Amsterdam · Europa · Holanda

Passeio pelo Centro Histórico de Amsterdam (DAM)

Se você já leu as dicas básicas de Amsterdam nesse post aqui, comece a montar o seu roteiro. Nós ficamos quatro dias em Amsterdam, mas se você tiver apenas um dia ou algumas horas na cidade, esse é o roteiro que você deve fazer.

Começamos o passeio pelo Dam, que é a praça principal da cidade, em que começou a cidade no século XVII. Lá encontramos o Palácio Real que foi construído para abrigar a “Stadhuis” ou Câmara Legislativa e seu interior foi todo finalizado por Rembrandt em 1655. Hoje abriga visitas do Estado.

Ao lado fica a igreja Nieuwe Kerke que hoje é protestante. Sempre que a cruz da igreja houver sido transformada em um galho é porque a igreja era católica e se tornou protestante.

A Bijenkorf, a cadeia de lojas mais chique da cidade com marcas como Chanel, Prada etc – a “Harrods” holandesa se destaca pela fachada e letreiro enorme.

Nessa mesma praça, em frente ao palácio real, não deixe de experimentar o típico sanduíche da cidade em um dos muitos carrinhos de comida – o Broodje. Trata-se de uma pão de leite macio recheado com almôndegas – Broodjebaal (3 Euros), com hambúrguer – Broodjeburger (3,50 Euros) ou com salsicha – Broodje hot dog.

Os acompanhamentos são a vontade e os molhos também. Se ainda estiver com fome, nas ruas Nieuwendik e Eggertstraat (ao lado da H&M) que desemboca na praça há vários restaurantes/ lanchonetes muito legais e não deixe de provar um dos sanduíches da Simit Sarayi, que são deliciosos e na faixa de 3-5 Euros, mas com ingredientes top!

Na mesma praça fica o pessoal da 360 meridianos que fazemum “walking tour” gratuito pela cidade em Inglês e Espanhol.

Decidimos fazer e tour e valeu muito a pena – tanto pelos caminhos tortuosos e atalhos que a guia conhecia e assim conhecemos tudo mais rápido do que sozinhos como pela história que ela conhecia profundamente. Indico! A partir da praça seguimos em direção ao distrito de canais, especificamente com rumo à Singel, o canal mais famoso da cidade. O anel de canais foi declarado patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

O que faz dessa área tão especial, além das casas e canais, são as ruas estreitinhas, os jardins e fachadas pitorescas como a casa mais estreita do mundo.

A maioria dessas casas foi construída na Época do Ouro e se destacam pela sua entrada dupla e a forma triangular do seu telhado chamado “gable”. Repare que nessa parte, bem próximo ao telhado, há sempre uma roldana, que é usada para puxar os móveis para dentro da casa, pois sua fachada estreita e escada interior íngreme não permitem uma mudança convencional.

As casas foram construídas estreitas por causa dos impostos cobrados no século XVII que eram calculados com base na largura da fachada, então quanto mais estreita, menor o valor do imposto.

Outra curiosidade é que as casas não possuem cortinas, então quando anoitece, as janelas parecem luminárias, cenário ideal para um passeio pelos canais.

Sob a ponte mais larga (quase em frente à casa mais estreita na Singel, nº 7), note os calabouços, onde eram presos os malfeitores da época. Essa ponte ficava na entrada da cidade e os calabouços serviam para intimidar os viajantes impostores.

Seguimos pela Spui e vimos o único ponto em que é possível grafitar em Amsterdam.

Caminhamos até a entrada do Bagijnhof (aqui provavelmente você terá que pedir informações sobre onde exatamente fica a entrada), um pátio medieval do século XII, rodeado de casas, uma igreja católica e uma protestante viviam mulheres católicas em retiro, que durante o domínio protestante queriam continuar seguindo a religião católica. A primeira casa à esquerda, assim que se adentra o pátio, é uma das últimas casas de madeira de Amsterdam, pois a maioria foi destruída por incêndios e a ação do tempo.

 

Volte para a Spui e pegue uma de suas travessas, a “Kalverstraat” a rua de compras mais famosa da cidade, e aproveite para gastar um pouquinho – Amsterdam é uma cidade cara, não espere preços de EUA, e achei mais cara também em relação à outras capitais da Europa, mas como expliquei nesse vídeo aqui, ainda pode ser mais barato que no Brasil, então não perca a oportunidade) ou apenas fazer um “window shopping” , uma das minhas atividades preferidas, e não acho um termo melhor em português, se alguém tiver, deixe aí nos comentários.

Caminhe pela Kalverstraat até a Heiligeweg e repare nas ruínas da “Rasphui”, o portão da antiga prisão e primeiro cárcere de Amsterdam demolido em 1892. Na verdade essa foi a primeira prisão construída no modelo de reabilitação. Ali eram colocados os bandidos que seguiam regime de trabalhos forçados no processamento do pau brasil. Os que se recusavam a trabalhar eram jogados no porão inundado e forneciam uma pequena bomba d’água manual – o sujeito para sobreviver deveriar “trabalhar” a noite toda manuseando a bomba, assim não se recusaria a trabalhar no dia seguinte.

A estátua no topo do portão (chamada “Castigaio”) segura um brasão com 3 “XXX” que representam as três ameaças de Amsterdam – água, fogo e peste. Hoje em dia, é a entrada de um shopping center.

Siga em frente e você cairá novamente na Singel, (na altura dos nº 630-600), próximo à Koningsplein, onde fica o mercado de flores, o “Blumenmarkt”, o único mercado flutuante de flores do mundo!

Se ficar com fome nesse momento, dê uma parada na Maoz (Muntplein, nº1), uma rede holandesa de falafels – uma delícia e preço imbatível, cerca de 3 Euros! Uma ótima opção vegetariana também.

A bordo do tram novamente, seguimos para o Museu de Van Gogh, atração nº 1 de Amsterdam. Eu adorei conhecer toda a história de vida do pintor e suas principais obras – são mais de 700!

E uma visita à loja de souvenirs também é imperdível. Os posters das obras tem preços ótimos. No final da tarde eles abrem um bar, dentro do longe do museu, e servem drinks inspirados nas obras. Um dica é comprar o ingresso online para “pular” a fila (que é enorme) na entrada.

Na saída aproveite para conhecer a Museumplein, ou a praça dos museus onde fica o Rijksmuseum Museum (ao fundo) e o famoso letreiro I amsterdam!

Se ainda tiver disposição termine a noite na Rembrandtplein, em homenagem ao famoso pintor, tem estátuas de bronze representando sua obra “A Ronda Noturna”.

 

 

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