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Côte d’Azur: Nice, Cannes e Saint Tropez

Aproveitamos um feriado prolongado de três dias para conhecer a Côte d’Azur, também conhecida como a Riviera Francesa, no sul da França e conhecer as cidades de Nice, Cannes, Saint Tropez e Mônaco. Ninguém sabe bem ao certo onde começa e onde termina essa regiao, mas eu sou a favor da teoria que ela começa em Saint Tropez e termina na fronteira com a Itália, nos Alpes-Marítimes.

Veja o vídeo sobre a Côte d’Azur no meu canal do Youtube: https://youtu.be/hs_4UN2AYpM

Promenade des Anglais em Nice

Essa regiao da Côte d’Azur da França é muito visitada por turistas de todo o mundo atraídos pelo seu turismo de luxo e água azul clarinha. Ela foi colonizada muito cedo por marinheiros gregos que fundaram colônia que hoje sao cidades super conhecidas como Antibes e Nice e devido ao seu clima agradável e belezas naturais, sua fama remonta da época dos czares russos que costumavam passar suas férias de verao na regiao e que pouco a pouco foi atraindo ricos e famosos para visitar e inclusive morar nas suas redondezas.

Em princípios do século XIX passou a ser um dos lugares favoritos de férias da aristocracia inglesa, por isso uma de suas avenidas principais en Nice se chama “Promenade des Anglais”. Ela também inspirou artistas do Impressionismo e da Arte Moderna como Matisse, Monet, Renoir, Van Gogh, Chagall e Picasso que, inclusive, viveu os úl­timos anos de sua vida na região. Personalidades como Brigitte Bardot e Elton John também já moraram por lá.

Ela sempre foi alvo de muitas disputas por estar localizada entre o Reino da França e os principados italianos. Como resultado sua cultura é uma mistura da cultura provençal, da Provença e da Itália. Por ser perto do mar também recebeu muita influência de outros povos como Espanha, Marrocos e Tunísia que enriqueceram sua cultura e suas receitas. A gastronomia do lugar é considerada uma das melhores da França, uma mezcla entre a francesa e a italiana, bem mediterrânea, com frutos do mar, berinjela, pimentoes e frutas. Na verdade, para mim, que moro em Barcelona a uns 350 km do sul da França, a comida é a mesma daqui: Tapenade (pasta de azeitonas, Aioli (pasta de maionese com alho), Daube Niçoise (a famosa carne de panela), Pan Bagnat (que aqui se chama sanduíche vegetal com atum, ovos e salada) e a parte italiana com Beignets de fleurs de Courgettes (flores de abobrinha frita), Pistou (pesto) entre outros.

As distâncias entre as cidades sao curtas e o ideal é escolher alguma delas como base, alugar um carro e sair para conhecer a regiao. Nós usamos Nice como base para explorar a regiao porque, além de ser a opçao mais em conta dentre as três cidades, está no meio do caminho tanto para visitar Cannes e Saint Tropez de um lado como Mônaco do outro.

NICE

Nosso hotel ficava no centro antigo, na Vieux Nice, bem próximo da Notre Dame de Nice, a maior igreja da cidade, que construída em 1868, foi inspirada na de Paris, com o objetivo de afrancesar a regiao que acabava de sair do domínio de Gênova. Isso mesmo!

A Notre Dame de Nice fica na avenida mais badalada da cidade no queisto compras: a Avenida Jean Médicin. Sao vários cafés, lojas e supermercados e pela qual circulam bondinhos e tranvias. Ótimo lugar para comprar o vinho mais famroso da regiao, o Côte de Provence, um vinho rosé bem suave, é no Monoprix perto da Notre Dame.

Nós começamos nosso dia em Nice por ali, com um café da manha maravlhoso como só os franceses sabem fazer: café melange, croissant e mesinhas voltadas para o vai e vem do jet set.

O grande barato de Nice, como de toda a Côte d’Azur, é percorrer suas ruazinhas estreitas, observar suas casinhas coloridas e visitar suas várias lojinhas e restaurantes. A Praça Massena, toda de pedras escuras com mesinhas nas calçadas é imperdível para isso.

No final da avenida Jean Médicin está o Parc de la Colline ou a Colline du Chateau, uma antiga fortaleza da cidade que tem uma enorme área verde, zona de piquenique, pequenas cascatas e uma vista de Nice e da Promendade des Anglais de tirar o fôlego, chamada carinhosamente de La Prom.

