinho quente alemão) que eu adoro!

  • Après Ski

Os melhores bares para Après Ski ficam dentro do Resort, mas os preços são mais altos e são todos muiot lotados. Fomos no La Forge, bem em frente as pistas, e foi gostoso.

Uma dica imperdível para um lanche no fim da tarde ou depois do esqui são os Beavertails (ou cauda de castor) típicos da região, no Queues del Castor. Eles são feitos com uma massa de farinha de trigo escaldada com maple syrup e moldada em forma de rabo de castor e coberta com vários recheios doces como Nutella com banana, MM’s, maçã e canela… uma delícia!

Para quem gosta de fondue (não esqueça que lá a colonização foi francesa) o restaurante mais recomendado é o La Savoie. O fondue completo, que inclui até camarão e lagosta sai US$40 por pessoa!

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Canadá | Dicas de Visto, Roteiro, Acomodação e Transporte

Nosso roteiro pelo Canadá depois de muitas pesquisas ficou assim:

1º dia: SP/ NY

2º dia: NY

3º dia: NY

4º dia: NY

5º dia: NY/ Toronto

6º dia: Niagara Falls

7º dia: Toronto

8º dia Toronto/ Montreal

9º dia: Montreal

10º dia: Montreal/ Mont Tremblant

11º dia: Mont Tremblant/ Quebec

12º dia: Quebec

13º dia: Quebec/ SP

 

Já tínhamos ido para NY no ano passado, mas os maridos (fomos com um casal de amigos) queriam muito voltar à cidade então tivemos que ‘espremer’ o roteiro no Canadá para encaixar a cidade.

Mas fica a dica que agora para quem tem visto para os EUA pode tirar um visto online simplificado para a Canadá, o eTA (eletronic travel authorization) que reduz muito a burocracia, quem já tirou visto do Canadá em papel sabe, veja o post aqui, e é muito mais barato, cerca de US$7!

 

  • Visto

O Canadá, apesar de ser um país aberto para a imigraçao, tem umas regras bem restritas para isso, e é bem exigente no quesito ‘seleçao de estrangeiros’ que pisam no seu solo. Encontramos regras bem duras na imigração, minha amiga inclusive, quando chegamos lá, foi escolhida para visitar a salinha e lhe fizeram muitas perguntas. O visto é trabalhoso, mas ao mesmo tempo fácil e rápido. Basta preencher os formulários solicitados, pagar a taxa e entregar tudo no Consulado.

Escrevi sobre como tirar o visto canadense neste post aqui. Ou se você já tiver tido um visto do Canadá nos últimos 10 anos ou tiver um visto para os EUA pode aplicar para uma autorizaçao online (eTA).

 

  • Acomodação

Assim que fechamos as passagens corri pro Booking.com e Tripadvisor para dar uma olhada nas opções de hotéis. Para isso entro no Google Maps, coloco o endereço do hotel, veja a distância do metrô e dos principais pontos turísticos e faço a escolha que tenha o melhor custo/ beneficio/ localizaçao.

Alberge le Voyagieur en Mont Tremblant

Achei os hotéis no Canadá muito baratos e conseguimos lugares excelentes por um execelente valor. Em NY, claro, os preços sao sempre mais altos. Nossa seleção foi:

Nova YorK: Hotel St. James (em plena Times Square)

Toronto: The Clarence Park

Montreal: Hotel Stay Centre Ville

Mont Tremblant: Auberge le Voyagieur (Fantástico! – com lençóis 1000 fios)

Quebec: Hotel Chateau Bellevue

Máquina de vinhos no Hotel Chateau Bellevue en Quebec

 

  • Transporte

1. Metrô e Táxi

O metrô do Canadá é muito bem servido e em Toronto e Montreal fomos para todos os lugares com ele. O único inconveniente é que, quando fomos nao havia metrô no Aeroporto de Toronto, entao tivemos que pegar um táxi para o hotel fomos de táxi, mas como estávamos em quatro pagamos uma taxa de excesso de bagagem, pois havia 4 malas e os táxis só aceitam 3.

Em Quebec não há metrô, mas a cidade é bem compacta (principalmente se você se hospedar dentro da muralha) e dá para explorar tudo a pé. Só usamos táxi para ir da cidade ao aeroporto no último dia da viagem.

