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Islândia | Dia 1: O Circulo Dourado e a Costa Sul

No primeiro dia da expedição com a Troll Expeditions, o roteiro nos levou por alguns dos pontos mais emblemáticos e fotografados da Islândia: o Círculo Dourado e o início da Costa Sul. Foi um dia intenso, repleto de forças naturais em movimento — da terra que ferve ao gelo que despenca.

Parada 1: Parque Nacional Þingvellir – onde placas tectônicas se separam

Começamos o dia em Þingvellir, um lugar que é geologicamente e historicamente único. É aqui que as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia se encontram — ou melhor, se afastam. Andar entre as falhas geológicas, com paredões de rocha negra se erguendo ao redor, foi como caminhar entre mundos.

Mas Þingvellir também é sagrado para os islandeses: foi lá que, no ano 930, se formou o Alþingi, o primeiro parlamento democrático da história. Senti um respeito silencioso ao caminhar por aquele solo, imaginando as assembleias ao ar livre de mil anos atrás.

Parada 2: Geysir – o berço dos gêiseres

Seguimos para o vale de Haukadalur, onde está o famoso Geysir, que deu origem à palavra “gêiser”. Embora ele esteja hoje praticamente adormecido, o vizinho Strokkur entra em erupção a cada 5–10 minutos, lançando uma coluna de água quente a mais de 20 metros de altura.

A sensação de ver a água borbulhando, o vapor subindo e, de repente, a explosão, foi como assistir a um espetáculo natural – imprevisível e poderoso. A terra ali parece viva, pulsante, respirando por entre os campos de lava.

Antes de partir, uma pausa perfeita no frio islandês: a sopa de tomate servida no restaurante do Geysir é simples, reconfortante e absolutamente imperdível. Cremosa, bem temperada e servida com pão fresco — o combo ideal entre uma explosão de sabor e o calor que abraça. Tudo isso com vista para as paisagens fumegantes do campo geotérmico, onde a terra respira e borbulha ao fundo.

Parada 3: Gullfoss – a cascata dourada

Logo depois, fomos à imponente Gullfoss, a “cascata dourada”, formada pelo rio glacial Hvítá. O nome vem do brilho dourado que aparece em certos ângulos, especialmente quando o sol está presente — e tivemos sorte de pegar uma luz maravilhosa.

A queda de 32 metros em dois níveis forma um desfiladeiro dramático. O rugido da água é hipnotizante. Reza a lenda que Gullfoss quase virou uma usina hidrelétrica, mas foi salva por Sigríður Tómasdóttir, uma jovem local que ameaçou se jogar na cachoeira se a obra fosse adiante. Hoje, ela é considerada uma heroína ambiental na Islândia.

Parada 4: Skógafoss – a cachoeira que se pode atravessar

Seguimos então pela estrada costeira até Skógafoss, talvez uma das cachoeiras mais impressionantes que já vimos. A chegada à Skógafoss é quase sempre anunciada pelo som antes da imagem.

Um rugido contínuo que cresce à medida que nos aproximamos e que, ao chegar, ocupa tudo. Com cerca de 60 metros de altura e 25 metros de largura, Skógafoss é uma das maiores e mais poderosas cachoeiras da Islândia — não pela altura extrema, mas pelo volume constante de água que despenca sem interrupção.

A noite terminou no The Drangshlíð Inn by Ourhotels onde jantamos e esperamos pela Aurora Boreal.

Esse dia fez muito frio, mas foi incrivelmente ensolarado.

Gelamos o champagne na neve do lado de fora 😉

Para acompanhar as chances de ver a aurora, baixei o app “Aurora”, que mostra a porcentagem de visibilidade com base na sua localização exata. Prático e intuitivo, ele ajuda a planejar o melhor momento para olhar o céu.

Considerações finais do dia:

Esse dia foi uma sucessão de maravilhas naturais. Hoje senti a Islândia como uma força vital: uma ilha que respira, pulsa e se transforma. Da fissura das placas à explosão dos gêiseres, tudo aqui lembra que a Terra está viva.

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