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Da Praça Jemaa el-Fna aos Jardins Escondidos: Minha Experiência em Marrakesh

Marrakesh não nasceu como uma cidade qualquer.

Praça Jemaa el-Fna

Ela foi fundada em 1070 pelos almorávidas como um acampamento militar situado no encontro entre antigas rotas de caravanas, mas cresceu rapidamente e se transformou em um centro espiritual, político e comercial que conectava o Saara ao Mediterrâneo. Pouco depois, em 1090, com a conquista de Al-Ándalus, inicia-se o Período Almorávida, que duraria até 1145, quando o império começa a entrar em declínio. Os almorávidas, monges-guerreiros berberes vindos do Magrebe, defendiam a fé islâmica com enorme rigor. Foram eles que chegaram à Península Ibérica como os “novos salvadores”, chamados para conter o avanço cristão.

E para compreender a alma desse mundo árabe-amazigh que molda Marrakesh até hoje, é impossível não olhar para Al-Ándalus. Assim era chamado o vasto território da Península Ibérica que esteve sob domínio muçulmano entre 711 e 1492 — uma extensão que, em determinados períodos, cobriu grande parte do que hoje são Espanha e Portugal.

Al-Ándalus foi um dos centros culturais mais brilhantes da Idade Média: cidades como Córdoba, Sevilha e Granada floresceram com bibliotecas, jardins, astronomia, poesia e uma arquitetura onde matemática e espiritualidade se entrelaçavam. Judeus, cristãos e muçulmanos conviviam ali, trocando saberes que atravessaram o Mediterrâneo e ecoaram até o Magrebe. É desse legado — de ciência, arte e refinamento — que nasce grande parte da estética e da alma que ainda sentimos no Marrocos.

As muralhas, erguidas com o barro vermelho da região, parecem absorver e refletir o sol como se fossem parte viva do deserto. Essa cor — ocre queimado, quase fogo — não é estética: é identidade. É por isso que Marrakesh é chamada há séculos de “A Cidade Vermelha”.

Mas nenhuma cidade poderia florescer ali sem água. Desde o início, os almorávidas construíram um sistema prodigioso de khettaras, túneis subterrâneos que captam e conduzem a água derretida da neve das Montanhas do Atlas até os jardins, mesquitas, palmeirais e pátios da cidade. Essa engenharia silenciosa transformou o deserto em colheita, sombra e frescor — e até hoje é visível em jardins como o Majorelle e o Jardim Secreto.

Jardim Secreto

Por cima dessa base de barro e água, ergue-se o terceiro elemento: o espírito islâmico, visível em cada arco, cada pátio e cada traço geométrico que busca traduzir a perfeição divina.

Ao caminhar por suas ruas, percebe-se algo raro: Marrakesh vibra em duas frequências ao mesmo tempo. Uma é o caos da Medina, viva, pulsante, imprevisível. A outra é o silêncio matemático dos jardins e madrasas, onde a água segue seu curso antigo e o tempo parece dobrar-se em reverência.

É sobre essa dualidade que esta viagem se desenrola. Marrakesh é forma e fluxo. Terra e água. História e frequência. E foi exatamente assim que eu a vivi. Chegamos ao Riad Atrium com a tarde ainda brilhando.

Deixamos as malas e nos lançamos de imediato ao labirinto da Medina, onde as ruas estreitas se abrem e se fecham como se respirassem sozinhas.

Logo encontrei pequenas lojas de cerâmica com aquelas peças pintadas à mão, geométricas e coloridas, que parecem carregar a alma dos artesãos. Não resisti: algumas vieram comigo.

Em uma das esquinas tranquilas, entramos no Henna Art Café, um refúgio perfumado onde o tempo desacelera.

Fiz uma tatuagem de henna, delicada e artesanal, daquelas que contam histórias na pele e duram tempo suficiente para marcar a viagem, mas não a vida inteira.

A cidade funciona majoritariamente em dinheiro, e isso faz parte da sua identidade. É bom sempre ter dirhams por perto. Existe um caixa eletrônico na praça Jemaa el-Fna, justo onde fomos para subir ao terraço do Café Argana, um dos melhores mirantes improvisados da praça.