 

2. Trens

Entre as prinicpais cidades usamos trens para ir e vir e foi uma ótima melhor escolha. Uma dica é que as passagens de trem ficam mais baratas a medida que a data da viagem se aproxima que é quando surgem as promoções da Web. Comprei direto do site canadense Rail Canada e comecei a pesquisa com 6 meses de antecedência quando os preços estavam altíssimos. Fui esperando uma promoção e um mês antes consegui comprar os trechos Toronto-Montreal, Montreal-Quebec por U$28 cada!

 

3. Carro Alugado

Esta é uma dica super importante! Para dirigir no Canadá é preciso ter a Carteira Internacional de Habilitação (PID- Permissão Internacional de dirigir) porque eles alegam que o policial na estrada não vai conseguir entender o seu documento. E não teve jeito, queríamos alugar um carro para ir e voltar de Mont Tremblant e não conseguimos. Tivemos que ir de ônibus e voltar de táxi. Para tirar a carteira basta entrar no site do Detran e fazer a solicitação. Ela vencerá na mesma data que sua carteira de motorista então é melhor esperar e tirar quando for renovar, pois o preço é bem salgadinho. Essa permissao é na verdade uma “traduçao oficial” da sua atual carteira de motorista, ou seja, se você nao tiver uma carteira de habilitaçao brasileira, você nao poderá solicitar a internacional.

 

4. Ônibus

Usamos ônibus de Montreal a Mont Tremblant depois da nossa tentativa frustrada de alugar um carro. O valor não é muito barato (cerca de US$60 o trecho), mas o ônibus é excelente e com calefação. A única empresa que faz o trajeto é a Galland, comprei os bilhetes diretamente na Rodoviária de Montreal.

O ônibus era tão confortável que nem vimos o tempo passar e dormimos a maior parte do tempo, mas demora um pouco mais porque ele vai pingando em várias cidadezinhas pelo caminho, mas achei bem legal a paisagem e conhecer essas outras cidades. Recomendo para quem nao conseguir tirar a PID a tempo.

Só preste atenção porque os horários da ida são mais flexíveis, mas os volta são fixos e somente um de manhã cedo e outro no final da tarde (quando o pessoal termina de esquiar). Por isso pegamos uma táxi (o que estourou nosso orçamento), mas caso contrário pederíamos nosso trem noturno. O trajeto de táxi levou 1h30; de ônibus uma 3 horas. São 135 km.

A melhor opção custo/ benefício é sem sombra de dúvida o carro alugado!

 

 

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Montreal: Compras, Clima, Transporte, Acomodação e Restaurantes

Viajamos em pleno inverno canadense porque queríamos conhecer a sensação de viver em um lugar abaixo de zero. E Montreal, por acaso, foi onde pegamos as temperaturas mais baixas da viagem uma média -26ºC de dia a -37ºC à noite.

 

Com essas temperaturas, mesmo estando vestidos corretamente – leia o post que escrevi de como se vestir no inverno – não dava pra fica andando por muito tempo na rua. Era um tal de 500 metros, entra em um café, mais 500 metros, entra no metrô, em um shopping, em uma atração fechada e por aí vai.

 

Mas a experiência foi incrível, de saber como as pessoas convivem com esse clima, as crianças todas encapotadas parecendo que nem sentiam nada, o pessoal tirando quilos de neve da calçada, as ruas escorregadias, as botas Sorel detonadas de barro, os diversos e inimagináveis tipos de casacos, luvas e gorros para extremo frio… muito enriquecedor.

 

-Transporte

O metrô de Montreal é excelente e vai te levar para todos os cantos da cidade. Vale a pena comprar o ticket de dia inteiro. Na estação central Berri-UQAM estão interligados metrô, trem e ônibus (de viagem). É muito fácil de ser usado; usamos metrô e ônibus na cidade só para descer e subir uma rua de tanto frio que fazia e também fomos até Mont Tremblant de ônibus porque nao tínhamos Carteira Internacional de Habilitaçao e foi muito bom também. Veja a viagem a Mont Tremblant aqui.

 

-Acomodação

Ficamos no Hotel Stay Centre Ville do lado da estação Berri-UQAM, localização perfeita, e demos a sorte de nao ficar no hotem ,mas em dos flats que eles tem, com dois quartos, sala e cozinha por módicos 36 Euros por noite! Melhor impossível e ainda por cima na rua de cima da Rue St. Catherine, a mais charmosa da cidade.

