Américas · Canadá · Mont Tremblant

Mont Tremblant | Deslizando de trenó no Canadá

Como já contei aqui, Mont Tremblant é uma cidadezinha super fofa que fica no Quebec, quase caminho entre Montreal e Quebec City. Ela fica a duas horas ao norte de Montreal e nós chegamos lá de ônibus. O ideal é ir de carro, mas descobrimos na locadora que nao podíamos alugar carro sem a permissao internacional, como nos EUA nunca nos pediram, nao pesquisamos e nossa única opçao foi o ônibus. Mas que ônibus, todo automático e com calefaçao, o passeio é bem tranquilo, mas para conseguir curtir o resort você precisa passar lá pelo menos uma noite porque o horário de volta do ônibus no mesmo dia é cedo e nao te dará tempo de conhecer tudo.

Mont Tremblant é bem charmosa principalmente porque tem muita influencia francesa e as casinhas seguem um estilo mais europeu. Mas nao foi a arquitetura que mais nos marcou na cidade, mas sim, o passeio de trenó com os cachorros pelos bosques nevados. Pesquisei muito antes de fechar no próprio site do Mont Tremblant Activity Center, que é onde acontece a atividade, e li vários relatos que descreviam a atividade como sensacional, indescritível… tantas críticas positivas que resolvemos arriscar e foi muito legal!

O pessoal do resort te busca na porta do hotel e logo que você chega no local já fica impressionado – um bosque gigante branquinho e cheio de pinheiros/ árvores, cena do filme da Branca de Neve e o Caçador, sabe? Só por aí já vale o passeio, mas tem mais…

Preparação

O instrutor nos levou no canil, cheio de huskies siberianos de todas as cores e idades, um mais lindo que o outro. Também há alguns vira latas no meio porque são muito fortes e ajudam a puxar o trenó. Muitos desses cães estavam abandonados e foram resgatados e tratados.

Depois disso o instrutor dá uma pequena aula de ‘pilotagem do trenó’ – uma pessoa vai sentada (passageiro) no trenó e a outra vai atrás de pé (piloto). Na hora parece que vai ser difícil e dá um frio na barriga, mas depois que começa é bem fácil.

O passeio

O passeio dura duas horas e quinze minutos: uma hora de ida passeando pelo bosque nevado, quinze minutos de descanso em uma cabana aquecida onde tomamos chocolate quente e comemos biscoitos de maple e mais uma hora de volta.

Passear pelo bosque é uma delícia e quem está de passageiro consegue tirar fotos e fazer filmes. O tempo passa voando, uma hora de passeio dá a sensação de 15 minutos.

Na metade do caminho há uma parada para você se secar um pouco e se aquecer perto de um fogareiro.

No final você pode comprar o CD com todas as suas fotos que eles vão tirando durante o passeio, porque você mesmo não consegue tirar do próprio trenó, mas só do traseiro dos cachorros J.

 

Como se vestir

Não bobeie! Você precisa estar vestido para o frio. No dia estava -26ºC e quando o trenó começou a andar ficou mais frio ainda. Leia o post que escrevi sobre como se vestir no inverno.

O mais importante – quem vai pilotar fica com as mão e pés mais expostos ao vento então use luva de fleece + luva impermeável potente (essa você vai ter que compra lá – geralmente elas nem dedos tem) + hand warmers dentro de cada uma das luvas. Nos pés meia + meia térmica + bota impermeável + foot warmer. Antes de ir comprei uma caixa desses ‘warmers’ na Amazon e usamos tudo.

Eu que estava de passageira usei tudo isso nos pés porque apesar do cobertor que eles dão, a sola dos pés recebe toda a friaca do vento.

Américas · Canadá · Toronto

48h em Toronto: Eaton Center, Chinatown e Distillery District

Começamos o dia no cruzamento da Dundas com a Yonge Street (em frente ao Eaton Center). Aí fica o burburinho de Toronto, onde está o centro comercial e as melhores ruas de compras como a Bloor, Queen, College, Danforth, e Gerrard Streets. Na Gerrard fica a Marshalls (que tem preços maravijosos!) e na Yonge Street várias lojas de sapatos e roupas.

Brasileiros felizes com a neve!

Também há várias ruazinhas paralelas de comércio paralelas que nao ficam para trás como a Yongea Wellesley, Isabella e Bloor Street que formam um centrinho tipo a nossa Oscar Freire.

