Brasil · São Paulo

Café Girondino | casarão do século XIX no Centro de São Paulo

Com decoração inspirada na São Paulo do início do século XX, o Café Girondino casa perfeitamente com o local em que está instalado: o centro da cidade.

Com vista para o mosteiro de São Bento, abriu no fim da década de 1990 com a intenção de resgatar as características de um antigo café, instalado na rua 15 de Novembro, em 1875. Instalado em uma mansão do século passado é a mistura perfeita entre gastronomia e cultura e um dos mais charmosos restaurantes do centro antigo.

O local destaca-se pelo ambiente amplo e ao mesmo tempo intimista. Com projeto assinado pelo arquiteto Mario Bernardes oferece três ambientes: no térreo o Café, no mezanino o bar e no andar superior o restaurante.

Optamos pelo prato do dia que era composto por um risoto de fungui e picanha argentina grelhada. O sabor foi surpreendente e uma das melhores refeições que já fizemos. Os pratos são enormes e servem tranquilamente 2 pessoas. Peça um prato para dividir que eles trazem servido em dois. E é muita comida. Altamente recomendado. Há várias outras opções de massas, carnes e peixes a la carte. a média de preços dos pratos é de R$30-50.

Café GirondinoRua Boa Vista, 365

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Mosteiro e Padaria de São Bento | refúgio beneditino no Centro de São Paulo

Igreja e Mosteiro de São Bento

O Mosteiro de São Bento é um símbolo de grande importância para a cidade de São Paulo. Com mais de 400 anos de História, o Mosteiro sempre teve grande influência na cidade.

Óbvio que a construção atual do Mosteiro não é a mesma de séculos anteriores. Já é a quarta construção que iniciou-se em 1910 e deu origem à nova igreja e ao Mosteiro.

A construção segue o estilo da escola artística de Beuron, projeto de Richard Berndl – Professor da Universidade de Munique e um dos melhores arquitetos da Alemanha .

É desta época a decoração interna em estilo Beuronense que foi feita pelo beneditino belga Dom Edelberto Gressnigt. A Basílica só ficou pronta em 1922. Nesta época foram instalados os sinos e o relógio, tido como o mais preciso de São Paulo.

A igreja fica bem na saída do metrô São Bento, sentido Largo São Bento. O local é bem segurado e com muitos policiais. O ideal é chegar com 30-40 minutos de antecedência para conseguir lugar para sentar. Chegamos às 9:30 e só o último banco estava vago. A igreja fica muito cheia e há pessoas assitindo à missa inclusive da praça. A missa das 10am é a única que une o canto gregoriano e o órgão.

Dentro do mosteiro há também uma lojinha que vende lembranças de São Bento e os CDs dos cantos, além da famosa Padaria do Mosteiro.

Padaria do Mosteiro

O lema dos monges beneditinos é: “Oração e Trabalho”. São Bento ao escrever a Santa Regra dita que a vida do monge seja a oração e o trabalho, uma vez que, a ociosidade é inimiga da alma.

Assim, no mosteiro, os monges ocupam-se principalmente com o trabalho manual e com os estudos espirituais. Uma das principais tarefas dos monges e principal fonte de renda do mosteiros é a confeitaria e a panificação. As geleias, bolos e pães da padaria do Mosteiro de São Bento, no centro de São Paulo, são sucesso de público e até da crítica especializada. Os produtos já ganharam vários prêmios.

Todas as receitas produzidas são europeias, com exceção do Bolo dos Monges, feito com vinho canônico (utilizado nas missas), damasco, ameixa e açúcar mascavo. Trata-se de uma receita do final do século 19, elaborada pelos monges brasileiros.

Outros sucessos são o Benedictus, o pão de mel, com toque de geleia de damasco (são produzidos 250 diariamente) e o pão São Joaquim, feito de azeite extra virgem e azeitonas.

Entre outras especialidades estão o Bolo Dom Bernardo –receita francesa preparada nas festas litúrgicas à base de café, chocolate, conhaque, nozes, pêssego e gengibre e os biscoitos PAX, feitos com água de flor de laranjeira.

A forma de preparar essas delícias monásticas só é transmitida a um outro monge para que se continue cumprindo o que escreveu S. Bento: “são verdadeiros monges, se vivem do trabalho de suas mãos”.

Esses itens eram vendidos somente aos domingos, dentro do mosteiro, depois da missa das 10am. A fila dá a volta na praça e prepare-se para esperar cerca de 1h para conseguir comprar as iguarias. Enquanto estávamos na fila, umas senhoras passam com o cardápio para que você já escolha o que quer e não haja tanta demora na compra.

Agora esses produtos estão à venda também em uma padaria de luxo, nos Jardins, que leva o nome do Mosteiro. Outra atração do mosteiro é o Brunch oferecido no segundo e último domingos do mês – leia mais aqui.