Café Argana

Do alto, observei algo que jamais esquecerei: a metamorfose da praça ao entardecer. Primeiro, o espaço quase vazio; depois, lentamente, como se estivesse ensaiado há séculos, surgem carrinhos metálicos sendo empurrados, encantadores de serpentes, lanternas acesas, bancas montadas com precisão. Da fumaça que sobe, do burburinho de vozes, do cheiro de gengibre e carne grelhada, nasce outra Jemaa el-Fna — uma versão noturna, elétrica, ancestral.

No meio disso tudo, os encantadores de serpente, os vendedores de comida e as barracas de frutas chamam atenção pela organização impecável. Ali brilham as romãs, fruto sagrado no Islã, mencionadas no Alcorão como dádivas do Paraíso. Elas simbolizam proteção, abundância e fertilidade — e beber o suco fresco, vermelho como luz líquida, é quase um ritual de boas-vindas.

Fizemos nosso almo-janta no próprio Argana: um tagine fervendo de frango com limão e azeitonas e um cuscuz de legumes aromático que parecia ter absorvido todas as especiarias da cidade. Comemos observando a praça ganhar vida. Era como assistir a um teatro que só acontece ali, naquela hora, naquele instante.

E não poderia falta o chá de hortelã que envolve um ritual a parte.

No dia seguinte —contratamos um guia com o próprio Riad — seguimos em direção ao minarete da Koutoubia, a principal mesquita da codade, que domina o horizonte com sua imponência silenciosa.

De longe, ele parece um guardião da cidade. De perto, revela uma serenidade inesperada.

Depois, entramos no Jardim Secreto, que faz jus ao nome. Escondido no coração da Medina, ele parece um portal silencioso para outra Marrakesh — aquela que vive atrás do caos, regida por ritmos antigos. O que muitos visitantes não percebem de imediato é que esse jardim não é apenas bonito: ele é um testemunho vivo do extraordinário sistema de irrigação que sustentou a cidade por séculos. A água que corre por seus canais não é decorativa; ela segue o mesmo princípio hidráulico tradicional, os khettaras, túneis subterrâneos que trazem água das Montanhas do Atlas até os jardins e plantações de Marrakesh.

Essa água, guiada apenas pela gravidade, viaja por quilômetros em silêncio para alimentar palmeiras, hortas e fontes. No Jardim Secreto, ela aparece novamente em canais estreitos e geométricos, que se distribuem com precisão matemática — não apenas irrigando, mas ordenando o próprio espaço.

Caminhar ali é perceber que tudo está organizado pela água: a sombra, o frescor, o silêncio, a vida. É um jardim que respira como um ser vivo, renovado gota a gota por um sistema milenar.

Caminhando mais adiante, chegamos à Medersa Ben Youssef, com seu pátio geométrico e sua luz filtrada pelas paredes esculpidas.

A Medersa Ben Youssef, fundada no século XIV e reconstruída no século XVI pela dinastia saadiana, foi durante séculos o maior centro de estudos corânicos do Norte da África, abrigando mais de 800 estudantes vindos de todas as regiões do Magrebe.

Caminhar por seus corredores é mergulhar na alma da arte islâmica marroquina: paredes revestidas de zellij, o mosaico artesanal de azulejos cortados à mão que transformou o Marrocos em referência mundial de geometria sagrada; pórticos esculpidos em cedro; estuques rendilhados como renda de pedra; e pátios simétricos que ecoam a ideia de harmonia divina. Nos padrões do zellij surgem as famosas estrelas de oito pontas — conhecidas como khatim, ou “selo de Salomão” — símbolo de ordem cósmica, equilíbrio e conexão entre céu e terra.

Cada mosaico, montado peça por peça com precisão quase matemática, revela a filosofia espiritual do Islã medieval: a repetição infinita das formas, a ausência de figuras humanas e o uso da geometria como linguagem visual do sagrado. A medersa é, assim, um livro aberto onde a história, a religião e a ciência se encontram, transformando o simples ato de olhar para um padrão em um momento de contemplação profunda.

