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Irlanda | Roteiro de 1 dia em Dublin

Dublin está localizada na costa oeste da ilha da Irlanda na desembocadura do rio Liffey que corta a cidade. Foi fundada pelos vikings em 841 como base militar e de comércio é desde a Idade Média a capital da Ilha. Suas dimensões sao pequenas, pricipalmente se comparada âs cidades brasileiras o que permite conhecer caminhando e sem estresse a maioria das suas atrações.

Por isso a escolha de um hotel super bem localizado como o nosso, leia o post aqui, foi essencial para facilitar a vida tanto na chegada do aeroporto (o ônibus para quase em frente) quanto para explorar a cidade. Veja as dicas de hotel e transporte que escrevi aqui.

Nosso hotel ficava em uma travessa da O’Connor Street que é a principal rua de comércio da cidade. Ela começa na Ponte O´Connor, atravessa o rio Liffey que corta a cidade e termina na Parnell Street, outra rua com várias lojas importantes se você gosta de compras.

Flanando pela O’Connor Street fomos esbarrando com vários monumentos muito representativos para os irlandeses como a Espiral (como lembrança de um ataque do ETA), Daniel O’Connor, um famoso líder nacionalista entre outros.

Atravessamos a ponte Ha’penny Bridge rumo City Hall onde começava o tour. Atualmente ela se chama Liffey Bridge, mas popularmente ainda mantém o nome antigo porque até 1914 era preciso pagar 0,50 centavos para atravessá-la (half penny). É a ponte peatonal mais antiga de dublin e uma das primeiras a ser construída de ferro fundido por volta de 1800.

O edifício da prefeitura (City Hall) é lindo, todo em estilo gregoriano e funcionou ativamente até 1995 e agora aí só se realizam as sessoes do Conselho Municipal.

Como chegamos beeem antes decidimos tomar um café da manhã tipicamente irlandes com feijao doce, ovos, bacon, tomate, cogumelos e pao no Elephant & Castle e foi uma experiência incrível. Delicioso e altamente recomendado!

Partimos para o Castelo de Dublin, na Dame Street, inaugurado em 1204, até 1922 foi um assentamento fortificado do governo britânico na Irlanda. Em 1922 se estabeleceu o Estado Livre da Irlanda e assumiu o poder um governo provisório.

Somente em 1938 tomou o poder realmente o primeiro presidente da Irlanda, Douglas Hyde, cuja posse foi celebrada no Castelo de Dublin. Hoje, o Castelo é destinado para eventos do Governo da Irlanda, incluindo a cerimônia de Estado como a posse do presidente, que ocorre a cada 7 anos.

O nome da cidade também vem daí: Duibh Linnia, significa literalmente piscina negra, em referência a uma piscina formada na confluência do Liffey e do Podle na região do atual Castelo de Dublin.

É possível visitar o castelo somente com um tour guiado que visita os apartamentos de Estado (state apartments), a Capela Real (Royal Chapel) e a cripta (undercroft).

Continuamos a caminhada rumo à St. Patrick’s Cathedral, para mim que estudei em escola britânica, um símbolo da Irlanda. Para quem é de Sao Paulo sabe que é um marco beber cerveja verde no Ommaleys em pleno St. Patrick’s day! A Catedral foi construída por volta de 1200 e é a primeira de Dublin e maior da Irlanda.

Depois de uma pequena pausa para mais um Mercado de Natal que estava acontecendo do lado da Catedral – e seus maravilhosos hot-dogs, pegamos o caminho de volta.

Contornamos o City Hall e chegamos no Temple Bar, uma das áreas de entretenimento mais populares de Dublin. Essa área (que nao é só o nome do famoso bar) é lotada de edifícios históricos e ruazinhas peatonais que ainda matém o seu traçado medieval repletas de cafés, restaurantes, pubs e lojinhas.

À noite voltamos para conhecer o bar, Temple Bar, e tomar uma Guinness, a cerveja irlandesa por excelências. Aliás é possível visitar a fábrica da Guinness que fica do lado oposto do rio e inclusive faz parte do roteiro das linhas de ônibus de turismo “hop on hop off”.

Nossa próxima parada foi em Graffon Street outra rua famosinha de comércio junto com a Suffolk Street. Ela também é famosa por abrigar a estátua de Molly Malone, um personagem histórico e legendário de Dublin, uma vendedora de peixes que morreu por causa da cólera. Ela protagoniza uma cançao popular que é praticamente o hino da cidade.

A Graffon Street termina no Trinity College, a universidade mais antiga de Dublin, fundada pela rainha Elizabeth I em 1592! Sao mais de 16 hectares de edifícios históricos, praças, jardins e parques. Foi construída a partir de um antigo monastério e somente a partir de 1904 as mulheres passaram a ser aceitas como alunas. Dentre seus alunos mais famosos destaca-se Oscar Wilde.

A antiga biblioteca é o edifício mais famoso e que guarda, além dos primeiros textos de São Patrício e da Proclamaçao da República da Irlanda, o famosos Livro de Kells, conhecido como o Grande Evangelho de Sao Colombo escrito por um dos monges da Ilha de Iona que fugiram a Kells em 806 depois de um ataque viking e que contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento.

Justo em frente está a Leinster House, ou Kildare House, já que foi construída a mando do Conde de Kildare, uma antiga mansao construída em estilo gregoriano convertida hoje no Parlamento de Dublin.

Do outro lado da rua está o Museu Nacional da Irlanda (National Museum of Ireland) e a Galeria Nacional da Irlanda (National Gallery of Ireland) que desde o século XIX acolhe uma excelente coleçao de arte irlandesa e européia como pintura, objetos e mobiliário. Dentre as pinturas mais destacáveis estao as de Goya, Velazquez, Picasso, el Greco, Monet e Caravaggio com a “Captura de Cristo“. Já o Museu Nacional está mais enfocado em arqueologia, história e história natural.

Em frente ao Trinity College pegamos o ônibus 26 (é só colocar no Google Maps) ou em um bondinho da linha vermelha (LUAS) e descer na estação Heuston Station) fomos até o Phoenix Park, altamente recomendado por uma amiga minha.

Olha as portinhas coloridas no caminho.

Mas o verdadeiro destaque fica por conta dos vários alces que moram por lá e correm soltos pelo parque desde que o lugar era uma área de caça. Eu gostei tanto do parque que decidi fazer um post só para ele. Leia aqui.

Quando já nao aguentávamos mais andar, pegamos um ônibus de volta e fomos direto ao Temple Bar tomar uma Guinness.

Terminamos a noite no Beschoff Bros comendo um legítimo Fish and Chips e fazendo um “people watching” na O’Connor Street.

Uma curiosidade que nos impressionou muito em Dublin é que os irlandeses bebem muito e ficam bem bêbados. Com o onverno os pubs abre e fecham super cedo, à meia-noite já está tudo fechado) entao vários irlandeses saem do trabalho e começam a beber às 17:00 e só param quando o pub fecha! É um festival de caminhadas em diagonal na calçada, tombos na calçada, caradas no poste e gente falando sozinha impressionante! Ficávamos imaginado como essa gente conseguia voltar para casa…

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