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O dia que fomos a Frankfurt e tomamos uma fruta japonesa mergulhada em conhaque de maça

O distrito de Alt-Sachsenhausen, que fica do lado oposto ao Römer, é o maior distrito de Frankfurt e recebe muitos visitantes por ano. O motivo principal você descobrirá lendo esse post ou atravessando a Ponte de Ferro, a Eisener Steg.

Museumsufer

Ao atravessar a Eisener Steg, fica o bairro de Alt-Sachsenhausen, endereço de vários museus, quase todos na margem do rio, conhecida como conhecida como Museumsufer (Margem dos Museus).

Nesta região estão vários museus importantes de Frankfurt, dentre os quais o Museu de Comunicação, o Museu da Arquitetura, o Museu do Cinema, o Museu de Arte Aplicada, o Museu Judaico e o famoso Instituto de Artes Städel. Este último é um ótimo museu de arte e é o mais visitado. Sua coleção conta com obras que abrange do renascimento ao modernismo.

As sidrerias de Sachsenhausen

Outro motivo que eleva a fama de Alt-Sachsenhausen, é a sua rua principal, a Schweizer Strasse, cheia de bares e sidrerias (as mais famosas sao Zum gemalten Haus e Wagner) e que junto com a Rittergasse, a Paradiesgasse e a Klappergasse formam o Apfelweinviertel, ou o quarteirao do vinho de maça (sidra).

Nesse lugar há muitas tavernas e sidrerias que produzem seu próprio vinho de maça e preparam comida típica da regiao servidos ao ar livre, em uma espécie de Biergarten. Nós escolhemos a Dauth-Schneider que tem mais de 150 anos de história. Tudo começou quando um jardineiro chamado Schneider começou a produzir e vender vinho de maça caseiro e transformou sua sala de estar em uma pequena taverna. Com o passar das geraçoes o restaurante que antes de chamava “Alter Lieber” passou a chamar-se Dauth-Schneider pela uniao de Johana Schneider e Carl Dauth em 1900! Hoje o restaurante tem outro dono e chef: Paul o’Sullivan que toca o local com sua mulher e suas duas filhas.

Nesse jardim, abarrotado por famílias inteiras, as pessoas se deliciavam com seus vinhos de maça e hankäse, um queijo local. A atmosfera era super agradável, com aquele climinha de verao europeu, entao decidimos nos juntar e nos sentamos em uma das mesas cumpridas bem próxima à entrada do restaurante e pedimos uma rodada de vinho de maça que vem servido em uma jarrinha e cerâmica com pinturas azuis chamada Bembel.

Havíamos sido avisado que o Apfelwein se passava a gostar com o tempo, uma questao de costume, mas nao esperava um sabor tao acentuado de vinagre. Parecia literalmente que estávamos tomando vinagre de maça puro. Deve levar bastante tempo para acostumar-se. Estava esperando algo mais doce, parecido com as cidras belgas de maça ou pêra, mas na verdade, o sabor é bem mais ácido, afinal elas sao caseiras, feitas ali mesmo no local.

Em seguida pedimos um prato típico de Frankfurt, um cordon bleu de porco a milanesa recheado com handkäse e espinafre, grüner sauce (molho verde) – típico de frankfurt, dizem o preferido de Goethe, feito com ervas, iogurte, creme azedo e mostarda – e purê de batatas. Ficamos horas ali, a base de vinho de maça e Paulaner até que na hora da conta vi passar uma bebida interessante, que de primeira pnesei: um pêssego em calda dentro de conhaque! Pedi.

O drink é uma delícia, se chama Calvados mit Mispelchen, ou somente Mispelchen, tradicionalmente servidos nessas tavernas de Apfelwein, consitente em uma dose de conhaque de maça com uma Mispel (uma espécie de ameixa japonesa) perfurada por um palito dentro. A graça está em pegar a fruta pelo palito, brindar com ela, dar uma mordida e em seguida, dar um gole no conhaque. Uma delícia! Pedimos repeteco!

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