Meu nome em árabe

🥗 Almoço no Dar Cherifa — um refúgio suspenso no tempo

O Dar Cherifa foi uma das descobertas mais delicadas da viagem. Escondido dentro de um dos becos silenciosos da Medina, ele parece quase um segredo — daqueles que não se reveem facilmente. Ao atravessar o pórtico estreito, o espaço se abre em um pátio interno de pé-direito altíssimo, colunas esculpidas e paredes em tom de areia que lembram antigas madraças.

A luz desce filtrada do teto, criando um ambiente ao mesmo tempo sagrado e íntimo. Sentamos ali para saborear um almoço leve: pratos marroquinos preparados com simplicidade, mas carregados de temperos — saladas de vegetais assados, cuscuz aromático, legumes caramelizados e um tagine discreto, perfumado, servido devagar.

Tagine de carne

O Dar Cherifa não é apenas um restaurante; é um instante de suspensão, um lugar onde o corpo descansa e o espírito se acomoda antes de voltar à intensidade da cidade. De sobremesa chá de hortelã e doces marroquinos.

Depois do Dar Cherifa, seguimos para os Souks Semmarine e Teinturiers, onde Marrakesh revela sua pulsação mais antiga. Entrar nesses souks é como entrar no coração vivo da cidade: um labirinto de corredores estreitos, cobertos por ripas de madeira que filtram a luz e criam desenhos de sombra no chão.

No Souk Semmarine, encontramos o Marrakesh dos artesãos — bancas de couro que exalam o cheiro quente das curtumes, joalheiros que martelam prata com precisão quase ritual, ceramistas alinhando peças como se fossem pequenos templos de cor, e vendedores que chamam com uma mistura de humor, charme e poesia.

À medida que caminhamos, o souk muda de textura e entramos no Souk des Teinturiers, o dos tintureiros, onde fios de lã tingidos em vermelho, açafrão, índigo e verde esmeralda secam pendurados como bandeiras de um país imaginário.

O cheiro forte dos pigmentos e a vibração intensa das cores criam uma atmosfera quase alquímica — como se ali ainda se guardasse um segredo antigo sobre como transformar matéria em luz. Nos Souks Semmarine e Teinturiers, tudo é tátil, vivo e profundamente humano. É impossível não sentir que cada peça, cada cor e cada som são parte de uma cidade que se faz e se refaz todos os dias, nas mãos daqueles que a habitam.

🧖‍♀️ Hamman, massagem e o jantar marroquino no riad

De volta ao Riad Atrium, deixamos o corpo descansar de outro modo: mergulhando em um hamman tradicional, seguido de uma massagem profunda. O hamman — o banho de vapor marroquino — não é apenas um ritual de limpeza: é uma prática ancestral do mundo islâmico, nascida da combinação entre as tradições romanas dos banhos públicos e as necessidades espirituais da cultura muçulmana, que valoriza a purificação do corpo antes da oração.

Ali, o calor úmido abre os poros, a pele é esfoliada com kessa (luva exfoliante) e sabão negro de azeite, e a água quente derramada lentamente. É um ritual de purificação que atravessou séculos — das cidades imperiais do Magrebe aos pequenos bairros da Medina — e que, ainda hoje, se mantém como um gesto de cuidado profundo.

Inclusive, caminhando pela cidade existem vários hamman públicos com horarios diferentes para homens e mulheres. Eles chegam com balde, luva e sabão e usam as instalações de vestuario, sauna e lavatório. Eu entrei em um e as mulheres estavam todas aí fofocando mais que banhando-se.

Depois do hamman e da massagem, jantamos no próprio riad, na terraça, onde nos serviram as tradicionais saladinhas marroquinas, que não são saladas no sentido europeu, mas pequenos pratos quentes e frios feitos para despertar o paladar: berinjela defumada (zaalouk), cenoura com cominhos, pimentões marinados, beterraba adocicada, grão-de-bico temperado com limão e alho, tomate com ervas, e outras combinações que variam conforme a cozinha da casa.

Esses pratinhos, servidos em tigelas pequenas e coloridas, acompanham o tagine, que chega sempre fervendo, perfumado, com aquele aroma de limão confitado, especiarias e azeite que só Marrakesh sabe criar.

