Amsterdam · Europa · Holanda

Amsterdam: Cervejaria Browerij’t Ij, Red Light District e Coffee Shops

Nosso segundo dia em Amsterdam começou com uma visita ao parque Keukenhof. Leia aqui como visitar o Keukenhof, o parque de flores da Holanda.

Na volta à Amsterdam, nosso trem parou na estação central e aproveitamos para, bem na frente, pegar o tram nº10 até a cervejaria Browerij’t Ij.

Esse passeio é imperdível! Desça na parada Hoogte Kadijk na rua Sarphatistraat. Caminhe até a esquina e você já vai ver o moinho.

Isso mesmo, a cervejaria fica dentro de um moinho e nos dias de tempo bom dá pra sentar no equeno biergarten que eles tem do lado de fora. O ambiente interno também é muito legal (e lotado), pegue sua cerveja no balcão, desvie dos garçons e encontre seu lugar ao vento. Bateu uma fominha? Vá até o fundo da cervejaria, do lado esquerdo, e peça sua porçao de queijo com salame na janela. A cerveja é produzida ali mesmo e é uma delícia, e olha que nem sou muito fã de cerveja, mas o marido cervejeiro aprovou e repetiu! Dá pra visitar o processo de fabricaçao de segunda a sexta âs 15:00 por 5 euros com direito à degustaçao.

Pegamos o tram de volta e descemos no Dam porque o intuito era conhecer o Red Light District à noite (já tínhamos visto de dia e é bem diferente). Ele começa na Damstraat e vai até próximo da Estação Central. Existem tours que fazem um passeio guiado, inclusive o da 360meridianos.com, mas fomos por conta própria, sinceramente não achei necessidade de um tour para conhecer o lugar tão a fundo.

A partir do Dam seguimos pela Warmoesstraat que é bem bonitinhas (leia-se estreitinhas e com casinhas holandesas) e a maioria é composta por restaurantes, lanchonetes, lojinhas de crepe, de batata frita, de souvenir, de produtos eróticos, coffeeshops etc. À noite o lugar fica todo iluminado e é absolutamente tranquilo com muitas famílias e casais passeando.

Nas suas travessas é que ficam as meninas. A prostituição é legalizada na Holanda – com carteira de trabalho assinada e tudo! – por isso em várias cidades do país, essas ‘profissionais’ se agrupam em determinados distritos, o mais famoso é o de Amsterdam.

Pegamos uma dessas travessas e as janelas surgiram: meninas de vestido, de legging e camiseta, semi nuas, de biquíni asadelta, no telefone, outras dançando, tem de todo o tipo. De repente desembocamos em um clube de strip… opa… meia volta, demos de cara com um grupo fazendo tour guiado e fomos atrás, porque ficamos receosos de entrar nas ruazinhas estreitas sozinhos e realmente não recomendo.

É um pouco escuro então vá atrás de uma turma e seja feliz! As ruas são muito estreitas – na largura de duas pessoas lado a lado no máximo – e recheada de janelinhas com as profissas se oferecendo ( de dentro da janela claro).

Fomos atrás do grupo de turistas e a guia nos levou por um zigzag sem fim em um labirinto de ruazinhas e janelas. Não deixe de passar pela rua Trompettersteeg que é a mais estreita de Amsterdam (e cheia de janelas)! Uma dica: NÃO FOTOGRAFE! As profissas não gostam de fotos e podem pedir para os seguranças tirarem a sua câmera. Eu consegui essas fotos porque deixei meu celular granvando como se nao fosse nada, nas ruas principais, nao nas ruelinhas e depois dei print na imagem do vídeo.

Para terminar a noite aproveite para conhecer um coffeeshops por dentro. O governo da Holanda não tinha força policial suficiente para controlar o tráfico de drogas, então para diferenciar o traficante do usuário, a venda e consumo de maconha foi legalizada, mas somente dentro dos coffeeshops. É proibido fumar em qualquer outro lugar!

