Copenhagen · Dinamarca · Europa

Copenhagen: a cidade livre de Christiana e o bairro de Christianhavn

Copenhagen é uma cidade compacta e suas atrações estão concentradas no Centro, na Ilha de Kastellet e no bairro de Christianhavn. Assim como escrevi nesse post sobre o transporte de Copenhagen, fomos ao bairro de Christianshavn de metrô.

 

Vindo do aeroporto nós descemos duas estações antes do Centro da Cidade (Kobenhavn), na Christianshavn, onde fica, além dos canais e casinhas que lembram muito a Amsterdam, Christiana, uma cidade alternativa dentro de Copenhagen.

Christiana nasceu nos anos 60 quando artistas, hippies e sem teto ocuparam terrenos abandonados do exército para criar a sociedade ideal, do amor livre, da maconha livre com suas próprias leis e fora do Capitalismo, uma sociedade anarquista com uma relação conturbada com as autoridades que fazen “vista grossa” para o lugar.

Na verdade me surpreendi bastante quando cheguei, porque havia lido alguns relatos em blogs e acho que a situação hoje deve ter mudado bastante. A placa de bem vindo à União Européia permanece, mas não há mais cartaz proibindo fotos (apesar de que eu tomei cuidado com isso) e apesar de que eles pregarem ser contra o Capitalismo, a área virou um negócio lucrativo. Tem barzinho, restaurante (tudo no estilo feio-sujo-pixado) e até tour turístico a partir das 13:00 por 50 dkk organizado pelos próprios moradores.

Tem várias excursões escolares subindo e descendo as ruazinhas e vez ou outra desviando dos “doidões”. Eu e o Rogério discutíamos sobre o porque de levarem crianças tão pequenas àquele lugar e chegamos a conclusão que deve ser: “Olha só, se você não estudar, vai vir morar aqui”.

Tem muita gente drogada por lá, mas o que me surpreendeu é que tem gente “normal” por lá também morando em chalezinhos bacanas e parecendo que estavam saindo para trabalhar, vai entender…

Mas o lugar em geral é feio, sujo, pixado e parece ter parado nos anos 70. A zona é chamada de “green light district”, tendo como símbolo uma folha de maconha, como uma alusão ao “Red Light District” de Amsterdam.

Nós não fizemos o tour porque fomos pela manhã, mas também confesso que não achei necessàrio. Não entramos muito a fundo nas ruazinhas porque houve um monento que havia tanta fumaça e uns vikings mal encarados que ficamos com receio e fomos embora. Fica super perto do metrô atrás da Igreja Vorfrelserskirke (é só colocar no Google Maps saindo do metrô).

Mas o bairro em si, fora de Christiana, é bem bonitinho, cheio de canais e padarias/ cafés moderninhos. Voltamos para o metrô e agora sim descemos na estação de Norreport e caminhamos poucos metros até a Rådhuspladsen praça onde está a Prefeitura.

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Copenhagen, introdução à jóia da Dinamarca

Copenhagen é a encantadora capital da Dinamarca, terra natal do escritor de contos de fadas, Christian Andersen (o Patinho Feio, a Pequena Sereia, as novas vestes do Imperador, a Princesa e a Ervilha entre outros), da fábrica da cerveja Carlsberg, do Museu de Arte e Design, da família real mais antiga do mundo e do segundo parque de diversões mais antigos da Europa, o Parque Tivoli.

Ela é formada por 406 ilhas sendo somente 70 habitadas por pouco mais de 6 milhões de habitantes. As Ilhas Faroé e a Groelândia são teritórios seus.

Copenhagen está localizada na Ilha de Selandia (Sjælland) a 30 km da cidade de Malmö na Suécia. A viagem entre as duas cidades é feita pela famosa ponte-túnel de Øresund que atravessa o mar.

São muitos as atributos dados à Dinamarca, mas uma de suas marcas registradas são os Vikings que habitaram Copenhagen do ano 800 até 1100 contribuindo para a formação de um período de ouro para o país.