Saladinhas marroquinas

Gueliz — o Marrakesh contemporâneo

Depois da imersão na Medina, Gueliz é um sopro de ar fresco. Ruas largas, cafés modernos, galerias, jacarandás, trânsito ordenado. É o Marrakesh cosmopolita — aquele que vive no presente.

Outro bairro moderno é o Hivernage, que vemos no caminho do aeroporto para a Medina, onde vivem os ricos de Marrakesh.

No coração de Gueliz está o mundo que YSL ajudou a eternizar.

🌿 Jardin Majorelle — azul que vibra

O Jardim Majorelle não é apenas um jardim: é um estado de espírito. Ao entrar, parece que atravessamos um véu invisível entre dois mundos — o Marrakesh ocre e labiríntico fica para trás, e surge um universo onde a natureza é escultura e onde até a luz parece se mover com mais elegância.

Criado pelo artista francês Jacques Majorelle nos anos 1930, o jardim é uma obra viva, um manifesto estético onde cada planta, cada sombra e cada detalhe arquitetônico foi escolhido como se fosse tinta sobre tela. Não existe exagero em dizer que Majorelle “pintou” um jardim.

E então vem a cor que se tornou lenda: o Azul Majorelle. Não é um azul comum — é profundo, elétrico, vibrante, quase impossível de descrever. Dizem que Jacques Majorelle buscou essa tonalidade por anos, testando pigmentos até encontrar uma cor capaz de dialogar com o sol intenso de Marrakesh. É uma cor que não recua; ela avança, pulsa, toma espaço. Parece líquida. Parece viva. É impossível olhá-la e não sentir algo no corpo, como um choque suave ou um despertar dos sentidos.

Caminhar pelo Majorelle é como andar dentro de uma pintura surrealista: bambuzais que sussurram, palmeiras que se curvam em direção ao céu, cactos que parecem esculturas modernistas, lagos com peixes dourados que refletem o azul impossivelmente saturado das paredes.

A luz aqui não se comporta como em outros lugares — ela se infiltra pelas folhas, dança sobre o chão amarelo, cria sombras geométricas que lembram arabescos. É um jardim que não imita a natureza; ele a reinventa.

E há algo profundamente emocional ali, como se o jardim respirasse o mesmo ar que seus criadores. Talvez seja por isso que Yves Saint Laurent dizia que foi em Marrakesh — e especialmente neste jardim — que ele descobriu a cor. No Majorelle, a cor não é ornamento: é linguagem, é presença, é espírito. E quem caminha por ali, mesmo que por alguns minutos, sente que está sendo envolvido por essa energia cromática que Majorelle e YSL eternizaram.

O Majorelle não é visitado. Ele é experimentado.

A Mansão de YSL & Pierre Bergé — luz, retiro e legado

Muito antes de o Jardin Majorelle se tornar um ícone global, outra história acontecia ao lado dele. Uma história de amor, criação e cura — a história de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé.

Yves Saint Laurent e Pierre Bergé

Pierre Bergé, o grande parceiro de vida, negócios e alma do estilista, foi o guardião de sua sensibilidade. Quando YSL começou a ser engolido pela pressão parisiense, Pierre buscou um lugar onde ele pudesse renascer — e encontrou Marrakesh.

Ao chegar à cidade em 1966, Yves teve um choque estético: “Em Marrakesh, descobri a cor”, ele dizia. Paris era trabalho. Marrakesh era vida.

Pouco depois, compraram uma mansão tradicional marroquina – Vila Oásis – com pátios internos, muros altos, palmeiras e luz filtrada.

Foi ali que Yves: desenhava, descansava, se curava e reencontrava a simplicidade. Nesse lugar ele vivia como um ser humano, não como um ícone.

Pierre, como sempre, cuidava de tudo: das reformas, da administração, dos detalhes do cotidiano que permitiam a Yves apenas ser.

Quando Jacques Majorelle faleceu, seu jardim vizinho ficou abandonado. Pierre percebeu que ele seria vendido para virar hotel — um crime cultural.

Assim, os dois compraram e restauraram o Jardin Majorelle, unindo sua mansão ao jardim e criando um universo íntimo e sagrado.

