Alemanha · Berlim · Europa · Intercambio

Intercambio Alemanha | Como aprendi alemao

Como já contei antes trabalho em uma multinacional alemã e o alemão é muito importante para meu trabalho. Estudei alemao desde novinha no Goethe em Sao paulo e já fiz intercambio varias vezes para a Alemanha. Começo o post já respondendo a pergunta mais comum: vale a pena? Depende do tempo que você tem e do seu objetivo. Só tem um mês, nao tenha ilusao de que você vai voltar super fluente depois de ficar um mês na Alemanha, principalmente se você estiver nos níveis mais básicos.

Longe de ser pessimista, ao contrário, mas é bom estar consciente de que Alemao nao é inglês. Alemao é uma língua mais complexa e que exige mais dedicaçao do aluno. Em um mês o intercâmbio, em regra geral, sempre tem um superdotado por aí que ficou fluente em 1 mês, será válido principalmente para conhecer a cultura do país e principalmente melhorar a compreensão auditiva afinal você estará em constante contato com o idioma. Em cada esquina você aprende algo novo.

Tente fazer amizade com pessoas de outras nacionalidades para que você possa treinar a falar alemao. Em Frankfurt fiz muitas amigas: japa, China, Romenia, Turquia e falávamos o dia todo em alemao e inclusive nos encontrávamos depois da aula para almoçar, saímos para jantar e só falávamos em alemao. Foi o período que eu mais aprendi e porque também já tinha um nível B2, entao deslanchar foi mais fácil. Isso é outro ponto a ter em conta, o seu nível do idioma. Eu pessoalmente, aconselho a fazer intercambio a partir do B2. Na primeira vez que fiz estava no B1 e nao evolui quase nada, nao conseguia me comunicar na rua e foi bem frustrante. Com nível B2 foi tudo bem diferente.

Amigas de Frankfurt

Se possível fique no mínimo 6 meses. Na minha opiniao, é o mínimo para conseguir evoluir no idioma, eu acredito que em menos de 6 meses a evoluçao vai ser muito pequena. Nao esqueça que, na teoria fazer um curso na Alemanha é o mesmo que fazer um no Brasil, mas de maneira intensiva, ao invës de levar 4 meses para cada módulo, você levará 1. Entao faça o cálculo, 1 mês na Alemanha é o equivalente a um semestre de estudos no Brasil. Você vai vira fluente só porque cursou um estágio mais? Esse é o raciocínio.

E por último, mas nao menos importante, venha para estudar e nao para ficar fazendo turismo com brasileiros. O curso é intensivo, entao você terá toneladas de vocabulario para aprender todo os dias, muita liçao de casa e redaçoes. E se quiser aprender tem que estudar bastante. Turistar, só com seus amigos que falam alemao para colocar em prática tudo o que voê está aprendendo. 🙂

 

Planejamento e Organização

A organização é muito fácil só é preciso de programar com certa antecedência para conseguir bons preços. Primeiro defina o perído que vai fazer o intercâmbio: geralmente as escolas trabalham com semanas sendo o período mínimo de duas semanas. Entre no site das escolas, pesquise preço, lugar e disponibilidade de moradia e valores.

 

A Hospedagem

Nossa base foi Berlin e cada vez que voltávamos de uma viagem de final de semana mudávamos de bairro para vivenciar uma experiência diferente.

Na primeira semana ficamos hospedados no H2 Berlin em plena Alexander Platz.

Na segunda semana mudamos para o Best Western entre a Oranienstrasse e a Friedrichstrasse, ‘o point’ de Berlin.

Na terceira semana ficamos em Prenzlauer Berg no Brilliant Apartments que fica no coração da Alemanha Oriental em um prédio de mais de 100 anos de idade, mas todo renovado e modernizado.

No ano seguinte voltei para mais um intercâmbio e ficamos em um aparatamento super charmoso que achei no AirBnB na cidadezinha de Erkner que fica a 15 minutos de trem da Alexander Platz, o centro de Berlim. Foi o lugar que mais gostamos de ficar, um mês nessa cidadezinha de veraneio, com varias atividades aquáticas, pessoal simpático e do Kaufhaus, o melhor super mercado do mundo!