Navios Vikings no Porto Novo de Nyhavn

Os vikings eram exímios navegadores e desbravaram toda a costa da Europa chegando a conquistar a Inglaterra (York é considerada sua capital Viking). Na verdade o nome Copenhagen (København) significa porto de compras.

Os vikings eram pagãos, adoravam os Deuses nórdicos, e deram aos ingleses os nomes de 6 dos 7 dias da semana, por exemplo do Deus Tor, em dinamarquês Torsday, em Inglês Thursday, em português quinta-feira. Para quem gosta do tema Vikings tem alguma informação no Museu Nacional (Nationalmuseet) e o mais especializado é o Museu Roskilde a 30km de Copenhagen.

Museu Nacional

A partir do ano de 965 se começa a introduzir o Cristianismo na Dinamarca e surge a figura do bispo Odense (São Canuto) determinante na cristianização dos vikings pagões. Em 1536 a Igreja Dinamarquesa se desliga da Igreja Católica e se une às Igrejas Protestantes. A Igreja tem um papel muito importante na vida dos dinamarqueses que até hoje doam uma parte do seu salário como se fosse uma espécie de dízimo. As igrejas são como clubes/ associações que promovem a vida social e cultura durante o inverno com concertos, jantares e inclusive há uma que tem academia de crossfit!

A Noruega sempre teve uma relação especial com seus vizinhos escandinavos e com a União de Kalmar, a Dinamarca se uniu com a Noruega (incluindo Groenlandia (que ainda hoje é território da Dinamarca), as Ihas Faroé, Suecia e Finlandia sob o poder da rainha dinamarquesa Magarita I. Mas foi atacada pela Inglaterra no século XX e perdeu parte dos seus territórios.

Em 1940 a Dinamarca sofreu uma invasão das tropas alemãs. Os nazistas se “hospedaram” no Hotel D’Angleterre, o mais chique da cidade, até que em 1943 ela se uniu à Resistência e as tropas alemãs foram expulsas.

Depois da guerra a Dinamarca se uniu à OTAN, à ONU e à União Européia, com a qual tem uma relação de amor e ódio e não adotou o Euro, a moeda é a coroa dinamarquesa (1€=6,7 coroas). Nessa época se iniciou uma grande industrialização do país e o conhecido Estado de Bem Estar caracterizado por elevados impostos (o desconto mínimo sobre o salário é de 36%!) e completa prestação social por parte do Estado.

O salário é calculado por hora. O salário mínimo é 11€ – 13€/hora (menos o desconto de 36%) o que dá em torno de 1500€ por mês. Por outro lado a assistência médica é gratuita, o ensino é público e há um grande incentivo financeiro para a natalidade. Um estudante ao entrar na faculdade (e não faltar) recebe por mês 600€ do governo e um desempregado por volta de 1000€ até encontrar um novo trabalho (claro que há um controle rigoroso por parte do governo).

Esse Estado de Bem Estar é o que classifica a Dinamarca como o país mais feliz do mundo, seguida pela Suécia e Finlândia. Outra característica dessa felicidade é o “Hygge” ou pequenos momentos de felicidade como por exemplo, aproveitar os escassos raios de som tomando uma cerveja em meio ao rigoroso inverno.

Dinamarqueses fazendo Hygge no parque

No Youtube tem um vídeo chamado “O Segredo da Felicidade dos Dinamarqueses” estrelado pelo ator mais popular do país, o Mads Mikkelsen (Hannibal) que é curto e super interessante e fala de uma forma bem visual porque os dinamarqueses são tão felizes. Veja aqui.

A família Jacobsen, fundadora da cervejaria Carlsberg tem até hoje muita influência na sociedade dinamarquesa, constribuiu para muitos avanços e é dona da cadeia de lojas Flying Tiger super conocida aqui na Europa. O nome da cervejaria vem da junção de Carl (nome do filho do seu fundador J.C. Jakobsen + bjerg (colina em dinamarquês, onde está instalada a fábrica) que pode ser visitada e tem degustação no final.