-Restaurantes

Como estávamos em um flat compramos muitas coisas no mercado e cozinhamos no apartamento.

Jantar de um dos dias, fazia frio de mais para sair…

Mas como indicação de uma amiga minha que mora lá saimos para experimentar o prato típico da parte francesa do Canadá – o poutine. E o recomendadíssimo lugar é o Poutine Ville que ela garantiu que tem o melhor poutine do Canadá. DE-LI-CI-O-SO!

 

Também comemos Poutine em um restaurante na Praça de Alimentaçao do Eaton Center, o New York Fries que foi muito bom, mas sem comparaçoes com o do Poutine Ville.

 

-Compras

Os melhores lugares para Compras em Montreal sao:

Rua Saint Catherine: Essa rua enorme, além de super charmosa, tem a maior variedade de marcas para comprar em Montreal: Forever 21, Apple, GAP, H&M, , Swatch, Adidas etc. Basta descer nas estações Peel e Guy-Concordia. Nessa rua também fica o Eaton Centre, que nao é tao bom quanto o de Toronto, mas em Montreal é um dos prinicpais shoppings.

Eaton Center (705 Rue Saint-Catherine, Montreal): Como disse acima é um dos maiores shoppings da cidade, conectado ao metrô (Dundas) e à RESO (Cidade Subterranea de Montreal) com várias lojas de marcas conhecidas como Guess, GAP, Levi’s, Foot Locker, Lindt,  Sunglass Hut, Best Buy além de uma praá de alimentaçao enorme.

Rogério e Renato claro, compraram o mesmo sapato. 🙂
Rogério impressionado com a loja de mil sabores de pipoca.

RESO ou Cidade Subterrânea de Montreal (747 Rue du Square-Victoria, Montreal) : São mais de 1.500 lojas e vários restaurantes conectados a várias estaçoes do metrô. É praticamente uma outra cidade debaixo de Montreal, com aproximadamente 30 quilômetros de túneis e corredores e ideal para quem, assim como nós vai para lá na época de Natal quando realmente faz muito frio.

 

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Como se vestir no Inverno (com e sem neve)

Frio é relativo e isso é a mais pura verdade. Quando falamos em frio, devemos considerar que existem várias temperaturas de Inverno e também levar em consideraçao o clima da cidade em que você vive, que te vai deixar mais ou menos resistente para certas temperaturas do ano. Como regra geral, a ideia é sempre a mesma: vestir-se em camadas (a famosa cebola) e com tecidos tecnológicos/ adequados, assim se fizer mais ou menos frio você aumenta ou diminui o número das suas camadas.

Uma coisa é fato – o corpo vai se acostumando com o frio, se você chega de uma temperatura de 30ºC e cai em 5ºC já vai achar muito frio, agora se você está a vários dias em uma temperatura de -26ºC quando faz 5ºC você acha que está quentinho e já anda até sem luva. Eu por exemplo, depois de alguns anos vivendo en Barcelona, já nao acho 9 graus tao frio assim e de verdade, é que nessa temperatura uso camisa e blazer tranquilamente. Mas lembro que quando ia trabalhar de manha cedo no Brasil e fazia 13 graus eu estava toda encasacada, ou seja, o frio também depende muito do que você vivencia no seu dia a dia.

Portanto, conforme a sua maior ou menor resistência, você vai dosando a quantidade de roupas que te fazem sentir-se aquecido. No entanto, há algumas regras básicas a serem seguidas:

 

– Segunda Pele

O primeiro passo é comprar uma segunda pele de fleece (que é um tecido que segura a temperatura do corpo, corta o vento, mas ao mesmo tempo permite a transpiração. Mas atençao, compre com lycra, tipo legging senao suas roupas nao vao te servir ou você vai parecer um balao. A blusa térmica também, quanto mais justinha, menos volume.

E porque tem que ser de tecido tecnológico? Porque no frio você pode nao perceber, mas você sua. Seja de andar com toda aquela roupa para cima e para baixo, de sair do frio e entrar na calefação, entra no metrô abarrotado cheio de casacos e aí quando bate aquele vento no seu corpo suado, o seu suor congela e te deixa aquela sensaçao de mais frio. Esses tecido específicos permitem a “respiraçao do seu corpo” e nao deixam o suor acumulado dentro da roupa o que deixará sim bem mais quentinho.