The Bulldog

No entanto a coisa é meio velada, pois para reportar os gastos ao governo, tipo imposto de renda, os coffeeshops criaram ‘Cafés’ de verdade com refrigerantes, shakes, smoothes e petiscos para gerarem a ‘tal’ receita.

Nós entramos em dois para ver como eram: o Coffee Shop Smokey e o The Bulldog (Oudezijds Voorburgwal 90). Na verdade, os coffee shops sao bares normais e que você pode passar a noite ali bebendo apenas refirgerante se quiser. Mas para sentar tem que pedir algo para beber. O balcao especial (para pedidos “exóticos” fica separado do balcao do bar, e os que estao interesados vao para essa parte do Coffee Shop( que geralmente é lá no fundao) e fazem seus pedidos. Mas o cheiro e fimaça que se espalham por todo o lugar sao inconfundíveis.

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Onde comer barato em Amsterdam

Amsterdam é uma cidade cara, mesmo comparada com outras da Europa. Mas dá pra comer coisas deliciosas nas lanchonete, food trucks e até em alguns restaurantes por volta de 3-5 euros por pessoas.

Os holandeses comem lanche na hora do almoço e como resultado, lá pelas 17 ou 18h eles já estão varados de fome e prontos jantar. Então se quiser jantar fora, programe-se para sair cedo, pois depois das 20h já está tudo fechado e o negócio vai ser apelar para um lanche. As lanchonetes ficam abertas até mais tarde, mais ou menos até às 22:00.

Para seguir a tradição, na ora do almoço vá de lanche e deixe os restaurantes para à noite! Além de bem gostoso o bolso agradece ;). Nesse post escrevi sobre as comidas típicas e baratas da Holanda e que podem ser encontradas nos restaurantes abaixo:

1) Food trucks

Limpíssimos e espalhados por toda a cidade. Ideal para comer os Boodjes, croquetes e arenque com pão.

2) Vlaamse Frites

A batata frita é o orgulho nacional dos holandeses (apesar se eles comerem a versão belga) e são encontradas por toda a parte em cones individuais ou em como acompanhamento de lanches e pratos, pois eles não comem arroz e o substituem pela batata frita.

Experimentei em vários lugares e a que mais gostei foi a da Vlaamse Frites acompanhadas de maionese, jupsauce, molho holandês, de amendoim ou catchup. O melhor croquete (Bitterballen) que comemos.

3) Febo – de lekkerst!

Febo é uma rede de fast food de frituras que ficam em forninhos na parede. Não experimentamos por falta de oportunidade, mas o fluxo de holandeses era intenso e os forninhos eram esvaziados e reabastecidos constantemente.

Não há atendentes, você coloca a moeda (1 ou 2 euros) no forninho escolhido e voilá – um pestico holandês. No balcão ao lado o atendente vende as batatas fritas no cone. Rápido e barato.

4) Maoz

Delicioso! Você sabe o que é falafel? É um bolinho de grão de bico e tahine do oriente médio que eu simplesmente adoro. Já fiz muitas vezes em casa e imaginem o tamanho da minha alegria quando dei de cara com o restaurante especializado em falafel!

Falafel no pão sírio, com salada, no ato de todas as formas e, se quiser, acompanhado de batatas fritas. Molhos e buffet de saladas (tomate, pepino, berinjela, tabule etc.). Média de 3 euros o sanduíche de falafel.

5) Mercados Albert Heijn e Hema

Os mercados são excelentes e muito baratos. O Albert Heijn é tipo o nosso pão de açúcar ideal para comprar queijos, cerveja, vinho, stroopwafel e chocolates.

O Hema é ainda mais barato, tem inclusive uma lanchonete dentro com sanduíches e cafés (média de 2 euros o sanduíche) e vários pratos prontos que vão de saladas com camarões gigantes, cuscuz marroquino, lasanhas a pratos típicos da culinária holandesa. Inclusive a salsicha “rookworst” deles é considerada a melhor da Holanda e que compões alguns pratos típicos como o Zuurkool Stamppot que falei aqui e servida no restaurante Moeders que falo abaixo.

