Amazônia · Brasil

Focagem de Jacaré na Amazônia

Saímos do hotel em direção à casa do Chiquinho, o guia com olhos de lince, especialista em focagem de jacarés, que nos levaria para uma das aventuras mais impolgantes da selva amazônica.

Casa do Chiquinho

Dali seguimos para a visita à comunidade de ribeirinhos e pescaria de piranhas que contarei em outro post.

A visão de chiquinho é tão boa que veja o bicho preguiça que ele achou lá de longe. Mesmo com o zoom da câmera é difícil identificá-lo.

Bicho preguiça

Já no final da tarde nos preparamos para o momento mais emocionante do dia: a focagem.

Pôr do sol no rio Negro

Em um breu total, dentro de uma canoa motorizada, somente um farol ligado à uma bateria de carro iluminava o caminho até os igarapés, local favorito dos jacarés. Sob a luz da lanterna, os jacarés ficam paralizados e seus olhos brilham na escuridão.

Igarapés
Chiquinho localizando os jacarés

De repente Chiquinho salta dentro d’água e agarra nosso jacaré… foi na terceira tentativa, mas tá valendo… o cara é o Crocodilo Dundee da Amazônia.

Chiquinho e o nosso jacaré

Já no barco, Germano nos explica um pouco a respeito desses répteis.

Jacaré dentro do barco

No começo todos estavam tensos. No final o jacaré já estava tirando fotos com todo mundo.

Eu também quis uma foto com ele

Voltamos então para o hotel para saborear mais um jantar incrível. Não posso deixar de mencionar que o céu na Amazônia é lindo. É um dos mais estrelados que já vi. Pena que na foto não dá para perceber.

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Caminhada na Selva Amazônica

No dia seguinte pela manhã nos preparamos para a caminhada na selva. Há alguns cuidados que devem ser tomados e alguns itens que levei que foram essenciais para curtir a caminhada:

Calça de fleece impermeável ou legging;

Meia trekking com CoolMax;

Bota para trekking com membrana Gore Tex;

Camiseta de manga longa dry;

– Óculos de sol;

Repelente (excelente), filtro solar e protetor labial;

Lanterna;

Binóculo (para ver alguns animais com detalhe).

A caminhada começou na parte de trás do hotel onde atravessamos a horta em que são cultivadas algumas das frutas que consumimos. Germano foi na frente ditando o ritmo e logo adentramos a selva.

Germano com seu facão – pronto para nos defender de alguma cobra. Por sorte não encontramos nenhuma.

Copa das Árvores
Árvore da Juventude
Árvore com Espinhos

Germano faz algumas pausas em pontos de interesse da floresta como vários tipos de árvores e insetos. Em uma dessas paradas conhecemos a árvore chiclete. Mais conhecida como sapoti, é bastante comum em regiões tropicais. É uma árvore que tem entre 10 a 15 metros de altura e sua grande característica é que os seus ramos são ricos em células produtoras de látex que produz vários tipos de produtos.

Árvore Chiclete

Em outra parada, uma aula de sobrevivência na selva. Aprendemos a encontrar a Syagrus, uma espécie de palmeira, que produz como fruto uma espécie de coquinho. Dentro de muitos desses coquinhos encontra-se a larva de uma mariposa que se alimenta desse fruto. Essa é a larvra que deve ser comida para sobrevivência por causa de seus nutrientes.

Eu, experimentando a iguaria

Em seguida aprendemos a fazer fogo com uma espécie de argila encontrada próxima aos ninhos de besouros.

Fazendo fogo

No final, brincando de Tarzan.

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Amazônia | Qual o melhor Hotel de Selva?

O Tariri Amazon Lodge está localizado na Floresta Amazônica no Rio Negro banhado pelas águas de um grande Lago, o Acajatuba, a 70 km da cidade de Manaus, no Municipio de Iranduba. Próximo dali está o Arquipelago de Anavilhanas, um conjunto de 400 Ilhas.

O Tariri é um hotel ecológico com construções típicas da região amazônica. Ele foi todo construído pelo próprio dono, o Germano, com a ajuda de seus pais e irmãos. É o lugar ideal para desfrutar a natureza na forma natural com uma linda vista do lago.

Vista do Lago

A estrutura é composta por cabanas rústicas erguidas sobre palafitas, independentes, ligadas por passarelas, com quartos duplos e triplos, banheiro completo privativo, varanda com rede, oferecendo conforto, privacidade e, sobretudo, aconchego.

Entrada do Hotel
Cabana sobre as palafitas
Interior da Cabana

Depois que olhamos os relatos do Tripadvisor, não tivemos dúvidas e decidimos passar todos os dias no Hotel de Selva e no último dia passear em Manaus. Fechamos tudo de São Paulo com o Tariri Amazon Lodge . A Mabel foi muito atenciosa e cuidou de tudo (taririamazonlodge@gmail.com).

Restaurante do Hotel

Fechamos a estadia (com pensão completa), os passeios e o transfer com a Mabel. Assim que chegamos no aeroporto, o motorista Allan nos levou até o pier onde pegamos o barco para o Hotel de Selva. São 1h30min de carro e mais 2h de barco. O passeio de barco é maravilhoso e até então não imaginava que a Amazônia era tão linda. Indescritível.

Assim que chegamos às 16h, conhecemos a Fabíola, esposa do Germano, que junto com a sogra,cuida de todas as refeições do hotel que são deliciosas. Típica da região com peixes amazônicos fresquinhos, sucos de frutas típicas, tapioca, castanhas da amazônias, uma infinidade de delícias. Elas são muito atenciosas e se preocupam com todos os detalhes. Logo na chegada fomos recebidos com um suco de cupuaçu fresquinho feito pela própria Fabíola.