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Parque Tivoli (Tivoli Gardens) em Copenhagen

O Parque Tivoli é o segundo parque de diversões da Europa (o mais antigo fica também na Dinamarca, o Bakken, a cerca de 30 minutos de trem do Centro de Copenhagen em Klampenborg) e é um mito entre os dinamarqueses.

O Parque foi inaugurado em 1843 a pedido do rei Christian VIII que queria oferecer um lugar de diversões para o povo (estilo pão e circo de roma) para que eles não tivessem tempo para guerrear ou questionar a política.

A missão foi dada a um dos seus generais, o fundador George Carstensen que o convenceu a adquirir o terreno em que o parque está hoje e que antes ficava fora da cidade!

A inovação, em relação ao primeiro parque, o Bakken, é que o Tivoli surgiu revolucionando o conceito de parque de atrações trazendo o conceito temático (ainda que na época bem principiano) que vemos hoje nos parques mais modernos.

Inclusive há uma lenda dinamarquesa que diz que o Parque serviu de inspiração para o Walt Disney criar os Parques da Disney. Eu até acredito porque até as histórias do Christian Andersen ele fez versões, então é bem possível.

O parque costumava abrir somente no verão, Halloween e Natal, cada vez trazendo uma decoração diferente, mas vi no site que agora eles abrem em mais épocas do ano: verão, halloween, inverno e páscoa. Vale pesquisar para conferir se ele estará aberto no período em que estiver na cidade.

As temáticas do parque vão da mais asiática, passando por una mais oriental, uma mais náutica e finalizando com a parte dos impecáveis e exóticos jardins. Em muitos lugares há pequenas referências aos personagens históricos da Dinamarca e aos contos de fada de Christian Andersen.

Mas é claro que as atrações não são super modernas. O parque mantém um ar vintage que é o seu diferencial em relação aos outros parques. É um parque pequeno, uma versão escandinava compacta do Magic Kingdom da Disney.

Mas assim como o Magic Kingdom, o parque atende muito bem aos adultos também, com uma variedade incrível de restaurantes e bares tanto no Tivoli Hall Food, uma área com vários postos de comida gourmet (dos restaurantes famosinhos da cidade) quanto na versão restaurantes mais chiques que pedem reserva de mesa.

Um dos mais famosos é a Nimb Brasserie.

Para aceder ao parque é preciso pagar a entrada de 120 dkk (18€). Se você quiser ir nas atrações você pode pagar cada uma individualmente, se você quer ir só em uma ou outra para matar a vontade, ou comprar a pulseira para ir em todas as atrações (Unlimited Ride Ticket) por 290 dkk (43€).

Por isso se você não está a fin de brincar o dia inteiro nas atrações e quer mais é conhecer o parque, eu deixaria para visitá-lo no fim do dia entre 19:00-20:00 se for período de verão. Você verá o parque de dia e sua versão iluminada de noite. Além disso você pode reservar o jantar em algum dos restaurantes com vista para o parque e disfrutá-lo ainda mais.

Nós tivemos a sorte de visitá-lo nesse ano de 2018 em que o Parque completa 175 anos e a decoração está especial. Nos finais de semana, durante o verão, há vários shows e atrações e paradas como a de comemoração dos 175 anos e inclusive show de queima de fogos às 23:45.

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Roteiro de 1 dia em Copenhagen

Copenhagen é uma das cidades mais antigas da Europa e evoluiu de um porto pesqueiro viking à capital da Dinamarca, capital do Design, da cerveja e cidade mais feliz do mundo. Se você ainda não leu esse post que escrevi de introdução à cidade, vá lá primeiro e depois volte aqui ao roteiro.

Saindo do aeroporto, veja o post aqui, seguimos para o bairro de Christianshavn para visitar a cidade livre de Christiana. Veja o post aqui.

De Christiana pegamos novamente o metrô e descemos na estação København a poucos passos da Rådhuspladsen e da Strøget que formam o coração de Copenhagen.

Na Rådhuspladsen fizemos um walking tour grátis da Sandesmann, que já havíamos feito em várias outras cidades da Europa e como sempre adoramos. Mas em Copenhagen tem que reservar pelo site e como disse, o tour não custa nada, mas no final você paga quanto você acha que o guia merece.