Eu pessoalmente não gosto da legging de fleece porque depois de vários dias usando ela começa a machucar além de que as roupas às vezes ficam apertadas. Outra opçao que eu prefiro usar é o combo camiseta de manga longa de fleece + meia calça de fleece. Mas uma coisa vale ressaltar, eu nao uso essa roupa todo dia no inverno, quando estou na  minha vida “normal”, simplesmente porque nao fico o dia inteiro caminhando na rua. Chego no trabalho e corro do carro para dentro do escritório, ou corro do carro para o supermercado, e todos esses lugares tem calefaçao. Se eu me vestisse assim no dia a dia eu ficaria suando o dia todo. Essa combinaçao é para quando estou viajando ou passeando e sei que vou ficar muito tempo na rua.

 

-Pés

Nos pés, novamente, quando vou ficar batendo perna na rua, eu uso uma meia de algodão normal + meia térmica longa até o joelho (por cima da outra meia e que faz toda a diferença) + bota forrada. Tem que ser forrada? Para temperaturas muito baixas ajuda bem. Te que ser impermeável? Se você estiver visitando uma cidade que chove muito ou com neve tem que ser sim, senao seu pé molhará no primeiro minutos e nada os manterá quente.

Bota de couro + meia térmica em Edimburgo na Escócia em Dezembro

E o perigo nao é somente passar frio, o frio pode ser perigoso e seus dedos podem chegar a congelar, por isso muita atençao! Para ter uma ideia, botas de couro sem forro até 1ºC (sem chuva) com a meia térmica dá para aguentar, menos que isso eu indicaria uma bota forrada.

Bota impermeável e forrada em Mont Tremblant no Canadá em Dezembro (comprei na Marshalls em Toronto)

Se for fazer atividades ‘outdoor’ como esqui, raquetes de neve acrescente dentro das suas botas os foot warmers.

 

-Mãos

Nas mãos até -10º uma boa luva de couro forrada aguenta, menos que isso é preciso usar duas luvas: uma luva de fleece + luva térmica forrada e se tive neve tem que ser impermeável.

Luva de couro forrada e touch screen em Edimburgo na Escócia em Dezembro

Da mesma forma que com os pés, se for fazer atividades ‘outdoor’ adicione os hand warmers dentro das luvas, entre a de fleece e a térmica. Uma boa dica é comprar uma luva touch screen, para que você não precise ficar tirando a toda hora para usar a tela do celular ou tablet, mesmo que o “touch” nao dure muito tempo… ele acaba se degastando. Preste atençao com os novos modelos de Iphone que o botazinho de “on” precisa ler sua digital e, nesse caso, nao há outra soluçao que tirar a luva.

E nao é brincadeira nao. No Canadá, em Montreal, pegamos -37C e eu tirei a mao da luvar por uns 2 minutos para bater a foto de uma Igreja e da Pracinha. Os meus dedos congelaram de tal forma que eu mal podia aguentar a dor. Tive que entrar correndo na Igreja e colocar os dedos em cima do calefator e pouco a pouco a dor foi passando e os dedos voltando ao normal.

 

-Cabeça

Os ouvidos são uma parte do corpo bem sensível e usar um gorro ou chapéu de lã é fundamental no frio. Aliás uma dica é que as partes que devem estar quentinhas além do tronco, que concentra nossos órgaos, sao as extremidades, que por terem menos sangue, costuam esfriar com maior facilidade: maos, pés e cabeça (incluidas as orelhas).

Tampoes de orelha em Nova York em Dezembro

Se você for mais calorento ou não gostar de chapéus, você pode usar os ‘earcuffs’ que são aqueles fones de ouvido de pele que protegem somente os ouvidos ou uma faixa de fleece que muitas vezes esquenta mais que o próprio gorro.

Faixa de Fleece em Niagara Falls no Canadá em Janeiro

Para lugares muito frios (abaixo de 0ºC) considere usar um gorro forrado de pele e que cubra as orelhas.

Gorro forrado com “orelhas”

-Pescoço

Outro item fundamental é o cachecol que tem que ser de la (senao é mero enfeite) e quanto maior melhor, assim você além de dar várias voltas além de poder cobrir o rosto para proteger do vento.