La Prom é uma avenida super bonita, a maior parte a beira-mar, e onde por está o Hotel Negresco, o mais elegante e antigo do lugar que ostenta uma cú­pula rosada projetada por Gustave Eifel, o mesmo que assina a torre mais famosa do mundo, em Paris. Localizado em frente à Baie des Anges, foi construí­do por Henri Negresco com o objetivo de atrair a nata da sociedade europeia. Inaugurado em 1913, era puro luxo com um lustre de mais de 16 mil peças de cristais, cedido pelo czar Nicolau II.

Outros pontos que nao tivemos tempo de conhecer, mas que podem ser interessantes sao: Cours Saleya, local onde ocorre um famoso mercado de flores durante as manhãs e com com mesinhas do lado de fora; a Ópera e o Palácio de Justiça e a Catedral Russa, a única igreja ortodoxa russa construída fora da Rússia.

Pegamos o carro rumo a Promenade des Anglais, a avenida mais famosa da cidade e partimos para Cannes. Se puder, alugue um carro conversível, potencializa a experiência sem dúvidas.

CANNES

Cannes tem um centro histórico super charmoso e um castelo medieval. Nos perdemos pelas suas ruazinhas estreitas parando entre um café e outro para tomar uma taça do vinho rosé Côtes de Provence e ostras. As ruazinhas mais charmosas sao as Sanit-Antoine e Suquet.

Mas o point da cidade é a avenida beira-mar, o Boulevard de la Croisset onde além das lindas praias de areia fina (nao sao pedras!), hotéis de luxo e cassinos estao as lojas de luxo da Chanel, Dior, Louis Vuitton entre outras.

O Porto Velho ou Port Vieux também é bem interessante e lotado de iates, veleiros e lanchas.

No mesmo Boulevard fica o Palais des Festivales que levou Cannes a ser conhecida mundialmente por conta do seu Festival Internacional de Cinema que acontece aí todos os anos. Aí está a Chemin des Étoiles, a versão francesa da Calçada da Fama com as maos e autógrafos de varias estrelas do cinema como Isabella Rosellini.

SAINT TROPEZ

Saint Tropez é sem duvidas a cidadezinha que mais gostei da Côte d’Azur porque tem um climinha mais decontraído estilo rústico-chique. Foi a Brigitte Bardott que a colocou no mapa do jet set internacional em 1956, quando estreou o filme “E Deus criou a mulher” e que usava como cenário sua casa na rue de la Rampe, 12.

Desde aí, o filme mudou o destino desse povoado de pescadores com apenas 8.000 habitantes e o tranformou em um porto de mega yates, que recebe cerca de 5 milhoes de turistas por verao, que serve cafézinhos a 10 euros no Café de Paris ou no Sénéquier e que exibe várias galerias de arte e lojas de luxo como Gucci, Chanel e Louis Vuitton, e tudo isso regado a muito vinho Côte de Provence, trufa e frutos do mar. Essa é Saint Tropez, uma Búzios européia frequentada por milhonários de todo o mundo que querem viver la vie-en-rose.

Nossa primeira parada foi na sua praia mais famosa a Plage Pampellone em Ramatuelle conhecida por ser frequentada pelas celebridades mundiais e pelos seus badalados Beach Clubs. Os mais famosos sao o Cap 21, o Le Club 55, o Nikki Beach e o Plage Orangerie.

Pesquisei bastante antes de escolher e acabei optando pelo Plage Orangerie porque queria um ambiente mais familiar e nao de balada. Nós adoramos tudo no Plage Orangerie, desde o ambiente clean, mas chique, a disposiçao das mesas, comida maravilhosa e praia com espreguiçadeiras.

Passeamos bastante pela Vieille Ville ou centro histórico da cidade que é lindo – um emaranhados de ruazinhas com as casinhas todas em um ton sur ton que vai do ocre ao terracota. Vários restaurantes, cafés, padarias e lojinhas. Perto da Place des Lices está uma dessas patisseries imperdíveis: a Tarte Tropeziene (Place des Lices), que vende o doce típico de San Tropez, cuja massa parece um sonho assado e o recheio, um creme de pasteleiro sensacional, geladinho e com sabor de baunilha, ao estilo de creme de leite do bom, aquele bem grosso e gorduroso.

Do outro lado da Place des Lices está o Dior Des Lices (Rue François Sibilli, 13), o café da Christian Dior que serve o café com as letras Dior peneiras com cacau em pó. No alto da Vieille Vile, está a Citadelle, um forte do século XVI que oferece vistas da cidade, mas nao subimos.

Do centro histórico fomos para o Vieux Port (Quai Frédéric Mistral, que depois vira Quai Jean Jaurèsonde) onde estao os mega yates e lanchas milhonários – dizem que há uma lista de espera de mais de 6.000 barcos. Lindo, lindo e lindo!!!

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