A Rådhuspladsen é a praça central de Copenhagen que gira em torno da prefeitura. Com 105 metros de altura, ele é um dos edifícios mais altos de Copenhagen. Na sua fachada estão várias esculturas da mitologia nórdica e a estátua do Bispo Absalão, famoso político e guerreiro religioso responsável pela evangelização dos Vikings.

A entrada é grátis e lá dentro há um famoso relógio astronômico, orgulho dos dinamarqueses. Também é possível subir ao terraço, mas só com uma visita guiada paga.

Na parte oeste da praça começa a Strøget, principal rua peatonal de conércio de Copenhagen. Com mais de 2 km de exensão está cheia de lojas exclusivas, lojas de souvenir, lojas de grandes cadeias européias como H&M, Zara etc. e “corta” várias praças da cidade.

A primeira praça é a Nytrov (mercado novo) e a Gameltorv (mercado velho), duas praças que formam um único espaço aberto.

Na Gameltorv havia um mercado de frutas e verduras e onde também realizavam as execuções dos condenados.

Mas como misturar a comida com o sangue não estava indo bem passaram o local de execuções para o outro lado, na praça Nytrov.

Como os dinamarqueses são pessoas muito organizadas, nessa praça se encontra o Palácio de Justiça, a cadeia e a àrea de execuções representada por uma pedra em formato octogonal no mesmo lugar original. Ou seja, estava tudo muito bem otimizado.

A partir da praça seguimos pela rua Brolaeggerstraede onde está a casa que nasceu J.C. Carslberg, fundador da fábrica de cervejas mais famosa da cidade.

Ele era um hipster de 1800 que produzia sua própria cerveja artesanalmente para sua família e amigos na sua bodega particular. Com o tempo ele resolveu montar uma microcervejaria no ponto mais alto da cidade, a colina de Valby. Daí veio o nome da cervejaria: Carl (nome do seu filho) + bjerg (colina em dinamarquês).

Copenhagen é uma cidade extremamente plana, ao nível do mar, por isso venta tanto e essa “colina” pode ser subida de bicicleta, ou seja, não é muito alta, mas mesmo assim é o ponto mais alto da cidade.

Seguimos para a rua Knabrosstraede (travessa da Strøget), que é a mais famosa e fotogênica da cidade e que aparece no vídeo do Mads Mikkelsen que falei nesse post aqui.

A rua realmente é muito bonitinha, é a típica rua que você imagina quando pensa em países escandinavos e todas aquelas casinhas medievais.

Seguimos uns 100 metros até a Praça Højbro Plads, uma das mais bonitas da cidade com vista para o Parlamento.

A subida à Torre do Parlamento é grátis e dá para ver a cidade de cima apesar de ela não ser tão alta. No centro da praça uma estátua do Bispo Absalão em seu cavalo.

Dela sai outra rua peatonal que vai até a Torre Redonda (Rundetårn) que segundo nossa guia tem a vista mais bonita da cidade.

Da parte leste da praça sai a rua Lille Kirkestraede que leva à Igreja Nikolaj Kunsthal que hoje abriga um Centro de Arte Contemporâneo, um dos muitos exemplos de igrejas da cidade que se transformaran em associações, como a que mencionei aqui que virou academia de crossfit.

Continuamos pela Strøget até a mais parisiense das praças, a Kongens Nytorv, onde está o Shopping Magasin du Nord, inspirado nas Galerias Lafayete de Paris e no Louvre.

Repare no detalhe das pirâmides na frente do Shopping.

Antes Hotel du Nord foi morada do famoso escritor Christian Andersen. Nascido em Odense na Dinamarca, se mudou para Copenhagen para realizar seu sonho de ser bailarino. A localização do hotel era perfeita, justo em frente ao Teatro Real, onde se tornou amigo pessoal do diretor de ballet August Bournonville.

Infelizmente ele não tinha talento para o ballet, então frustradamente tentou atuar, cantar até que deciu concentrar-se em escrever o que lhe trouxe sucesso instantâneo.