Cachecol grande de la em Nova York em Dezembro

Uma peça que eu gosto muito de usar é o ‘thermal polar neck top’ ou uma pescoceira polar embaixo do cachecol para não ter que ficar segurando o cacheco na frente do rosto o tempo todo e congelando as mãos. Isso em lugares bem frios quando peguei -26ºC. Enquanto o rosto fica quentinho as mão estão escondidas dentro do bolso. Vende na Decathlon super baratinho, por cerca de 5 euros.

Dá para ver a pescoceira mais alta que o meu cachecol preto em Toronto no Canadá em Janeiro

Essa peça é ideal para que vai esquiar ou fazer atividades de neve porque não há perigo de enroscar. Muitas pessoas usam a balaclava (aquela meia que veste o rosto como as que os motoqueiros usam) para praticar esportes.

 

-Parte superior do Corpo 

A primeira peça que eu coloco é uma camisetinha de algodão (manga curta) para proteger o corpo. Em cima coloco a segunda pele de fleece (manga longa). Depois coloco uma blusa cacharrel de lã. Essa é a base. Se estiver muito frio coloco por cima da base uma blusa de fleece polar (mais grossa) – de 200 a 700.

Blusa de fleece com zíper por debaixo do casaco e uma de lá merino por debaixo dela em Busapeste, Hungria

Por cima de tudo casaco de pena de ganso (se estiver chovendo ou nevando) ou casaco de lã forrado (sem neve ou chuva). O casaco de lá molha e os de pena de ganso são impermeáveis.

Casaco de la em Dezembro Varsóvia na Polonia

 

*Casaco

Aí vem o casaco. Essa é uma peça que você vai ter que investir um dinheirinho, mas te digo que não é tão caro quanto dizem e vai durar alguns anos. Mas não compre no Brasil porque vai sair muito mais caro. Como sempre o lugar mais barato para comprar é nos Outlets dos Estados Unidos.

Há dois tipos básicos – os forrados com pena de ganso e os de lã:

Casaco de pena de ganso impermeável para lugares com neve, e se tive gorro e chover, coloco por cima do gorrinho. Bratislava na Eslováquia em Dezembro.

 

Casaco de la, o dia está nevado, mas nao estou brincando na neve e nem está nevando em Janeiro em Quebec no Canadá.

**Penas de Ganso (ou Down)

Os de pena de ganso são bem mais quentes e geralmente impermeáveis, mas preste atenção na etiqueta – quanto maior a concentração de pena de ganso ou ‘Down’ em inglês melhor. O resto vai ser algodao e nao esquenta muito. Se o casaco ainda tiver um forro de la ou flanela, perfeito!

Casaco de pena de ganso que já vem com pescoceira, dispensei cachecol. Em Dezembro em Nova York.

Outra coisa se prestar atençao é a qualidade da pena do recheio. Ela deve ser a pena interior localizada no peito do animal, esse é o down ou plumón em espanhol. A capa externa de penas nao esquenta muito, é mais para proteçao. Por isso preste atençao na etiqueta, os casacos de plumón esquetam muito mais e geralmente sao um pouco mais caros.

A concentração de plumas deve ser de 80-90% para que o casaco seja bom. Comprei meus dois casacos de pena de ganso impermeáveis na Calvin Klein, no Jersey Gardens de Nova York por cerca de US$60 cada em pleno inverno!

**Lã

Os casacos de lã também aguentam bem, mas em geral não são impermeáveis, então se nevou, molhou e aí você vai ficar congelada. Use quando o tempo estiver firme. Da mesma forma que com as penas de ganso, preste atenção na etiqueta e veja se o casaco tem uma alta concentração de lã 80-90% assim saberá que ele esquentará bem.

Blusa de la + casaco de la + chapéu de la, o cachecol aí é puro charme porque nao esquenta, em Paris em Março.

Se estiver muito frio e você não tiver o casaco de pena de ganso ou a ocasião exigir um pouco mais de elegância (os de pena de ganso são bem esportes) você pode usar por debaixo do casaco de lã um colete de fleece ou um casaco de couro com um colete de pele como usei na Bélgica.

blusa de la + casaco de couro + colete de pele fake em Bruxelas na Bélgica em Março.