Seguimos pela Bloor Street até a Spadina e chegamos na Casa Loma, que é uma casa-museu marca da cidade de Toronto construído em forma de castelo neo romântico pelo famoso localmente Sir Pellat, um empresário canadense filho de Ingleses, em homenagem à sua esposa. Devido ao seu alto custo (USD 5,4 milhoes) a casa nunca foi terminada e ainda o acabou levando a falência. Quem quiser visitar pode comprar o ticket online com antecedência.

De lá fomos à Avenue Road e passamos pelo ROM – Royal Ontario Museum que é super famoso na cidade pelas mostras de inovação, além das seções de paleontologia, mineralogia, zoologia e arqueologia. Uma espécie de Museu da História Natural de NY.

Seguimos para Chinatown que é bem arrumadinha por sinal e tem muita bugiganga e eletrônicos para vender. Entramos em um restaurante com uma plaquinha em chinês e comemos deliciosos dim sums. O interessante é que lá dentro todos eram chineses e a garçonete nao falava quase nada de inglés, entao tínhamos que arriscar os sabores, para eram todos de camarao, frango, siri, muuuito bons!

Ainda em Chinatown caminhamos até o Kensington Market que é um lugar meio alternativo com muita arte, pinturas, brechós e repleto de bares e cafés. Dá para passar horas ‘vivendo’ a multiculturalidade’ de Toronto. Até coxinha você encontra por ali, que aliás, é um ótimo lugar para comer. Um estilo de Soho + Vila Madalena, mas um pouco mais hype. E não se esqueça que vender ‘utensílios’ para o consumo da maconha é liberado no Canadá, então não se assuste com várias dessas ‘ferramentas’ por lá, inclusive na vendinha mais brega-conservadora-mequetrefe do bairro.

Mais a frente, na ponta oposta à Casa Loma da Spadina Avenue, fica o ‘Entertainment District’, como a Broadway de Nova York cheio de teatros e casas de show. O ponto alto é a CN Tower, a segunda maior torre de comunicação do mundo – a primeira é o Burj Khalifa.

A torre oferece várias atrações como o o chão de vidro a 553 metros de altura – dá muito medo, especialmente para quem tem medo de altura como eu – a Edge Walk (somente no verão) em que você fica pendurado do lado de fora da torre preso por um cabo de ferro e caminha pela borda do edifício – e o Restaurante 360º que é giratório e fica a 361 metros de altura. Ao lado fica o estádio Roger Waters.

Passamos a noite de Ano Novo no Restaurante 360º, fiz a reserva online, e foi incrível poder ver a cidade toda do alto e todos os cinco fogos de artifício – não são muitos não, já aviso – espalhados pela cidade. Acabava em um lugar e começava no outro, de um lado era azul, no outro vermelho, mas não espere fogos de Copacabana que vai sair decepcionado, tá mais pra uma festa de São João, bem nos padrões Europeus.

Restaurante 360 na CN Tower en Toronto

O restaurante é caro? É! Bem carinho, mas você pode tomar só um drink (exceto na noite de Ano Novo em que é obrigatório um prato principal por pessoa) ou optar por um dos menus executivos com entrada + prato principal + sobremesa que saem por volta de US$50 por pessoa. A comida é boa, mas nada do outro mundo, paga-se pela experiência. Para uma noite especial pode valer a pena!

Com o kit Ano Novo que distribuiram no restaurante

No dia seguinte começamos pelo Habourfront que é um bairro bem bonito onde fica o ‘pier’ da cidade. No verão fica lotado, mas no inverno venta demais. Nao aguentamos ficar muito tempo pr lá nao.

Já no Financial Centre, na Front Street fica o Hockey Hall of Fame que é um museu e ‘hall’ da fama dos principais times e jogadores de hóquei. Os canadenses são fanáticos por hóquei e quase todos os bares da cidade tem telões pra passar o jogo.

Saindo de lá passamos pelo St. Lawrence Market que já foi considerado o melhor mercado de comida do mundo pela National Geographic em 2012. São vários itens gourmet, queijos, orgânicos e nos finais de semana pequenos agricultores levam suas flores, frutas e verduras.

No final da Front Street fica o Distillery District, uma área que reune varias lojas de artesãos, boutiques, cafés e um dos lugares mais cool para se comer na cidade. O lugar mais indicado pelos locais é a Mills St. Brew Pub que além de bar/ restaurante é também uma fábrica de cervejas artesanais. Tem vários pratos feitos a base de cerveja, degustação, mini porções de acompanhamento e um clima bem de pub inglês.

