Se o primeiro dia em Sydney foi de encantamento pela Opera House e pela vista da baía (veja post aqui), o segundo revelou outro lado da cidade — aquele que mistura elegância, estilo de vida leve e o fascínio do mar australiano.
Começamos o dia pela região central, explorando a área entre o Sydney Arcade, o Queen Victoria Building e o Shopping Westfield. Essa parte da cidade é um verdadeiro paraíso para quem gosta de arquitetura e compras: as fachadas históricas se misturam com galerias modernas e vitrines cheias de design australiano.

O Queen Victoria Building, ou simplesmente QVB, é o coração dessa região. Construído no fim do século XIX, o edifício é um espetáculo por dentro e por fora — vitrais coloridos, cúpulas de cobre e escadarias que parecem saídas de outro tempo. No interior, as lojas são sofisticadas e o ambiente é perfumado por cafés elegantes. É impossível não se encantar com o contraste entre a herança vitoriana e o ritmo moderno da cidade.


Logo ao lado, o Sydney Arcade mantém o charme dos tempos antigos com suas passagens estreitas, pisos de mosaico e pequenas boutiques de joias, moda e artigos de luxo. Já o Westfield Sydney, interligado por passarelas, traz o contraponto contemporâneo: lojas internacionais, restaurantes panorâmicos e o movimento cosmopolita que faz Sydney parecer uma metrópole global.


Também visitamos o The Strand Arcade que é uma galeria histórica de compras no coração de Sydney, inaugurada em 1892. É o único exemplo ainda intacto de uma galeria vitoriana desse estilo na cidade. Liga a George Street à Pitt Street, com vitrais coloridos, piso em mosaico, madeira trabalhada e teto de vidro que deixam o ambiente super charmoso e elegante. O espaço é mais voltado a lojas de designers australianos, boutiques e marcas artesanais do que a grandes redes comerciais.


De lá, seguimos para a região de Darling Harbour, uma das áreas mais agradáveis para passear à beira d’água. O bairro é cheio de vida: crianças brincando nas fontes, turistas atravessando as pontes de pedestres e barcos deslizando lentamente pelo porto.

Ali também está o Museu Marítimo Nacional da Austrália, que conta de forma interativa a história naval do país — dos navios de exploração aos submarinos e embarcações de guerra. A visita é interessante mesmo para quem não é apaixonado por história, principalmente por causa dos navios atracados que podem ser explorados por dentro.


No fim da tarde, partimos em direção a Bondi Beach, a praia mais famosa de Sydney e talvez uma das mais icônicas do mundo. A energia ali é completamente diferente: surfistas, famílias, jovens com pranchas debaixo do braço e o cheiro de protetor solar no ar. A areia é fina, o mar tem aquele azul intenso característico do Pacífico e o clima é de eterna celebração ao sol.

Um dos pontos altos da visita é a Bondi Icebergs Pool, a piscina de água salgada mais fotografada da Austrália. Construída à beira do mar, ela parece se fundir com o oceano quando as ondas quebram sobre as bordas. É possível nadar, tomar um café no clube ou simplesmente sentar e observar o cenário, que é de tirar o fôlego.

Antes de ir embora, caminhamos pela Bondi to Waverly Coastal Walk, uma trilha costeira de cerca de 6 km que serpenteia os penhascos e praias menores da região. Mesmo que você percorra apenas o trecho inicial, o visual compensa: paredões rochosos, enseadas escondidas e o mar infinito à frente. É um dos passeios mais bonitos de Sydney e uma forma perfeita de encerrar o dia.



Voltamos à Opera House à noite, incapazes de resistir ao seu encanto. Desta vez, ela brilhava em verde e amarelo, homenageando a seleção feminina da Austrália na Copa do Mundo. As luzes dançavam sobre a água, e Sydney parecia respirar orgulho e alegria.



