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Mariana e o espetáculo dos tapetes de fé

Mariana foi a primeira cidade e capital de Minas Gerais por ter sido no século XXII uma das maiores produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa e seu nome foi dado em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V.

A Igreja principal, a Catedral Basílica da Sé fica na praça Central onde antes era o pelourinho da cidade, local onde os escravos eram castigados em público e geralmente há uma coluna no meio da praça. Próximo à ela existem muitas lojinhas de artesanato, café e restaurantes.

Mas a Igreja mais bonita, na minha opinião, fica um pouco mais ao lado, a Igreja de São Francisco de Assis onde estão os restos mortais do Aleijadinho que fez as pinturas da nave e da sacristia. Ao lado fica a Igreja nossa Senhora do Carmo com pinturas do mestre Francisco Xavier Carneiro.

Como visitamos a cidade no feriado de Corpus Christie pudemos assistir ao espetáculo dos tapetes de cerragem colorida que se espalham por diversas ruas da cidade. Mariana é o berço da religiosidade mineira, tendo abrigado o primeiro bispado de Minas há 250 anos.

Os tapetes de Corpus Christi são uma tradicao catolica muito popular em Minas. A tradiçao vem de Portugal e difundida no Brasil durante a época da colonizaçao. A arte consiste na confecção de representações de cenas bíblicas sobre as ruas com serragem, sal coloridos, borra de café, areia, flores, farinhas, dentre outros.

Seu comprimento varia de acordo com cada cidade ou paróquia, indo desde poucas centenas de metros até alguns quilômetros., e, em geral, ligam duas igrejas, decorando o caminho da procissao.

Chegamos no meio do dia da quinta-feira e os tapetes estavam sendo confeccionados, mas para quem curte a celebração, a festa começa na quinta-feira com a celebração da missa e às 6h começa a confecção dos tradicionais tapetes pelos artistas plásticos da Associação Marianense de Artistas Plásticos – AMAP, nas ruas Josafá Macedo, Direita e na Praça da Sé.

Às 17h acontece a celebração de Corpus Christi na Praça dos Ferroviários seguida da procissão até a Catedral Basílica da Sé onde acontece a benção do Santíssimo Sacramento.

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Ouro Preto, a Cidade Histórica de Aleijadinho

Quando penso em Ouro Preto, a primeira coisa que me vem a cabeça é Aleijadinho, um dos maiores artistas do período colonial brasileiro e ilustre cidadao de Ouro Preto, uma das cidades mais famosas pela arquitetura colonial e a primeira do país a ser considerada Patrimonio da Humanidade pela UNESCO.

A história da cidade, assim como Tiradentes, começou com a exploraçao do ouro, nesse caso, desemcadeado por um cidadao que encontrou um pedaço de pedra negra (ouro escurecido) e desemcadeou a maior febre de ouro do país. A cidade, que nessa época, se chamava Villa Rica, enviou toneladas de ouro à Coroa Portuguesa durante o século XVIII e hoje o que restou é a sua arquitetura barroca.

Nós chegamos em Ouro Preto vindos de Belo Horizonte e depois de um rápido pit stop em Mariana. Almoçamos na estrada em um restaurante muito legal e diferente, o Jeca Tatu, que fica em um lindo mirante e é uma mistura de rancho + loja vintage + o melhor Pastel de Angu da cidade!

Pastel de Angu? Isso mesmo, até chegar ao Jeca Tatu você estará desejando pastel de angu mais do que água no deserto. Cada placa, cada poste, cada banner da BR 040 te insitará a isso. Resumindo: tem que provar. Vai por mim que o trem é bão, sô!

Nos hospedamos na Pousada Nello Nuno que é muito boa e super bem localizada, no coração de Ouro Preto. Deixamos as malas e saímos para passear!

Ouro Preto é um emaranhado de calçadoes de pedras serpentiados por fontes, casinhas típicas, capelas e igrejas dos séculos XVI e XVII.

É uma cidade compacta e fácil de ser navegada, mas ao mesmo tempo as ladeiras tornam o passeio um pouco mais difícil e cansativo. A cidade, no entanto é cheia de história, bares, restaurantes e repúblicas estudantis.