Mills Strett Brew Pub

Na volta descemos na Queen Street, ao lado da estação de metrô Queen Station, na altura da Yonge Street, onde fica o centro financeiro de Toronto com o prédio da antiga prefeitura.

Eem meio aos prédios modernos, a Trinity Square onde o pessoal da cidade se reúne para se divertir – tem mercado de Natal, barraquinhas de comida e ringue de patinação – além do Eaton Center que é o maior shopping da cidade com 5 andares de lojas, sendo 3 subterrâneos. Tem muita variedade e os preços valem muito a pena mesmo, bem mais barato que no Brasil. Também tem uma praça de alimentaçao com muitas opçoes, espcialmente asiáticas, aliás comida asiática é uma febre por lá, os canadenses adoram!

O Eaton Center está ligado à cidade subterrânea chamada ‘The City’, às estações de metrô e ao Hotel Marriot, ou seja, dá pra voltar pro seu hotel no quentinho.

The City, a cidade subterrânea de Toronto
Américas · Canadá · Niagara Falls

Niagara Falls, Niagara on the Lake e Vinículas

A melhor forma de conhecer as ‘falls’ é de carro, mas como era inverno e eu não sabia como estariam as condições das estradas, decidi não arriscar e acabei fechando um bate e volta de Toronto com a Zoom Tours Toronto que acabou sendo muito legal porque conseguimos ver várias coisas em um único dia o que não teríamos conseguido com o carro. Se for alugar carro no Canadá, é obrigatória a Carteira Internacional de Habilitaçao. O passeio que compramos foi esse, mas como era inverno nao havia passeio de barco.

A van nos pegou no hotel às 8:30 e nos trouxe de volta a Toronto por volta das 18:00. Foi um dia bem tranquilo e com bastante tempo livre para curtir a cidade. Mas eles sao super pontuais, se atrasar te deixam para trás, por isso, é sempre importante adaptar-se às regras e costumes do país.

 

Niagara City

Nossa primeira parada foi no Niagara Falls State Park já em frente às cachoeiras. Para quem vai por conta própria, é melhor comprar as entrada online com antecedência para evitar as filas da bilheteria. Como fomos com o tour já estavam incluídas no preço. Estava tão frio, lá é sempre mais frio que Toronto, que as águas estavam parciamente congeladas e os respingos congelavam imediatante e viravam ‘neve’.

Niagara Falls é uma das principais atrações ao redor de Toronto e ficam na divida entre Estados Unidos e Canadá, separados pela Rainbow Bridge. Para curzar a ponte e depois voltar ao Canadá você precisa ter tirado o visto de Múltiplas Entradas.

três passeios possíveis na cidade:

  • Observar as quedas do alto da Skylon Tower que é um restaurante 360 graus que tem vista para toda a cidade e muita gente passa o Ano Novo aí para ver os fogos de artifício do alto;
Skylon Tower, à direita
  • Chegar próximo das quedas de barco no passeio Maid of the Mist (só funciona de Maio a Outubro)
  • E o que nós fomos e que é o único disponível no inverno, o Journey Behind the Falls.

Tudo começa no Table Rock Welcome Center onde há fotos de várias celebridades que já estiveram ali como a Princesa Diana e Marilyn Monroe.

Em seguida pegamos um elevador que desce 150 pés até um emaranhado de túneis que levam a dois observatórios (Upper e Lower Observatories) que ficam atrás das ‘Horseshoe Falls’ que despenca de 13 andares acima.

 

Há também outras atividades no parque como observatório de borboletas, golf, jardins entre outras. Dentro do Table Rock também tem uma loja de souvenirs muito bem equipada e cheia de opções como maple syrup, bombons de maple, ice wine, imãs, pijamas, bolas de Natal, comprei algumas coisas lá, mas a dica é comprar os maples e derivados no próprio aeroporto na hora de ir para casa onde o preço cai pela metade – mais barato até que nos mercadinhos.

Depois do passeio fomos dar uma volta na cidade que é uma mini Las Vegas cheia de restaurantes – almoçamos no Ruby Tuesday – e lojas. Duas horas são suficientes para comer e ver tudo o que tem por lá.

Ruby Tuesday en Niagara City

Niagara on the Lake

Seguimos então para Niagara on the Lake que fica a uma distância de 10km de Niagara. Essa cidadezinha é conhecida como a mais bonita de Ontário e parece uma aldeia do século XIX do interior da Inglaterra.