Foi uma experiência incrível, pois íamos no mercado, fazíamos nossa comida e lavavámos nossa roupa na lavanderia e do lado da estaçao de trens. Escolhi todos os lugares perto de metrô ou estaçao de trens para facilitar à ida à escola e aos pontos turísticos. A partir do Best Western, no entanto, eu conseguia ir a pé para a escola.

Em Frankfurt fiquei hospedada em Offenbach, a 10 minutos de metrô da Escola DID no centro de Frankfurt em um apartamento do AirBnB.

 

Escolas de Alemao em Berlim

Duas escolas que já estudei e que indico são o Goethe Institut, em que eu estudei no Brasil, e que fornece todos os detalhes dos cursos na Alemanha em seu próprio site. Você pode fechar o curso online ou ir pessoalmente na escola mais perto de você. Se for fazer o curso no verão planeje-se com antecedência, pois as vagas para Junho, Julho e Agosto se esgotam no ano anterior. Eles oferecem acomodação em casa de família, residência estudantil ou em apartamentos alugados e em determinadas escolas oferecem pensão completa durante os dias da semana. Eles possuem um curso de duas semanas que une aprendizado e cultura e de quatro semanas em diante focado somente no estudo da língua. O ponto negativo é o preço, é a mais cara das três.

Como desta vez eu queria fazer um curso de três semanas e o Goethe não oferecia essa opção saí em busca de outras e encontrei o DID Institut que eu amei. Eles usam os mesmos livros do Goethe, pelo menos na época em que eu estudei, e os professores sao ótimos. Eles também tem todos os detalhes e preços no site e oferecem os mesmo benefícios do Goethe como curso e acomodação e além disso curso de três semanas! É possível fechar tudo online, mas descobri que a CI – Central de Intercâmbio tem convênio com eles e faz toda a burocracia para você. Fui até a agência da CI na Paulista e fechei somente o curso com eles. Escolhi estudar em Berlim, mas eles tem escolas pela Alemanha toda.

Em Berlin também já estudei na Speakeasy, que fica ao lado da Galeria Westside. Ela tem um estilo mais informal, mas também é muito boa. As instalaçoes sao novinhas e meu professor era excelente. Você faz o teste online e já chega para aula no primeiro dia. Como a escola é pequena eles podem nao ter todos os níveis, por exemplo, eu tinha que entrar no C1.1 e me colocaram no C1.3 porque era a única classe de C1 que havia, mas como nesse nível um livro é idependente do outro nao me atrapalhou. Acho que isso nao acontece nos níveis mais baixos porque tem muito mais alunos. É a mais economica das três.

Escola em Frankfurt

Em Frankfurt estudei um mês na DID Institut e gostei ainda mais da escola e da professora que da de Berlim. Super recomendo! Ele tem um esquema em que cada dia da semana é um professor que te dá aula para que você tenha contato com diferentes sotaques e costumes.

Primeiro dia de Aula

Em geral, no primeiro dia de aula é preciso fazer o este de nível. Tant no Goethe quanto na DID fiz uma prova escrita e em seguida uma entrevista oral em que seu nível é definido. Pode-se comprar o material didático na própria secretaria da escola e e depois disso o professor reune a turma e faz um city tour por Berlim. Isso mesmo!

Ele ensina a usar o metrô, mostra os melhores lugares para comer, para comprar livros, mostra os principais pontos turísticos e dá dicas para que possamos voltar aos lugares que mais gostamos.

A partir do segundo dia começam as aulas para valer com muita conversação, mas sem deixar de lado as fases essenciais para o aprendizado como gramática, interpretação de textos e vocabulário. Aprendi muito vocabulário nas aulas e depois que saía do curso, por volta das 14h ia conhecer a cidade e praticar tudo o que tinha aprendido.

 

Material de Estudo

A melhor livraria da cidade é a Dussmann na Friedrichstraße 90. Tem de tudo e mais um pouco por preços muito pequenos. Trouxe uma mala cheia de livros e dicionários de alemão.