Começamos pela Praça Tiradentes, a mais famosa e central da cidade. Lá está o Museu da Inconfidencia, além de várias lojinhas de artesanato com as famosas namoradeiras na janela e muitos barzinhos e restaurantes. À noite o museu fica todo iluminado e é a coisa mais linda!

Ladeira abaixo passamos pela Igreja de São Francisco de Assis com muitas obras de Aleijadinho e Ataíde. Logo em frente, no Largo Coimbra, há uma feirinha de artesanatos em pedra sabão, típico da cidade.

Alguns passos para o lado e você encontrará outra igreja, a Nossa Senhora do Carmo em estilo barroco-rococó e logo mais a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição projetada por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, em sua nave encontram-se as sepulturas de ambos.

Quase ao lado está a Casa dos Contos, uma antiga casa de pesagem e fundição de ouro era onde o quinto era recolhido. Outra parada obrigatória é na Casa-Museu de Aleijadinho, que foi um dos lugares que mais gostei de visitar.

O museu oferece um mini tour pela casa, contando a história da sua vida e no final você degusta a melhor cachaça da região, a Safra Barroca, que dizem ser afrodisíaca, e a cachaça tomada pelos nobres.

 

Ela é vendida em uma garrafa de pedra sabão por cerca de R$120, somente nesse museu. E eu que não sou chegada em cachaça, tenho eu te dizer que vale muito a pena. Ela é deliciosa, meio adocicada e saborosa. Em garrafa de vidro a cachaça tem valor menor, mas não é tão charmosa.

Por fim, visitamos a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, um dos exemplos máximos da arte barroca brasileira e um dos pontos altos de toda a Estrada Real. Ela tem mais de 400 kg de ouro em sua decoraçao e o Museu do Oratório tem peás religiosas de diferentes estilos.

Como estávamos lá em plena Copa do Mundo, aproveitamos para assistir o jogo da Inglaterra x Uruguai no Escadabaixo Pub e Butequim. O pub é literalmente escada abaixo; no térreo fica o restaurante. O ambiente é bem legal e os drinks ótimos!

 

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Congonhas e os 12 Profetas de Aleijadinho

Congonhas, na minha opinião, é uma das cidades imperdíveis da Estrada Real, assim como Ouro Preto, Tiradentes e Paraty. A visita é rápida, pois a cidade é pequena e o foco é visitar seu maior tesouro:  o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O Santuário é um conjunto arquitetônico formado pela Basílica, construída no século XVII, pelas esculturas dos Doze Profetas esculpidas em pedra sabão por Aleijadinho e por seis Capelas que guardam as cenas da Paixão de Cristo. O santuário está localizado no morro do Maranhão.

Aleijadinho foi o principal artista do período colonial brasileiro, entre os séculos XVIII e XIX e a série de 12 profetas é uma das mais completas da tradição cristã em todo mundo.

A teologia cristã fixa em 16 o número de profetas, que resulta da soma dos 12 apóstolos e quatro evangelistas. São quatro profetas maiores e oito menores, selecionados na ordem do cânon bíblico. Os quatro profetas maiores, assim chamados pela maior quantidade de textos proféticos escritos, correspondem aos evangelistas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os 12 profetas menores, correspondentes aos apóstolos, são Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Com as 12 estátuas dos profetas, Aleijadinho executou o maior conjunto barroco do mundo. Mesmo muito debilitado pela doença que o consumia – o artista sofria de hanseníase, origem de seu apelido – e utilizando largamente o trabalho de seus colaboradores, dentre eles Manuel da Costa Ataíde, Aleijadinho deixou em Congonhas a marca da sua genialidade.

Muitos autores consideram perfeita a organização cenográfica dos Profetas, comparável à de um ato de balé. Aleijadinho não apenas respeitou a ordenação do cânon bíblico para a escolha dos Profetas de Congonhas, como ainda os situou em posições que seguem de perto essa ordenação.

Infelizmente as estátuas não estão tão bem conservadas por falta de conscientização da população, que além do desgaste natural da pedra sabão e ação dos vândalos, prendia os fogos de artifício para serem lançados no ano novo. Elas estao passando por um processo de recuperaçao chamado Projeto Monumenta do Ministério da Cultura de Minas.

Alías, a vista panorâmica da cidade que se tem de lá de cima também é um dos pontos altos do passeio.