Pirarucu

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Amazônia | Pescaria de piranhas

Às 15h da tarde do segundo dia partimos para a pescaria de piranhas, um dos peixes mais temidos da Amazônia. O passeio começa com uma visita à uma comunidade local onde conhecemos um poucos dos costumes e aprendemos a fazer tapioca ‘in loco’ desde o processo de ‘feitura’ da farinha até a etapa final: comer!

A mandioca é ralada e depois colocada para ‘escorrer’ em uma espécie de prensa de madeira. O líquido que escorre é dispensado e a massa de mandioca é esfarela, peneirada e levada ao forno para a secagem final.

Os ribeirinhos são extremanente simpáticos e solíictos. Comemos as tapiocas regadas à manteiga e suco de buriti. Um dos rapazes do grupo disse estar com vontade de suco de açai e na hora os meninos, filhos das ribeirinha que faez a farinha de tapioca subiram nas árvores, colheram os frutos e logo estávamos experimentando o suco, e tenho que dizer que não se parece em nada com o que tomamos em São Paulo. O sabor é super suave.

Também tomamos suco do açai colhido pelos meninos ribeirinhos que sobem nas palmeiras e trazem os cachos para baixo. O açaí tem um caroço super grande e o suco é feito com a “pele” da fruta que tem que ficar de molho por horas para amolecer e poder ser triturada ou liquidificada.

Saimos da comunidade e seguimos pelo rio Negro até a entrada de um igarapé tranquilo, local preferido pelas piranhas e jacarés, segundo nossos guias Germano e Chiquinho.

A pescaria começa com a distribuição de simples varas de bambu e das iscas que são pequenos pedaços de frango cru.

As piranhas são um grupo de peixes carnívoros que habitam alguns rios da América do Sul. Na região central do Brasil, assim como no Pantanal e na Amazônia, a piranha é bastante utilizada no preparo do prato regional conhecido como Caldo de Piranha. As piranhas eram espertas e conseguiam comer o frango dos anzóis sem serem fisgadas. Até sentíamos um puxão na vara, mas quando a retiravamos da água não havia nem isca e nem piranha. Todos dentro do barco motorizado, em silêncio total. Passados cinco minutos e nada… de repente a inglesa que estava do nosso lado fisgou uma piranha vermelha.

A piranha vermelha ou piranha-caju é uma das espécies mais perigosas da Amazônia embora a mais comum. Vive nos lagos e lagoas de águas barrentas em cardumes de 12 ou até mais de 100 indivíduos.

Existem muitas espécies de piranha, e a forma do corpo e a coloração variam em cada espécie. Em geral, a forma do corpo é ovalada, a mandíbula é saliente e os dentes são afiados. A piranha-caju ou vermelha possui o focinho mais rombudo deste grupo, a mandíbula mais forte e os dentes mais afiados. Alcança cerca de 30cm de comprimento. Já a piranha preta chega a 40cm, sendo a maior piranha da Amazônia.

Partimos às 18h quando já começava a anoitecer e era chegada a hora da Focagem de Jacarés que contei aqui.

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O que fazer em apenas um dia em Manaus?

Quem vai à Amazônia não pode perder a chance de conhecer Manaus. Capital do Amazonas é bem turística e com boa infraestrutura, além de ser porta de entrada para vários passeios para conhecer a selva Amazônica.

O ideal é ficar por lá de um a dois dias, visitar o teatro Amazonas e quem sabe assistir uma ópera, experimentar a culinária a base de peixes que é deliciosa e pegar uma praia de rio. Nós passamos meio dia na cidade na volta do nosso hotel de selva que contei aqui e gostamos bastante. Como estávamos com o motorista que faz o traslado de onde o barco te deixa até o aeroporto de  Manaus, aproveitamos a carona para conhecer a cidade.

Chegando em Manau

Nossa primeira parada foi no Teatro Amazonas, símbolo máximo do Ciclo da Borracha na região. Tombado como patrimônio histórico em 1966 tem em sua cúpula 36 mil escamas de cerâmicas trazidas da França. É possível fazer visitas guiadas e se for temporada de espetáculos assista uma ópera à noite – verifique a programação aqui.

Logo em frente fica a praça do Teatro Amazonas onde experimentamos um dos pratos mais típicos de lá: o Tacacá (caldo de tucupi com goma, camarão seco e folha de jambu) na famosa Barraca da Gisela. Uma delícia! Sarei da gripe na hora.

E seja no Shopping Manaura, onde você pode descolar umas boas barganhas em eletreletrônicos e eletrodomésticos já que, não esqueça – você está na Zona Franca de Manaus – ou no Aeroporto, não deixe de experimentar os sorvetes de sabores exóticos da Amazônia na Sorveteria Glacial adorei o de Tapioca, vai por mim, é um dos melhores, e o de Buriti, fruta típica da floresta.

 

  • Outros passeios:
  •  Encontro das Águas. várias agências na cidade oferecem esse passeio por cerca de R$60 por pessoa, em barco alto, que é o ideal para ter uma boa visão do fenômeno e muitos ainda incluem almoço em algum restaurante flutuante. Se você vai se hospedar em um hotel de selva, geralmente o hotel oferece essa opçao no transporte da ida ou da volta. Caso tenha interesse entre em contato com seu hotel. Se for um passeio privado certamente será mais caro que os oferecidos pelas agências.
  • Praia fluvial de Ponta Negra, mas isso só a partir de agosto quando a água do rio recua e a areia aparece. É uma “praia de rio” em uma área bem turística e que vem passando por renovações para oferecer uma boa infraestrutura. Na época das cheias, quando fomos, a areia está coberta pela água e a praia desaparece.