 

Alemanha · Europa · Wolfsburg

Autostadt: a Cidade do Automóvel na Alemanha

Aproveitando minha viagem de intercâmbio para Berlin, separei um dia para visitar a sede da minha empresa em Wolfsburg na Alemanha. Tinha algumas reuniões e benchmarkings para fazer, então passei quase o dia todo lá e na saída fomos visitar a Autostadt, que fica bem ao lado da fábrica da VW e que além de ser conecatada à ela é também uma atração turística.

Para chegar em Wolfsburg é muitro fácil de Berlim. Basta pegar o ICS (trem de alta velocidade) na Hauptbahnhof e em 1 hora você já está lá.

A cidade gira em torno da Volkswagen que patrocina o time local e emprega grande parte da população. Logo na saída do metrô você avista as famosas torres da fábrica e o Designers Outlet, super famoso na Europa, e com ótimos preços. Realmente vale uma visita – ele tem várias lojas legais como Ralph Lauren, Diesel, Abercrombie, Levi’s, Calvin Klein, Nike, Oakley e especialmente as marcas alemãs Adidas e Puma são muito, mas muito baratas.

Logo a frente está a Autostadt, que foi concebida concebida como um espaço de exposiçao para carros antigos e para entrar em contato com os compradores de veículos 0km. Ela surgiu nos anos 2000, ao lado da fábrica em um terreno auxiliar antes ocupado por uma fábrica de combustíveis. Com sete pavilhoes (um para cada marca do Grupo e cada um com sua atraçao especial) em uma superfície enorme separados por muita natureza, mais de 400 arquitetos trabalharam nesse projeto.

Desde a entrada você já fica impressionado com uma exoesfera gigante de 4,6 toneladas que pende do teto, obra do artista Ingo Gunter. Debaixo do globo, através de um piso de vidro se acendem 80 globos que representam os temas de interesse da ONU e OCDE. A partir daí se podem visitar varios espaços onde se replica a forma de criar um carro até informaçoes sobre o meio ambiente.

Também há um setor para crianças pequenas que aprendem a dirigir mini Volkswagens. Mas ela é muito mais que isso: a Autostadt armazena todos os carros 0km antes de sua entrega ao cliente final.

Ela é considerada um dos centros de atendimento ao cliente mais originais do mundo: aí se construiram duas torres enormes com vidro e aço com 20 andares, cada um com capacidade para 20 carros, um total de 400 carros.

Os carros novos chegam da fábrica sobre cintas automáticas que os transportam através de um sistema de túneis subterrâneos. Depois dechegar às torres, sao elevados hidraulicamente e depositados em uma vaga do edifício até que seus donos os retirem. Há dois transportadores que giram 180 graus para conseguir abastecer cada lado da torre. Quando chega o momento se ser entregado, o veículos é transportado para o térreo e levado por uma cinta até o Centro de Distribuiçáo que fica no prédio ao lado.

O complexo se completa com a presença das concessionárias das principais marcas da VW (Porsche, Audi, VW, Bentley, SEAT etc). estão reunidas no lugar e comprar um carro lá é um verdadeiro ritual que faz com que a compra seja uma verdadeira experiência. Uma verdaeira Disney dos Carros.

Também há um Premium Club onde está o Hotel Ritz-Carlton e um modelo futurista do Bugatti Veyron.

O lugar também é um  mini centro de entretenimento e enquanto espera o carro que escolheu você (ou visita) pode fazer um tour de trenzinho pela produção da fábrica da VW, visitar o museu de carros antigos, fazer tests drives, fazer ski aquático enquanto isso filhos brincasm pelos jardins, participam de oficinas de arte, dirigem mini carrinhos etc. Eu sou suspeita para falar, mas o lugar é incrível e vale muito a visita!

É claro que o lugar mais legal é o Museu do Automóvel, em um prédio todo aerodinâmico e que vai contando a história da marca através de seus modelos, desde o mais antigo até os atuales, uma verdadeira cidade do automóvel, criada para entreter a toda a família.

 

Alemanha · Berlim · Europa

Berlin Clássica, Alexander Platz e seus arredores

A Alexanderplatz é considerada o ponto central de Berlin desde a Idade Média, quando ali acontecia o mercado do boi e até antes da Guerra era o epicentro da alta sociedade berlinense com seus edifícios clássicos e requintados que foram completamente destruídos pelos bombardeios.