Ela já fica na região dos Vinhedos e por isso tem muitas lojas de bebidas, inclusive o Ice Wine, típico da região é vendido em garrafinhas de 100ml, ótimo para dar de presente e que não achei em mais lugar nenhum. Achei os preços caros, mas na média de lá. O custo de vida no Canadá em geral é elevado.

Duas horas também são mais do que suficientes para entra e sair das lojinhas, admirar a arquitetura da cidade, comprar alguns vinhos, entrar nas lojas de Natal, tomar um chocolate quente com bolo na Nina que também tem crepes deliciosos.

Outro ponto obrigatório é provar o fudge de maple típico de lá na Maple Leaf Fudge outro doce típico canadense, lembra um pouco doce de leite mais durinho, mas eles fazem de vários sabores e mesclado com castanhas também.

Vinícula Pillitteri

No final do passeio depois de passar por vários vinhedos, paramos na Pilliteri Estates Winery para aprender um pouco sobre o processo de obtenção do vinho de uvas congeladas e fazer uma degustação.

O ice wine é um tipo de vinho de sobremesa feito a partir de uvas congeladas no cacho. Como os açúcares não congelam e a água sim, esse vinho é mais concentrado e doce e obtido do esmagamento das uvas ainda congeladas. Delicioso, levamos uma garrafinha para casa, claro!

Américas · Barra do Una · Brasil · São Paulo

Barra do Una na Reserva da Juréia

A Estação Ecológica de Juréia-Itatins é uma unidade de conservação brasileira de proteção à natureza localizada no litoral sul paulista, com território distribuído pelos municípios de Iguape, Miracatu, Itariri, Pedro de Toledo e Peruíbe.

A dificuldade do acesso preservou a região que permanece intocada ao longo dos 50km de litoral e mantém ainda todos os animais silvestres característicos, além da beleza indescritível. Imaginem que no meio da estrada pulou um sapo no capô do carro!

Escolhemos a Barra do Una, de última hora, porque queríamos um lugar sossegado para descansar e essa viagem acabou sendo incrível. Saímos na sexta à noite direto do trabalho para lá em um trajeto de 128km.

-Como chegar

Chegando ao centro de Peruíbe são 30 km até Barra do Una. Siga pela Avenida Padre Anchieta até a serrinha do Guaraúna. Vá por ela até a entrada da Reserva onde ela vira Estrada do Una. A partir daí são 18 km em estrada de terra que leva cerca de 40 minutos. No total levamos 1 hora do Centro de Peruíbe até lá. Mas vale muito a pena.

No meio do caminho entre Guaraú e Una, se estiver viajando de dia, a 25 km do centro de Peruíbe, está a Cachoeira do Paraíso, no interior da Estação Ecológica Juréia-Itatins. É famosa pelo Tobogã do Paraíso, que se forma no rio Itinguçu. Sua queda d´água tem seis metros de altura e é bastante visitada. As proximidades ficam abarrotadas, nem se compara com a paz e tranquilidade da Barra do Una. Nao estávamos no clima.

Mas se quiser ir, programe-se, porque o acesso à cachoeira é limitado a 270 pessoas por dia. Os ingressos são distribuídos por ordem de chegada no Portal da Base Operacional de Pereque no km 13 da Estrada do Una. Os ingressos muitas vezes acabam às 10h.

Depois de dirigir uns 15km da Estrada Guarau-Una, haverá uma bifurcação. À esquerda você segue para Barra do Una, à direita é o caminho que leva até a área do Estacionamento de onde parte a trilha de 250 km que leva à cachoeira.

Continuando na Estrada do Una, lá pelo km 18, chegamos ao nosso destino. A cidadezinha é bem ‘roots’, cheio de campings um do lado do outro, uma mini pousada e uma praia maravilhosa.

– Hospedagem/ Camping

Estamos super na onda de acampar e estamos adorando! Foi nosso primeira experiência e nos saímos super bem. Não vemos a hora de repetir.

Nós ficamos no Camping do Péder que é pé na areia (a 100m da praia) e super tranquilo, pelo menos na época em que fomos, dizem que no Carnaval e Ano Novo o clima é mais agitado e que rola até ‘rave’ na praia, mas fora dessa época o lugar é bem família. Entre o camping e a praia tem até ducha de água doce.