 

-Parte Inferior do Corpo

As pernas são a parte do corpo que passam mais frio porque não dá para cobrir tanto. Eu uso meia calça de fleece + calça jeans (que é mais quente). Funciona bem. Não esqueça que a meia térmica vem por cima da calça até o joelho + bota forrada.

legging térmica + meia térmica + calça jean + botas de couro em Amsterdam em Março

Se você for muito friorenta, ou se realmente as temperaturas estiverem negativas você pode comprar uma jaqueta de pena de ganso comprida para que cubra as pernas. Vi várias pessoas usando no Canadá, eu não gosto muito, mas pelo menos elas não estavam passando frio.

 

-Melhores Marcas

Para casacos de lã e pena de ganso eu gosto muito da Calvin Klein, Burberry e Uniqlo que aliam a tecnologia dos tecidos e continuam sendo charmosos.

Casaco de Fleece em Nova York em Dezembro.

As marcas mais esportivas e que também tem tecidos tecnológicos (fleece, térmicos) com o melhor custo/ benefício são as roupas da The North Face, Salomon, Quéchua e Oakley. Nelas você encontra tudo o que precisa: luvas, gorros, termal neck top, meias térmicas segunda pele, hand/ foot warmers e vários outros itens e nos EUA é bem barato.

Para botas de trekking eu gosto da Salomon e de neve da Sorel, que é uma marca canadense e tem botas impermeáveis e/ ou de neve potentes e com ótimo preço.

Bota forrada Impermeável em Mont Tremblant no Canadá em Dezembro

 

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Roteiro de 2 dias em Quebec: La Citadelle, Chateau Frontenac, Old Quebec

Quebec foi a primeira cidade francesa das Américas e foi disputada arduamente por ingleses e franceses. Mesmo com a dominação inglesa, eles não conseguiram impor sua cultura e a língua oficial até hoje é o francês e eles tem orgulho disso. Foi uma das mais importantes da época colonial e mantém até hoje sua antiga muralha.

A cidade é bem compacta e fácil de ser explorada a pé. Nosso hotel ficava ao lado do Chateau Frontenac, cartão postal da cidade. Ele foi construído em 1893 pela Canadian Pacific Railway com o objetivo de trazer mais turistas para a região e por consequência mais passageiros para o trem. Ele tem mais de 650 quartos e no último andar abriga um observatório da cidade.

Hospedar-se por lá não é impossível não. As diárias estão por volta de R$400 e ele tem pacotes especiais para o Ano Novo também. Mas se não estiver hospedado, o hotel é aberto à visitação e inclusive tem várias lojas e um Starbucks.

Em frente fica a Place Royale e o antigo porto da cidade que é um charme e uma volta ao passado.

Bem ao lado do hotel há uma promenade suspensa com vista para o Rio São Lourenço.

Essa é a cidade alta, onde fica a maior parte da cidade histórica e no inverno é construída uma pista para trenós que são alguma ados e são a maior diversão!

A partir dessa plataforma é possível tomar o funicular que leva para a cidade baixa.

Na parte baixa seguimos pela rua Petit Champlain e Rue Sus le Fort onde começa a parte “fofa” da cidade.

Essa área se chama Quatier Petit Champlain e sua característica principal é o seu estilo de “vila”, com casinhas charmosas, ruas estreitas e de pedra.

É uma das áreas mais turísticas da cidade, portranto nao faltam lojinhas, botiques, confeitarias e restaurantes. Caminahndo pela Rua Saint-Louis que depois vira a avenida Grand Allee, a principal da cidade está a Citadelle que é parte da Fortaleza da cidade, designado patrimônio mundial em 1985. Os canhões fazem parte da defesa da cidade e a vista lá de cima é igualmente bela.

Continuando na mesma rua, agora avenida Grand Allee, vem o Champs-de-Bataille, nas Plaines d’Abraham, onde está o Musée national des beaux-arts du Québec. A área é histórica e abrigou uma batalha de mesmo nome. Nas Plaines d’Abraham há um rink de patinação que fica lotado nos finais de semana.

O BattleFields Park, fica no mesmo local, e nessa época do ano oferece muitas atividades e esportes de inverno como patinação, snowshoeing, skiing e cross-country skiing no Jardim de Joana d’Arc que no verão é extremamente florido.

Caminhamos até a Rue Saint-Jean onde fica o Saint-Jean Gate que é a entrada da cidade murada ou Cidade Antiga e dá para ver direitinho ao longo da muralha.

Mais a frente fica a Place de l’Assemblée-Nationale, o Hotel du Parlement e a Fontaine de Tourny onde entre final de janeiro e início de fevereiro acontece o Carnaval de Quebec.