Durante os 30 anos em que Berlin esteve dividida pelo muro, a Alexanderplatz foi o coração da Berlin Oriental.

A fim de mostrar seu poderio a DDR (República Democrática Alemã) ampliou a praça, a tranformou em peatonal e ergueu a imensa Torre de TV (Fernsehturm).

Na praça também está a Galeria Kaufhaus, uma espécie de Mappin com um supermercado incrível no primeiro piso, o shopping Alexa com a Saturn, uma loja incrível de eletro-eletrônicos que tem preços muito bons, a Primark e várias lojas ótimas como Adidas, Decathlon etc.

Nos meses de verão todo dia acontece uma feira com vários stands de comidinhas, ideal se você ainda não provou o famoso salsichão alemão: vá de Bratwurst no pão com bastante mostarda.

Na outra direção estão o Relógio Mundial, que marca a hora de todos os países do mundo e a Fonte da Amizade entre os povos, ambos de 1969.

Já na parte oeste da praça esta a Marienkirche, que construída em 1380, é a Igreja Evangélica mais antiga de Berlin, a Fonte de Neptuno e o prédio da Prefeitura, a rotes Rathaus.

Da Praça saem importantes avenidas construídas a época do comunismo como a Karl-Marx-Allee com vários exemplares da arquitetura soviética.

Caminhamos cerca de 800 metros até o Hackerscher Markt, outra praça na região central de Berlin, criada embaixo dos trilhos do trem, onde uma séries de restaurantes, barzinhos e birgartens se distribuem.

Tem sempre um músico de rua por lá para animar as tardes enquanto você aprecia uma cervejinha ou a vista do rio Spree e da Ilha dos Museus.

Se bater uma fominha experimente o Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, é considerado um dos melhores da cidade, e é bem gostoso mesmo, acompanhado claro, da famosa Fritz Cola.

De lá atravessamos a rua até o Hackscher Höf na Rosenthaler Strasse, que é uma galeria famosa também por suas lojas de pequenas grifes e peças únicas e diferentes.

Aqui não é lugar para grandes marcas, então a missao aqui é garimpar de loja em loja pequenos achados.

As lojas estão espalhados pelas Rosenthaler Straße, Oranienburger Straße, Neue Schönhauser Straße, Alte Schönhauser Straße, Weinmeisterstraße, Münzstraße até voltar à Alexanderplatz.

Outro lugar interessante a poucos passos da Alexanderplatz é o Nikolaiviertel, que fica atrás da Prefeitura (rotes Rathaus).

É o bairro mais antigo de Berlin que conservou suas ruazinhas e casinhas medievais.

O lugar é a coisa mais fofa, cheia de restaurantes e café e vários banquinhos na beira do Spree. Por ali passava uma antiga rota comercial.

O ponto alto é a Igreja de San Nikolai, a mais antiga igreja católica de Berlin, extremamente fotogênica.

Alemanha · Berlim · Europa · Uncategorized

Berlin Ocidental: Kufürstendamm, Tiergarten e Palácio de Charlottenburg

A avenida Kurfürstendamm, em plena Berlin Ocidental, ao lado da Avenida Unter den Linden, são as queridinhas dos berlinenses para passear e curtir o final de semana, principalmente no verão.

A avenida começou a ganhar fama no final do século XX quando virou reduto de intelectuais e começaram a surgir então os primeiros cafés, teatros e cabarets.

Assim como a Alexanderplatz que era o centro de Berlin Oriental, a Kurfürstendamm era o centro da Berlin Ocidental.

Como quase tudo em Berlim, ela também foi quase que totalmente destruída pelos bombardeios durante a Segunda Guerra e começou a ser revitalizada a partir dos anos 50. Aliás Berlin é um exemplo de cidade por haver conseguido reerguer-se tão rapidamente e com tanta força depois de ser quase que totalmente aniquilada. A cidade é um museu a céu aberto!

E não poderia ser diferente na Kurfürstendamm que começa na praça Breitscheidplatz, em Charlottenburg, onde está a Igreja Luterana Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche. Com 3,5 km de extensão ela vai até a Rathenauplatz em Grünewald.

A Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche se converteu em um verdadeiro memorial da Segunda Guerra. Para manter viva a memória da destruição, a Igreja, e assim como muitos prédios em Berlin, não foi totalmente restaurada, deixando a mostra os escrombos da guerra. Falei disso também nesse post sobre a Potsdamer Platz e nesse sobre Stuttgart.

Essa região alta da Kurfürstendamm junto com a Tauentzienstrasse formam uma das principais zonas de comércio da cidade com várias lojas de moda de marcas internacionais e eletro-eletrônicos.

Em frente à Igreja está o Shopping Bikini Center, um shoping bem moderninho e super agradável.

Há algumas marcas internacionais, mas o forte daqui são principalmente as marcas alemãs como a Teufel, ótimo para encontrar aquela roupa diferentona, mas os preços não são de outlet.

O que eu achei super interessante foi a praça de alimentação. Hiper moder em um ambiente rústico/ chique e com várias opções de comidinhas que vão desde um croissant até tapas españolas.

Subimos até o terraço que tem vista para o Zoológico de Berlin no Tiergarten. Vale a pena!

Também vale dar uma passada na KaDeWe (Kaufhaus des Westes) a loja mais luxuosa de Berlin, um tipo de Harrods/ Galeria Lafayet alemã.

Logo na entrada eles te entregam o mapinha da loja que explica o que você encontrará em cada andar.

São sete andares onde se distribuem maquiagens, moda feminina e masculina, acessórios, artigos para a casa e crianças.

Há ainda uma parte só de souvenirs e uma dedicada a exclusivamente a artigos do Ampelmann, que é o homenzinho que aparece verde/ vermelho nos semáforos de Berlin.

O sexto e sétimo andares são uma mistura de praça se alimentação com Empório Santa Maria e seus artigos alimentícios de luxo. De todo tipo que você possa imaginar.

Para os amantes de chocolate há um paraíso sem fim de marcas belgas como Godiva, Neuhaus e para os amantes de chá, como eu, há, entre outros, Kusmi Tea e os chás da Fortnum & Mason de Londres que levam o selo de aprovação da Rainha.

Outra parte imperdível é a vitrine da Padaria Lênotre de Paris, principalmente a da parte de repostería. Dá para comprar as comidinhas em qualquer um dos stands que você quiser e comer nas mesinhas espalhadas tanto no sexto quanto no sétimo andar.

No sétimo andar tem um restaurante estilo buffet, que cá entre nós, serve até lagosta, e de quebra tem vista de Berlin.

Agora atenção: para os amantes do Natal como eu, na Kurfürstendamm n• 225-226 está a famosíssima loja Käthe Wohlfahrt (onde é Natal o ano todo!) com itens natalinos exclusivos como bolas, Adventskalender, enfeites entre outros.

Nessa área também está a entrada para o Aquário e para o Zoológico de Berlin que fica dentro do Tiergarten, que vistamos em 2011 e é muito legal. Vimos pandas, ursos polares, girafas e, se nós já nos encantamos, imagine se você estiver com crianças.

O Tiergarten é um parque imenso equivalente ao Central Parque de Nova York ou ao Hyde Park de Londres. Ele se estende desde o Zoológico de Berlin até o Portão de Brandenburgo.

É um lugar com muito verde e diversas fontes de água com muito espaço para relaxar, praticar esportes ou simplesmente passar o tempo. E sim, os alemães tomam banho de sol lá e muitos deles totalmente pelados.

O Tiergarten era um reduto de caça da realeza e foi só no fim do século XVII que o então rei da Prussia, Frederico III o converteu em um parque para o povo.

O Parque tem 3km de extensão e abriga uma mini ilha no centro e a Coluna da Vitória (Siegessäule) que celebra a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na Guerra dos Ducados em 1864.

Voltando para a Hardenbergstrasse (ao lado da Kurfürstendamm) dá para pegar o ônibus M45 e visitar o Palacio de Charlottenburg, a antiga residencia da familia real de Prussia.