Os pratos custam de 3 a 6 euros e se o seu hotel tiver cozinha com micro-ondas pode se jogar.

6) Simit Sarayi

Desde que morei na Alemanha e comi os sanduíches maravilhosos de lá feitos com mussarela de búfala, pesto, pães com sementes nunca mais consegui comer qualquer sanduíche sem compará-los até que em Amsterdam encontrei o Simit Sarayi.

Uma lanchonete exclusiva de sanduíches gourmet, mini pizzas e alguns salgados típicos e frequentada pelos locais! Parada obrigatória na hora do almoço! Super recomendo! A média de preço dos sanduíches é de 3-6 euros.

 

7) Moeders

Esse restaurante é ideal para experimentar comida típica holandesa. É mais caro, cerca de 20 euros por pessoa, mas pelo menos uma noite, quando estiver passeando pelo bairro Jordaam, você tem que ir. Ele é famoso por ostentar em suas paredes fotos das mães dos clientes. Inclusive você pode levar a foto da sua mãe que eles pendurarão por lá.

A dica aqui é pedir a seleção de pratos típicos que são uma série de mini pratos típicos para você degustar o melhor da culinária holandesa. Vale muito a pena!

Moeders

Rozengracht, 251, Amsterdam

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Passeio pelo Centro Histórico de Amsterdam (DAM)

Se você já leu as dicas básicas de Amsterdam nesse post aqui, comece a montar o seu roteiro. Nós ficamos quatro dias em Amsterdam, mas se você tiver apenas um dia ou algumas horas na cidade, esse é o roteiro que você deve fazer.

Começamos o passeio pelo Dam, que é a praça principal da cidade, em que começou a cidade no século XVII. Lá encontramos o Palácio Real que foi construído para abrigar a “Stadhuis” ou Câmara Legislativa e seu interior foi todo finalizado por Rembrandt em 1655. Hoje abriga visitas do Estado.

Ao lado fica a igreja Nieuwe Kerke que hoje é protestante. Sempre que a cruz da igreja houver sido transformada em um galho é porque a igreja era católica e se tornou protestante.

A Bijenkorf, a cadeia de lojas mais chique da cidade com marcas como Chanel, Prada etc – a “Harrods” holandesa se destaca pela fachada e letreiro enorme.

Nessa mesma praça, em frente ao palácio real, não deixe de experimentar o típico sanduíche da cidade em um dos muitos carrinhos de comida – o Broodje. Trata-se de uma pão de leite macio recheado com almôndegas – Broodjebaal (3 Euros), com hambúrguer – Broodjeburger (3,50 Euros) ou com salsicha – Broodje hot dog.

Os acompanhamentos são a vontade e os molhos também. Se ainda estiver com fome, nas ruas Nieuwendik e Eggertstraat (ao lado da H&M) que desemboca na praça há vários restaurantes/ lanchonetes muito legais e não deixe de provar um dos sanduíches da Simit Sarayi, que são deliciosos e na faixa de 3-5 Euros, mas com ingredientes top!

Na mesma praça fica o pessoal da 360 meridianos que fazemum “walking tour” gratuito pela cidade em Inglês e Espanhol.

Decidimos fazer e tour e valeu muito a pena – tanto pelos caminhos tortuosos e atalhos que a guia conhecia e assim conhecemos tudo mais rápido do que sozinhos como pela história que ela conhecia profundamente. Indico! A partir da praça seguimos em direção ao distrito de canais, especificamente com rumo à Singel, o canal mais famoso da cidade. O anel de canais foi declarado patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

O que faz dessa área tão especial, além das casas e canais, são as ruas estreitinhas, os jardins e fachadas pitorescas como a casa mais estreita do mundo.

A maioria dessas casas foi construída na Época do Ouro e se destacam pela sua entrada dupla e a forma triangular do seu telhado chamado “gable”. Repare que nessa parte, bem próximo ao telhado, há sempre uma roldana, que é usada para puxar os móveis para dentro da casa, pois sua fachada estreita e escada interior íngreme não permitem uma mudança convencional.