Mas para mim, pessoalmente, a cereja do bolo está dentro de cada uma das seis capelas que representam em detalhes as cenas da Paixão de Cristo.

Eu fiquei surpresa com a harmonia das cores, a perfeição dos detalhes e a fiel representaçao das cenas que realmente só poderiam ser reproduzidas por um mestre.

A Basílica do Bom Jesus também não fica atrás, em estilo rococó, muitos dos afrescos foram feitos por Aleijadinho e a pintura do teto foi retratada pelo Mestre Ataíde.

 

 

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Tiradentes, a Cidade mais estrelada da Estrada Real

A cidade de Tiradentes foi fundada em 1702 quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra de Sao José e aí fundaram uma pequena cidade que, na época, se chamava Santo Antonio do Rio das Mortes. A cidade ficou conhecida por conta do seu mais ilustre morador e que lhe rendeu o nome posteriormente, oTiradentes“, e o vigário Toledo, em cuja casa se tramou a Inconfidência Mineira. Duarante muito tempo a cidade sobreviveu da exploraçao do ouro até entrou para a rota turística da Estrada Real, as únicas vias autorizadas de acesso à regiao das reservas de ouro e diamante da antiga Capitania de Minas Gerais e que que percorrem mais de 170 cidades de Sao Paulo e Minas.

Tiradentes é uma cidade bem pequena, típica do interior, que gira em volta da pracinha e da Igreja. A Igreja de Santo Antônio é a matriz da cidade e fica ao lado da Igreja Rosários do Pretos, que é a mais antiga da cidade, construída pelos escravos.

O ‘point’ de Tiradentes é o Largo das Forras, a pracinha central da cidade onde ficam as lojinhas de artesanato, de queijos, de doces, de pimentas, os bares e restaurantes.

A cidade é muito charmosa, uma espécie de Paraty sem mar ou Colônia do Sacramento, com suas casas coloniais, ruas de paralelepípedos, igrejas e restaurantes. Não é difícil ver casais e famílias fazendo longos passeios de jardineira e charrete.

Os restaurantes passaram a ser o destaque da cidade, que é considerada o polo gastronômico da Estrada Real. A fama começou com a criação do Festival Gastronômico de Tiradentes que acontece todos os anos em Agosto.

Outro ponto interessante é o Chafariz de São José, uma construção do século XVII, que é o cartão postal da cidade. Foi construído há 262 anos para abastecer a cidade com água potável. As três fontes funcionam até hoje e ostentam o brasão da Coroa Portuguesa.

Mas é a noite que a cidade se transforma em cenário com suas casinhas iluminadas – um charme só. Bem climinha de cidadezinha do interior.

Caminhamos entre as ruelas e depois jantamos em dos restaurante mais famosos da cidade, o Restaurante Bar do Celso. O melhor tutu de feijão da vida!

Onde Ficar

Nos hospedamos no Pouso Francês, uma pousada super charmosa (nosso quarto dava para um jardim de inverno) praticamente só nosso e adoramos passar a noitinha por ali tomando um bom vinho e apreciando o Rocambole da Lagoa Dourada.

O quarto reformado e super confortável somado ao café da manhá incrível nos conquistou de vez.

Como Chegar

Carro: Viemos de carro de Ouro Preto pela MG 383. De São Paulo o acesso se dá pela Fernão Dias.

Ônibus: A empresa Expresso Gardência faz o trecho de São Paulo – São João del Rei (que é a cidade vizinha). A Viação Sandra faz o trecho Belo Horizonte – São João del Rei. Ao chegar em São João del Rei, pegue o ônibus da Empresa Presidente até Tiradentes.

Compras

Foi a melhor cidade que encontramos para comprar os famosos queijos mineiros como o Queijo da Serra da Canastra. Maior variedade e melhor preço que encontramos nessa rota em Minas.

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Como visitar Inhotim, o maior museu a céu aberto do Brasil

Inhotim é um lugar onde arte e natureza se integram. Ele foi idealizado na década de 80 pelo empresário Bernardo Paz, mas só começou a se tornar o que é hoje após a visita do paisagista Roberto Burle Marx que projetou seus jardins.

 

Ele é dedicado à preservação das espécie da Mata Atlântica e Cerrado. Hoje há cerca de 1800 espécies de plantas sendo cultivadas.