Ele escreveu vários contos de fada como: a pequena sereia, o patinho feio, o soldadinho de chumbo, as novas vestes do rei, a princesa e a ervilha entre outros. Eu li todos porque quando era criança minha mãe me comprou uma coleção dos contos de Christian Andersen e dos Irmãos Grimm porque ela dizia que esses eram os contos originais nos quais Walt Disney havia se inspirado.

Em 1847 ele se mudou para uma casinha na própria praça Kongens Nytorv onde viveu até ficar doente e ser trasladado por seus amigos para uma cidade de veraneio. Ele faleceu em 1875 e em seu sepultamento compareceram o rei Christian IX e toda a família real além de centenas de moradores da cidade.

Infelizmente a praça está em reforma há mais de cinco anos para ampliações nas linhas de metrô e a visão panorâmica fica um pouco comprometida. A finalização da obra está prevista para 2021. Na praça também está o Hotel D’Angleterre, o mais chique da cidade.

No sudeste da praça está o Nyhavn ou o porto novo da cidade, onde o canal com barcos vikings e casinhas coloridas compoem o principal cartão postal da cidade.

O lugar é bem turístico, lotado de gente e cheio de restaurantes. Dali saem alguns passeios de barco que passam pelos canais de Copenhagen. No número 9 está a casa mais antiga da cidade de 1681.

A 10 minutos a pé, caminhando pela Orla do Canal chegamos ao Palácio de Amalienborg, a residência de inverno da família real dinamarquesa.

Está formado por 4 palácios em estilo Rococó: o Palácio de Christian VII para visitas oficiais; o Palácio de Christian VIII, onde está o Museu de Amalienborg, o Palácio de Frederico VIII que está sendo reformado para se converter na residência oficial do príncipe herdeiro (Frederico da Dinamarca) e o Palácio de Christian IX residência oficial da rainha Margarita II e seu marido, o príncipe consorte Henrique da Dinamarca. O palácio e o museu são abertos para visitação.

O Palácio de Amalienborg é famoso por sua guarda real com chapéu alto de pele preta. Todos os dias eles marcham do Castelo de Rosenborg até o Palácio de Amalienborg quando às 12:00 acontece a cerimônia de troca da guarda.

Na parte leste da Praça está a Igreja de Mármore. Encomendada pelo rei Frederico V ela levou mais de 100 anos para ser finalizada (1749-1894) devido ao seu alto custo. Ela realmente é linda tanto por fora quanto por dentro e também se pode subir à cúpula com uma visita guiada que custa 50 dkk (7 euros).

Justo em frente ao Palácio de Amalienburgo, só que do outro lado do canal, está a nova Ópera de Copenhagen de 2005, considerado um dos teatros mais modernos do mundo.

Um quilômetro adiante caminhando pela margem do canal, chegamos a Kastellet, uma antiga fortaleza militar dos séculos XVII e XVIII, hoje transformada em parque.

Desde 1913 foi abriga a estátua de bronze da pequena sereia que salvou da morte o príncipe da dinamarca em homenagem ao escritor Christian Andersen.

Não se decepcione porque a estátua é bem pequena, mas a quantidade de turistas não é inversamente proporcional.

De longe já conseguiamos ver pessoas escalando as pedras para conseguir uma boa foto.

Pegamos o caminho de volta sentido Castelo de Rosenborg, construído no século XVII por Christian IV, o mais famoso dos reis escandinavos.

A visita aos jardins é gratuita e em frente ao Castelo há um roseiral lindo. Havia vários dinamarqueses por lá tomando sol de roupa de banho e fazendo piquenique.

Aproveitamos para descansar um pouco por lá antes de almoçar no Aamanns, leia post aqui e seguir para o Parque Tivoli.

Os restaurante e atrações em Copenhagen fecham bem cedo, entre 17:00 e 20:00 por isso recomendo deixar o Parque Tivoli por último, ele fecha bem mais tardes e visitá-lo entre 19:00/ 20:00 para ver a versão do parque de dia e toda iluminada de noite.