As casas foram construídas estreitas por causa dos impostos cobrados no século XVII que eram calculados com base na largura da fachada, então quanto mais estreita, menor o valor do imposto.

Outra curiosidade é que as casas não possuem cortinas, então quando anoitece, as janelas parecem luminárias, cenário ideal para um passeio pelos canais.

Sob a ponte mais larga (quase em frente à casa mais estreita na Singel, nº 7), note os calabouços, onde eram presos os malfeitores da época. Essa ponte ficava na entrada da cidade e os calabouços serviam para intimidar os viajantes impostores.

Seguimos pela Spui e vimos o único ponto em que é possível grafitar em Amsterdam.

Caminhamos até a entrada do Bagijnhof (aqui provavelmente você terá que pedir informações sobre onde exatamente fica a entrada), um pátio medieval do século XII, rodeado de casas, uma igreja católica e uma protestante viviam mulheres católicas em retiro, que durante o domínio protestante queriam continuar seguindo a religião católica. A primeira casa à esquerda, assim que se adentra o pátio, é uma das últimas casas de madeira de Amsterdam, pois a maioria foi destruída por incêndios e a ação do tempo.

 

Volte para a Spui e pegue uma de suas travessas, a “Kalverstraat” a rua de compras mais famosa da cidade, e aproveite para gastar um pouquinho – Amsterdam é uma cidade cara, não espere preços de EUA, e achei mais cara também em relação à outras capitais da Europa, mas como expliquei nesse vídeo aqui, ainda pode ser mais barato que no Brasil, então não perca a oportunidade) ou apenas fazer um “window shopping” , uma das minhas atividades preferidas, e não acho um termo melhor em português, se alguém tiver, deixe aí nos comentários.

Caminhe pela Kalverstraat até a Heiligeweg e repare nas ruínas da “Rasphui”, o portão da antiga prisão e primeiro cárcere de Amsterdam demolido em 1892. Na verdade essa foi a primeira prisão construída no modelo de reabilitação. Ali eram colocados os bandidos que seguiam regime de trabalhos forçados no processamento do pau brasil. Os que se recusavam a trabalhar eram jogados no porão inundado e forneciam uma pequena bomba d’água manual – o sujeito para sobreviver deveriar “trabalhar” a noite toda manuseando a bomba, assim não se recusaria a trabalhar no dia seguinte.

A estátua no topo do portão (chamada “Castigaio”) segura um brasão com 3 “XXX” que representam as três ameaças de Amsterdam – água, fogo e peste. Hoje em dia, é a entrada de um shopping center.

Siga em frente e você cairá novamente na Singel, (na altura dos nº 630-600), próximo à Koningsplein, onde fica o mercado de flores, o “Blumenmarkt”, o único mercado flutuante de flores do mundo!

Se ficar com fome nesse momento, dê uma parada na Maoz (Muntplein, nº1), uma rede holandesa de falafels – uma delícia e preço imbatível, cerca de 3 Euros! Uma ótima opção vegetariana também.

A bordo do tram novamente, seguimos para o Museu de Van Gogh, atração nº 1 de Amsterdam. Eu adorei conhecer toda a história de vida do pintor e suas principais obras – são mais de 700!

E uma visita à loja de souvenirs também é imperdível. Os posters das obras tem preços ótimos. No final da tarde eles abrem um bar, dentro do longe do museu, e servem drinks inspirados nas obras. Um dica é comprar o ingresso online para “pular” a fila (que é enorme) na entrada.

Na saída aproveite para conhecer a Museumplein, ou a praça dos museus onde fica o Rijksmuseum Museum (ao fundo) e o famoso letreiro I amsterdam!

Se ainda tiver disposição termine a noite na Rembrandtplein, em homenagem ao famoso pintor, tem estátuas de bronze representando sua obra “A Ronda Noturna”.