 

Seu acervo de arte vem sendo formado desde 1980, mas só foi aberto ao público a partir de 2006. Itens de Pintura, escultura, desenho, fotografia de renomados artistas brasileiros e internacionais são exibidos em galerias espalhadas pelo Parque Ambiental.

| Como chegar

O museu de inhotim fica na cidade de Brumadinho e pode-se chegar lá de carro ou e ônibus:

De carro: Pegue a BR 381 (Fernão Dias) sentido São Paulo (ou Betim) até a saída para Brumadinho/Inhotim que é bem sinalizada. São cerca de 60 km

De ônibus: A empresa Saritur opera uma rota de 3ª a domingo entre a Rodoviária de Belo Horizonte e a entrada do Inhotim.

Há um ônibus executivo que sai às 8:15 e outro convencional às 8:30. Ambos chegam em Inhotim por volta das 10:00 – 10:30. A volta é sempre com o executivo às 16:30 e de sábado, domingo e feriados às 17:30. As passagens podem ser compradas na hora na bilheteria ou online com até uma semana de antecedência.

O ônibus executivo para dentro do estacionamento de Inhotim e o convencional na Rodoviária de Inhotim. Basta pegar um táxi até a entrada do museu que sai por volta de R$15,00.

 

 

|O que visitar

A primeira providência é estudar previamente as obras para ter uma ideia do que você gostaria de ver. As obras e galerias podem ser pesquisadas no site do Inhotim e o mapa oficial pode ser baixado do site para planejar a sua visita.

Não deixe de pegar o mapa físico na entrada do parque. No mapa são indicadas diversas rotas que te levam a diferentes galerias e exposições. Essas rotas são indicadas por cores. Você escolhe a rota que mais que interessar e vai caminhando pelo parque.

 

 

A ideia é perder-se pelos jardins e lagos entre uma exposição e outra.

Se você, como nós optar pelo carrinho, não precisa se preocupar muito com as rotas porque eles passam por todas e nós conseguimos ver tudo. Você o pega no ponto inicial e ele fazer toda a rota de cor amarelo, por exemplo. Sem ele é impossível conhecer o parque todo. Ele é imenso! Nós adoramos, o carrinho segue cinco rotas pré-determinadas chega em todos os pontos de visitação do museu, tornando a visita possível em um dia, sim (para pessoa normais, claro). Se você é um aficionado por arte talvez queira fica mais tempo por lá.

 

 

Há varios pontos de parada perto de cada atraçao principal: você desce, curte o parque, entra nas galerias e no mesmo ponto em que desceu pega o carrinho que vai fazer a próxima rota, a azul, por exemplo.

 

Achei o melhor investimento porque o parque é enorme e deve ser muito cansativo ficar andando por lá o dia todo. Mas vai do gosto, né.

| Onde Comer

O Inhotim possui 3 restaurantes e 4 lanchonetes, mas nem todos estavam abertos no dia que fomos. O mais charmoso é o Bar do Ganso, restaurante mineiro a la carte. O Tamboril serve os mesmos pratos do Bar do Ganso e também serviço de buffet. Ambos tem preço alto. O mais econômico, mas que estava fechado no dia em que fomos, é o Oiticica que é por kilo.

Se nao quiser gastar muito, há várias lanchonetes espalhadas pelo parque e que geralmente possuem duas opções de sanduíche – cachorro quente ou hambúrguer – e uma opção de salada.

 

| Informações Úteis

– Dias/ Horário: terça à sexta, de 9h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados até as 17h30.

– Ingressos: Na terça, a entrada é gratuita, quarta e quinta o valor do ingresso é R$20,00 e de sexta à domingo o valor é R$28,00. Idosos, crianças de 6 a 12 anos e estudantes (mediante carteirinha) pagam meia entrada. Se for visitar o parque por mais de um dia compre um passaporte que vale mais a pena.

Os ingressos podem ser comprados no dia da visita, diretamente nos guichês do parque ou online. Compre aqui.

– Guarda-volumes: o museu possui guarda-volumes gratuitos;

– Carrinhos Elétricos: o museu é enorme e impossível de ser conhecido todo a pé em um dia, mas com o carrinho achei possível. O aluguel custa R$20 por pessoa e vale pelo dia todo.