A vista aos jardins é grátis. O ingresso para entrar no Palácio pode ser comprado tanto na bilheteria quanto online e custa 21€.

O Palácio foi construído a mando de Frederico l, para sua esposa, a princesa Sophie Charlotte e se chamava Lietzenburg.

Renomeado Charlottenburg após sua morte, foi morada de 7 gerações dos Hohenzollern.

Alemanha · Berlim · Europa

Berlin Alternativa: Kreuzberg e Neukölln

Como falei no post sobre Friedrchshain e a East Side Gallerie, os bairros de Friedrichshain e Kreuzberg estão divididos pelo Rio Spree. Hoje, por uma ação do governo para reduzir o número de fincionários e agentes do governo o bairro passou a chamar-se Friedrichshain-Kreuzberg.

Tomando por base a East Side Gallerie, Kreuzberg fica à oeste fazendo (ou seja, era parte da BDR – Bundesrepublik Deutschland) e Friedrichshein fica à leste, na parte ex-comunista, dominada pela então URSS, a DDR (Deutsche Demokratische Republic).

A Oberbrücke separa os dois bairros e te leva direto para a Skalitzer Strasse uma das mais badaladas de Kreuzberg.

Kreuzberg é conhecido como o bairro turco de Berlin, ou a pequena Istambul, pois a grande maioria dos imigrantes turcos trazidos pelo governo alemão para trabalhar em suas fábricas na década de 60 se estabeleceram por ali. De 1972 a 2005 mais de 500.000 turcos receberam a cidadania alemã.

Reparamos que todas as casas tem antenas parabólicas viradas para o mesmo lado para receber os canais da Túrquia. As crianças até alcançarem a idade obrigatória para frequentar a escola alemã falam somente turco o que explica o alto fracasso escolar do bairro.

O bairro é o berço do hip hop e do grafite por isso não espere grandes monumentos, mas sim a oportunidade de viver o bairro.

Já no fim da ponte vimos um dos grafites mais famosos do bairro, o Blackjump mural do artista italiano Blu.

Para que gosta da arte do grafite o bairro é um museu a céu aberto e invade paredes inteiras de casas e prédios.

Na altura da estação de metrô, Schlesischer Tor está a famosa hamburgueria Burgermeister que realmente tem os melhores hambúrgueres que provamos em Berlin por apenas 4,5€!

A lanchonete fica dentro de um antigo banheiro público e tem fila de pelo menos 1 hora.

As mesinhas são improvisadas e poucas, mas há também a opção de take away. Não perca!

Seguimos reto pela Oppenelstrasse até outro mural interessante, o Yellow Man, pintado pelos Gêmeos.

Giramos à direita na Wrangelstrasse até a altura da Eisenbahnstrasse onde fica o Markt Halle Neun uma espécie de praça de alimentações estilo truck food com comidas do mundo todo, tinha até tapioca.

De lá você pode caminhar uns 20 minutos ou pegar o metrô até a Oranienstrasse, uma das minhas ruas preferidas de Berlin, super badalada e cheia de barzinhos.

Curta o ambiente e se a fome apertar pare na Goldies, uma lanchonete especializada em batatas fritas “especiais” com coberturas que vão desde trufas até pato de Pequin. Excelente!

Depois da comilança descemos a Kottbusser Strasse até a Paul-Linke-Uffer e Maybachuffer, já em Neukölln, ou Neukreuz, que é como os berlinenses chamam a divisa dos dois bairros, nas margens do Spree.

Aqui o clima é o mesmo: perder-se pela ruazinhas e curtir uma taça de vinho em algum dos seus inúmeros café/ restaurantes veganos-vegetarianos-sem-lactose-com-machá. Isso é febre por lá!

Viramos à direita na Pannierstrasse onde está a Berlinburger International, um dos mais comentados de Neukölln. É muito bom, mas o da Burgermeister é melhor, além de mais barato.

Se quiser continuar o passeio, de lá siga até a Hermannplatz e pegue o metrô até a estação Tempelhof (U6), onde está o Tempelhof Dam, um antigo aeroporto transformado em Parque ou viaje duas estações mais, até a Platz der Luftbrücke (U6) e visite o Viktoria Park.