 

 

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Amsterdam: Vondelpark, Jordaam (Anne Frank) e Heinecken Experience

Esse dia começou com uma visita à uma vila de moinhos chamada Zaanse Schans. Para saber mais sobre a típica Holanda dos moinhos clique aqui. Voltamos por volta da hora do almoço e aproveitamos o dia para visitar as atrações que ainda faltavam e mais distantes umas das outras. Para esse dia compramos o ticket 24h do tram.

Voltamos pela Estação Central e seguimos até o Dam. Como era hora do almoço comemos uma comida típica holandesa e que eles almoçam com um copo de leite – o croquete de carne, que dentro de um pão macio é o almoço preferido dos holandeses. Isso mesmo, os holandeses fazem um lanchinho na hora do almoço e como jantam super cedo, perto das 18:00, é aí que fazem a sua refeiçao principal com a família.

Achamos na Vlaamse Frites, uma rede belga que vende as melhores fritas de Amsterdam, e um molho mehor que outro, eu amo o de amendoim! E o croquete é bem gostoso e diferente, tem que provar. Mas também tem nas várias máquinas eletrônicas de comidinhas e croquetes espalhadas pela cidade, as máquinas FEBO, é toda uma expriéncia. Veja esse post aqui sobre as comidinhas imperdíveis de Amsterdam.

Em seguida pegamos o tram até o Vondelpark, uma espécie de Central Park da Holanda. Ele foi projetado pelo mesmo designer do Keukenhof. Leia o post sobre como visitar o Keukenhof aqui. É o parque dos holandeses que vão correr, e como os holandeses gostam de correr! Fazer churrasco, tomar uma cerveja, descansar, é um lugar para ser apreciado e não um ponto turístico do tipo tá visto e pronto.

Passeamos um pouco pelo parque e pela vizinhança que gostamos bastante. Achamos o bairro parecido com os “Jardins” de São Paulo com uma pitada de Oscar Freire, com muitas lojas de grifes internacionais. Uma loja nova de cosméticos que conheci lá e adorei é a Forever Flawless cuja filosofia é adicionar diamante em pó às fórmulas que fazem uma exfoliação na pele ao mesmo tempo que hidratam e assim aumentam a eficácia do creme. O preço é um pouco salgado, mas eles entregam várias amostras mara, vale uma passada :). Uma ótima oportunidade para “window shopping” novamente.

Não deixe de visitar alguma das lojas de queijo da cidade, são muitas e vale a pena! Nem que seja só para provar, eles tem seções de degustação a todo o momento. Pegamos o tram até a fábrica da Heinecken e entramos no prédio da Heinecken Experience. Nós nao quisemos visitar a fábrica, mas se você tiver interesse, recomendo comprar o ingresso com antecedencia online aqui.

A bordo do tram novamente seguimos para o bairro Jordaam para visitar a casa de Anne Frank, mas os ingressos estavam esgotados. Tem que comprar com antecedência. Compre o ingresso online aqui.

Caminhamos pelas ruas do bairro que é considerado o mais bonito de Amsterdam e ideal para caminhadas.

É lá que fica o Moeders, o restaurante de comidas típicas holandesas, que significa mães em português porque exibe o retrato das mães dos clientes nas paredes.

Inclusive você pode levar a foto da sua que eles penduram por lá. Peça a degustação para duas pessoas que é uma sequência de pratinhos típicos e custa 19 Euros por pessoa.

Para a sobremesa, fomos ao Winkel 43, também perto do Museu da Anne Frank e comemos a melhor torta de maça da vida, o lugar é super famosinho pela torta e fica bem cheio.

 

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7 comidas típicas para se deliciar em Amsterdam

Amsterdam não tem uma culinária muito típica, pois como já escrevi aqui a cidade é habitada por mais de 149 nacionalidades. Portanto a culinária é bem fusion, sendo a maioria dos restaurantes internacionais, e com bastante influência asiática. Há muitos restaurantes japoneses e a maioria das comidas ou leva curry ou vem com um molho de curry para acompanhar.

Além disso, os holandeses tem o hábito de não almoçar, isso mesmo, eles comem um sanduíche ou um croquete acompanhado de leite com suco de laranja (!) e pão com nutela ou chocolate granulado de sobremesa.

