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Berlin Local: Friedrichshain e a East Side Gallerie

Os bairros de Friedrichshain e Kreuzberg estão divididos pelo Rio Spree. Na época da divisão de Berlin, o Muro traçava seus limites: Kreuzberg ficava à oeste fazendo parte da BDR (Bundesrepublik Deutschland) e Friedrichshain ficava à leste, na parte comunista, dominada pela então URSS, a DDR (Deutsche Demokratische Republic).

Friedrichshain era um bairro de operários, mas depois da guerra começou a atrair uma população bem underground.

Por lá você vai encontar gente de todas as tribos: punks, hippies, nazis e alguns drogados.

Não é perigoso, mas é bom ficar atento porque certamente você vai querer passar por lá para visitar a East Side Gallery.

A East Side Gallery é a maior galeria a céu aberto do mundo com 1,3 km de extensão onde está o trecho mais conservado do muro de Berlin.

São centenas de grafites de artistas de várias partes do mundo que retratam a situação política e economica da época a Guerra Fria.

A pintura mais famosa é o beijo entre o líder russo Leonid Brezhnev e Erich Honecker, líder da DDR.

Prepare-se para acotovelar-se com centenas de turismas que disputam os centímetros da pintura para fazer fotos. Pela manhã o lugar está sempre mais vazio. Ao lado está o “The Wall Museum” que conta toda a história do muro e onde tem uma lojinha em que você pode carimbar seu passaporte, simulando a entrada en Berlim.

Hoje existe uma associação que cuida da preservação do muro e das pinturas, recuperando-as das pixações e desgastes do tempo.

Na Warschauer Straße, onde está a parada de metrô mais próxima, há uma série de restaurantezinhos descolados como o coreano Seoul Kitchen super famoso pelo seu churrasco. Ficamos com vontade de ir, mas não encontramos oportunidade.

Um pouco mais a frente está o RAW, um local, a princípio abandonado, ao lado das vias usadas pelos trem regionais, que com o apoio da comunidade, hoje é uma associação de artistas, se transformou em outra galeria a céu aberto.

A princípio o lugar não foi pensado para o turismo. Era uma forma dos artistas mostrarem e praticarem suas pinturas e que com o tempo foi sendo reconhecido pela população local.

Hoje há uma série de barraquinhas de comida na entrada, estilo truck food, barzinhos improvisados, área de skate e duas baladas eletrônicas lá dentro do espaço, a Suicide Circus e o Haubentauscher, um beach club super descolado que uma amiga minha alemã me recomendou.

A arte do grafite nasceu em Berlin com o fim de maquear as paredes dos velhos edifícios da cidade e daí se espalhou para o mundo e dizem que enquantos os preços dos aluguéis permitam, os artistas continuarão por ali fazendo seu trabalho.

Seguindo para o outro lado da Warschauer Strasse e atravessando a ponte Oberbaumbrücke, não esqueça de olhar para o lado esquerdo e ver o Molecule Man.

Você estará agora em Kreuzberg, o lado oriental do bairro, ocupado hoje principalmente por filhos de imigrantes.

Nos meses de verão, fica aberta por ali a Badeschiff, uma piscina montada no meio do rio com uma prainha (com areia) e barzinho na margem. Nós acabamos não indo porque um amigo meu, que mora em Berlin, comentou que o lugar fica lotadíssimo e tem fila de espera de até 1 hora, então desistimos. Se quiser ir, escolha um dia que não esteja tão quente e vá pela manhã para tentar driblar a concorrência.

Leia a sequência sobre Kreuzberg e Neukölln aqui.

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