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Congonhas e os 12 Profetas de Aleijadinho

Congonhas, na minha opinião, é uma das cidades imperdíveis da Estrada Real, assim como Ouro Preto, Tiradentes e Paraty. A visita é rápida, pois a cidade é pequena e o foco é visitar seu maior tesouro:  o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O Santuário é um conjunto arquitetônico formado pela Basílica, construída no século XVII, pelas esculturas dos Doze Profetas esculpidas em pedra sabão por Aleijadinho e por seis Capelas que guardam as cenas da Paixão de Cristo. O santuário está localizado no morro do Maranhão.

Aleijadinho foi o principal artista do período colonial brasileiro, entre os séculos XVIII e XIX e a série de 12 profetas é uma das mais completas da tradição cristã em todo mundo.

A teologia cristã fixa em 16 o número de profetas, que resulta da soma dos 12 apóstolos e quatro evangelistas. São quatro profetas maiores e oito menores, selecionados na ordem do cânon bíblico. Os quatro profetas maiores, assim chamados pela maior quantidade de textos proféticos escritos, correspondem aos evangelistas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os 12 profetas menores, correspondentes aos apóstolos, são Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Com as 12 estátuas dos profetas, Aleijadinho executou o maior conjunto barroco do mundo. Mesmo muito debilitado pela doença que o consumia – o artista sofria de hanseníase, origem de seu apelido – e utilizando largamente o trabalho de seus colaboradores, dentre eles Manuel da Costa Ataíde, Aleijadinho deixou em Congonhas a marca da sua genialidade.

Muitos autores consideram perfeita a organização cenográfica dos Profetas, comparável à de um ato de balé. Aleijadinho não apenas respeitou a ordenação do cânon bíblico para a escolha dos Profetas de Congonhas, como ainda os situou em posições que seguem de perto essa ordenação.

Infelizmente as estátuas não estão tão bem conservadas por falta de conscientização da população, que além do desgaste natural da pedra sabão e ação dos vândalos, prendia os fogos de artifício para serem lançados no ano novo. Elas estao passando por um processo de recuperaçao chamado Projeto Monumenta do Ministério da Cultura de Minas.

Alías, a vista panorâmica da cidade que se tem de lá de cima também é um dos pontos altos do passeio.

Mas para mim, pessoalmente, a cereja do bolo está dentro de cada uma das seis capelas que representam em detalhes as cenas da Paixão de Cristo.

Eu fiquei surpresa com a harmonia das cores, a perfeição dos detalhes e a fiel representaçao das cenas que realmente só poderiam ser reproduzidas por um mestre.

A Basílica do Bom Jesus também não fica atrás, em estilo rococó, muitos dos afrescos foram feitos por Aleijadinho e a pintura do teto foi retratada pelo Mestre Ataíde.

 

 

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