Seguem algumas opções típicas que aprovamos:

1) Batatas Fritas com Maionese

A batata frita belga (vlamse frites) domina o cenário e em cada esquina tem uma casa especializada em batatas fritas. Além disso, todos os lanches vem acompanhados de uma porção também e são deliciosas. São cortdas em palitos grossos, como uma batata rústica, e frita duas vezes, a primeira em banha de porco e a segunta em óleo vegetal :0 Super light, mas deliciosa.

E a parte light não para aí, depois de fritas você escolhe o molho que as acompanhará: maionese, catchup, amendoim entre outros. Os mais pedidos pelos holandeses são o holandês e o jupsauce (uma mistura de maionese, catchup e curry). É gostoso, mas o meu preferido é a tradicional maionese e o holandês “hollandaise”.

As batatas são servidas em cones enormes que custam cerca de 2,50 euros. As que mais gostei foram da lanchonete Vlaamse Frites.

2) Croquete de Carne (Bitterballen)

O croquete está para o holandês assim como o churrasco está para o Brasileiro. E não basta ser sozinho, tem que ser como recheio de um Broddje (pão de leite macio) e mostarda. Até o Mc Donalds tem um Mc Lanche croquete em seu menu.

É uma de-lí-cia! Tem que experimentar, o recheio é macio, parece um creme – indescritível! Pedimos junto com as fritas na lanchonete Vlaamse Frites (Voetboogstraat 33).

Mas a sua experiência holandesa nao estará completa se nao comer esse bolinho diretamente das máquinas automáticas de comidinhas espalhadas pela cidade. As comidinhas, geralmente fritas, custam em média 2 euros, você coloca sua moeda, a portinha se abre e você se delicia com um quitude holandes boníssimo e baratíssimo!

3) Broodjebaal

Outro recheio que eles colocam no famoso pão de leite (broodje) são almôndegas (broodjebaal), hamburgue (broodjehamburger) ou salsicha (broodje hot dog). Esse são vendidos nos food trucks espalhados pela cidade – em cada canto tem um. Experimentamos o nosso no Dam.

O pão é entregue com o recheio e os ingredientes (salada, pimentão, cebola frita, cenoura frita) e os molhos ficam na parte da frente do truck onde você se serve à vontade.

4) Haring (Arenque)

Uma delícia! Uma tradição típica da Holanda é comer o arenque cru com picles e cebola.

Lógico que os mais corajosos limpam o peixe, tiram a cabeça e comem o treco inteiro, mas onde fomos nos serviram cortado, com picles em um pão de leite.

Parece muito com sushi, achei delicioso. Vende nos food trucks espalhados pela cidade. Nós comemos na praça de alimentação do aeroporto Schiphol no restaurante Sea You.

5) Stroopwafel

Outra delícia holandesa! Duas camadas de wafer redondo recheados por caramelo. Dá pra comer puro como bolacha, mas o jeito certo é colocar na boca da xícara de chá ou café por uns minutos para que o caramelo derreta. Vende nos supermercados Albert Heijn e Hema.

 

6) Queijo Gouda (ou qualquer outro tipo)

As vacas holandesas já tem sua fama mundial e com razão. Os queijos são maravilhosos – o Gouda é o típico holandês que pode ser jovem, com 1 ou 2 anos de maturação, todos deliciosos, experimente todos! Ele pode também ser com páprica, pimenta, ervas, trufas, de cabra – experimente todos também!

Passe em qualque mercado Albert Heijn e faça a festa. Compre os com nomes diferentes também porque todos são deliciosos!

7) Zuurkool Stamppot

Finalmente um prato de comida! O prato mais típico da Holanda é o Stammpot – um salsichão “rookworst” defumado acompanhado por um purês de batata, repolho, bacon e mais alguns legumes que não consegui identificar.

A salsicha também é acompanhada por um molho que parece barbecue, mas não é ;). É gostoso, principalmente o purê, o defumado da salsicha “rookworst” achei bem forte, mas gostoso.