O Camping é bem grandinho, acho que cabem umas 40 barracas, com eletricidade, banheiros com chuveiro quente e uma lanchonete que serve porções de peixe, batatas fritas e camarões (a melhor e mais fresca que já comi na vida!). E a sensação foi que acordamos com um coelhinho fofíssimo em frente à nossa barraca. Coisas que Mastercard não paga…

– A Praia

A praia, quase deserta, é linda, cercada pela floresta tropical, com água cristalina e quentinha e um costão rochoso de babar.

Uma imensidade de siris correm pelas areias e o nascer do sol no mar é imperdível! Acordamos às 5:30 para fotografar o coelhinho e aproveitamos para tirar muitas fotos na praia.

A rotina foi aquela dureza: acordar, ir pra praia, domir e comer!

– Onde Comer

Na Vila do Una! Único povoado da região e que a poucos metros dos Camping.

Nós levamos nossa churrasqueira e carvão então na hora do almoço compramos peixes fresquinho para assar na Peixaria do Prado. Um manjar dos deuses, nunca comi peixes tão gostosos, muito diferente dos ‘frescos’ que compramos no supermercado. Eles também vendem siris, então se você levar um fogareiro consegue cozinhá-los no molho. Segundo a esposa do Sr. Prado é assim que se faz, na churrasqueira ficaria esturricado. Ok, não compramos.

Saí com tamanha vontade que se eu tivesse um filho nasceria com cara de siri, mas rapidamente avistei um restaurante ao lado (sem nome), mas com uma placa ‘carangueijo no molho’. Voltamos à noite e foi ‘a’ experiência, machadinhas em punho jogamos casca e molho por todos os lados. Imperdível!!

Para o Café da manhã duas opções: O Restaurante da Tia Creuza e Bar do Walter.

Esqueceu alguma coisa? Papel higiênico, carvão, álcool, gelo, molho…. Tia Creuza ou Bar do Walter. Aliás, gelo por lá é artigo de luxo. No camping eles vendem o saco ‘mais profissional’ por R$15,00. A Tia Creuza ou o Sr. Walter vendem a caixinha de leite ou a garrafa PET congeladas por R$ 2,00 e R$3,00.

 

Américas · Brasil · Mariana · Minas Gerais

Mariana e o espetáculo dos tapetes de fé

Mariana foi a primeira cidade e capital de Minas Gerais por ter sido no século XXII uma das maiores produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa e seu nome foi dado em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V.

A Igreja principal, a Catedral Basílica da Sé fica na praça Central onde antes era o pelourinho da cidade, local onde os escravos eram castigados em público e geralmente há uma coluna no meio da praça. Próximo à ela existem muitas lojinhas de artesanato, café e restaurantes.

Mas a Igreja mais bonita, na minha opinião, fica um pouco mais ao lado, a Igreja de São Francisco de Assis onde estão os restos mortais do Aleijadinho que fez as pinturas da nave e da sacristia. Ao lado fica a Igreja nossa Senhora do Carmo com pinturas do mestre Francisco Xavier Carneiro.

Como visitamos a cidade no feriado de Corpus Christie pudemos assistir ao espetáculo dos tapetes de cerragem colorida que se espalham por diversas ruas da cidade. Mariana é o berço da religiosidade mineira, tendo abrigado o primeiro bispado de Minas há 250 anos.

Os tapetes de Corpus Christi são uma tradicao catolica muito popular em Minas. A tradiçao vem de Portugal e difundida no Brasil durante a época da colonizaçao. A arte consiste na confecção de representações de cenas bíblicas sobre as ruas com serragem, sal coloridos, borra de café, areia, flores, farinhas, dentre outros.

Seu comprimento varia de acordo com cada cidade ou paróquia, indo desde poucas centenas de metros até alguns quilômetros., e, em geral, ligam duas igrejas, decorando o caminho da procissao.

Chegamos no meio do dia da quinta-feira e os tapetes estavam sendo confeccionados, mas para quem curte a celebração, a festa começa na quinta-feira com a celebração da missa e às 6h começa a confecção dos tradicionais tapetes pelos artistas plásticos da Associação Marianense de Artistas Plásticos – AMAP, nas ruas Josafá Macedo, Direita e na Praça da Sé.

Às 17h acontece a celebração de Corpus Christi na Praça dos Ferroviários seguida da procissão até a Catedral Basílica da Sé onde acontece a benção do Santíssimo Sacramento.