Vila Oasis

Quando Yves morreu, suas cinzas foram depositadas lá. Ele voltou, enfim, ao lugar que lhe devolveu a alma.

🎨 Museu Yves Saint Laurent

O Museu Yves Saint Laurent Marrakech fica ao lado do Jardin Majorelle e celebra a vida, a obra e o imaginário do estilista francês que encontrou em Marrakesh sua maior fonte de libertação criativa.

O museu foi idealizado pela Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent e inaugurado em 2017, alguns anos após a morte de Saint Laurent. Pierre Bergé faleceu nesse mesmo ano, pouco antes da inauguração do museu. Seu maior legado foi preservar o universo artístico de YSL como patrimônio cultural.

A arquitetura é uma das mais belas da cidade: paredes curvas em terracota, textura de tijolos que evocam tecidos drapeados e um interior que lembra um cofre, feito especialmente para guardar a “alta-costura” como patrimônio artístico.

Dentro, o visitante encontra croquis originais, fotografias, arquivos, acessórios icônicos e peças de alta-costura expostas em ambientes escuros e contemplativos, como se fossem joias.

Fonte: Museu YSL Marrakesh

É um museu pensado para mostrar o génio técnico, o olhar artístico e a sensibilidade emocional de Saint Laurent — e como Marrakesh transformou radicalmente sua paleta de cores e sua coragem criativa. A loja vende vários itens da YSL, comprei um colar estilo marroquino da marca que é uma jóia de lindo!

Também existe o Café YSL em que vale a pena a parada para tomar um Café Arábico (com especiarias) e o famoso chá de menta.

Café do Museu YSL

✂️ A relação com Christian Dior

Yves Saint Laurent começou sua carreira de forma meteórica: aos 18 anos, foi contratado como assistente de Christian Dior, então o maior nome da moda francesa pós-guerra. Dior o viu como um prodígio — um olhar raro — e se tornou uma espécie de mentor. Em 1957, quando Dior morreu subitamente de um ataque cardíaco, YSL, com apenas 21 anos, foi nomeado diretor artístico da Maison Dior.

Foi um choque para Paris, mas ele brilhou imediatamente: sua primeira coleção, a famosa Ligne Trapèze, não só salvou a maison da falência como consolidou seu nome como um dos maiores estilistas de todos os tempos. Essa época moldou sua sensibilidade: o corte perfeito, a disciplina da alta-costura, a escultura do tecido — tudo isso nasceu de Dior.

Ligne Trapèze

Mais tarde, ao fundar sua própria maison com Pierre Bergé, Yves Saint Laurent levaria consigo o legado de Dior, mas reinventado com ousadia, arte moderna, culturas africanas, orientais e árabes — especialmente Marrakesh, que lhe deu novas cores e novos mundos.

🍃 La Bohème — almoço leve na Rue Yves Saint Laurent

É também em Gueliz que se encontra a charmosa Rue Yves Saint Laurent, uma rua tranquila, elegante e banhada pela energia artística deixada por ele.

E é exatamente ali, no número 1 Rue Yves Saint Laurent, que está o La Bohème — um restaurante moderno, luminoso e acolhedor, perfeito para um almoço após visitar o museu e o jardim. Com estética leve, pratos frescos e um ambiente que mistura Europa e Marrocos, o La Bohème captura o espírito boêmio e sofisticado que fez Yves se apaixonar por Marrakesh.

É o tipo de lugar onde o tempo desacelera e onde a cidade parece respirar através das cores, dos aromas e da luz dourada que cai suavemente sobre a rua que leva o nome do estilista que mais amou esta terra.

🛍️ Antes de partir — perfumes e argan

No aeroporto, descubro o charme das lojas de perfumes árabes, como a Swiss Arabian, marca dos Emirados Árabes.

Esse perfume oriental é maravilhoso!

São perfeitas para testar fragrâncias — mas comprar na Europa custa metade do preço.

Por outro lado, as linhas marroquinas de produtos com óleo de argan valem muito a pena ali mesmo: são autênticas, frescas e confiáveis. Comprei o óleo de argan da marca orgânica marroquina Hendiya que tem, literalmente, o cheiro de Marraquesh.

Maravilhoso!

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