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Copenhagen: dicas práticas de transporte e alimentação

Com a passagem em mãos (diga-se de passagem comprada com dias de antecedência por meros 50€ em pleno verão europeu!) partimos de Berlin para um bate e volta em Copenhagen. Saimos com um vôo das 7:30 da manhã e voltamos com o vôo das 21:30.

Confesso que estava me achando um pouco louca de fazer um bate e volta desses, mas a verdade é que foi super tranquilo (até sobrou tempo) e no vôo de volta encontramos várias pessoas que haviam voado conosco de manhã, ou seja, esse bate e volta a partir de Berlin ou Hamburgo é bem comum, afinal são só 45 minutos de vôo e o aeroporto de Copenhagen fica a somente 8,8 km de distancia do centro da cidade.

-Como ir do aeroporto ao centro da cidade

Ao chegar no aeroporto seguimos as placas em direção ao metrô (que fica dentro do aeroporto) e compramos o City Pass de 24h, que é o bilhete turístico que te dá direito a usar ônibus, trem e metrô ilimitadamente por 24 ou 72 horas. Vale muito a pena porque um City Pass custa 80 dkk (12€) e só um bilhete ida e volta do metrô ao centro da cidade custa 60 dkk (9€).

Do aeroporto ao centro da cidade são 20 minutos de metrô (M2) até Norreport, a mais próxima da praça central onde fica a prefeitura.

O metrô é um caso a parte e ficamos boquiabertos quando percebemos que os trens não tem motorista! São totalmente automatizados e as estações são bem futuristas.

Eu me senti dentro do desenho dos Jetsons. Tente sentar na primeira fila para ter a visão panorâmica da viagem.

Eu não parava de tirar fotos e os dinamarqueses todos com aquela cara de “quem é essa louca que nunca viu um metrô…”.

-Como se locomover por Copenhagen

A verdade é que Copenhagen é bem compacta e é possível, com boa disposição, fazer tudo a pé. As principais atrações estão concentradas no Centro, a mais distante são a Pequena Sereia (6), os Castelos de Amalienborg (5) e Rosenborg (7) e Christiana (2).

Para esses casos usamos metrô e ônibus que já estava incluído no City Pass. É só usar o Google Maps para decobrir a rota e ponto mais próximos. E como em todo país de primeiro mundo, assim que você chega no ponto, há um placar sinalizando os minutos que faltam para o ônibus chegar. Eu acho isso genial, te poupa estresse e dor de cabeça de ficar tentando adivinhar se o ônibus já passou.

Na volta quando você já está cansado de caminhar um ônibus (de primeiro mundo) é um presente.

-Onde comer em Copenhagen

Comer bem em Copenhagen não é nada difícil. A cidade tem uma ótima fama por sua gastrononia da barraquinha de rua aos seus restaurantes estrelados. Mas os preços são bem altos. Eu sempre que chego em uma cidade procuro logo o preço de um café expresso para ter uma mesma base de comparação entre as diferentes cidades. Por exemplo, um café expresso na España custa 1,10€, em Berlin 1,20€ e em Copenhagen de 3,5€ a 5,10€! Ou seja, o custo de vida é bem alto.

Para comer barato a dica é o típico hot dog dinamarquês com salsicha branca, cebola, picles e mostarda que é simplesmente delicioso e custa 35 dkk (5€) em qualquer barraquinha de rua.

Para comer algo bem típico, não deixe de provar o Smørrebrød, um típico sanduíche aberto de pão preto com recheios que vão desde peixe marinado a patês.

O mais típico é com arenque (herring), que eu já tinha provado em Amsterdam e Frankfurt, e que é muito bom mesmo.

O lugar mais indicado é o Aamans, uma delicatessen que fica bem perto do Castelo de Rosenborg e tem uma unidade no aeroporto também.

Outra opção que eu tinha anotado é o restaurante Orangeriet, que parece ser muito bom também, mas optamos pelos Aamans.

E claro, acompanhe tudo de uma boa Carlsberg ou alguma cerveja artesanal das várias que há por lá.